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O que sabemos hoje sobre Cannabis Medicinal

[01/07/2019] Estou um tanto cansado, ainda sob efeito de tantas informações precisas, contundentes e dissipadoras de quaisquer dúvidas que porventura ainda pudessem existir em meu ser. O seminário foi proveitoso e maravilhoso em todos os sentidos.

Anderson Porto, do Tudo Sobre Plantas

Hoje tenho a certeza completa de que essa planta chamada de [ Cannabis sativa ] merece ocupar o seu devido espaço na cultura mundial dos povos.

É uma medicina que atende uma demanda de qualidade crescente, finalmente entendi porque o extrato integral é mais eficaz que qualquer canabinoide isolado, mais estudos trarão a personalização tanto do tratamento como dos teores de cannabinoides e, muito em breve, todos nós poderemos usufruir livremente de seus benefícios, seja plantando para o próprio consumo, seja via associações, seja via comunidades de produtores, seja via produção industrial. Com efeitos psicoativos ou sem.

A luta AGORA é pelo acesso justo, pois as qualidades medicinais estão cientificamente (com)provadas.

Eis algumas doenças que podem ser tratadas com os canabinoides da maconha: dor (dores crônicas), ansiedade, angustia, dispneia, insônia, depressão, náuseas, solidão, autismo, alzheimer, TDAH, esclerose múltipla, fibromialgia, epilepsia, anorexia, câncer, parkinson, glaucoma, diabetes…

Meu conselho, portanto, é: pesquise, informe-se, procure saber se você tem alguma doença tratável com Cannabis Medicinal.

Eis algumas informações que é bom saber:

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Inhame se come cozido sempre!

Folhas de Colocasia esculenta, chamada de “taro” em Portugal e “inhame” no Brasil.

Em 22 de abril, 2019 – recebemos a seguinte notícia:

__’ Um homem de 56 anos morreu nesta terça-feira (16),
em São José do Rio Preto (SP), com suspeita de intoxicação alimentar.
A família suspeita que a morte tenha sido causada pelo
suco com inhame cru que ele tomou momentos antes.

A família contou aos médicos que ele começou a passar mal

assim que tomou o suco, que seria uma receita caseira
para ajudar no tratamento da dengue.’__

Fonte: [ 1 ]

O problema tem a ver com o suco de inhame cru, que tem muitas ráfides de oxalato de cálcio, pequenos cristais em forma de agulhas muito finas. Elas perfuram a superfície da pele, provocam dor, irritação, e dependendo da sensibilidade da pessoa pode haver alguma reação alérgica.

O maior problema mesmo do suco cru são os chamados compostos antinutricionais. São inibidores de proteinase, fitatos, taninos e glucosídeos cianogênicos – todos compostos que normalmente são destruídos durante o processo de cozimento.[2]

Foto: Anderson Porto

⚠️ ✨ Ingere-se o tubérculo do “inhame” (Colocasia esculenta) descascado, lavado, cortado em pedaços e cozido até ficar macio, eliminando assim o oxalato de cálcio.

__

Fontes consultadas:

[1] G1
[2] Matos de Comer

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Lei da nova política pública para o município de Matinhos, litoral do Paraná

Política Municipal de Agricultura Urbana e Periurbana – Lei Nº 2030/2019

Institui a Política Municipal de Agricultura Urbana e Periurbana de Matinhos (PMAUP) e dá outras providências

Eis o teor da Lei:


__’ A Câmara Municipal de Vereadores de Matinhos aprova e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei:

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Fica instituída a Política Municipal de Agricultura Urbana e Periurbana como parte integrante das políticas desenvolvidas pela Secretaria de Meio Ambiente, Habitação, Assuntos Fundiários, Agricultura e Pesca, em harmonia com a política ambiental e urbana de competência de outros órgãos do Município de Matinhos, com o objetivo de promover em bases sustentáveis:

I – a segurança alimentar e nutricional e a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável (DHAA) da população, notadamente as que se encontram em estado de vulnerabilidade social;

II – ações relacionadas à Educação Ambiental, Agroecologia e Educação para uma alimentação adequada e saudável;

