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Quintais verdes da capital mineira estão livres do IPTU

por Raquel Ramos

Jairo diz que zelo com área verde impressionou até os técnicos da prefeitura

Jairo diz que zelo com área verde impressionou até os técnicos da prefeitura

Sancionada há mais de 20 anos, somente agora uma lei municipal que garante a preservação do meio ambiente na cidade poderá ganhar eficácia real. Um aviso na próxima guia do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) informará aos moradores de Belo Horizonte que, caso tenham uma extensa área verde preservada no quintal de casa, poderão ser premiados com isenção da taxa.

Na teoria, a medida existe desde 1993. Mas é desconhecida pela população: apenas oito donos de chácaras e sítios foram beneficiados pela lei em todo esse tempo. Junto à prefeitura, criaram Reservas Particulares Ecológicas (RPEs), comprometendo-se a cuidar da natureza por pelo menos 20 anos. Outros quatro terrenos estão em análise, podendo integrar o grupo nas próximas semanas.

Menos que o ideal

A própria prefeitura admite que o número atual de reservas não faz jus ao tamanho da capital. Na tentativa de mudar o cenário, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) iniciou um amplo projeto de divulgação, afirma Márcia Moura, gerente de gestão ambiental do órgão.

Além da veiculação nos boletos do IPTU, foi feito um mapeamento aéreo de BH que identificou os pontos onde há resquícios de vegetação.

“Mais de 20 áreas têm potencial para se tornar RPEs. Já existe um cronograma de visitas que devem começar ainda em 2013. Um trabalho corpo a corpo, batendo na porta do proprietário para tentar convencê-lo a fazer parte do projeto”.

A meta é a de que pelo menos uma nova reserva seja criada a cada ano. Não é tão fácil, porém, atingir o objetivo.

“Os critérios são muito rigorosos. Além disso, a especulação imobiliária é muito forte hoje, podendo impedir que algumas pessoas se disponham a cuidar de uma área que poderia ser vendida”, comenta Kênio de Souza Pereira, presidente da Comissão de Direito Imobiliário da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais.

Por outro lado, ele vê na lei uma saída para conter o avanço desenfreado de desmatamentos que, pouco a pouco, acaba com as áreas verdes remanescentes na capital.

Vantagens

“Belo Horizonte já teve o título de ‘cidade jardim’. Hoje, salvo alguns parques, não temos espaços significativos onde a natureza foi preservada”, lamenta Aluizio Durço Bernardino, mestre em turismo e meio ambiente e professor da faculdade Una.

Mas quem tem o privilégio de viver próximo a uma área protegida, mesmo que pequena, usufrui dos benefícios que o verde traz.

“A presença de árvores interfere no microclima de uma região. Melhora a qualidade do ar, embeleza, ameniza ruídos. É uma iniciativa louvável”

Santuários guardam espécies de fauna e flora

Conhecido como Condomínio Veredas, um terreno no bairro Nova Pampulha, na zona Norte, foi pioneiro na iniciativa. Há 19 anos, a área de 15 mil metros quadrados se tornou reserva particular ecológica que abriga nascentes, rica flora e diversas espécies de animais.

Os guardiões são os próprios moradores. Dentre eles, Jairo Rômulo da Silva. Em 1979, ele comprou o terreno com 11 amigos. Parte do lote foi usada para construir casas e área de convivência. Décadas depois, faz questão de cuidar do verde que ainda existe no local.

“No ano que vem, vamos renovar o contrato. Já recebemos a visita de técnicos da prefeitura, que ficaram impressionados com o trabalho de preservação que fazemos aqui”, afirma Luiz Henrique França Alves da Silva, filho de Jairo.

Com 80 anos, Priscila Freire também mantém, sozinha, uma área de 50 mil metros quadrados no bairro São Bernardo, também na zona Norte.

Dona da Chácara Santa Eulália desde a década de 70, ela viu matas vizinhas serem destruídas para dar lugar a casas e prédios, mas não abriu mão de preservar o ambiente que tinha perto de si.

“Meu pai plantou muitas árvores quando comprou o terreno, nos anos 30. Desde que moro aqui, plantei outras 200. É o meu refúgio”.

Critérios específicos

As leis municipais 6.314 e 6.491, de 1993, dispõem sobre a instituição de reservas particulares ecológicas e os benefícios que os moradores ganham como contrapartida por preservar o meio ambiente.

Será reconhecido como reserva ecológica o imóvel com condições naturais primitivas ou semiprimitivas recuperadas ou cujas características justifiquem ações de recuperação, pelo aspecto paisagístico.

Donos de terrenos assim devem procurar a Prefeitura de BH. Após uma visita, será emitido parecer técnico informando se a área atende às exigências previstas em lei. O Conselho Municipal de Meio Ambiente é responsável pelo parecer final.

