Arquivo da categoria: Cultivo

II Seminário Internacional de Cannabis Medicinal – primeiro dia (29/06)

Eis algumas fotos do primeiro dia do Seminário Internacional sobre Cannabis Medicinal, em 29/06/2019.

Excelente organização, temas expostos, debates, conversas e informações. Todos de parabéns!

Presença de várias personalidades do mundo canábico como Sheila Geriz, Cidinha Carvalho, Juliana Paolinelli, Daniel Zarur, Margarete Brito, Denis Burgierman, Gulnar Azevedo, Sidarta Ribeiro, Luciana Boiteaux, Marcelo Cinco etc.

Palestras do mais alto nível sobre cultivo e produção de óleo artesanal, acesso por vias jurídicas, perspectiva terapêutica, o papel das associações, da imprensa, políticas públicas e muito mais.

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Lei da nova política pública para o município de Matinhos, litoral do Paraná

Política Municipal de Agricultura Urbana e Periurbana – Lei Nº 2030/2019

Institui a Política Municipal de Agricultura Urbana e Periurbana de Matinhos (PMAUP) e dá outras providências

Eis o teor da Lei:


__’ A Câmara Municipal de Vereadores de Matinhos aprova e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei:

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Fica instituída a Política Municipal de Agricultura Urbana e Periurbana como parte integrante das políticas desenvolvidas pela Secretaria de Meio Ambiente, Habitação, Assuntos Fundiários, Agricultura e Pesca, em harmonia com a política ambiental e urbana de competência de outros órgãos do Município de Matinhos, com o objetivo de promover em bases sustentáveis:

I – a segurança alimentar e nutricional e a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável (DHAA) da população, notadamente as que se encontram em estado de vulnerabilidade social;

II – ações relacionadas à Educação Ambiental, Agroecologia e Educação para uma alimentação adequada e saudável;

III – o bom uso do solo na região urbana e periurbana com ações que visem à inclusão produtiva para fins de subsistência, para a comercialização e para doação;

IV – o fortalecimento de redes solidárias de produção, de comercialização e o desenvolvimento local e sustentável; e

V – Estratégias, diretrizes, medidas, ações e intervenções que promovam a solução dos problemas e conflitos de uso do espaço em áreas de proteção ambiental no município, bem como a orla marítima, de forma a viabilizar o seu desenvolvimento integrado e sustentável, considerando os aspectos ambientais, socioeconômicos, territoriais e patrimoniais;

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As sementes das plantas têm cérebro?

Uma nova pesquisa encontrou grupos de células especializadas em sementes de plantas que efetivamente tomam decisões sobre a germinação, escreve Andrew Masterson.

Grupos especiais de células em uma semente podem se comunicar uns com os outros para decidir quando as condições são certas para a germinação.
foto: Power and Syred / Science Photo Library / Getty

A ortodoxia botânica sustenta que a germinação de plantas é um processo puramente mecanicista, impulsionado inteiramente por estímulos externos. A semente da planta em si não tem voz na matéria.

Uma pesquisa publicada no Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS) , no entanto, está prestes a mudar radicalmente essa ideia.

Cientistas da Universidade de Birmingham descobriram que as próprias plantas determinam quando germinar, efetivamente tomando uma decisão através da interação de dois grupos de células que constituem um análogo de um cérebro.

Os cientistas, liderados por George Bassel, da Escola de Biociências da universidade, descobriram dois tipos de células operando em conjunto nos embriões de uma planta chamada Arabidopsis, ou thale cress. Um grupo de células promove a dormência das sementes, enquanto o outro impulsiona a germinação.

A equipe de Bassel descobriu que os dois grupos funcionam coletivamente como um centro de tomada de decisões movendo os hormônios de um para o outro.

Usando uma variedade geneticamente modificada do agrião que amplifica a sinalização química, os pesquisadores descobriram que os dois hormônios de troca entre os dois grupos de células efetivamente levaram a uma decisão sobre quando desencadear a germinação.