III – o bom uso do solo na região urbana e periurbana com ações que visem à inclusão produtiva para fins de subsistência, para a comercialização e para doação;

IV – o fortalecimento de redes solidárias de produção, de comercialização e o desenvolvimento local e sustentável; e

V – Estratégias, diretrizes, medidas, ações e intervenções que promovam a solução dos problemas e conflitos de uso do espaço em áreas de proteção ambiental no município, bem como a orla marítima, de forma a viabilizar o seu desenvolvimento integrado e sustentável, considerando os aspectos ambientais, socioeconômicos, territoriais e patrimoniais;

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Pesquisa da Embrapa desenvolve farinha de banana-verde com alto teor nutritivo

Foto: Ronielli Reis

Estudo da Embrapa desenvolveu o passo a passo para a produção de uma farinha de banana-verde de qualidade e com alto teor de amido resistente, um tipo de carboidrato que se comporta como fibra no organismo. Esse carboidrato não é digerido, mas fermentado por bactérias benéficas do intestino grosso, contribuindo para evitar doenças inflamatórias do sistema digestório e diminuir os riscos de câncer do cólon intestinal.

Além disso, o amido resistente ajuda a reduzir a velocidade da liberação dos açúcares do alimento no sangue (índice glicêmico), prevenindo e auxiliando no tratamento do diabetes tipo 2. A principal inovação é a utilização do plátano (banana-da-terra) em substituição às bananas Prata e Nanica na fabricação dessa farinha. Além do elevado teor de amido resistente, os plátanos apresentam maior quantidade de matéria seca (porção que sobra dos alimentos após a retirada de toda a sua umidade) e maior rendimento para a produção da farinha.

A banana-verde é considerada o alimento não processado mais rico em amido resistente. E, de acordo com as cientistas envolvidas na pesquisa, a farinha é a melhor forma para disponibilizar esse tipo de amido na dieta da população brasileira. É um produto nutritivo e saudável, pois apresenta ainda altos teores de magnésio, manganês e potássio e baixos teores de gorduras e sódio.

Oportunidade para a agricultura familiar

Outra vantagem da farinha de banana-verde é a sua facilidade de produção, que requer uma tecnologia simples, criando oportunidades de negócios para as agroindústrias familiares. A contribuição dessa pesquisa é padronizar as etapas de produção, que incluem descascamento, fatiamento, desidratação, trituração e acondicionamento.

Para a produção de farinha de qualidade (muitas encontradas hoje nos mercados apresentam baixa qualidade visual e nutricional), as pesquisas estabeleceram padrões nas etapas de processamento e buscaram utilizar variedades com grande quantidade de amido resistente.

Por meio do projeto “Identificação de bananas e plátanos promissores em amido resistente para o desenvolvimento de produtos com potencial prebiótico”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a pesquisadora da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) Ronielli Reis e parceiros analisaram 20 genótipos (cultivares) de bananas e plátanos que integram o Banco Ativo de Germoplasma (BAG) da Embrapa, localizado em Cruz das Almas (BA). Os plátanos se mostraram mais interessantes para a produção de farinha do que as bananas.

Plátanos rendem mais

“Selecionamos três genótipos de plátanos do nosso BAG e a Terra Maranhão, cultivar de plátano comercial, pois foram as mais interessantes para a produção de farinha. Hoje, no Brasil, a farinha de banana-verde é feita usualmente com Grand Naine, Pacovan, Prata-Anã, que são tipos de banana. Os plátanos apresentam mais matéria seca, alto teor de amido resistente e maior rendimento”, explica Reis. O maior diferencial está no rendimento. Enquanto as bananas Grand Naine, Pacovan e Prata-Anã obtiveram 17,23%, 18,70% e 20,28%, respectivamente, os genótipos de plátanos indicados no estudo apresentaram valores bem maiores: Chifre de Vaca, 24,31%; Comprida, 27,71%; Trois Vert, 25,32%; e Terra Maranhão, 25,17%. Por exemplo, para cada 100 quilos do plátano Terra Maranhão (com casca), será possível obter 25 quilos de farinha.

