Arquivo do mês: maio 2014

Manual de Hortaliças Não-convencionais

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Fonte: [ Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ]

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Arquivado em Alimentos, Cultivo

Para quebrar o mito da “ineficiência camponesa”

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Novos estudos afirmam avanço da agroecologia e indicam: para alimentar planeta, não são necessários nem agrotóxicos, nem monoculturas, nem transgênicos

Por Esther Vivas

Calcula-se que a população mundial, em 2050, chegará aos 9,6 bilhões de habitantes, segundo um relatório das Nações Unidas. O que significa 2,4 bilhões a mais de bocas para alimentar. Diante destes números, existe um discurso oficial que afirma que para dar de comer para tantas pessoas é imprescindível produzir mais. No entanto, é necessário nos perguntarmos: Hoje, falta comida? Cultiva-se o bastante para toda a humanidade?

Atualmente, no mundo, “são produzidos alimentos suficientes para dar de comer para até 12 bilhões de pessoas, segundo dados da FAO”, afirmava Jean Ziegler, relator especial das Nações Unidas para o direito à alimentação, entre os anos 2000 e 2008. E recordemos que o planeta é habitado por 7 bilhões. Sem contar que todo dia é jogada 1,3 bilhão de tonelada de comida, em escala mundial, um terço do total que se produz, conforme um estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Segundo estes dados, comida não falta.

Os números demonstram que o problema da fome não é por causa da escassez de alimentos, apesar de alguns se empenharem em afirmar totalmente o contrário. O próprio Jean Ziegler dizia: “As causas da fome são provocadas pelo homem. Trata-se de um problema de acesso, não de superpopulação”. Em definitivo, é uma questão de falta de democracia nas políticas agrícolas e alimentar. De fato, na atualidade, estima-se que quase uma em cada oito pessoas no mundo passa fome, de acordo com os dados da FAO. A aberração da fome atual é que ocorre em um planeta da abundância de comida.

Então, por que há fome? Por que muitas pessoas não podem pagar o preço cada dia mais caro dos alimentos, seja aqui ou em países do Sul. Os alimentos se tornaram uma mercadoria e se você não pode pagar por ela, preferem jogar a dar para comer. Do mesmo modo, os cereais não são produzidos apenas para alimentar as pessoas, mas também os carros, como os agrocombustíveis, e os animais, criação que necessita de muito mais energia e de recursos naturais do que se, com esses cereais, a pessoas forem alimentadas diretamente. Produz-se comida, mas uma grande quantidade dela não vai para o nosso estômago. O sistema de produção, distribuição e consumo de alimentos está organizado unicamente para dar dinheiro para aquelas empresas do agronegócio, que monopolizam do início ao fim a cadeia agroalimentar. Eis, aqui, a causa da fome.

Por conseguinte, por que alguns continuam insistindo em que é preciso produzir mais? Por que nos dizem que é preciso uma agricultura industrial, intensiva e transgênica que nos permita alimentar o conjunto da população? Querem nos fazer acreditar que as causas da fome serão a solução, mas isto é falso. Mais agricultura industrial, mais agricultura transgênica, como já se demonstrou, significam mais fome. Existe muita coisa em jogo, quando falamos de comida. As grandes empresas do setor sabem muito bem disso. Daí que o discurso hegemônico, dominante, diz-nos que elas têm a solução para a fome mundial, quando na realidade são aquelas, com suas políticas, que a provocam.

Outro paradigma agroalimentar

Diante do que vimos, o que podemos fazer? Quais alternativas há? Se todos nós queremos comer e comer bem, é necessário apostar por outro modelo de alimentação e agricultura. Antes, afirmávamos que agora há comida suficiente para todos. Isto é assim, com uma dieta diferente, com muito menos consumo de carne do que a dieta ocidental atual.

Nossa “adição” à carne faz com que precisemos de muito mais água, cereais e energia para produzir comida, para engordar o gado, do que se nossa dieta fosse mais vegetariana. Calcula-se, segundo o Atlas da Carne, que 1/3 das terras de cultivo e 40% da produção de cereais no mundo são destinadas para alimentá-los. Tornar compatível a vida humana com os limites e recursos finitos do planeta terra também passa pelo questionamento do que comemos.

Além disso, outro tema se apresenta, caso se proponha prescindir de uma produção de alimentos industrial, intensiva, transgênica, que alternativa temos? A agricultura camponesa e ecológica pode alimentar o mundo? Cada vez são mais as vozes que dizem “sim”.

