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50 espécies da Mata Atlântica que podem ser plantadas na calçada

Manual Técnico de Arborização Urbana de Salvador com espécies nativas da Mata Atlântica

Os cidadãos passam a contar, a partir desta semana, com um importante instrumento que orienta, de forma simples e didática, quais espécies mais indicadas e como plantar árvores em calçadas na capital baiana. O Manual Técnico de Arborização Urbana de Salvador foi lançado esta semana pela Prefeitura, e contém um guia com 50 espécies do bioma da Mata Atlântica indicadas para plantios.

Com a chancela da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), a publicação é uma das primeiras regulamentações do Plano Diretor de Arborização Urbana (Lei Municipal 9187/2017), do PDDU (Lei Municipal 9069/2016) e da Lei Municipal de Ordenamento e Uso e Ocupação do Solo – LOUOS (Lei 9148/2016).

Com ilustrações, diagramas e explicações técnicas de plantio de fácil assimilação pela população, o livro foi elaborado de forma participativa, em colaboração com técnicos e estudiosos da área, com o objetivo de servir de guia para intervenções na capital baiana.

De acordo com o secretário municipal da Cidade Sustentável e Inovação (Secis), André Fraga, a produção do manual é uma demanda antiga do município. “Salvador nunca possuiu regras ou orientações técnicas para plantio de árvores na cidade. Além disso, outro objetivo dessa publicação é de popularizarmos nossas espécies nativas do bioma Mata Atlântica”, ressalta.

Orientações técnicas – Para plantios em passeios, por exemplo, o manual destaca a necessidade de verificar a largura do corredor, para harmonizar a circulação dos pedestres e o desenvolvimento da árvore. Considerando que Salvador possui ruas estreitas e calçadas ainda mais estreitadas, buscou-se encontrar uma largura mínima que pudesse compatibilizar a acessibilidade com a arborização e outros elementos urbanos. Além disso, é preciso usar espécies com sistemas radiculares que reduzem danos nas calçadas e sistemas subterrâneos como água, esgoto e telefonia.

O Manual explica ainda os fatores que devem ser levados em conta na hora do plantio – como porte, formato da copa (reduzindo a demanda constante e dispendiosa por podas) e adaptação ao clima. A distância da árvore de mobiliários urbanos como sinalização de trânsito, semáforos e hidrantes, é outro elemento importante considerado no manual.

Guia de espécies – Um dos diferenciais do documento é o guia com fotografias e a ficha técnica contendo informações e características de cada uma das de 50 espécies indicadas para serem plantadas em ambiente urbano, como ambiente de origem, porte, locais para plantio e folhagem. Todas as plantas citadas são nativas da Mata Atlântica, bioma nativo de Salvador. A publicação está disponível para download gratuito no site do projeto Salvador, Capital da Mata Atlântica, no endereço mataatlantica.salvador.ba.gov.br ou em [ LINK2 ].

Fonte: [ SECOM – Prefeitura Municipal de Salvador ]

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[ edit futuro – Link alternativo para download: ]

[ Manual Técnico de Arborização Urbana de Salvador com espécies nativas da Mata Atlântica ]

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Como utilizar enraizadores e auxinas

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Quem nunca fez aquele experimento de plantar feijão em chumaços de algodão? Ver de perto o nascimento de uma plantinha desde o brotamento, acompanhando o crescimento das folhas…

É mais ou menos, talvez mal comparando, a expectativa dos pais em relação aos filhos. Esperamos que elas, as plantas, se tornem saudáveis e fortes, cuidando de sua alimentação, podas e banhos de sol.

Da mesma forma que nós possuímos hormônios de crescimento, as plantas desenvolvem seus próprios hormônios que aceleram ou inibem o seu desenvolvimento. Estes são produzidas numa parte do organismo vegetal e transportadas para outra, onde promoverão algum efeito especial.

Uma distinção pode ser feita entre os termos hormônio vegetal e reguladores de crescimento.

O hormônio vegetal é uma substância natural produzida pela própria planta.

Já os reguladores de crescimento ou reguladores vegetais, em suas formas natural ou sintética, quando aplicados em plantas influenciam no seu crescimento e desenvolvimento.

Hormônios sintetizados quimicamente, provocam reações similares àquelas causadas pelos naturais.

Os cinco grupos de hormônios naturais de plantas conhecidos são: auxinas (AIA, IBA, ANA,) giberelinas (GAs em várias formas), citocininas (Zeatina, Cinetina, 6-BA), etileno (Etephon) e ácido abscísico (ABA).

:: Auxinas

A maioria das plantas começa a se desenvolver respeitando ciclos (podemos notar pelo espaçamento entre os nós de seu caule), por sua capacidade de absorção de água e pela produção de auxinas, através de seu sistema meristemático.

As células meristemáticas são dotadas de um alto poder proliferativo, isto é, reproduzem-se rápida e intensamente, promovendo o crescimento da planta.