Reconstrução digital de um embrião de planta mostrando a localização dos componentes de tomada de decisão.

A interação entre as células permitiu um maior controle do tempo de germinação, garantindo que o processo não começasse cedo demais – quando condições frias poderiam matar a planta jovem – ou muito tarde, quando níveis mais altos de competição poderiam deixá-lo passar fome.

“Nosso trabalho revela uma separação crucial entre os componentes dentro de um centro de tomada de decisão da fábrica”, explica Bassel.

“No cérebro humano, acredita-se que essa separação introduza um atraso de tempo, suavizando os sinais ruidosos do ambiente e aumentando a precisão com a qual tomamos decisões. A separação dessas partes no ‘cérebro’ da semente também parece ser fundamental para o funcionamento. ”

“As próprias plantas determinam quando germinar”

O co-autor Iain Johnston compara o processo de decisão a decidir se vai ou não ao cinema.

“A separação dos elementos do circuito permite uma paleta mais ampla de respostas aos estímulos ambientais”, diz ele.

“É como a diferença entre ler a crítica de um filme de um crítico quatro vezes, ou amalgamação de quatro opiniões diferentes de críticos antes de decidir ir ao cinema.”

fonte: [ COSMOS ]

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Congresso dos EUA legaliza cultivo industrial do cânhamo

Plantação de “hemp” / cânhamo – Foto: autor desconhecido.

Washington, 13 dez 2018 (AFP) – O Congresso dos Estados Unidos aprovou na quarta-feira a legalização do cultivo de cânhamo em grande escala e sua eliminação de uma lista de substâncias controladas.

“Esse é o ponto culminante de muito trabalho de muitos de nós aqui em Washington, mas na realidade a vitória é para os produtores, processadores, fabricantes e consumidores que se beneficiarão deste mercado em crescimento”, disse o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell.

A medida “legaliza o cânhamo como um produto agrícola” e o remove da lista de substâncias controladas, enquanto permite que os pesquisadores solicitem subsídios federais e tornem o cânhamo elegível para o seguro de cultivos, explicou McConnell.

A medida foi apoiada por republicanos e democratas, que argumentaram que se trata de uma oportunidade para os agricultores americanos.

O projeto de lei foi adotado pela maioria na Câmara de Representantes por 369 contra 47, depois de ser aprovado com folga no Senado (87-13) no dia anterior.

Para entrar em vigor, a lei ainda precisa ser sancionada pelo presidente Donald Trump.

Fonte: economia.uol.com.br

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Cadastro DISPONÍVEL!

Finalmente conseguimos abrir a porteira! ☺️

Pois é… Conseguimos! Iniciamos a reformulação do projeto Tudo Sobre Plantas e começamos logo pelo CADASTRO (apelidado de SOS Verde), que esteve fechado por vários anos.

Durante as últimas semanas estivemos trabalhando na elaboração de um novo cadastro, SEM ASSINATURAS e disponível apenas para pessoas físicas. A solução foi simplificar ao máximo o cadastramento e agilizar o acesso ao BANCO DE SEMENTES.

Para ler mais sobre o CADASTRO:
https://www.tudosobreplantas.com.br/asp/sos/default.asp

O cadastro no portal Tudo Sobre Plantas permite que os usuários possam marcar as espécies cadastradas como:

  • Favoritas;
  • Que esteja buscando  – botão “Quero”;
  • Que tenha em cultivo  – botão “Tenho”;
  • Que venda – botão “Vendo”.

Cada clique nos botões tem um efeito sonoro e feedback visual. Mais adiante iremos implementar relatórios e formulários de busca, tornando possível encontrar espécies com uma simples busca e descobrir formas de contato direto com os cultivadores.

Seguimos desenvolvendo a ideia de permitir que cada participante possa manter uma página de perfil pública no portal, sempre disponível através de link, para apresentar (inicialmente) as espécies do Banco de Sementes, e mais adiante fotos e informações, links para projetos pessoais e prestação de serviços.

