A primeira vez que uma árvore tão grande foi registrada em foto

Essa árvore de 3.200 anos é tão grande que nunca havia sido registrada em uma única foto

Envolta nas neves de Sierra Nevada, na Califórnia, a sequóia gigante de 3.200 anos de idade, chamada de “A Presidente”, se estende por 75 metros de altura. Duas outras sequoias têm troncos mais largos, mas nenhuma é tão alta, dizem os cientistas que a escalaram.

Árvore de 3200 anos

O tronco tem 7,7 metros de largura e os seus poderosos ramos sustentam 1.487 metros3 de madeira, mais do que qualquer árvore do planeta. Ela ainda acrescenta um metro cúbico de madeira por ano – tornando-se uma das árvores de mais rápido crescimento no mundo.

Sequóias gigantes existem em apenas um lugar, onde “A Presidente” e árvores menores residem – na encosta ocidental da Sierra Nevada, na Califórnia, entre 1500-2400 metros acima do nível do mar.

A equipe penosamente reuniu um conjunto de talhas e alavancas para subir na árvore. Demorou 32 dias para juntarem as 126 fotos separadas, mas eles conseguiram!

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Fonte: [ MisteriosdoMundo ]

via: [ TheMindUnleashed ]

Como os lobos mudam os rios

Quando os lobos foram reintroduzidos no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, depois de estarem ausentes por quase 70 anos, a mais notável “cascata trófica” ocorreu.

O que é uma cascata trófica e exatamente como lobos mudam rios? George Monbiot explica nesse filme.

Assista à palestra completa, aqui: http://bit.ly/N3m62h

Quintais verdes da capital mineira estão livres do IPTU

por Raquel Ramos

Jairo diz que zelo com área verde impressionou até os técnicos da prefeitura

Jairo diz que zelo com área verde impressionou até os técnicos da prefeitura

Sancionada há mais de 20 anos, somente agora uma lei municipal que garante a preservação do meio ambiente na cidade poderá ganhar eficácia real. Um aviso na próxima guia do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) informará aos moradores de Belo Horizonte que, caso tenham uma extensa área verde preservada no quintal de casa, poderão ser premiados com isenção da taxa.

Na teoria, a medida existe desde 1993. Mas é desconhecida pela população: apenas oito donos de chácaras e sítios foram beneficiados pela lei em todo esse tempo. Junto à prefeitura, criaram Reservas Particulares Ecológicas (RPEs), comprometendo-se a cuidar da natureza por pelo menos 20 anos. Outros quatro terrenos estão em análise, podendo integrar o grupo nas próximas semanas.

Menos que o ideal

A própria prefeitura admite que o número atual de reservas não faz jus ao tamanho da capital. Na tentativa de mudar o cenário, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) iniciou um amplo projeto de divulgação, afirma Márcia Moura, gerente de gestão ambiental do órgão.

Além da veiculação nos boletos do IPTU, foi feito um mapeamento aéreo de BH que identificou os pontos onde há resquícios de vegetação.

“Mais de 20 áreas têm potencial para se tornar RPEs. Já existe um cronograma de visitas que devem começar ainda em 2013. Um trabalho corpo a corpo, batendo na porta do proprietário para tentar convencê-lo a fazer parte do projeto”.

A meta é a de que pelo menos uma nova reserva seja criada a cada ano. Não é tão fácil, porém, atingir o objetivo.

“Os critérios são muito rigorosos. Além disso, a especulação imobiliária é muito forte hoje, podendo impedir que algumas pessoas se disponham a cuidar de uma área que poderia ser vendida”, comenta Kênio de Souza Pereira, presidente da Comissão de Direito Imobiliário da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais.

Por outro lado, ele vê na lei uma saída para conter o avanço desenfreado de desmatamentos que, pouco a pouco, acaba com as áreas verdes remanescentes na capital.

Vantagens

“Belo Horizonte já teve o título de ‘cidade jardim’. Hoje, salvo alguns parques, não temos espaços significativos onde a natureza foi preservada”, lamenta Aluizio Durço Bernardino, mestre em turismo e meio ambiente e professor da faculdade Una.

Mas quem tem o privilégio de viver próximo a uma área protegida, mesmo que pequena, usufrui dos benefícios que o verde traz.

“A presença de árvores interfere no microclima de uma região. Melhora a qualidade do ar, embeleza, ameniza ruídos. É uma iniciativa louvável”

Santuários guardam espécies de fauna e flora

Conhecido como Condomínio Veredas, um terreno no bairro Nova Pampulha, na zona Norte, foi pioneiro na iniciativa. Há 19 anos, a área de 15 mil metros quadrados se tornou reserva particular ecológica que abriga nascentes, rica flora e diversas espécies de animais.

Os guardiões são os próprios moradores. Dentre eles, Jairo Rômulo da Silva. Em 1979, ele comprou o terreno com 11 amigos. Parte do lote foi usada para construir casas e área de convivência. Décadas depois, faz questão de cuidar do verde que ainda existe no local.