Uma das mais reconhecidas é a de Olivier de Schutter, relator especial das Nações Unidas para o direito à alimentação, entre os anos 2008 e 2014, que afirmava em seu relatório, “A agroecologia e o direito à alimentação”, apresentado em março de 2011, que “os pequenos agricultores poderiam duplicar a produção de alimentos em uma década, caso utilizassem métodos produtivos ecológicos” e acrescenta: “faz-se imperioso adotar a agroecologia para colocar fim à crise alimentar e ajudar a enfrentar os desafios relacionados com a pobreza e a mudança climática”.

Segundo De Schutter, a agricultura camponesa e ecológica é mais produtiva e eficiente e garante melhor a segurança alimentar das pessoas do que a agricultura industrial:

“A evidência científica demonstra que a agroecologia supera o uso dos fertilizantes químicos no fomento da produção de alimentos, sobretudo nos entornos desfavoráveis onde vivem os mais pobres”. O relatório “A agroecologia e o direito à alimentação”, a partir da sistematização de dados de vários estudos de campo, deixava claro: “Em diversas regiões, desenvolveram-se e foi provado com excelentes resultados técnicas muito variadas, baseadas na perspectiva agroecológica. (…) Tais técnicas, que conservam recursos e utilizam poucos insumos externos, tem um potencial comprovado para melhorar significativamente os rendimentos”.

Um dos principais estudos, dirigido por Jules Pretty, e citado neste relatório da ONU, analisava o impacto da agricultura sustentável, ecológica e camponesa em 286 projetos de 57 países pobres, em um total de 37 milhões de hectares (3% da superfície cultivada em países em desenvolvimento), e suas conclusões não deixam dúvidas: a produtividade destas terras, graças à agroecologia, aumentou em 79% e a produção média de alimentos cresceu em 1,7 toneladas anuais (até 73%). Posteriormente, a Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e Desenvolvimento e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) tomaram de novo estes dados para analisar o impacto da agricultura ecológica e camponesa, especificamente nos países africanos. Os resultados ainda foram melhores: o aumento médio das colheitas nos projetos na África foi de 116% e na África Oriental de 128%. Outros estudos científicos, citados no relatório “A agroecologia e o direito à alimentação”, chegavam às mesmas conclusões.

Além disso, a agricultura ecológica e camponesa não apenas é altamente produtiva, inclusive mais do que a agricultura industrial, especialmente nos países empobrecidos, mas, como afirmavam os estudos anteriormente citados, também cuida dos ecossistemas, permite “conter e inverter a tendência na perda de espécies e a erosão genética” e aumenta a resiliência à mudança climática. Como também dá maior autonomia ao campesinato. “Ao melhorar a fertilidade da produção agrícola, a agroecologia reduz a dependência dos agricultores dos insumos externos e das subvenções estatais”.

Mais apoios

Outro importante relatório que aponta nesta direção são as conclusões a que chegou um dos principais processos intergovernamentais realizados para avaliar a eficácia das políticas agrícolas: a Avaliação Internacional do papel do Conhecimento, da Ciência e da Tecnologia em Desenvolvimento Agrícola (IAASTD, em suas siglas em inglês). Uma iniciativa estimulada, em um primeiro momento, pelo Banco Mundial e a FAO, e que contou com o seu patrocínio e de outras organizações internacionais como o Fundo para o Meio Ambiente Mundial (FMAM), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o PNUMA, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O objetivo desse processo era avaliar o papel do conhecimento, a ciência e a tecnologia agrícola na redução da fome e da pobreza no mundo, a melhora dos meios de subsistência nas zonas rurais e a promoção de um desenvolvimento ambiental, social e econômica sustentável. A avaliação, realizada entre os anos 2005 e 2007, contou com uma direção integrada por representantes de governos, ONGs, grupos de produtores e consumidores, entidades privadas e organizações internacionais, com um claro equilíbrio geográfico, com a participação de 400 especialistas mundiais para realizarem este estudo, que incluía uma avaliação mundial e cinco de regionais.

Suas conclusões marcaram um ponto de inflexão, já que pela primeira vez um processo intergovernamental destas características, e patrocinado por estas instituições, realizava uma aposta clara e firme na agricultura ecológica e destacava sua alta produtividade. Em concreto, o relatório afirmava que “o aumento e o fortalecimento dos conhecimentos, a ciência e a tecnologia agrícola, orientados para as ciências agroecológicas, contribuirão para resolver questões ambientais, ao mesmo tempo em que mantém e aumenta a produtividade”.