À medida que a célula meristemática passa por um processo de diferenciação e se “especializa” numa determinada função, perde parcial ou totalmente a capacidade proliferativa. Podemos encontrar dois tipos de meristemas:

Meristemas primários – localizam-se nas extremidades (também chamado de ápice) e ao longo do caule, definindo, respectivamente, as gemas apicais e laterais. Na raiz acham-se presentes na região subapical (pontas das raízes), onde são envolvidos pela coifa, uma estrutura resistente que lhes confere proteção contra o atrito com o solo e contra o ataque microbiano. Ainda podemos localizar nas extremidades das folhas e embriões de sementes.

Meristemas secundários – estes promovem o crescimento em diâmetro da planta, isto é, são responsáveis pelo alargamento vegetal de troncos e caules. Apenas as gimnospermas, como pinheiros e sequóias, e certas angiospermas dicotiledôneas, como o ipê e o flamboyant, apresentam meristemas secundários.

Sabe-se que as auxinas podem agir como indutores ou inibidores do crescimento, dependendo de sua concentração num determinado órgão.

Podemos verificar que:

  • Concentrações abaixo de um determinado ponto mínimo são insuficientes para promover o crescimento;

  • Já concentrações acima de um determinado ponto máximo inibem totalmente o crescimento;

  • Entre os pontos mínimos e máximos de uma espécie existe sempre uma concentração ótima, com o qual o crescimento é mais rápido.

As raízes são, geralmente, muito mais sensíveis à ação das auxinas do que os caules. Isso significa que a faixa exigida pelas raízes está aquém da faixa exigida pelos caules.

Se aplicarmos auxina às raízes de uma planta crescendo normalmente algo interessante acontecerá: em geral o crescimento destas será retardado; todavia, se removermos as extremidades da raiz, eliminando assim o seu suprimento próprio de auxina, então o crescimento deverá acelerar.

Como as concentrações de auxina no caule e na raiz são aproximadamente as mesmas, concluímos que a raiz é mais sensível à auxina do que ao caule.

Veja o gráfico abaixo:

gráfico dos níveis de AIA

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As Plantas e a Lua

A influência do Ciclo Lunar no Fluxo da Seiva e na Agricultura

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Observar a LUA ajuda a marcar, através de seus ciclos, etapas de plantio, cultivo e colheita.

Lua NOVA :: Semeadura / plantio de tudo o que cresce acima da terra. Corte de bambu para a construção. Colheita e plantio de raízes, tubérculos, rizomas e bulbos. PODAS gerais para a produção de matéria seca.

Lua CRESCENTE :: A seiva sobe para as folhas, concentrando nos talos e ramos. Plantio de tudo o que cresce acima da terra (ex: tomate, laranja, alface, milho, soja etc). Colheita de folhas (medicinais) e, pouco antes da lua cheia, colheita de cereais. PODAS com maior produção de biomassa para adubo verde. Final da crescente: corte de madeira para lenha.

Lua CHEIA :: Seiva nas folhas – maior luminosidade lunar. Colheita de flores, frutos e folhas. Plantio de flores, frutos e folhas. Deve-se evitar mexer muito nas plantas, limitando-se a retirar folhas secas e galhos. PODAS com maior produção de biomassa para adubo verde. Perto da lua cheia, as plantas estão com seus aromas potencializados, atraindo animais.

Lua MINGUANTE :: A seiva desce para as raízes. Ideal para plantio / semeadura de tudo o que cresce abaixo da terra (ex: alho, cenoura, cebola, mandioca, batata, rabanete etc). Podas / corte de árvores e bambus. Pouco antes da lua nova, ideal para colheita de sementes. Dê preferência para intercalar adubações de 15 em 15 dias, sendo uma durante o último quarto minguante.

Anderson Porto

Fonte: www.TudoSobrePlantas.com.br/default.asp#lua

[edit]

Segundo a publicação sugerida pelo Mateus Rübenich, “Influência lunar sobre plantas hortícolas” de Salim Simão, da ESALQ/ Piracicaba (sem data) :

“Não foram encontradas influências das fases da lua, na produção de várias hortaliças, mesmo nas tidas como sensíveis a elas. ”

Link: http://www.scielo.br/pdf/aesalq/v14-15/08.pdf

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Pesquisador afirma: árvores conversam entre si, detectam perigos ao redor e ajudam as plantas mais velhas a se alimentarem

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As árvores têm amigos, sentem-se solitárias, gritam de dor e se comunicam por debaixo da terra via “woodwide web“. É o que afirma o engenheiro florestal Peter Wohlleben, no livro recém-lançado The Hidden Life of Trees (A Vida Oculta das Árvores, em português).

Segundo Wohlleben, algumas árvores agem como pais das outras e como boas vizinhas. Outras fazem mais do que projetar sombras: elas são verdadeiras defensoras contra espécies rivais. As mais novas correm riscos na ingestão de líquidos e na queda das folhas – e então mais tarde se lembram dos erros cometidos.