O cadastro permite também cadastrar ESPECIALISTAS de cada área, para que possa ser possível encontrar pessoas e projetos dos vários temas de estudo. As integrações também poderão ser melhor elaboradas.

Enfim… Consideramos este um presente de fim de ano do projeto para tod@s. Usem as novidades com sabedoria e  bom senso! 🎁

Para se cadastrar AGORA acesse:

[ LINK DIRETO PARA O FORMULÁRIO DE CADASTRO ]

Abraços!

Anderson Porto
https://www.TudoSobrePlantas.com.br

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Flor-de-são-miguel (Petrea volubilis)

Essa todos aí conhecem, né? É a Petrea volubilis, popularmente chamada de “flor-de-são-miguel”, “viuvinha”… É uma espécie nativa do Brasil.
 
Finalmente consegui achar um local bom para plantá-la.
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Como é trepadeira, a ideia é deixá-la crescer rumo ao telhadinho do portão, a fim de cobrí-lo de flores.
 
Uma curiosidade? As folhas, quando mais novas em tom verde claro…,
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… e quando mais velhas em verde escuro…,
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… parecem lixa!
 
Descobri que aqui em Araruama ela não gosta nem de muita água nem de muito adubo. É bem resistente à seca e gosta de bastante sol.
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Abraços!

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Como plantar cebolinha

“Como que planta cebolinha?”, me perguntaram.

Eu faço assim: corto a parte verde para picar e temperar, deixo a parte de baixo, uns 4 dedos de tamanho e com as raízes, para replantar. Terra comum, misturada com um pouco de areia.

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Daí é só manter úmido e deixar à meia-sombra, até começar a rebrotar e desenvolver umas 2, 3 folhas.

Ficou grandinha? Replanto em local definitivo já previamente adubado.

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Abraços!

Anderson Porto
https://apoia.se/tudosobreplantas

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As 20 PANCs mais recomendadas para hortas urbanas, inclusive escolares

“Essas espécies de hortaliças estavam aí, algumas pelos quintais, outras dispersas no meio do mato, e diversas na condição de pratos regionais. Se em muitos lugares ainda não são reconhecidas como alimentos, por outro lado, em certas localidades, sempre fizeram parte da culinária numa tradição passada de geração a geração.

Sem contarem com cultivo comercial e uma cadeia produtiva estruturada, muitas dessas plantas passaram a povoar apenas as memórias de algumas pessoas. Mas novos tempos são chegados e, dentro de um contexto científico-econômico-social, outros roteiros começam a fazer parte da história de plantas como araruta, almeirão, azedinha, bertalha, cará-moela, chuchu-de-vento, capuchinha, jambu, mangarito, ora-pro-nóbis, fisális, peixinho, taioba e vinagreira, entre outras que caíram no anonimato.”[2]

A Painel 279 publicou uma reportagem especial sobre Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs). Veja também:

[1] – Guia Prático PANC
[2] – Estudo EMBRAPA
[3] – Flor comestível
[4] – Reportagem do Bom Dia São Paulo
[5] – Mapa das Feiras Orgânicas no Brasil
[6] – Reportagem do portal Época sobre a Ensete – falsa bananeira que consegue vencer a fome na Etiópia

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fonte: [ PANCs: Plantas Alimentícias Não Convencionais ]

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Quem foi Luther Burbank, o pai da enxertia?

O inventor da batata do Mc Donnalds, foi chamado de “o pai da enxertia”.

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O campo da botânica tem muitos grandes nomes e um deles é o de Luther Burbank, nascido em Lancaster, Massachusetts, a 07 de Março de 1849, e, falecido em Santa Rosa, Califórnia, a 11 de Abril de 1926).[3]

Ele foi um botânico e horticultor norte-americano e tornou-se um dos pioneiros da ciência agrícola. Burbank era tão brilhante que ele conseguiu chegar a criar cerca de 800 cultivares e variedades em todos seus 55 anos no campo. Ele desenvolveu diferentes frutas, grãos, flores, vegetais e variações de grama e também criou uma variedade de cacto que não têm espinhos, que é principalmente usado para alimentar o gado. Ele também inventou o “plumcot”, quando cruzou, naturalmente, damascos e ameixas.