Uma razão para o mercado não utilizar hoje os plátanos como matéria-prima na produção de farinha de banana-verde é o fato de eles não estarem presentes em todo o País, com sua produção concentrada no Nordeste e consumidos cozidos, fritos ou na forma de farinha. A Embrapa vem trabalhando para mudar esse quadro e aumentar a produção de plátano no País, introduzindo variedades, por exemplo, no Vale do Ribeira (SP), maior região produtora de banana do Brasil.

Reis diz que para haver uma mudança de paradigma é necessário que o produtor passe a enxergar a produção de farinha não como mero aproveitamento do descarte de produção. Ele deve observar, como pontua a pesquisadora, o conjunto de fatores para a obtenção de um produto de melhor qualidade e com maior potencial funcional, como a escolha da variedade, o ponto de maturação adequado, a técnica de secagem, ou seja, todas as etapas recomendadas na pesquisa, que tem como parceiros a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) e a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

Farinha bonita por mais tempo

“O que a Embrapa está fazendo é mostrar esse passo a passo para a obtenção de uma farinha de qualidade, com coloração mais clara e atraente, inclusive utilizando substâncias que previnem o escurecimento, a oxidação da farinha. Por exemplo, armazenamos essa farinha por quatro meses em temperatura ambiente, sem tecnologia nenhuma, simplesmente embalada em uma embalagem plástica normal, barata. A farinha ficou estável do ponto de vista microbiológico, e a cor, um indicativo de qualidade do alimento, alterou muito pouco. O teor de amido resistente não caiu. Enfim, são coisas que vemos faltar no mercado, esse tipo de padrão de qualidade”, salienta.

A pesquisa indica a utilização da Terra Maranhão, cultivar facilmente encontrada no mercado. Reis ressalta que, caso o produtor queira usar outra variedade de plátano, vai obter um produto com melhor qualidade de qualquer forma, desde que siga as etapas corretas de processamento.

“Em termos de amido resistente, por exemplo, se usarmos a Terrinha, variedade de plátano também facilmente encontrada no mercado, é possível obter 40% de amido resistente, enquanto a Terra Maranhão chega a 62%”, informa. Ela frisa ainda que, se houver a padronização do estádio de maturação, temperatura de secagem, umidade final, forma de trituração, e outros aspectos, o produtor já terá uma farinha de melhor qualidade visual e nutricional se comparada às comercializadas hoje.

A farinha de banana-verde encontrada hoje é escura, sem padronização. “Usam-se frutos verdes, maduros, sem qualidade, o que resulta em um produto de péssima qualidade. O nosso papel é mostrar que podemos ter uma farinha de boa qualidade, com uma coloração superatraente, com alto teor de amido resistente e que pode ser aplicada em diversos produtos, visando ao seu enriquecimento nutricional”, acredita Reis.

Clique [ AQUI ] para baixar

fonte: [ EMBRAPA ]

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Água aromatizada com limão siciliano, hortelã, gengibre e erva-doce

Hoje foi dia de “upgrades” na receita de água aromatizada. Testei algumas variações, tipo com 15 folhas grandes de hortelã, com mais limão, com menos…

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A forma que ficou mais agradável para o meu paladar foi assim:

  • 05 rodelas de limão siciliano com casca, bem fininhas (lavei bem antes);
  • 23 folhas de hortelã orgânica, colhidas da horta;
  • 04 rodelas de 1cm de gengibre;
  • 10 talos de 5 cm de erva-doce (separei as folhas para fazer um chá mais tarde);
  • 2 litros de água filtrada.

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Coloquei as folhas inteiras. Amanhã irei fazer com as folhas de hortelã partidas ao meio e acrescentar o chá de erva-doce.

Percebi que se colocar muita rodela de limão o gosto depois fica amargando.