Desse modo, considerava que a agricultura ecológica era uma alternativa real e viável à agricultura industrial, que garantia melhor a segurança alimentar das pessoas e que era capaz de reverter o negativo impacto ambiental desta última. O relatório dizia: “A pegada ecológica da agricultura industrial já é muito grande para ignorá-la (…). As políticas que promovem uma adoção mais rápida de soluções de eficácia (…) para a mitigação e a adaptação à mudança climática podem contribuir para frear ou inverter esta tendência e, ao mesmo tempo, manter uma adequada produção de alimentos. As políticas que promovem práticas agrícolas sustentáveis (…) estimulam uma maior inovação tecnológica, como a agroecologia e a agricultura orgânica, para aliviar a pobreza e melhorar a segurança alimentar”.

Os resultados da IAASTD consideravam, igualmente, a agricultura industrial e intensiva como geradora de “desigualdades”, acusavam-na pelo “manejo insustentável do solo ou da água” e de práticas baseadas na “exploração trabalhista”. A avaliação concluía que “as variedades de cultivos de alto rendimento, os produtos agroquímicos e a mecanização beneficiaram principalmente aos grupos dotados de maiores recursos da sociedade e corporações transnacionais, e não aos mais vulneráveis”. Algumas afirmações inéditas, até o momento, no panorama internacional, por parte de instituições e governos.

Este relatório, com estas conclusões, foi aprovado pelas autoridades de 58 países em uma assembleia plenária intergovernamental, em abril de 2008, em Johanesburgo, em que mostraram acordo e avaliaram os resultados. Os Estados Unidos, Canadá e Austrália, como não é surpresa para ninguém, negaram-se a subscrever esta avaliação e mostraram reservas e desconformidades à totalidade.

Conclusão

Os relatórios de Olivier de Schutter, relator especial das Nações Unidas para o direito à alimentação, e da IAASTD destacam, sem ambiguidades, a alta capacidade produtiva da agricultura camponesa e ecológica, igual ou superior, dependendo do contexto, à agricultura industrial. Ao mesmo tempo, consideram que esta permite um maior acesso aos alimentos, por parte das pessoas, ao apostar em uma produção e uma comercialização local. Além disso, com suas práticas respeita, conserva e mantém a natureza. O “mantra” de que a agricultura industrial é a mais produtiva e de que é a única que pode dar de comer à humanidade demonstra-se, com base nestes estudos, totalmente falso.

Na realidade, a agricultura camponesa e ecológica não só pode alimentar o mundo, como também é a única capaz de fazer isso. Não se trata de um retorno romântico ao passado, nem de uma ideia bucólica do campo, mas, sim, de fazer confluir os métodos campesinos de ontem com os saberes do amanhã e de democratizar radicalmente o sistema agroalimentar.

Fonte: [ OutrasPalavras.net ]

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A árvore do Téneré

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Solitária, sozinha, no meio do nada. Esta é a história de uma simples árvore, talvez a mais importante de todas.

Muitos povos atravessam o Saara em busca de suprimentos diversos, levando mercadorias para a troca, procurando esposas para casar, tudo sem luxo, sem extravagâncias, porque aquele é um mundo completamente à parte e misterioso. Caminha-se por léguas e mais léguas e só se observam as dunas e o céu. Só se pode sentir o escaldante calor durante o dia e o inexplicável frio da noite. Eles sonham também, enquanto as estrelas cintilam lágrimas de louvor à coragem que lhes habita a alma.

Havia uma árvore apenas no caminho desses homens. Uma vistosa Acácia que era a árvore mais isolada do mundo. Ela foi descrita na década de 1930 por militares franceses como um milagre.

Seu nome, era tão simples quanto o ambiente exigia: “A árvore do Teneré”

Esta planta era um símbolo de respeito para os homens do deserto, que durante muito tempo usufruíram da pouca sombra que ela oferecia. Os beduínos e líderes de caravanas sabiam onde estavam e para onde deveriam seguir pois se balizavam por ela.

A Árvore do Ténéré reinou naquele lugar por décadas. Em 1939 um grupo de cientistas escavaram ao seu redor para saber como ela resistia. Descobriram que suas raízes se aprofundavam nada menos que 35 metros na areia para extrair a água necessária de um bolsão.