Fonte: [ Hoje em Dia ]

visto em: http://eaitajuba.blogspot.com.br/2013/12/quintais-verdes-da-capital-mineira.html

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A beleza de uma flor

(em inglês)

2013-11-21-flower

Fonte: [ Zen Pensils ]

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Flores – Aparecimento e Evolução

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Flores – Aparecimento e Evolução
Dra. Alexandra Gobatto[1]

Quem nunca se encantou com a perfeição de formas e cores de uma orquídea, tulipa, dália, agapanto, rosas e violetas? Azáleas…

Flores… das mais sofisticadas e vistosas às mais simples e pequeninas, não importa, sempre enfeitam e alegram qualquer paisagem. Porém, não foi para os olhos humanos que a natureza desenvolveu e aprimorou esta fonte de inspiração.

Na verdade, as primeiras flores (parecidas com as magnólias) surgiram bem antes do aparecimento do homem na Terra e depois do desaparecimento dos dinossauros, os quais nunca, em tempo algum, correram atrás de suas presas em campos floridos… tampouco comeram margaridas…

Segundo uma das teorias evolutivas existentes, a flores surgiram no Cretáceo, há 135 – 65 milhões de anos, em um período em que insetos primitivos, como os besouros, comiam e/ou danificavam os óvulos (gametas femininos) que ficavam expostos nos cones hermafroditos de extintas gimnospermas.

Dessa forma, ocorreram diversas pressões seletivas sobre essas plantas, que levaram ao aparecimento de estrutura com a função de encerrar os gametas no seu interior.

Essa nova estrutura, chamada de ovário, protege os gametas femininos e não impede, no momento propício, que ocorra a fertilização (união dos gametas masculino e feminino).

A partir da fertilização ocorre o desenvolvimento da semente contendo o embrião da futura planta e conseqüente perpertuação da espécie.

A flor é, portanto, o órgão de reprodução vegetal.

Mas e a polinização?

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A polinização, ou seja, a transferência do pólen para a parte feminina era feita pelo vento, o grande disseminador das gimnospermas.

Esse pólen não encontrava barreiras para atingir o óvulo, pois este ficava exposto ao ambiente.

Acontece que a partir do seu encerramento no ovário houve a necessidade da intervenção de outros agentes, que não somente o vento, para efetuarem o transporte de forma efetiva: os agentes polinizadores.

Mas… como chamar a atenção desses agentes? Quem seriam esses polinizadores?

Como vencer as competições entre si e garantir a constância de suas visitas?

Tornava-se necessário, então, oferecer ao animal (insetos inicialmente) recursos energéticos, ou seja, alimento, mantendo assim suas visitas freqüentes e, da mesma forma, criar uma interdependência.

Dessa maneira, a diversidade que observamos nas cores das pétalas (amarelas, azuis, vermelhas, brancas…), o odor (suave, fortemente adocicado ou acre), a produção de grandes quantidades de pólen e néctar (que são os alimentos procurados pelos agentes polinizadores), a forma da flor (radial, tubular, afunilada), o período do dia ou da noite em que ocorre a abertura da flor, constituem um conjunto de atrativos florais e adaptações que são reconhecidos pelos polinizadores, oriundos de um processo de coevolução gradual, ao longo do tempo, entre plantas e animais.

Considerando que muitas espécies vegetais podem apresentar especificidades quanto ao polinizador, tornam-se fascinantes e de grande importância científica as pesquisas no campo da ecologia da polinização, cujo número de trabalhos vem aumentando significativamente nas últimas décadas.

foto: Daise Vasconcelos

foto: Daise Vasconcelos

Eles nos revelam esse notável mundo da reprodução vegetal e nos torna conscientes dessa rede de interdependência que existe e que deve ser preservada, pela própria manutenção da biodiversidade e qualidade de vida de todos nós.

De qualquer maneira, mesmo não sendo nós os responsáveis pelo aparecimento das flores na Terra, seremos seus eternos admiradores, com o compromisso de garantirmos sua conservação em nosso meio e de todas as inter-relações que as acompanham.


Notas & Créditos

[1] Alexandra Gobatto – Bióloga, Mestre e Doutora em Botânica pela Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”(UNESP, Rio Claro), área de biologia reprodutiva vegetal. Atualmente trabalha no Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, no Núcleo de Educação Ambiental.
E-mail: agobatto@jbrj.gov.br

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A Vida da Plantas – Documentário dublado

A incrível superação das plantas selvagens é o foco desse documentário. Através de imagens belíssimas, “A Vida das Plantas” nos mostra como essas plantas conseguem sobreviver em territórios adversos.

Apesar dos esforços do homem para destruí-las, muitas se desenvolvem em ambientes instáveis e imprevisíveis.

Esse documentário revela os incríveis segredos que essas plantas escondem e que farão com que elas ainda prosperem durante muito tempo.