Então… Por enquanto a água aromatizada apenas com folhas de hortelã pra mim é a melhor. Delícia! 😋

Anderson Porto
https://apoia.se/tudosobreplantas

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Água aromatizada com hortelã

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Em abril de 2016, quando visitei Amsterdam, reparei que no balcão do hotel onde serviam café da manhã sempre havia uma jarra dágua com algumas rodelas de limão siciliano e folhas de hortelã (Mentha x villosa).

Ontem resolvi experimentar e tentar aprender a fazer. Comecei, claro, meio exagerado que sou, colocando muuuuuuitas folhas de hortelã! rs… Colhi na horta, lavei folha por folha e as coloquei dentro da garrafa com água filtrada. Agitei bem e deixei na geladeira.

Gente… Fica muito refrescante! 😋 Dá vontade de tomar toda hora! A ideia é renovar todos os dias, fazendo novamente sempre com folhas frescas e bebendo ao longo do dia.

Fui pesquisar sobre suas propriedades medicinais e descobri que a hortelã possui vitaminas A, B, C e D, minerais, cálcio, fósforo, ferro e potássio. Combate bactérias e germes na boca, é diurética, antioxidante (por causa do ácido rosmarínico), ajuda na redução de mau hálito, dores de cabeça, náuseas, cólicas, fortalece o sistema imunológico e, por causa do álcool perílico, previne câncer de mama, próstata, fígado, cólon, pulmão, e até mesmo de pele.*

Pois é… Tudo isso numa simples água com hortelã. Muito bom, né?

As próximas águas aromatizadas já até sei quais serão… Com hortelã, claro! E irei experimentar também fazer uma água com rodelas de laranja, gengibre e canela em pau. 😊

Abraços!
https://apoia.se/tudosobreplantas

[ACP]
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* NEPA – Os Milagres do Hortelã

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Como plantar cebolinha

“Como que planta cebolinha?”, me perguntaram.

Eu faço assim: corto a parte verde para picar e temperar, deixo a parte de baixo, uns 4 dedos de tamanho e com as raízes, para replantar. Terra comum, misturada com um pouco de areia.

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Daí é só manter úmido e deixar à meia-sombra, até começar a rebrotar e desenvolver umas 2, 3 folhas.

Ficou grandinha? Replanto em local definitivo já previamente adubado.

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Abraços!

Anderson Porto
https://apoia.se/tudosobreplantas

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As 20 PANCs mais recomendadas para hortas urbanas, inclusive escolares

“Essas espécies de hortaliças estavam aí, algumas pelos quintais, outras dispersas no meio do mato, e diversas na condição de pratos regionais. Se em muitos lugares ainda não são reconhecidas como alimentos, por outro lado, em certas localidades, sempre fizeram parte da culinária numa tradição passada de geração a geração.

Sem contarem com cultivo comercial e uma cadeia produtiva estruturada, muitas dessas plantas passaram a povoar apenas as memórias de algumas pessoas. Mas novos tempos são chegados e, dentro de um contexto científico-econômico-social, outros roteiros começam a fazer parte da história de plantas como araruta, almeirão, azedinha, bertalha, cará-moela, chuchu-de-vento, capuchinha, jambu, mangarito, ora-pro-nóbis, fisális, peixinho, taioba e vinagreira, entre outras que caíram no anonimato.”[2]

A Painel 279 publicou uma reportagem especial sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs). Veja também:

[1] – Guia Prático PANC
[2] – Estudo EMBRAPA
[3] – Flor comestível
[4] – Reportagem do Bom Dia São Paulo
[5] – Mapa das Feiras Orgânicas no Brasil
[6] – Reportagem do portal Época sobre a Ensete – falsa bananeira que consegue vencer a fome na Etiópia

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fonte: [ PANCs: Plantas Alimentícias Não Convencionais ]

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Quem foi Luther Burbank, o pai da enxertia?

O inventor da batata do Mc Donnalds, foi chamado de “o pai da enxertia”.