Ela foi a única árvore que restou de um grupo de acácias que ali nasceram quando o deserto era menos seco, lá pelo final do século 19.

A árvore solitária era a única coisa vegetal viva num raio de 400 quilômetros. Ela resistiu muito bem até 1973 quando, um motorista russo completamente bêbado conseguiu a proeza de BATER COM SEU CAMINHÃO na árvore e acabar ali com uma história que marcou a vida daqueles homens do deserto por tantos anos.

Para eles, o “Ténéré” quer dizer “o nada” e realmente “o nada” se encarregou de seguir sendo o que desejava ser, até porque muitos mistérios que nos cercam não podem mesmo ser explicados. A Árvore do Ténéré foi levada para Niamey, capital do Niger e encontram-se no Museu Nacional local os dois troncos daquela que foi não apenas mais uma árvore, mas talvez, a mais importante de todas na face do planeta.

Em seu lugar, foi erguido um simples monumento de metal que funciona como uma espécie de farol no deserto, além de guardar a memória da emblemática “A Última Árvore do Ténéré”.

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Fonte: [ Mundo Gump ]

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Curso de HORTAS em Pequenos Espaços – Online

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Introdução ao cultivo de hortas orgânicas em pequenos espaços. Cultive seu próprio alimento usando espaços cimentados, paredes, varanda do apartamento ou mesmo pequenos pedaços de terra no quintal.

O curso terá início dia 4 de JUNHO de 2014, acontecendo todas as QUARTAS-FEIRAS do mês. Previsão inicial de 3 aulas de até 2 horas cada, de 20h às 22h, podendo haver uma aula extra, caso necessário.

Curso COM DESCONTO para participantes de nosso grupo de estudos.

Valor e inscrições até 03/06, via portal Tudo Sobre Plantas:
https://ssl5786.websiteseguro.com/tudosobreplantas/asp/sos/cad_sosverde.asp?PROMO=FB02

Você assiste as aulas no conforto de sua casa, via ambiente de EAD (Educação à Distância).

Serão apresentadas informações sobre compostagem, substratos, plantio e germinação de sementes, transplante, tratos culturais, adubação, irrigação e colheita. Foi criado um grupo específico para o curso, para que os alunos possam trocar experiências e receber orientações.

Pagamento via boleto bancário ou depósito em conta.

TODOS aqueles que contribuíram com doações para o projeto estão automaticamente convidados para o curso e não pagam NADA! Basta entrar em contato por email, informando a vontade de participar.

+ infos: tudosobreplantas@gmail.com

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Parceria que frutificou: Horta Urbana na Saens Peña

Uma mistura inusitada: organização ecológica livre e filosofia pedagógica trazem vida e verde à Tijuca

por Hara Flaeschen

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A parceria de dois movimentos diferentes, mas com propósitos que se complementam, irá, literalmente, dar frutos. A Praça Sáenz Peña (Saens Peña, na grafia popular), na Tijuca, ganha uma Horta Urbana e encanta e mobiliza os idealizadores do projeto e moradores do entorno. É a primeira parceria da organização livre ‘Planta na Rua’ e de estudiosos e praticantes da pedagogia Maria Montessori, que acreditam que observar a vida e integrar-se à natureza é parte da educação: a horta é pública desde o momento de sua preparação até o momento da colheita.

O ‘Planta na Rua’, responsável por outras hortas públicas na área urbana do Rio, foi criado no final de 2009, por Mono Telha (como se autodenomina o seu criador). Inicialmente, se limitava à criação das hortas e produção de literatura alternativa, e agora abrange uma série de ações cooperativas e independentes, como adoções de canteiros, oficinas, revistas, vídeos e palestras. “A ideia e ação estão sendo difundidas pelos estados do país e possuem caráter internacionalista, autogerido em via das ações diretas”, conta Mono Telha.

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A junção dos dois segmentos foi bastante construtiva: conseguiram o apoio da Associação Comercial e Industrial da Tijuca (ACIT), que cuidou da parte burocrática. Em seguida, redigiram o projeto e a ACIT protocolou na Fundação Parques e Jardins (FPJ). Assim, conseguiram também a colaboração da Comlurb /FPJ na manutenção uma vez por mês. Semanalmente a sociedade é convocada a se apropriar da horta, ajudar em sua manutenção e se juntar ao grupo. Para manter a periodicidade, cinco famílias se revezam para estarem presentes todos os domingos.