“No ano que vem, vamos renovar o contrato. Já recebemos a visita de técnicos da prefeitura, que ficaram impressionados com o trabalho de preservação que fazemos aqui”, afirma Luiz Henrique França Alves da Silva, filho de Jairo.

Com 80 anos, Priscila Freire também mantém, sozinha, uma área de 50 mil metros quadrados no bairro São Bernardo, também na zona Norte.

Dona da Chácara Santa Eulália desde a década de 70, ela viu matas vizinhas serem destruídas para dar lugar a casas e prédios, mas não abriu mão de preservar o ambiente que tinha perto de si.

“Meu pai plantou muitas árvores quando comprou o terreno, nos anos 30. Desde que moro aqui, plantei outras 200. É o meu refúgio”.

Critérios específicos

As leis municipais 6.314 e 6.491, de 1993, dispõem sobre a instituição de reservas particulares ecológicas e os benefícios que os moradores ganham como contrapartida por preservar o meio ambiente.

Será reconhecido como reserva ecológica o imóvel com condições naturais primitivas ou semiprimitivas recuperadas ou cujas características justifiquem ações de recuperação, pelo aspecto paisagístico.

Donos de terrenos assim devem procurar a Prefeitura de BH. Após uma visita, será emitido parecer técnico informando se a área atende às exigências previstas em lei. O Conselho Municipal de Meio Ambiente é responsável pelo parecer final.

Fonte: [ Hoje em Dia ]

visto em: http://eaitajuba.blogspot.com.br/2013/12/quintais-verdes-da-capital-mineira.html

Prefeitura do Recife define novas regras para o plantio de árvores

As espécies permitidas e todos os procedimentos estão descritos no Manual de Arborização Urbana, lançado em CD, pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade

As espécies permitidas e todos os procedimentos estão descritos no Manual de Arborização Urbana, lançado em CD, pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade

Agora quem quiser plantar árvores em calçadas e espaços verdes do Recife tem que seguir uma série de regras definidas pela Prefeitura. As espécies permitidas e todos os procedimentos estão descritos no Manual de Arborização Urbana, lançado em CD, nesta quarta-feira (30), pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Smas). O novo guia relaciona o tamanho do canteiro e o tipo de vegetação, com as dimensões do passeio, a distância entre as plantas, a presença de equipamentos urbanos e as normas de acessibilidade para pessoas com deficiência.

“O manual ordena o plantio e a manutenção das árvores na cidade. São normas que vão garantir o aumento do verde, a melhor mobilidade das pessoas, além de combater a formação de ilhas de calor. Nesse guia, nós defendemos o uso de árvores de grande porte mesmo com a presença de fiação. Para isso, orientamos a realização de podas específicas que vão direcionar a formação da copa por cima ou passando pela rede aérea, sem comprometer a estabilidade da planta”, ressaltou a secretária de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Cida Pedrosa.

Elaborado pela Smas em parceria com a Emlurb, o guia será distribuído com diversas instituições públicas e privadas que realizam ações de plantio. “Vamos facilitar o acesso de todos ao manual, pois queremos evitar que esse modelo antigo de plantar se repita. Quando as empresas constroem um empreendimento, elas fazem o plantio na calçada ou precisam fazer compensação ambiental. Então, devem seguir os novos direcionamentos”, explicou Cida Pedrosa. A população também poderá ter acesso ao documento para [ download neste link ] ou solicitando o CD na sede da secretaria, localizada na Rua Fernando Cesar, 65, no bairro da Encruzilhada.

Com o objetivo de recuperar o equilíbrio biológico do município, a publicação elenca as espécies de pequeno a grande porte mais adequadas. O documento dedica ainda um capítulo para tratar sobre a manutenção da cobertura verde. Adubação, tratamento fitossanitário, poda, utilização de árvores como suporte de fitossanitário são alguns dos temas abordados. “O manual é um instrumento importante para alcançamos à meta audaciosa de plantar 100 mil árvores em quatro anos. Vamos melhorar a arborização da cidade e oferecer mais qualidade de vida à população”, afirmou o presidente da Emlurb, Antônio Barbosa.

Programa de arborização – A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade também apresentou, nesta quarta, o Programa de Plantio da PCR. Direcionado por pesquisas sobre déficit de arborização e a formação de ilhas de calor, o plano mapeou 25 bairros da cidade e calculou o potencial de arborização em cada um. O levantamento dispõe do número e do porte das árvores que devem ser colocadas nas ruas.

Os oito bairros com menor índice de verde e boa capacidade de receber a ação de plantio são: Cordeiro, Engenho do Meio, Iputinga, Boa Viagem, Torrões, Prado, Madalena e Zumbi. Eles fazem parte da primeira etapa do programa e juntos apresentam o potencial de 24.474 mudas a serem plantadas. Outros 17 bairros foram estudados e dispõem de espaço para abrigar mais 10 mil plantas. O cálculo já leva em conta as novas regras estabelecidas pelo Manual de Arborização Urbana.