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O campo da botânica tem muitos grandes nomes e um deles é o de Luther Burbank, nascido em Lancaster, Massachusetts, a 07 de Março de 1849, e, falecido em Santa Rosa, Califórnia, a 11 de Abril de 1926).[3]

Ele foi um botânico e horticultor norte-americano e tornou-se um dos pioneiros da ciência agrícola. Burbank era tão brilhante que ele conseguiu chegar a criar cerca de 800 cultivares e variedades em todos seus 55 anos no campo. Ele desenvolveu diferentes frutas, grãos, flores, vegetais e variações de grama e também criou uma variedade de cacto que não têm espinhos, que é principalmente usado para alimentar o gado. Ele também inventou o “plumcot”, quando cruzou, naturalmente, damascos e ameixas.

Algumas de suas criações mais conhecidas incluem a papoula do fogo, a Shasta daisy e o pêssego “julho Elberta”. Ele também criou a variedade “Gold Flaming” de nectarina e pêssego em cantaria. Quando se tratava de batatas, ele era bastante ele rei e ele criou uma batata com pele de cor castanho-avermelhada que era na verdade uma variação da Burbank e estava uma variação genética natural. Esta batata russet de Burbank colorida mais tarde foi chamada a “batata Russet Burbank” e é a batata mais comum que é usada na preparação de alimentos em uma escala mais comercial.

Sua vida

Luther Burbank nasceu em uma fazenda em Lancaster, MA, em Mach 7, 1849. Ele realmente não progredir na escola e na verdade só conseguiu ganhar uma educação elementar. Seus pais tiveram 15 filhos, dos quais ele era o 13th. Enquanto não teve muita instrução, ele gostou das plantas que sua mãe tinha em seu jardim, e este pode ser apenas onde formou um interesse em plantas.

Ele perdeu o pai quando ele tinha apenas 21, quando ganhou acesso à sua herança. Ele usou isso para ganhar a posse de uma fazenda de 17 hectares localizada perto do centro de Lunenburg. Foi onde ele veio com a batata Burbank alardeada, dos quais ele detinha os direitos.

Mais tarde sobre, os direitos para sua criação de batata foram vendidos por US $150, que era considerado uma soma considerável durante aqueles tempos. Ele fez usar este dinheiro para fazer uma viagem para Santa Rosa, na Califórnia, no ano de 1875. Foi alguns anos depois ele se mudou para Santa Rosa que ele veio com a batata Russet Burbank e tornou-se tão famoso que é a mais comumente usada em estabelecimentos que comercializam batata fast food. Na verdade, este é o tipo de batata usada por McDonalds para suas batatas fritas.

Quando ele chegou em Santa Rosa, mais uma vez comprou uma fazenda de 4 hectares e foi onde construiu seu berçário e estufa. Ele também estabeleceu campos onde ele conduziu a maioria de seus projetos de cruzamento. Ele foi inspirado pelo trabalho de Darwin, que foi intitulado a variação dos animais e plantas sob domesticação.Luther Burbank não para por aí embora porque ele decidiu atualizar e mudou-se para comprar outro vastamente maior parcela de terreno que foi cerca de 18-acres grandes. Isto foi em Sebastopol, que estava muito perto de Santa Rosa. É chamada de  Gold Ridge Farm.

Desde os anos de 1904 a 1909, ele foi o destinatário de vários subsídios dado pela instituição Carnegie e foi então que ele poderia continuar com seus projetos de hibridação com o apoio de Andrew Carnegie próprio. Alguns dos conselheiros de Andrew Carnegie foram contra Burbank, desde que eles acreditavam que seus métodos não eram muito científicos, mas Andre Carnegie acreditava em Burbank e apoiou-o todo o caminho.

Foi por meio de seus catálogos de planta que Burbank se tornou mais conhecido. O mais famoso desses catálogos foi as Novas criações em frutas e flores , que foi publicado em 1893. Clientes satisfeitos também foram responsáveis por sua fama, porque eles não conseguia parar de falar dele e as coisas maravilhosas que ele poderia fazer com as plantas. Na verdade, ele era tão famoso, que as pessoas simplesmente poderiam não parar de falar sobre ele durante a primeira década do novo século.