Certamente, sua próxima caminhada no parque será diferente, se você imaginar que embaixo dos seus pés as raízes das árvores estão crepitando com um bate-papo cheio de energia! O autor acredita que nós não sabemos nem metade do que está acontecendo debaixo da terra e das cascas das árvores: “Nós estamos olhando para a natureza há mais de 100 anos como se ela fosse uma máquina”, argumenta.

Wohlleben – sobrenome que, coincidentemente, quer dizer “viver bem” – desenvolveu seu pensamento ao longo da última década, enquanto observava o poderoso, e interessante sistema de sobrevivência da floresta de faia antiga, que ele gerencia nas montanhas Eifel, na Alemanha.

“A coisa que mais me surpreendeu é quão sociais as árvores são. Eu tropecei em um velho toco um dia e vi que ainda estava vivo, embora tivesse 400 ou 500 anos, sem qualquer folha verde. Todo ser vivo precisa de nutrição. A única explicação é que ele foi mantido com uma solução de açúcar dada pelas árvores vizinhas, a partir de suas raízes.

Como engenheiro florestal, eu aprendi que as árvores são concorrentes que lutam umas contra as outras, pela luz, pelo espaço, e ali eu vi que acontece o contrário. As árvores são muito interessadas em manter todos os membros de sua comunidade vivos”.

A chave para isso, ele acredita, é a chamada “woodwide web” (numa alusão à rede mundial de computadores, a worldwide web).

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Filamentos de fungos chamados micélios formam uma rede conhecida como micorriza

Quando estão sob ataque, as árvores comunicam sua angústia para as outras a seu redor emitindo sinais elétricos a partir de suas raízes e de redes formadas por fungos (algo que se assemelha ao nosso sistema nervoso). Pelos mesmos meios, elas alimentam árvores atingidas, alimentam algumas mudas (seus “filhos mais amados”) e restringem outras para manter a comunidade forte.

“As árvores podem reconhecer com suas raízes quem são suas amigas, quem são seus familiares e onde estão seus filhos. Elas também podem reconhecer árvores que não são tão bem-vindas”, ele explica.

Na análise de Wohlleben, é quase como se as árvores tivessem sentimentos e caráter. “Nós pensamos que as plantas são robóticas, seguindo um código genético. Plantas e árvores sempre têm uma escolha sobre o que fazer. As árvores são capazes de decidir, ter memórias e até mesmo personas diferentes. É possível que existam os mocinhos do bem e os do mau”, completa.

O livro The Hidden Life of Trees, What They Feel, How They Communicate, de Peter Wohlleben, foi publicado pela editora Greystone Books e está disponível em alemão e inglês.

Fonte: [ The Greenest Post ]

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“Queremos uma horta em casa”: Saiba como os ciclos da lua podem ajudar

Hortaliças, tubérculos, leguminosas, ervas… Cada grupo, com suas variadas espécies, tem a melhor época de semear e colher. Observar a natureza é uma das melhores formas de aprender.

Ter uma horta orgânica em casa passou a ser o objeto de desejo de muitas famílias. Se você também deseja produzir alimentos livres de agrotóxicos e frescos, estude o melhor espaço para receber terra onde você mora. Em um canteiro de 3 x 4 metros já é possível iniciar uma pequena produção orgânica.

Importante fazer um breve estudo de horticultura, a começar pelos instrumentos e equipamentos que são necessários, além das noções sobre solo, germinação de sementes, reconhecimento e controle de ervas daninhas e pragas, para então iniciar o projeto da horta da família. Outro fator importante, na opinião de Anderson Porto, pequeno produtor rural e criador do portal Tudo Sobre Plantasé desenvolver uma leitura mais próxima da natureza. “Observar os ciclos da lua pode ajudar a marcar as melhores épocas de plantio, cultivo e colheita”, ele acrescenta.

Como os ciclos da lua podem ajudar na horticultura

Lua Nova: Melhor época para acontecer a semeadura, o plantio de tudo o que cresce acima da terra. Ideal também para o corte de bambu para construção; colheita e plantio de raízes, tubérculos, rizomas e bulbos; podas gerais para a produção de matéria seca.

Lua Crescente: Nesta época, a seiva sobe para as folhas, concentrando-se nos talos e ramos. Quando também pode ocorrer o plantio de tudo o que cresce acima da terra (tomate, laranja, alface, milho, soja são alguns exemplos). Durante a lua crescente, costuma acontecer a colheita de folhas (medicinais) e, pouco antes da lua cheia, a colheita de cereais. Podas com maior produção de biomassa para adubo verde estão em boa fase. Já no final da lua crescente, costuma ocorrer o corte de madeira para lenha.

Lua Cheia: Perto da lua cheia, as plantas estão com seus aromas potencializados, atraindo animais. No período de maior luminosidade lunar, a seiva está nas folhas. A lua cheia é ideal para a colheita de flores, frutos e folhas, assim como o plantio. Deve-se evitar mexer muito nas plantas, limitando-se a retirar folhas secas e galhos. Podas com maior produção de biomassa para adubo verde estão em boa fase.

