Arquivo da categoria: Etnobotânica

A exploração do pau-brasil ao longo dos séculos

A exploração e a quase extinção do Pau-Brasil

INFOGRÁFICO: FARREL e WILLIAN MARIOTTO

O pau-brasil é uma espécie arbórea característica da Mata Atlântica, que ocorre do Rio Grande do Norte a São Paulo. Em muitas das regiões de ocorrência natural ela foi erradicada; na Região Cacaueira da Bahia, sua sobrevivência deve-se, basicamente, ao modelo de agricultura – cacau-cabruca – desenvolvido para estabelecimento da cultura.

Ela teve uma participação relevante e ativa na história do país, não só política como econômica, desde a colonização até os primórdios da república.

Devido à intensa comercialização da madeira para a extração de corante vermelho ( brasilina ), a região produtora da Ilha de Vera Cruz ficou conhecida como C osta do Pau-brasil e no ano de 1535, passou a se chamar oficialmente de Brasil. Essa atividade manteve-se economicamente rentável por aproximadamente 350 anos (1850-1870), quando foi progressivamente substituída por corantes sintéticos.

Por volta de 1750, a Paubrasilia echinata (pau-brasil) começou a ser utilizada para a confecção de arcos de violino e a partir do início do séc. XIX, os arcos de violino de músicos profissionais passaram a ser produzidos exclusivamente com a madeira do pau-brasil.

Apesar de não se conhecer a real forte pressão que a espécie tem estado sujeita ao longo de todos esses anos, é preciso rever o modelo de exploração adotado, pois em muitas de suas áreas de ocorrência natural ela já foi completamente erradicada. 

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Fonte: [ História Pensante ]
Obs: o nome científico foi atualizado para constar o da última revisão.

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Arquivado em Árvores, Etnobotânica

Livro “Diário de Memórias – Museu Comunitário do Engenho do Sertão”

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Recebi hoje, aqui no projeto, o livro “Diário de Memórias, Museu Comunitário Engenho do Sertão”, uma gentileza da profa. Yolanda Flores E Silva e colaboradores.
O projeto foi conduzido pela professora Dra. Yolanda Flores E Silva, com a gestão da Rô do Engenho (Rosane Luchtenberg), Daniel Baibinati e Rosane Fritsch, contou com a participação da artesã Patrícia Estivallet, da nutricionista Ivani Stello Fará e da estagiária em gastronomia Lana Becker.

Passarei a utilizá-lo para registrar minhas experiências culinárias, testes de plantio, eventos importantes, dúvidas, aprendizados…

Gratidão, Yolanda! ❤

Anderson Porto
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Para saber mais sobre o projeto, acessem:
 

 

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“Queremos uma horta em casa”: Saiba como os ciclos da lua podem ajudar

Hortaliças, tubérculos, leguminosas, ervas… Cada grupo, com suas variadas espécies, tem a melhor época de semear e colher. Observar a natureza é uma das melhores formas de aprender.

Ter uma horta orgânica em casa passou a ser o objeto de desejo de muitas famílias. Se você também deseja produzir alimentos livres de agrotóxicos e frescos, estude o melhor espaço para receber terra onde você mora. Em um canteiro de 3 x 4 metros já é possível iniciar uma pequena produção orgânica.

Importante fazer um breve estudo de horticultura, a começar pelos instrumentos e equipamentos que são necessários, além das noções sobre solo, germinação de sementes, reconhecimento e controle de ervas daninhas e pragas, para então iniciar o projeto da horta da família. Outro fator importante, na opinião de Anderson Porto, pequeno produtor rural e criador do portal Tudo Sobre Plantasé desenvolver uma leitura mais próxima da natureza. “Observar os ciclos da lua pode ajudar a marcar as melhores épocas de plantio, cultivo e colheita”, ele acrescenta.

Como os ciclos da lua podem ajudar na horticultura

Lua Nova: Melhor época para acontecer a semeadura, o plantio de tudo o que cresce acima da terra. Ideal também para o corte de bambu para construção; colheita e plantio de raízes, tubérculos, rizomas e bulbos; podas gerais para a produção de matéria seca.

Lua Crescente: Nesta época, a seiva sobe para as folhas, concentrando-se nos talos e ramos. Quando também pode ocorrer o plantio de tudo o que cresce acima da terra (tomate, laranja, alface, milho, soja são alguns exemplos). Durante a lua crescente, costuma acontecer a colheita de folhas (medicinais) e, pouco antes da lua cheia, a colheita de cereais. Podas com maior produção de biomassa para adubo verde estão em boa fase. Já no final da lua crescente, costuma ocorrer o corte de madeira para lenha.

Lua Cheia: Perto da lua cheia, as plantas estão com seus aromas potencializados, atraindo animais. No período de maior luminosidade lunar, a seiva está nas folhas. A lua cheia é ideal para a colheita de flores, frutos e folhas, assim como o plantio. Deve-se evitar mexer muito nas plantas, limitando-se a retirar folhas secas e galhos. Podas com maior produção de biomassa para adubo verde estão em boa fase.