Apesar dos frequentes elogios, os tijucanos ainda não se integraram completamente, afirma Bruna Brasil, mobilizadora do projeto e adepta do movimento montessoriano: “A população se encanta, mas não entende ainda que a horta é de todos, pensam que ela pertence ao grupo e ficam elogiando de longe. Ela é feita por todos, para todos, e deve ser cuidada e usufruída por todos. Precisamos que os tijucanos sintam-se donos da horta, como se fosse parte do seu quintal, e que o espaço público configure de fato um espaço de integração da sociedade”.

Os ‘jardineiros’ não têm restrições, além de não poderem plantar árvores grandes. Hortelã, manjericão, boldo, salsinha, cebolinha, alecrim, limão, tangerina, couve, morango e tomate são algumas das mudas, doadas pelos voluntários que compareceram no evento do plantio. Os mutirões acontecem todos os domingos, a partir das 10h. Segundo Bruna, para participar é só ir até a horta, levando água de casa para regar onde estiver seco, recolhendo o lixo, conscientizando as pessoas ou plantando uma muda nova no lugar das que morreram.

“As crianças têm uma ligação maravilhosa com todos os espaços que recebem o ‘Planta na Rua’, elas sentem-se felizes juntando brincadeiras com aprendizados. É observada a importância desse trabalho em noção ampla, elas se prestam a ajudar no seu próprio futuro. É lindo ver as crianças nas atividades, depois conversando conosco sobre a opinião delas, são flores se cuidando, se regando. Emocionante e muito importante“, conclui o idealizador. Os mutirões na Saens Peña acontecem todos os domingos, a partir das 10h, e os movimentos em outros lugares podem ser informados pelo e-mail plantandonarua@gmail.com.

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Fonte: [ Notícias da Vila – UERJ ]

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Um simples filtro de galho de árvore torna a água suja potável

por Janet fang

Crédito da foto: Bactérias (verde) preso sobre poros (vermelho e azul) no borne após filtração / Boutilier et al.

Crédito da foto: Bactérias (verde) preso sobre poros (vermelho e azul) no borne após filtração / Boutilier et al.

Para transformar água suja de lago em H²O potável, retire a casca de um galho de árvore nas proximidades e despeje lentamente água através da madeira. Segundo a nova pesquisa, este truque de baixa tecnologia deve capturar qualquer bactéria, deixando-o com a água descontaminada.

Ok, hora de um pouco de fisiologia de árvore. Para obter água e minerais para cima de uma árvore, a madeira é composta de xilema, o tecido poroso dispostos em tubos para o conduzindo a seiva das raízes para cima através de um sistema de vasos e poros. Tecido do xilema é encontrado em alburno, a madeira jovem que se encontra em círculos concêntricos entre o cerne central e da casca. Poros minúsculos chamados membranas poço estão espalhadas por toda as paredes dos vasos, permitindo seiva flua de um navio para outro, alimentando várias estruturas ao longo do comprimento de uma árvore.

Acontece que, o mesmo tecido que evoluiu para o transporte de seiva até o comprimento de uma árvore também tem exatamente os poros do tamanho certo para permitir que a água através enquanto bloqueia bactérias. Além disso, os poros também bolhas de ar armadilha, que pode matar uma árvore se espalhou no xilema.

“As plantas tiveram que descobrir como filtrar as bolhas, mas permitir fácil fluxo de seiva”, o autor do estudo Rohit Karnik do MIT diz em um comunicado à imprensa . “É o mesmo problema com filtragem de água para onde queremos filtrar os micróbios, mas manter uma vazão alta. Então é uma boa coincidência que os problemas são semelhantes. ”

Como a equipe de Karnik encontra, um pequeno pedaço de alburno pode filtrar mais de 99 por cento do E. coli a partir de água, a uma taxa de vários litros por dia.
Para estudar o potencial de filtragem de água do alburno, a equipe recolheu ramos pinho branco e tirou sua casca exterior. Juntaram seções sapwood longo polegadas de tubo de plástico, em seguida, selou com epóxi e fixado com grampos.

como fazer

como fazer

Eles testaram o filtro improvisado utilizando água misturada com partículas que variam em tamanho. Eles descobriram que, enquanto o alburno filtra naturalmente as partículas maiores do que 70 nanômetros, não foi capaz de separar as partículas de 20 nanômetros.

Quando eles jogaram água contaminada com inativada E. coli através do filtro sapwood, viram como as bactérias tinham acumulado ao redor dos poros nos primeiros milímetros de madeira. Na imagem do microscópio eletrônico de cores falsas acima, (verde) bactérias estão presos sobre membranas pit (vermelho e azul).