Lua Minguante: A seiva desce para as raízes. Boa época para plantio, semeadura de tudo o que cresce abaixo da terra (alho, cenoura, cebola, mandioca, batata, rabanete são alguns exemplos). Podas e corte de árvores e bambus estão em boa fase. Pouco antes da lua nova, é o momento ideal para colheita de sementes. Dê preferência para intercalar adubações de 15 em 15 dias, sendo uma delas durante o último quarto minguante.

fonte: [ Fluid ]

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História genética do cacau no Brasil é descrita

por Peter Moon  |  Agência FAPESP

Pesquisadores avaliam estrutura genética e diversidade de variedades na Bahia e identificam árvores resistentes à vassoura-de-bruxa (divulgação)

Pesquisadores avaliam estrutura genética e diversidade de variedades na Bahia e identificam árvores resistentes à vassoura-de-bruxa (divulgação)

A saga do cacau no sul da Bahia faz parte da história econômica e cultural do Brasil. Não fosse a bem-sucedida introdução dos cacaueiros na região de Ilhéus no século 18, não haveria o ciclo do cacau da Bahia nem motivos para inspirar Jorge Amado a escrever Gabriela, Cravo e Canela.

Mas o sucesso da cultura do cacau na Bahia é coisa do passado. O Brasil, que já foi o segundo maior produtor mundial de cacau, hoje é apenas o sexto. E foi somente em 2015, após mais de 20 anos excluída do mercado mundial, que a Bahia pôde retomar a exportação do produto.

A culpa do declínio da cacauicultura baiana é o fungo Moniliophtora perniciosa, que transmite a doença da vassoura-de-bruxa. A praga apareceu na região de Ilhéus-Itabuna em 1989 e se alastrou afetando os frutos, os brotos e as flores dos cacaueiros.

As árvores deixaram de dar frutos. A produção brasileira, que era de 320 mil toneladas por ano, despencou para 190 mil toneladas por ano em 1991. Toda a queda corresponde ao tombo da cacauicultura baiana, estado que concentrava 80% da produção.

Nas últimas duas décadas, muitos esforços têm sido feitos para o combate à vassoura-de-bruxa, especialmente na busca de novas variedades de cacau resistentes à praga, pois o fungo continua presente no sul da Bahia.

Uma iniciativa inovadora é o estudo de estrutura genética e da diversidade molecular do assim chamado “cacau da Bahia”, um conjunto de variedades locais desenvolvidas nos últimos dois séculos. O estudo é conduzido pela professora Anete Pereira de Souza, do Instituto de Biologia e do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética da Universidade Estadual de Campinas, ao lado de pesquisadores de diversas universidades e centros de pesquisa da Bahia, como a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano).

Os resultados foram publicados na PLoS One, com apoio da FAPESP.

“A baixa resistência do cacau da Bahia à praga da vassoura-de-bruxa sempre me intrigou”, disse Souza. “A Amazônia brasileira é um dos centros da espécie Theobroma cacao. Portanto, devem existir muitas variedades e tipos de cacau diferentes, alguns inclusive resistentes ao fungo M. perniciosa. Então, como se explica que a praga praticamente dizimou as plantações de cacau do sul da Bahia em poucos anos, sendo que ele veio da Amazônia? Decidimos então estudar a história genética do cacau da Bahia para encontrar a razão de sua baixa resistência à vassoura-de-bruxa e assim encontrar uma maneira de torná-lo mais resistente ao fungo.”

O cacau chegou à Bahia em 1746, quando um colonizador francês que vivia no Pará, Luiz Frederico Warneau, enviou algumas sementes da variedade “Forastero” (do grupo Amelonado) ao fazendeiro baiano Antonio Dias Ribeiro, que as semeou no município de Canavieiras.

Em 1752, foram plantadas as primeiras sementes em Ilhéus. As plantas se aclimataram bem à região. Ao longo do século 19, as fazendas de cacau foram se disseminando na região e as exportações avançaram à medida que aumentava o consumo de chocolate na Europa e nos Estados Unidos. Nas primeiras décadas do século 20, o cacau era o principal produto de exportação da Bahia.

“O cacau da Bahia é de excelente qualidade, tanto que todos os cinco maiores produtores mundiais (Costa do Marfim, Gana, Indonésia, Nigéria e Camarões, nesta ordem) plantam o cacau da Bahia. As sementes que lá foram introduzidas pertenciam todas à variedade Forastero da Bahia”, explicou Souza.

A vassoura-de-bruxa é endêmica na América do Sul e no Caribe, mas jamais atravessou o oceano para infestar os plantios na África e no sudeste asiático.

Após grande combate epidemiológico e científico à vassoura-de-bruxa, resultados começaram a aparecer. A produção brasileira de cacau, que havia recuado a um mínimo de 170 mil toneladas em 2003, atingiu 291 mil toneladas em 2014, a maior safra em 26 anos.

O maior controle da vassoura-de-bruxa possibilitou à Bahia voltar ao mercado externo, com a exportação de 6,6 mil toneladas de amêndoas para o mercado europeu em 2015.