Lua Minguante: A seiva desce para as raízes. Boa época para plantio, semeadura de tudo o que cresce abaixo da terra (alho, cenoura, cebola, mandioca, batata, rabanete são alguns exemplos). Podas e corte de árvores e bambus estão em boa fase. Pouco antes da lua nova, é o momento ideal para colheita de sementes. Dê preferência para intercalar adubações de 15 em 15 dias, sendo uma delas durante o último quarto minguante.

fonte: [ Fluid ]

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Livro digital gratuito reúne informações sobre 383 espécies de plantas medicinais

A farmacêutica Telma Sueli Mesquita Grandi decidiu reunir cada uma das 383 espécies de plantas medicinais que crescem e vivem em Minas Gerais no livro digital ‘Tratado das plantas medicinais mineiras’.

Independente de geolocalização, a iniciativa é um prato cheio para os adeptos do tratamento alternativo de doenças, já que muitas das espécies catalogadas podem ser encontradas em diversas partes do Brasil.

Telma Sueli Mesquita Grandi

Além da descrição detalhada de plantas nativas ou cultivadas no estado, o livro reúne informações minuciosas sobre aplicação, toxicidade, preparo, incompatibilidade com medicamentos, nomes populares e até contraindicações.

A autora chama a atenção para o fato de que muitas das propriedades medicinais das plantas estão presentes em partes específicas do organismo, como folhas ou raízes e é importante conhecer com precisão essas peculiaridades.

Ela também ressalta a necessidade de conhecer as formas de preparo indicadas para cada planta. Algumas espécies não podem ser cozinhadas por exemplo senão perdem seus benefícios.

Faça o download gratuito ou acesse agora!

Fonte: [ O Barato de Floripa ]

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(multiplica!) memória visual da terra #5 – O CÔCO, DA ÁGUA À SEMENTE

com Chelah e Tiê

Projeto itinerante que promove o fortalecimento e multiplicação das sementes crioulas e da biodiversidade a partir da sabedoria ancestral, através de ações para a troca de conhecimentos e sementes livres, registrando iniciativas e nomeando guardiões para espécies quase em extinção.

Integrar e aproximar as comunidades rurais e tradicionais dos centros de permacultura e novos rurais.

A multiplicação não para!

Apoie…
http://www.multiplica.org
https://www.facebook.com/multiplicasabedoria

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Awara Nane Putane

Um curta-metragem em animação que conta o mito de origem do uso tradicional da ayahuasca e da cultura yawanawa, povo indígena do tronco Pano que vive no coração da floresta amazônica, nas margens do Rio Gregório, no Estado do Acre.

O filme foi realizado por meio de oficinas de desenho e de contação de histórias na aldeia Nova Esperança. Os diálogos e músicas, em idioma yawanawa, foram gravados na própria comunidade, no meio da floresta.

O projeto foi selecionado pelo Edital de Fomento ao Curta Metragem do MINC/SAV e teve apoio cultural do Governo do Estadodo Acre, por meio do DERACRE e Fundação de Comunicação e Cultura Elias Mansour, Fundaçãode Cultura Municipal Garibaldi Brasil, Funerária São João Batista, ABD&C Acre, Wave Produções e VT Publicidade.

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Dossiê ABRASCO – Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde

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“Este dossiê é um alerta da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrascp) à sociedade e ao Estado brasileiro. Registra e difunde a preocupação de pesquisadores, professores e profissionais com a escalada ascendente de uso de agrotóxicos no país e a contaminação do ambiente e das pessoas dela resultante, com severos impactos sobre a saúde pública e a segurança alimentar e nutricional da população”

Para baixar [ CLIQUE AQUI ].

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Noções morfológicas e taxonômicas para identificação botânica

 Autoria: MARTINS-DA-SILVA, R. C. V.; SILVA, A. S. L. da.; FERNANDES, M. M.; MARGALHO, L. F. Ano de publicação: 2014


Autoria: MARTINS-DA-SILVA, R. C. V.; SILVA, A. S. L. da.; FERNANDES, M. M.; MARGALHO, L. F.
Ano de publicação: 2014

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Entendendo as Ervas Daninhas

“A natureza é sábia, e se as ervas espontâneas a que chamamos “daninhas” aparecem onde não queremos, há uma razão para isso, como explica Geoff Lawton no vídeo.

Para além de contribuírem para melhorar ou corrigir a textura e composição do solo, muitas delas têm utilidade direta para os seres humanos. Umas são comestíveis, muitas são medicinais, outras ainda são preciosas como biopesticidas ou como fertilizantes na agricultura biológica (ex. urtiga , consolda ou confrei).

Claro que ninguém gosta que as ervas espontâneas “abafem” as suas culturas, especialmente se forem invasoras, mas podemos ir aprendendo a conhecê-las e tirar partido delas, e quem sabe até talvez um dia conseguiremos fazer como Masanobu Fukuoka, que semeava as suas culturas de arroz na época certa, de modo que o arroz já tinha tamanho suficiente quando as ervas haveriam de germinar (o que já não conseguiam), e assim não precisava de lutar com elas.”

visto em: [ Sustentabilidade é Acção ]

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Feira de Trocas Culturais Sustentáveis

Chamada para o próximo evento da Feira de Trocas Culturais Sustentáveis, dia 6 de setembro, das 9h às 20h, no MAC Niterói.

✨ Venham participar! ✨

A Feira de Trocas Culturais Sustentáveis é um evento que acontece no pátio do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, todo primeiro sábado do mês. Esta feira visa uma maior integração entre o museu e a comunidade, através de um evento acolhedor, dinâmico, descontraído e que tem como objetivo contribuir para uma maior conscientização ambiental.

A próxima edição acontece no sábado, dia 06 de setembro, a partir das 09h.

+ infos: [ Mac Niterói ]

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