Existentes tecnologias de purificação de água que usam tratamentos de cloro e membranas com poros em nanoescala são caros. Mesmo água fervente requer combustível para aquecimento. Aqui, basta ter um pouco de madeira e fazer um filtro do mesmo – é de baixo custo, eficiente e de fácil acesso para as comunidades rurais, bem como os campistas desidratados no Nordeste. “Idealmente, um filtro seria uma fatia fina de madeira que você pode usar por alguns dias, em seguida, jogá-lo fora e substituir em quase nenhum custo”, explica Karnik .

O grupo está a estudar a possibilidade de filtragem de outros tipos de alburno. Florescência das árvores, por exemplo, tendem a ter poros mais pequenos do que as coníferas e pode ser capaz de filtrar partículas ainda mais pequenas, como os vírus.

O trabalho foi publicado na revista PLoS ONE, na semana passada.

Imagens: Boutilier et al.
tradução: Google Translate [adaptado]

Fonte: [ IFL Science! ]

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PRINCIPAIS INTERAÇÕES NO USO DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS

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Fonte: [ Conselho Federal de Farmácia ]

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Hipocrisia Mortal

por Renato Malcher

De acordo com depoimento dado ao jornal O Globo, o professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, Valentim Gentil, considera que movimentos a favor da maconha estão usando a bandeira medicinal para acelerar o processo de legalização.

Na verdade, todos honestamente interessados em entender os fatos sabem, a partir destes, que é a proibição da maconha que impede, há décadas, que pessoas tenham suas vidas salvas, em muitos os sentidos, por esta planta.

Os sofrimentos devastadores a que tantas famílias são diuturnamente submetidos são decorrência direta da política de guerra contra a mais poderosa planta medicinal que se conhece.

É esta a consequência da situação preferida por Valentin Gentil, Ronaldo Laranjeira, Osmar Terra, Marisa Lobo e outros defensores da manutenção da guerra que, eles sabem muito bem, não é apenas contra os usuários recreativos (cujo crime é tão grave, ou menos, quanto o crime de qualquer um deles que já tenha tomado vinho ou cerveja). Eles sabem que esta guerra também é contra a ciência, a medicina, a compaixão, contra o respeito à ética, à inteligência e à dignidade humana.

Será que eles não se importam com esses sofrimentos, com a sabotagem econômica e científica que sofremos, nem se importam com as mortes causadas pela guerra?

Será que eles só se importam em defender os interesses da indústria farmacêutica e em patologizar hipocritamente qualquer uso recreativo?

Seria importante que eles assumissem a responsabilidade de responder claramente: por que o uso recreativo deve ser a causa de tanta desgraça, atraso e prejuízos???

Por que deve ser a causa de uma guerra que gera tantos sofrimentos e sabota a pesquisa, impondo uma censura científica e um obscurantismo intelectual tão sombrio e sangrento quanto a inquisição?

A pergunta que aqueles que sofrem, seus parentes e os parentes dos que morrem e morreram, querem fazer a estes defensores da guerra é: Como vocês justificam isso?

Porém, o que se ouve deles como resposta é que o abuso dessa droga em condições não regulamentadas, como são as atuais condições do uso da maconha, reduz o QI e causa esquizofrenia em adolescentes. Sendo que, a despeito da necessidade geral de se evitar o abuso de qualquer droga, sobretudo em adolescentes, essas duas hipóteses em relação à maconha simplesmente não encontram respaldo científico. Ainda que estivessem respaldadas, esses problemas seriam muito mais eficientemente precavidos por um ambiente mais esclarecido e pela própria regulamentação.

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Fonte: [ Hipocrisia Mortal ]

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Curso de Bonsai – ONLINE

Curso Bonsai Tudo Sobre Plantas

Introdução à arte do bonsai, com dicas, cuidados básicos e apresentação detalhada de algumas técnicas que ajudarão os iniciantes a manterem vivas suas plantas.

O curso terá início dia 14 de MAIO de 2014, acontecendo todas as QUARTAS-FEIRAS do mês. Previsão inicial de 2 aulas de até 2 horas cada, de 20h às 22h, podendo haver uma aula extra, caso necessário.

Valor do curso reduzido para que todos possam participar.

Informações e inscrições via EMAIL: tudosobreplantas@gmail.com

Abraços!

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