Base genética estreita

Para entender a razão genética da extrema suscetibilidade do cacau da Bahia à vassoura-de-bruxa, Souza e a então doutoranda Elisa Santos, da Universidade Estadual do Sudeste da Bahia, juntamente com pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz e da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, ambas em Ilhéus (BA), foram a campo. Santos coletou 219 amostras de folhas de cacaueiros em sete fazendas, assim como outras 51 amostras de híbridos desenvolvidos ao longo de décadas no Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec/Ceplac), de Ilhéus.

De volta ao Centro de Biologia Molecular da Unicamp, foi realizado o sequenciamento do DNA nuclear das 270 amostras, focalizando a investigação em 30 marcadores moleculares – pequenos trechos do DNA que servem de parâmetro de comparação entre as variedades.

O que se descobriu foi que a base genética do cacau da Bahia é muito estreita. Literalmente todos os cacaueiros baianos têm a sua origem em um número muito pequeno de indivíduos, ou seja, de sementes da variedade Forastero. É que essas sementes foram muito bem escolhidas pela qualidade do cacau produzido pelas árvores que deram origem a elas. Entre aquelas estão as sementes trazidas por Warneau há 270 anos.

Se por um lado a baixa diversidade genética das plantas garantia a qualidade do fruto, por outro tornava toda a população de cacaueiros frágil, dada a ausência de variedades que pudessem resistir a uma ameaça como acabou sendo a vassoura-de-bruxa.

Para piorar a situação, os pesquisadores descobriram que os híbridos desenvolvidos pelo centro de melhoramento nos anos 1950 e 1960 (e cultivados até hoje), em vez de aumentarem a variação genética na população cacaueira, acabaram por reduzi-la ainda mais, já que também foram produzidos com base apenas na qualidade do cacau.

“Já havia uma base genética estreita. Então se escolheu unicamente plantas dessa base para obter híbridos. Não se pensou em trazer novas variedades de fora da Bahia para ampliar a base genética das árvores da região. O resultado foi a obtenção de híbridos ainda menos resistentes à vassoura-de-bruxa”, disse Souza.

Uma boa notícia da pesquisa foi a descoberta nas fazendas de árvores resistentes à doença e com maior variação genética que aquela encontrada nos híbridos atualmente existentes.

“São cacaueiros anteriores à praga, que jamais foram atacados, não foram derrubados e continuam produzindo. E devem existir outros, além dos que coletamos. Essas árvores não podem ser perdidas. Governo e fazendeiros precisam preservar essas variedades, elas representam o sucesso no futuro da cacauicultura baiana, nacional e também mundial, já que o cacau da Bahia foi exportado para o mundo todo”, disse Souza.

Atualmente novos híbridos envolvendo as árvores de cacau com resistência à vassoura-de-bruxa e maior variação genética já estão sendo obtidos pelos pesquisadores dos centros de pesquisa na Bahia.

O artigo Genetic Structure and Molecular Diversity of Cacao Plants Established as Local Varieties for More than Two Centuries: The Genetic History of Cacao Plantations in Bahia, Brazil (doi: http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0145276), de Elisa S. L. Santos, Carlos Bernard M. Cerqueira-Silva, Gustavo M. Mori, Dário Ahnert, Durval L. N. Mello, José Luis Pires, Ronan X. Corrêa, Anete P. de Souza, pode ser lido em http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0145276.

fonte: [ Agência FAPESP]

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Como ajudar na divulgação da Rede Solidária de Alimentos?

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Uma ideia que pode ajudar a melhorar o mundo! Iremos compartilhar o excedente dos alimentos, mudas e sementes através de um aplicativo GRATUITO para celulares.

A campanha de financiamento coletivo da REDE SOLIDÁRIA DE ALIMENTOS visa arrecadar fundos para o desenvolvimento de um aplicativo para celulares que funcione como se fosse um “Tinder”, só que para plantas.

A ideia principal é compartilhar o excedende de alimentos, criando uma rede colaborativa de distribuição que forneça alimentos gratuitamente entre vizinhos, familiares, amigos, como também para asilos, creches, igrejas e por aí vai.

Participe!  Acesse agora e escolha sua recompensa: https://goo.gl/UB69oz

O desenvolvimento de um aplicativo que realmente funcione e que promova a oferta e troca de alimentos, mudas e sementes necessita de uma equipe especializada em programação para celulares. E isso não é barato.

O QUE É O PROJETO TUDO SOBRE PLANTAS?

O projeto Tudo Sobre Plantas é um conjunto de ferramentas de pesquisa para ajudar as pessoas em sua busca por informações sobre espécies nativas e exóticas cultivadas.

O portal surgiu através de uma pergunta de seu filho, uma vez voltando da praia, quando ele perguntou sobre uma planta que colheu a folha e Anderson não soube responder, dizendo que iria pesquisar. De lá pra cá passaram-se 14 anos de muitos estudos…

Ele aproveitou um trabalho que fez na faculdade, pesquisou o que existia na Internet e começou um projeto de troca de informações sobre plantas, cadastrando em fichas de espécies tudo aquilo que aprendia.