Apesar do fato de que ele não tem muito de uma educação, ele era muito prolífico e veio com um número impressionante de cultivares e híbridos. No entanto, não era tudo liso-vela por Luther Burbank porque mais do que alguns membros da comunidade científica foram rápidos a criticá-lo por não ser mais cuidadoso com o seu registo. A comunidade científica é conhecida por suas maneiras de registos meticulosas mas como aconteceu, Burbank estava mais interessado em resultados, em vez dos métodos e isto explica por que ele estava tão relaxado com seus registros. Na verdade, de acordo com um professor da Purdue, esta falta de registos é o que os impede de considerar Luther Burbank, uma cientista, academicamente falando claro.

Seus métodos

Durante toda sua falta de registos, foi um bem sucedido uso individual e feito de uma variedade de técnicas em seu trabalho. Em seus experimentos ele fez usam de muitas diferentes técnicas como a hibridização e a enxertia. Ele também se envolveu em diferentes tipos de cruzamentos de plantas e veio com os produtos mais fascinantes como o plumcot. Quando se tratava de flores, ele usou a técnica de polinização cruzada e selecionou os melhores produtos para procriar mais.

Sua vida pessoal

Por todas as contas, Luther Burbank era um homem de índole tipo que estava interessado em ajudar as pessoas. Ele também era tudo para a educação (talvez porque ele não tinha muita instrução próprio) e deu dinheiro para muitas escolas diferentes. Embora ele foi casado duas vezes, ele não tinha qualquer descendência com qualquer uma das suas esposas. Ele morreu em 11 de abril de 1926, mas antes disso, ele sofreu um ataque cardíaco e passou por complicações gastronómicas.

Na verdade, ele era um homem que contribuiu muito para o mundo e merece todos os elogios que ele recebeu. Cada vez que você requisita batatas fritas em algum fast-food conjunta, você realmente precisa dar um pouco graças a este homem para vir acima com a batata usada para comer. Ele era um homem bem à frente de seu tempo e todas as suas obras são consideradas importantes até hoje.[1]

É considerado como o “Pai da Enxertia”. Durante sua infância, a teoria da evolução de Darwin era ainda bastante discutida. Burbank aderiu a ela com ardor. Queria apressar o processo de evolução das plantas. A seleção natural depende do vento e dos insetos para o transporte de pólen de uma planta a outra. Ele selecionou as melhores plantas e retirou o pólen de umas para depositar em outras. Cultivando apenas as plantas mais fortes ou as que tinham qualidade desejáveis – como frutas doces ou grandes flores– obteria espécies superiores de suas sementes. Também fertilizou uma planta com pólen de outra espécie diferente, aparentada com ela. A flor “Shasta Daisy”, tão conhecida a ponto de ter sido incluída nos bons dicionários americanos, é uma variedade criada por Burbank. Ele a obteve cruzando a margarida inglesa e a japonesa.[3]

batatas burbank

batata Russet Burbank

A batata Burbank é exemplo clássico do valor do estudo da hereditariedade nas plantas. Geralmente, os pés de batata nascem de brotos dos tubérculos. As batatas nascidas assim têm origem única. Não há introdução de novos fatores hereditários e as batatas produzidas são todas exatamente iguais. Burbank encontrou um pé de batata que tinha bolsa de sementes (fato bastante raro). Plantou-as e observou os diferentes tipos de brotos que nasceram. Cruzou somente os melhores e obteve uma batata de superior qualidade.