Algumas de suas criações mais conhecidas incluem a papoula do fogo, a Shasta daisy e o pêssego “julho Elberta”. Ele também criou a variedade “Gold Flaming” de nectarina e pêssego em cantaria. Quando se tratava de batatas, ele era bastante ele rei e ele criou uma batata com pele de cor castanho-avermelhada que era na verdade uma variação da Burbank e estava uma variação genética natural. Esta batata russet de Burbank colorida mais tarde foi chamada a “batata Russet Burbank” e é a batata mais comum que é usada na preparação de alimentos em uma escala mais comercial.

Sua vida

Luther Burbank nasceu em uma fazenda em Lancaster, MA, em Mach 7, 1849. Ele realmente não progredir na escola e na verdade só conseguiu ganhar uma educação elementar. Seus pais tiveram 15 filhos, dos quais ele era o 13th. Enquanto não teve muita instrução, ele gostou das plantas que sua mãe tinha em seu jardim, e este pode ser apenas onde formou um interesse em plantas.

Ele perdeu o pai quando ele tinha apenas 21, quando ganhou acesso à sua herança. Ele usou isso para ganhar a posse de uma fazenda de 17 hectares localizada perto do centro de Lunenburg. Foi onde ele veio com a batata Burbank alardeada, dos quais ele detinha os direitos.

Mais tarde sobre, os direitos para sua criação de batata foram vendidos por US $150, que era considerado uma soma considerável durante aqueles tempos. Ele fez usar este dinheiro para fazer uma viagem para Santa Rosa, na Califórnia, no ano de 1875. Foi alguns anos depois ele se mudou para Santa Rosa que ele veio com a batata Russet Burbank e tornou-se tão famoso que é a mais comumente usada em estabelecimentos que comercializam batata fast food. Na verdade, este é o tipo de batata usada por McDonalds para suas batatas fritas.

Quando ele chegou em Santa Rosa, mais uma vez comprou uma fazenda de 4 hectares e foi onde construiu seu berçário e estufa. Ele também estabeleceu campos onde ele conduziu a maioria de seus projetos de cruzamento. Ele foi inspirado pelo trabalho de Darwin, que foi intitulado a variação dos animais e plantas sob domesticação.Luther Burbank não para por aí embora porque ele decidiu atualizar e mudou-se para comprar outro vastamente maior parcela de terreno que foi cerca de 18-acres grandes. Isto foi em Sebastopol, que estava muito perto de Santa Rosa. É chamada de  Gold Ridge Farm.

Desde os anos de 1904 a 1909, ele foi o destinatário de vários subsídios dado pela instituição Carnegie e foi então que ele poderia continuar com seus projetos de hibridação com o apoio de Andrew Carnegie próprio. Alguns dos conselheiros de Andrew Carnegie foram contra Burbank, desde que eles acreditavam que seus métodos não eram muito científicos, mas Andre Carnegie acreditava em Burbank e apoiou-o todo o caminho.

Foi por meio de seus catálogos de planta que Burbank se tornou mais conhecido. O mais famoso desses catálogos foi as Novas criações em frutas e flores , que foi publicado em 1893. Clientes satisfeitos também foram responsáveis por sua fama, porque eles não conseguia parar de falar dele e as coisas maravilhosas que ele poderia fazer com as plantas. Na verdade, ele era tão famoso, que as pessoas simplesmente poderiam não parar de falar sobre ele durante a primeira década do novo século.

Apesar do fato de que ele não tem muito de uma educação, ele era muito prolífico e veio com um número impressionante de cultivares e híbridos. No entanto, não era tudo liso-vela por Luther Burbank porque mais do que alguns membros da comunidade científica foram rápidos a criticá-lo por não ser mais cuidadoso com o seu registo. A comunidade científica é conhecida por suas maneiras de registos meticulosas mas como aconteceu, Burbank estava mais interessado em resultados, em vez dos métodos e isto explica por que ele estava tão relaxado com seus registros. Na verdade, de acordo com um professor da Purdue, esta falta de registos é o que os impede de considerar Luther Burbank, uma cientista, academicamente falando claro.