Disponível a partir de dezembro de 2002, a base de dados, chamada de “Banco de Plantas Notáveis“, vem sendo constantemente aprimorada e atualizada. São atualmente 76 descritores que abrangem a maior parte dos usos, formas de cultivo, cuidados específicos e chaves para identificação.

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Exemplo de ficha de uma espécie.

O projeto cresceu e tornou-se uma importante ferramenta de pesquisa e divulgação de informações sobre plantas, aliando o conhecimento científico com a etnobotânica e descrevendo usos empíricos e científicos através de textos que podem ser entendidos por qualquer pessoa.

COMO NASCEU A IDEIA DA REDE SOLIDÁRIA DE ALIMENTOS?

Por mais de 25 anos o gestor do projeto Tudo Sobre Plantas, Anderson Porto, coordenou equipes e desenvolveu sistemas para grandes empresas como Comissão de Valores Mobiliários, Cultura Inglesa, Banco do Brasil, Petrobras.

A ideia do APP nasceu há cerca de 10 anos. Ele criou uma opção para que os usuários marcassem, nas fichas de espécies, quais eram suas favoritas, quais estariam em busca, quais teriam para oferecer… Entretanto, o sistema não funcionava de forma satisfatória por email e foi necessário aguardar que as tecnologias se desenvolvessem e chegarmos nos smartphones e tablets, para poder arrecadar fundos e lançar uma versão que possa ser acessada por qualquer pessoa, de qualquer lugar do planeta, via celular.

QUAL O OBJETIVO DESSA CAMPANHA?

Ao longo desse tempo estudando sobre plantas, em 2011 Anderson resolveu se mudar para uma cidade do interior (Araruama, RJ) e começar uma produção caseira de alimentos, plantando no quintal tudo que fosse possível: hortaliças, frutíferas, temperos…

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Anderson Porto, gestor do portal Tudo Sobre Plantas.

Aí aconteceu uma coisa interessante. Ele descobriu que a Natureza produz MUITO, mas muito além do que é possível consumir. Mesmo dando de presente esses alimentos para os vizinhos, família, amigos… ainda sobrava muita coisa.

O objetivo dessa campanha é criar um aplicativo para celular que possibilite doar o excedente de alimentos a quem precisa, garantindo o seu consumo.

Além disso, o aplicativo permitirá que as pessoas conheçam outros cultivadores de sua região e possam também trocar mudas e sementes, aumentando a variedade do que PRODUZEM.

Para quem quer começar a plantar e não sabe como, o projeto Tudo Sobre Plantas fornece também o suporte técnico com informações corretas sobre como plantar, cuidar, adubar, irrigar, quando colher…

COMO AJUDAR?

Acesse a campanha no site BENFEITORIA.COM e escolha uma recompensa, pagando com cartão ou boleto bancário. Após fazer a sua colaboração divulgue para seus amigos, para que mais e mais pessoas possam colaborar.

Para ajudar na divulgação do projeto criamos cartazes em formato A4, para que todos possam imprimir e colar nos quadros de avisos de escolas, faculdades, universidades, igrejas… Onde for possível divulgar.

Para efetuar o download do arquivos acesse:

Contamos com a ajuda de todos vocês!

Colabore, contribua, dê o exemplo, faça a sua parte!
http://goo.gl/UB69oz

logo_tudosobreplantasEste projeto é representado por uma árvore: rumo ao sol, gerando vários frutos e sementes, sempre fornecendo abrigo indistintamente a todos que dele necessitam.

Participe! Seja bem vindo!


O portal Tudo Sobre Plantas é desenvolvido e mantido por seu criador, Anderson C. Porto, analista de sistemas, fotógrafo amador, poeta, amante da Natureza e pesquisador autodidata de espécies de plantas do Brasil e do mundo.

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O uso do carvão no cultivo de frutíferas e outras plantas

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Um *segredo* que aprendi ao longo de anos de cultivo de frutíferas aqui no horto: carvão. 😉

Colocar no fundo do berço (camada mais profunda) na hora de plantar as mudas. Junto, por cima do carvão, uma pazinha generosa de calçário agrícola ou farinha de casca de ovos, depois cobrir com um palmo de terra e daí seguir normalmente com o plantio.

“A ideia é tentar reproduzir este material usando tecnologia moderna. O que a gente pretende fazer, através da pirólise, é pegar os resíduos que não têm destino, carbonizar esta biomassa e aplicar esta matéria orgânica carbonizada no solo. Com as transformações que vão ocorrer naturalmente este solo vai se parecer muito com a terra preta de índio e nós vamos conseguir atingir o alto índice de fertilidade e retenção de nutrientes.” [3]

É adubação garantida durante anos!

QUAL CARVÃO USAR?

Melhor usar carvão vegetal desses comuns mesmo. De churrasqueira só pode usar cinzas se não tiver sal nem gordura.