Criações de Burbank
 
Burbank criou centenas de novas variedades de frutas (ameixa, pêra, ameixa seca, pêssego, amora, framboesa), batata, tomate, flores ornamentais e outras plantas.
Burbank foi criticado pelos cientistas de sua época por não manter qualquer tipo de cuidado com os registros, que são normas na pesquisa científica, e, porque ele estava principalmente interessado na obtenção de resultados e não na pesquisa básica.
Jules Janick, Ph.D., Professor de Horticultura e Arquitetura Paisagista da Universidade de Purdue, escrevendo na World Book Encyclopedia, edição de 2004, diz: “Burbank não pode ser considerado um cientista no sentido acadêmico”.
Em 1893, Burbank publicou um catálogo descritivo de algumas de suas melhores variedades, intitulado Novas Criações em Frutas e Flores (New Creations in Fruits and Flowers). Em 1907, Burbank publicou um “ensaio sobre a educação dos filhos”, chamado O Treinamento da Planta Humana (The Training of the Human Plant). Nela, ele defendeu um melhor tratamento para as crianças e práticas eugênicas, tais como manter o casamento dos primos impróprios (primos segundos) e primos legítimos.
Durante sua carreira, Burbank escreveu ou co-escreveu vários livros sobre os seus métodos e resultados, incluindo seus oito volumes, Como as Plantas são Treinadas para Trabalhar para o Homem (How Plants Are Trained to Work for Man, 1921), A Colheita dos Anos (Harvest of the Years com Wilbur Hall, 1927), Sócio da Natureza (Partner of Nature, 1939), e os 12 volumes Luther Burbank: Seus Métodos e Descobertas e Sua Aplicação Prática (Luther Burbank: His Methods and Discoveries and Their Practical Application).[3]

Metodologia

Burbank fez experimentos com uma variedade de técnicas, tais como: enxertos, hibridação e cruzamento.

Seu legado

O trabalho de Burbank impulsionou a aprovação da Lei de Patentes de Plantas 1930, quatro anos após a sua morte. A legislação tornou possível patentear novas variedades de plantas (excluindo tubérculos de plantas reproduzidas).

Ao apoiar a legislação, Thomas Edison testemunhou perante o Congresso em apoio à legislação e disse que “Esta legislação vai nos dar, tenho certeza, muitos Burbanks”.
As autoridades emitiram Patentes de Plantas # 12, # 13, # 14, # 15, # 16, # 18, # 41, # 65, # 66, # 235, # 266, # 267, # 269, # 290, # 291, e # 1041 a Burbank postumamente.

Em 1986, Burbank foi incluído no National Inventors Hall of Fame. O Luther Burbank Home and Gardens, no centro de Santa Rosa, agora é designado como um Marco Histórico Nacional. Luther Burbank Gold Ridge Experiment Farm está listado no Registro Nacional de Locais Históricos a poucos quilômetros a oeste de Santa Rosa, na cidade de Sebastopol, Califórnia.

A casa em que Luther Burbank nasceu, assim como sua oficina jardim da Califórnia, foram trasladados por Henry Ford para Dearborn, Michigan, e fazem parte do Greenfield Village.

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Traduzido via Google Translate e com compilação de informações das seguintes fontes:

[1] https://edukavita.blogspot.com/2015/08/biografia-de-luther-burbank-cientistas.html
[2] http://mentalfloss.com/article/57818/10-crazy-creations-plant-wizard-luther-burbank
[3] http://biografiaecuriosidade.blogspot.com/2013/05/biografia-de-luther-burbank-o-pai-da-enxertia.html

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Um papo rápido sobre “ORGÂNICOS”

A maior parte dos agrotóxicos está na casca dos alimentos. Então… Tem certeza que a sua compostagem é #orgânica?

Entendo que o composto, para ser orgânico, deve ser feito com cascas e restos de vegetais cultivados também de forma orgânica, sem agrotóxicos, respeitando a Natureza.

A palavra “orgânicos” talvez precise – urgente! – de uma atualização, pois ao meu ver vem sendo utilizada substituindo um sentido mais amplo, mais relacionado a “viver de forma cooperativa”, sem agressões permanentes ao meio ambiente, reutilizando o que for possivel e deslocando recursos de forma mais inteligente e sustentável, justamente pelo fato de compartilharmos TODOS dessa estrutura natural do planeta, nossa casa. Cuidar para que as próximas gerações possam viver aquil.

Quem quer plantar irá utilizar borrachas para irrigar, aço em ferramentas, cordas, madeiras, telas, os mais diversos produtos, até mesmo sementes, todos comprados, a não ser que queiramos fazer tudo isso (plantar, cuidar e colher) com as próprias mãos.

Que dá até dá.
Só que rola um pouco mais de trabalho.

Abraços agroecológicos!

Anderson Porto
www.TudoSobrePlantas.com.br

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