Seus métodos

Durante toda sua falta de registos, foi um bem sucedido uso individual e feito de uma variedade de técnicas em seu trabalho. Em seus experimentos ele fez usam de muitas diferentes técnicas como a hibridização e a enxertia. Ele também se envolveu em diferentes tipos de cruzamentos de plantas e veio com os produtos mais fascinantes como o plumcot. Quando se tratava de flores, ele usou a técnica de polinização cruzada e selecionou os melhores produtos para procriar mais.

Sua vida pessoal

Por todas as contas, Luther Burbank era um homem de índole tipo que estava interessado em ajudar as pessoas. Ele também era tudo para a educação (talvez porque ele não tinha muita instrução próprio) e deu dinheiro para muitas escolas diferentes. Embora ele foi casado duas vezes, ele não tinha qualquer descendência com qualquer uma das suas esposas. Ele morreu em 11 de abril de 1926, mas antes disso, ele sofreu um ataque cardíaco e passou por complicações gastronómicas.

Na verdade, ele era um homem que contribuiu muito para o mundo e merece todos os elogios que ele recebeu. Cada vez que você requisita batatas fritas em algum fast-food conjunta, você realmente precisa dar um pouco graças a este homem para vir acima com a batata usada para comer. Ele era um homem bem à frente de seu tempo e todas as suas obras são consideradas importantes até hoje.[1]

É considerado como o “Pai da Enxertia”. Durante sua infância, a teoria da evolução de Darwin era ainda bastante discutida. Burbank aderiu a ela com ardor. Queria apressar o processo de evolução das plantas. A seleção natural depende do vento e dos insetos para o transporte de pólen de uma planta a outra. Ele selecionou as melhores plantas e retirou o pólen de umas para depositar em outras. Cultivando apenas as plantas mais fortes ou as que tinham qualidade desejáveis – como frutas doces ou grandes flores– obteria espécies superiores de suas sementes. Também fertilizou uma planta com pólen de outra espécie diferente, aparentada com ela. A flor “Shasta Daisy”, tão conhecida a ponto de ter sido incluída nos bons dicionários americanos, é uma variedade criada por Burbank. Ele a obteve cruzando a margarida inglesa e a japonesa.[3]

batatas burbank

batata Russet Burbank

A batata Burbank é exemplo clássico do valor do estudo da hereditariedade nas plantas. Geralmente, os pés de batata nascem de brotos dos tubérculos. As batatas nascidas assim têm origem única. Não há introdução de novos fatores hereditários e as batatas produzidas são todas exatamente iguais. Burbank encontrou um pé de batata que tinha bolsa de sementes (fato bastante raro). Plantou-as e observou os diferentes tipos de brotos que nasceram. Cruzou somente os melhores e obteve uma batata de superior qualidade.