Basicamente você está fornendo matéria orgânica carbonizada ao solo, melhorando a fertilidade, a retenção de nutrientes e fornecendo fósforo.

A adição de cálcio permite diminuir a acidez do solo (aumenta o ph)[5] e estabilizar a troca de cátions (EC)[6].

A COMPOSIÇÃO QUÍMICA DO CARVÃO VEGETAL

O carvão vegetal é obtido a partir da queima ou carbonização de madeira, após esse processo resulta em uma substância de cor preta.

No cotidiano o carvão vegetal é utilizado como combustível de aquecedores, lareira, churrasqueiras e fogões a lenha, além de abastecer alguns setores industriais como as siderúrgicas.

O carvão também é usado na medicina, nesse caso chamado de carvão ativado oriundo de determinadas madeiras de aspecto mole e não resinosas.[2]

Composição:

  • Carbono 59.87%
  • Hidrogênio 3.78%
  • Oxigênio 7.01%
  • Enxofre 2.51%
  • Cinzas 26.83%
  • Total 100%

A DIFERENÇA ENTRE CARVÃO VEGETAL E MINERAL

Carvão Mineral é um combustível natural extraído da terra por de processos minerais. É um mineral de cor preta ou marrom prontamente combustível. É composto primeiramente por átomos de carbono e hidrocarbonetos sob a forma de betumes.

Carvão vegetal é uma substância de cor negra obtida pela carbonização da madeira ou lenha. É muito utilizado como combustível para aquecedores, lareiras, churrasqueiras e fogões a lenha.

Considerado um fitoterápico, o carvão vegetal para uso medicinal (carvão ativado) provém de certas madeiras moles e não resinosas (extraído de partes lenhosas, cascas e serragens), obtidos por combustão incompleta, o que lhes confere a capacidade adsorvente. [2]

A MOINHA DE CARVÃO

No Brasil, a produção de carvão vegetal é uma prática bastante antiga,porém, a grande maioria se destina à obtenção apenas do carvão comercial, sem se preocupar em aproveitar os demais componentes. O Brasil é responsável por 38,5% da produção mundial de carvão vegetal, originada de florestas cultivadas no ano de 2007, com um valor estimado de 1,9 bilhão de reais. Este carvão tem como principal destino a indústria siderúrgica, para a produção de ferro gusa e aço (BENITES, 2012).

Segundo Wendling e Paiva (2002), a moinha de carvão é um subproduto do processo de fabricação do carvão vegetal (carvoejamento), encontrado em grande quantidade e custo reduzido, principalmente em empresas que utilizam carvão vegetal como matéria-prima para a siderurgia. É um material que pode ser utilizado para a produção de mudas com finalidade de aumentar a porosidade de substratos, proporcionando plantas com bom crescimento, sistema radicular bem formado e com boa agregação ao substrato.

Pode ser utilizado em propagação por estaquia de forma quase pura na fase inicial de enraizamento das estacas, com bom resultado. É obtido no processo de peneiramento na classificação do carvão vegetal tem uma estrutura altamente porosa que se misturado ao solo ou substrato pode aumentar a porosidade, a capacidade de retenção de água e facilitar a proliferação de microrganismos benéficos (ZANETTI et al., 2003).[1]

A TERRA PRETA DE ÍNDIOS

“Surgido há dois mil anos, o solo conhecido como terra preta de índio pode ser, daqui a três anos, a solução para a agricultura produzida na região, quando uma pesquisa iniciada neste mês [julho/2011) for concluída.

A formação deste tipo de solo era resultado da decomposição de restos de plantas e animais, como mandioca e espinhas de peixes, e materiais orgânicos. Como consequência, a terra tornava-se rica em cálcio, fósforo e outros nutrientes. Para adquirir a coloração escura, a terra era carbonizada. Uma das suas principais características é alta resistência. Um ingrediente importante era o carvão queimado a baixa temperatura.”[4]

“No Brasil há relatos de uso de carvão vegetal por parte dos índios, esses realizavam a mistura da substância com gorduras de animais com finalidade de combater doenças como tumores e úlceras.”[5]

Anderson Porto
https://www.TudoSobrePlantas.com.br

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Fontes, bibliografias consultadas, mais informações:

[1] MOINHA DE CARVÃO COMO SUBSTRATO ALTERNATIVO NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE AZALEIA

[2] APRENDER QUÍMICA: CARVÃO MINERAL E CARVÃO VEGETAL

[3] TERRA PRETA DE ÍNDIO: SOLO FÉRTIL E RESISTENTE NA BACIA AMAZÔNICA

[4] Terra preta de índio pode enriquecer o solo pobre em nutrientes da Amazônia

[5] Wikipédia – Carbonato de Cálcio

[6] VARIAÇÃO DO p11, DA CONDUTIVIDADE ELÉTRICA E DA DISPONIBILIDADE DOS NUTRIENTES NITROGÊNIO, FÓSFORO, POTÁSSIO, CÁLCIO E MAGNËSIO EM QUATRO SOLOS SUBMETIDOS A INUNDAÇÃO

FINE CHARCOAL AGGLOMERATION AND ITS FEASIBILITY FOR BLAST FURNACE USAGE AND FOR ENERGY GENERATION

Composição da madeira e do carvão vegetal de Eucalyptus urophylla em diferentes locais de plantio

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25 fontes de proteínas vegetais

graos

A quantidade de energia que necessitamos diariamente depende de fatores como peso atual, peso ideal, atividade física, altura e composição de massa do corpo.

