Arquivo do mês: abril 2014

A Ordem das Árvores

Naquele curió mora um pessegueiro
Em todo rouxinol tem sempre um jasmineiro
Todo bem-te-vi carrega uma paineira
Tem sempre um colibri que gosta de jatobá

Beija-flor é casa de ipê

Cada andorinha é lotada de pinheiro
E o joão-de-barro acolhe o eucalipto

A ordem das árvores não altera o passarinho

Naquele pessegueiro mora um curió
Em todo jasmineiro tem sempre um rouxinol
Toda paineira carrega um bem-te-vi
Tem sempre um jatobá que gosta de colibri

Beija-flor é casa de ipê

Cada pinheiro é lotado de andorinha
E o joão-de-barro acolhe o eucalipto

A ordem das árvores não altera o passarinho

(A Ordem das Árvores – Tulipa Ruiz)

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Suco de canábis como substituto de medicamentos convencionais

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Por: Daia Florios

Embora os resultados possam não ser grande coisa para muitos, em todo o mundo, muitas pessoas estão começando a acordar para os enormes benefícios medicinais que a cannabis tem para oferecer.

Um estudo recente realizado pelo Instituto de Psiquiatria Molecular na Universidade de Bonn, na Alemanha, descobriu que a ativação do sistema canabinóide no cérebro provoca a liberação de antioxidantes que agem como um mecanismo de limpeza. Este processo é conhecido para remover as células danificadas e melhorar a eficiência das mitocôndrias, suas fontes de energia. O estudo foi publicado na Philosophical Transactions da Royal Society.

Existe uma grande quantidade de estudos que comprovam a potencialidade na cannabis na cura de doenças, inclusive o câncer.

Da mesma forma, uma outra quantidade de estudos comprovam os malefícios da cura com medicamentos, que podem matar mais de 100.000 pessoas a cada ano, e que uma dieta baseada em vegetais pode prevenir mais de 60% das mortes por doenças crônicas.

É hora de perder o nosso estigma sobre a cannabis. A única razão pela qual nós a vemos como uma coisa negativa é porque a cannabis ameaça vários setores (inclusive a indústria farmacêutica) além de poder incidir fortemente no setor agrícola como substitutiva do algodão, do petróleo e muito mais. A Cannabis tem mais de 50.000 usos e poderia ajudar a transformar o nosso mundo. Estas informações geralmente são ofuscadas pela violência causada pelo tráfico de drogas, assunto completamente fora da discussão sobre os benefícios da planta, que tratamos aqui.

Os canabinóides têm sido comprovados como úteis na redução das células cancerosas, pois têm um grande impacto sobre a reconstrução do sistema imunológico. Embora nem todos os gêneros de cannabis tenham o mesmo efeito, mais e mais pacientes estão vendo o sucesso na redução do câncer em um curto período de tempo usando a cannabis. Ao contrário do pensamento popular e sua crença, fumar a cannabis não ajuda no tratamento da doença dentro do corpo, pois os níveis terapêuticos não podem ser alcançado através do fumo. Comendo a planta ou o óleo dela extraído, é a melhor maneira de obter os canabinóides que são as substancias benéficas.

Outro aspecto no fumar a cannabis que deve ser considerado é o fato que, quando a cannabis é aquecida e queimada ela muda a sua estrutura química e a acidez do THC muda a sua capacidade terapêutica. Além disso, sempre que se queima e se inala algo, cria-se uma oxidação dentro do corpo. Essa oxidação não é saudável para o corpo e pode conduzir a problemas de saúde em si. É por isso que os antioxidantes são uma parte importante de qualquer dieta saudável.

Veja aqui um vídeo sobre o tratamento com a cannabis, usada crua em sucos.

Fonte: [ Growroom ]

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Agricultor de SC perde sítio por não pagar empréstimo de R$ 1.387

Marcos Winter

Marcos Winter

Este é Marcos Winter, 65 anos, agricultor. Ele perdeu seu sítio localizado em Matos Costa, interior de SC, porque não conseguiu pagar ao Banco do Brasil um empréstimo de R$ 1.387 que tomou em 1997 para plantar feijão e milho.

Winter deveria ter quitado o valor (hoje, atualizado pela inflação, em R$ 3.528) em 1998, mas não o fez. Disse que a colheita no sítio, de área equivalente a 15 campos de futebol, foi ruim e que os produtos “não tiveram aceitação no mercado”. Por falta de instrução – e orientação – não se atentou à possibilidade de renegociação da dívida.

Em 2009, após a penhora e a venda da chácara em um leilão, Winter foi despejado – carregou o que pôde em uma carroça e se abrigou no galpão de uma igreja.

Hoje ele mora com a mulher e três filhos pequenos em uma casa emprestada. Vive de donativos e diz tentar entender por que perdeu o sítio todo, em vez de apenas uma parte equivalente à dívida.

“Comprei aquele sítio com muito trabalho. Era minha única propriedade. Se quisessem uma parte, eu aceitaria. Mas pegaram tudo”, afirma.

A área não poderia ter sido penhorada, pois era o único bem do agricultor. Além disso, a dívida estava prescrita quando foi cobrada na Justiça – seu advogado não notou isso à época.

O Banco do Brasil acabou induzindo o Judiciário a erro na autorização da penhora, por ter grafado a cidade errada do sítio na nota de crédito – o que pode ter dado a entender que Winter tivesse mais de uma propriedade.

O sítio foi vendido em leilão por R$ 14.200 em 2007, arrematado por uma advogada.

O Banco do Brasil, que é Bom Para Todos e 68,7% público, registrou em 2013 um lucro recorde de R$ 15,758 bilhões.

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OUTRO LADO

Procurado para comentar possíveis erros no processo de penhora do sítio em Matos Costa (SC), o Banco do Brasil informou que “o caso está sob acompanhamento da área jurídica, que executará as determinações da Justiça”.

O juiz que tratou do processo no fórum de Porto União, cidade vizinha a Matos Costa, estava em férias e não foi localizado. O juiz substituto preferiu não falar.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina declarou, via assessoria, que informações sobre a ação estão disponíveis na internet e que nenhum desembargador comentaria o caso porque ele ainda está em andamento.

O Jornal Folha de São Paulo procurou o primeiro advogado do agricultor, sem sucesso – dois ex-colegas afirmaram que ele está preso. O advogado tem condenações recentes por uso de documento falso e apropriação de bens alheios.

DIFICULDADES

O caso de Marcos Winter mostra como é difícil para muitos pequenos produtores lidar com regras e prazos de empréstimos, avalia a Fetaesc (Federação dos Trabalhadores na Agricultora de Santa Catarina).

“Por passar muito tempo na lavoura, muitas vezes o agricultor tem escolaridade baixa e assina contrato sem entender direito. Muita gente já perdeu terra por causa disso”, disse José Dresch, presidente da federação de agricultores de Santa Catarina.

No caso de Winter, o agricultor não tentou renegociar a dívida com o banco quando o débito venceu, em 1998. Contratou advogado só depois do pedido de cobrança judicial, em 2003.

Para o dirigente, o poder público deveria oferecer consultoria aos agricultores na contratação de crédito.

+ infos:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/02/1416474-agricultor-de-sc-perde-sitio-por-nao-pagar-emprestimo-de-r-1387.shtml

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR65102

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