Criações de Burbank
 
Burbank criou centenas de novas variedades de frutas (ameixa, pêra, ameixa seca, pêssego, amora, framboesa), batata, tomate, flores ornamentais e outras plantas.
Burbank foi criticado pelos cientistas de sua época por não manter qualquer tipo de cuidado com os registros, que são normas na pesquisa científica, e, porque ele estava principalmente interessado na obtenção de resultados e não na pesquisa básica.
Jules Janick, Ph.D., Professor de Horticultura e Arquitetura Paisagista da Universidade de Purdue, escrevendo na World Book Encyclopedia, edição de 2004, diz: “Burbank não pode ser considerado um cientista no sentido acadêmico”.
Em 1893, Burbank publicou um catálogo descritivo de algumas de suas melhores variedades, intitulado Novas Criações em Frutas e Flores (New Creations in Fruits and Flowers). Em 1907, Burbank publicou um “ensaio sobre a educação dos filhos”, chamado O Treinamento da Planta Humana (The Training of the Human Plant). Nela, ele defendeu um melhor tratamento para as crianças e práticas eugênicas, tais como manter o casamento dos primos impróprios (primos segundos) e primos legítimos.
Durante sua carreira, Burbank escreveu ou co-escreveu vários livros sobre os seus métodos e resultados, incluindo seus oito volumes, Como as Plantas são Treinadas para Trabalhar para o Homem (How Plants Are Trained to Work for Man, 1921), A Colheita dos Anos (Harvest of the Years com Wilbur Hall, 1927), Sócio da Natureza (Partner of Nature, 1939), e os 12 volumes Luther Burbank: Seus Métodos e Descobertas e Sua Aplicação Prática (Luther Burbank: His Methods and Discoveries and Their Practical Application).[3]

Metodologia

Burbank fez experimentos com uma variedade de técnicas, tais como: enxertos, hibridação e cruzamento.

Seu legado

O trabalho de Burbank impulsionou a aprovação da Lei de Patentes de Plantas 1930, quatro anos após a sua morte. A legislação tornou possível patentear novas variedades de plantas (excluindo tubérculos de plantas reproduzidas).

Ao apoiar a legislação, Thomas Edison testemunhou perante o Congresso em apoio à legislação e disse que “Esta legislação vai nos dar, tenho certeza, muitos Burbanks”.
As autoridades emitiram Patentes de Plantas # 12, # 13, # 14, # 15, # 16, # 18, # 41, # 65, # 66, # 235, # 266, # 267, # 269, # 290, # 291, e # 1041 a Burbank postumamente.

Em 1986, Burbank foi incluído no National Inventors Hall of Fame. O Luther Burbank Home and Gardens, no centro de Santa Rosa, agora é designado como um Marco Histórico Nacional. Luther Burbank Gold Ridge Experiment Farm está listado no Registro Nacional de Locais Históricos a poucos quilômetros a oeste de Santa Rosa, na cidade de Sebastopol, Califórnia.

A casa em que Luther Burbank nasceu, assim como sua oficina jardim da Califórnia, foram trasladados por Henry Ford para Dearborn, Michigan, e fazem parte do Greenfield Village.

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Traduzido via Google Translate e com compilação de informações das seguintes fontes:

[1] https://edukavita.blogspot.com/2015/08/biografia-de-luther-burbank-cientistas.html
[2] http://mentalfloss.com/article/57818/10-crazy-creations-plant-wizard-luther-burbank
[3] http://biografiaecuriosidade.blogspot.com/2013/05/biografia-de-luther-burbank-o-pai-da-enxertia.html

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Um papo rápido sobre “ORGÂNICOS”

A maior parte dos agrotóxicos está na casca dos alimentos. Então… Tem certeza que a sua compostagem é #orgânica?

Entendo que o composto, para ser orgânico, deve ser feito com cascas e restos de vegetais cultivados também de forma orgânica, sem agrotóxicos, respeitando a Natureza.

A palavra “orgânicos” talvez precise – urgente! – de uma atualização, pois ao meu ver vem sendo utilizada substituindo um sentido mais amplo, mais relacionado a “viver de forma cooperativa”, sem agressões permanentes ao meio ambiente, reutilizando o que for possivel e deslocando recursos de forma mais inteligente e sustentável, justamente pelo fato de compartilharmos TODOS dessa estrutura natural do planeta, nossa casa. Cuidar para que as próximas gerações possam viver aquil.

Quem quer plantar irá utilizar borrachas para irrigar, aço em ferramentas, cordas, madeiras, telas, os mais diversos produtos, até mesmo sementes, todos comprados, a não ser que queiramos fazer tudo isso (plantar, cuidar e colher) com as próprias mãos.

Que dá até dá.
Só que rola um pouco mais de trabalho.

Abraços agroecológicos!

Anderson Porto
www.TudoSobrePlantas.com.br

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