Além dos benefícios direcionados aos bairros, o programa prevê a atuação em três frentes: espaços públicos livres (parques, praças, Academias da Cidade, Unidades de Conservação); vias que podem ser ou já são rotas de ciclovias; e as rotas protocolares da Copa. Até 2016, a meta da prefeitura é plantar 100 mil árvores na cidade.

Fonte: [ Prefeitura do Recife ]

A absurda poda anual

Amendoeira_podada_pela_prefeitura

por José A. Lutzenberger

Todos os anos, no inverno, repete-se, na maioria de nossas cidades, um fenômeno desconhecido em outras paragens.

Há várias décadas fixou-se entre nós uma inexplicável tradição que consiste na mutilação pura e simples de nossas árvores urbanas, tanto nas ruas como nos jardins.

Muitas vezes no campo, junto às casas de fazendas ou de colonos, pode ver-se o mesmo descalabro. A esta mutilação é dado o nome de “poda”.

O tratamento geralmente é aplicado aos cinamomos, jacarandás e plátanos, às vezes aos ligustros e extremosas, raras vezes com outras espécies como umbus, paineiras ou guapuruvus. Os maus-tratos são tais que muitas vezes as árvores pouco a pouco vão se acabando. No caso do cinamomo, ouve-se dizer que a árvore é de curta vida, mas ninguém se dá conta que tal fato se deve justamente às repetidas e contínuas mutilações. Um cinamomo não mutilado certamente viverá centenas de anos.

Em nosso meio é difícil de se ver uma árvore de rua em bom estado, desenvolvida segundo suas próprias leis. Quase todas são doentes, com tocos e troncos mortos ou parcialmente apodrecidos, impedindo assim a cicatrização e recuperação das mesmas.Uma vez que estão todas fracas e consumidas por dentro, tornam-se presa fácil para insetos, como no caso das cochonilhas do jacarandá. A reação comum é, então, cortar os galhos atingidos para eliminar os insetos, constituindo-se assim nova poda, agora com fins curativos, geralmente um choque que poucas árvores superam.

Se aceitarmos o argumento muitas vezes apresentado, de que é necessário defender os fios elétricos do contato com as árvores, para evitar curtos-circuitos, ou evitar acúmulo de umidade junto às casas, é surpreendente que mesmo em ruas onde não há energia elétrica a violência da agressão seja a mesma.

Por exemplo, na Rua Eng. Álvaro Pereira em Porto Alegre, por volta de l97l, uma linda árvore que se encontrava na beira de um precipício, em local de rara beleza panorâmica, longe de fios e habitações, foi tão brutalmente mutilada, cortando-se galhos de até 20cm de diâmetro, rasgando-se lascas profundas no tronco, que é verdadeiro milagre a sobrevivência da mesma planta até os dias de hoje, apesar do visível definhamento que apresenta.

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Tecnologias do Sítio Maravilha

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A importância das árvores mortas

por Marcos Rodrigues*

Pica-pau-carijó (Colaptes melanochlorus). Foto: FM Flores

Pica-pau-carijó (Colaptes melanochlorus). Foto: FM Flores

Mantenho em meu jardim três árvores mortas, que continuam em pé. Os jardineiros e paisagistas ficam horrorizados com minha decisão, aparentemente insana. Árvores mortas apodrecem, e seus galhos podem cair sobre transeuntes e residentes, levando-os à morte. Eu concordo.

A primeira delas é um ibirapitá de uns dez metros de altura e que morreu há cerca de doze anos. Aprendi que ibirapitás não têm vida muito longa, diferente dos milenares jequitibás. Os galhos foram apodrecendo e caindo. Os mais perigosos eu tive o cuidado de retirá-los com a ajuda de serrotes. Assim, ficou por ali, como um totem prateado, somente o tronco principal, de uns sete metros de altura e uns trinta a quarenta centímetros de diâmetro, ornamentando meu jardim.

Certo dia, um pica-pau-carijó (Colaptes melanochlorus) começou a cavar um buraco. Ficou dias martelando, com seu poderoso bico e infatigável pescoço um perfeito oco redondo, cuja entrada tinha cerca de menos de dez centímetros de diâmetro. Entre um turno de marteladas e outro, o pica-pau voava para uma sucupira-branca (Pterodon emarginatus) bem próxima e cantava suas notas agudas enquanto parecia descansar. Acostumou-se tanto à minha presença, que deixava que eu me aproximasse até três metros de distância; depois voava gloriosamente para a sucupira-branca. Ali botou ovos, criou os filhotes, trazendo-os insetos incansavelmente por vários dias quando, por fim, todos desapareceram. Esse ciclo se repetiu pelo menos por quatro primaveras. Todo ano o pica-pau ali aparecia, dava uma ajeitada no seu oco, criava sua prole, e desaparecia.

A partir de certo ano, o pica-pau desistiu de fazer do oco do ibirapitá sua morada, muito embora continue frequentando o jardim em busca de suas presas. Foi nesta ocasião que um bem-te-vi-rajado (Myiodnastes maculatus) apoderou-se do velho oco, e durante os dois anos seguintes botou seus ovos e criou seus ninhegos até estes alçarem voo.

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