Expressamos essa necessidade calórica em quilocaloria (Kcal), mas a atenção maior não deve ser dada à quantidade de energia que precisamos e sim como ela é composta.

O organismo adapta-se a várias situações. Quando você pula refeições ou fica dias em regime de “guerra”, seu metabolismo fica mais lento e passa a poupar energia, ou melhor, guarda a energia poupada sob forma de tecido adiposo. Aí, além de passar fome, tudo o que consumir será poupado. Por isso, o ideal é não fazer regimes malucos e não permanecer mais de quatro horas em jejum.

Por exemplo: a necessidade diária de um homem aos 40 anos, com 1,80m e atividades físicas leves: varia de 50 a 80g de proteínas.

Existem diversas fontes de proteínas vegetais. Frutas e vetegais são boa fonte de vitaminas e minerais. Ambos pertencem ao grupo dos carboidratos. Soja, feijão, lentilha, grão de bico fazem parte do grupo das proteínas.

A seguir, uma lista de 25 alimentos de origem vegetal destando a quantidade de proteínas em 100 gramas.

  1. AVEIA em flocos, crua – 13,9g
  2. BRÓCOLIS cru / cozido – 3,6g / 2,1g
  3. COUVE crua / refogada – 20,9g / 2,9g
  4. FARINHA integral de centeio – 12,5g
  5. FARINHA de rosca – 11,4g
  6. ALHO – 7g
  7. COENTRO desidratado – 20,9 g
  8. TAMARINDO – 3,2g
  9. CHOCOLATE meio amargo – 4,9g
  10. CAFÉ em pó, torrado – 14,7g
  11. AMENDOIM torrado – 22,5g
  12. ERVILHA vagem – 7,5g
  13. FEIJAO carioca cozido – 4,8g
  14. FEIJAO fradinho cozido – 5,1g
  15. FEIJAO preto cozido – 4,5g
  16. LENTILHA cozida – 6,3g
  17. PAÇOCA amendoim – 16,0g
  18. TREMOÇO em conserva – 11,1
  19. CASTANHA de caju, torrada, salgada – 18,5g
  20. COCO – 3,7g
  21. GERGELIM – 21,2g
  22. LINHAÇA – 14,1g
  23. NOZ crua – 14,0g
  24. MILHO VERDE cru / enlatado – 6,6g / 3,2g
  25. BATATA inglesa frita – 5g
  26. SOJA farinha – 36g
  27. CASTANHA-DO-BRASIL – 36g
  28. GRÃO-DE-BICO – 21,2g[*]

Curiosidades:

  • o site health.com afirma que a semente de Cannabis oferece 10g de proteína a cada 3 colheres de sopa.
  • A spirulina seca fornece 57,47g!
  • Chia: fornece 16,54g.
  • Semente de girassol: 20.78g.
  • As folhas do ora-pro-nobis, desidratadas, contém 25,4% de proteína.
  • Espinafre contém 2.7g.

Dá para ver que quem se alimenta apenas com vegetais consegue proteínas facilmente, não é verdade?

Boa refeição!
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Fonte[*]: [ TACO – Tabela Brasileira de Composição de Alimentos ]

link: [ Calcule sua necessidade energética diária ]

+ infos: http://www.elhombre.com.br/os-15-alimentos-mais-ricos-em-proteina-para-veganos/

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Horta Urbana no telhado

Um grande jardim de 0,2 hectare localizado no telhado das casas pertencentes a uma cervejaria regional, em Liuzhou na província de Guangxi, China.

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Jardim de 0,2 hectare localizado no telhado da cervejaria regional, em Liuzhou, província de Guangxi, China.

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Taxa de urbanização de modernização acontece tão rápido que as terras agrícolas estão a diminuir drasticamente, aumentando a produtividade e os rendimentos das culturas, trazendo ciência e tecnologia ao que não poderia atender às necessidades crescentes humanas. Neste contexto, este jardim exótico é uma idéia criativa e extremamente útil.

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Os agricultores podem plantar vegetais e culturas alimentares em telhados.

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Estes agricultores já não estão preocupados com a diminuição de área de terras agrícolas pelo impacto do processo de industrialização e modernização.

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Um homem irrigando os cultivos de Lotus no telhado.

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O sorriso das camponesas.

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O jardim não é só para satisfazer as necessidades alimentares das pessoas, mas também ajudá-los a ter uma vida em harmonia com a natureza.

Fonte: [ News.Zing.Vn ]

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