(dica de Grace Campagnholi Campagnholi)

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FAO lança livro gratuito sobre costumes, folclores e plantas da Amazônia

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lançou no dia 23 de dezembro de 2011 em Roma, na Itália, o livro Árvores Frutíferas e Plantas Úteis na Vida Amazônica (Fruit Trees and Useful Plants in Amazonian Life ([ arquivo PDF – 12 Mb ]). A publicação marca o encerramento do Ano Internacional das Florestas.

Pesquisadores brasileiros e internacionais, agricultores, parteiras, caçadores, músicos contribuíram com ideias e experiências. A publicação foi uma coprodução da FAO, do Centro Internacional de Pesquisa Florestal (Cifor) e da organização não governamental Povos e Plantas Internacionais (PPI).

“Esse novo livro é um perfeito exemplo de como fazer nosso conhecimento acessível para ajudar os pobres a maximizar os benefícios dos produtos e serviços florestais e melhorar sua subsistência”, diz o Diretor-Geral Adjunto para Florestas na FAO, Eduardo Rojas-Briales.

Fonte: [ pré-Univesp ]

Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação

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Novo Código Florestal ameaça família de plantas, diz especialista

Canvin & Hobbes

Segundo o professor do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Thomas Lewinsohn, a revisão do Código Florestal brasileiro, aprovada no Senado na última terça-feira, 6 de dezembro, poderá contribuir para a perda de biodiversidade, e atingirá particularmente o sistema que envolve a família de plantas Compositae.

Compositae é a maior família de plantas existente que compreende espécies de plantas conhecidas como o girassol, a alface, a margarida e o crisântemo. Com quase 30 mil espécies, espalhadas em todos os continentes, nos mais diversos biomas, a família possui um papel importante em inúmeros ecossistemas, assim como alto interesse econômico.

“Determinadas áreas deverão ser mais sacrificadas por essas mudanças no Código Florestal. Áreas consideradas muito vulneráveis, que são protegidas pela versão ainda existente do código, que está sendo modificada, incluíam topos de morros, áreas em cotas acima de 600 metros, áreas com grande declividade, áreas inundáveis, dunas, restingas e áreas costeiras. As Compositae estão presentes exatamente nesses locais”, disse Lewinsohn à Agência Fapesp.

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A abelha é nativa; o mel, clandestino

por Janaina Fidalgo

As abelhas indígenas sem ferrão (Meliponíneas) são nativas do Brasil e sempre voaram por aí, de flor em flor, produzindo mel de ótima qualidade. Ops, mel não, porque o alimento produzido pelas abelhas indígenas não pode ser chamado de mel.

A legislação vigente se baseia nos padrões físico-químicos do mel produzido por abelhas estrangeiras (Apis mellifera e Apis mellifera scutellata) – esse que está nas prateleiras de qualquer supermercado.

Para ser “considerado” mel, o produto das abelhas indígenas deveria ter umidade máxima de 20% – mas chega a 35% – e, no mínimo, 65% de açúcares redutores (tem 50%). Por isso, o “mel” de jataís, mandaçaias, borás, uruçus e tubunas continua desconhecido. E clandestino.

Mel

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Os ipês amarelos floresceram

Alberto Sena (*)


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Agora que os ipês amarelos estão floridos, abro a janela e aproveito para manter com eles um diálogo, porque a florada deles é curta, dura em média 15 dias. Daqui da minha janela vejo onze ipês floridos, entretanto o número deles é maior. Desconheço a razão, mas alguns se recusaram a florescer este ano. Então eu conto um por um e vou reparando a beleza deles, no conjunto. Sempre há um ipê que chega à exuberância total. Vou conversando com eles da janela mesmo.

Moro no quarto andar de um prédio de seis andares. A distância entre mim e os ipês é cerca de 30m. O nosso diálogo é mudo. Ou melhor, mental. Eu falo com os ipês mentalmente e imagino que eles me respondam, pois escuto dentro de mim uma vozinha. Dependendo do tom da voz imagino ser desse ou daquele ipê.

Há ipê de todos os tamanhos. Dois deles parecem já ter atingido a idade adulta, madura. Há uns intermediários, jovens, numa comparação, como gente humana naquele hiato entre a saída da adolescência e início da fase adulta. Estão emancipando-se. Há também pelo menos três que posso dizer, são crianças ainda. E o mais gostoso é ver que embora sejam crianças, florescem. Não com aquela exuberância dos ipês adultos.

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Portal Tudo Sobre Plantas: Galeria

Oi pessoal,

Coloquei online a antiga seção GALERIA reformulada, agora apresentando o que já temos cadastrado para cada grupo de espécies.

Seção: Galeria

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Para visitar, acesse: [ Galeria ]

Este ramo é para que todos possam conhecer uma parte do trabalho que já foi feito, isto é, banco de dados, glossário de termos etc.

Mais a frente, brotarão os resumos com dicas de cada grupo.

Espero que gostem!

Abraços!

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Bolas de sementes (SeedBalls)


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Em seu livro “A revolução da palha”, o japonês Masanobu Fukuoka explica o seu modo pioneiro em “plantio direto”, isto é, plantar sem preparar a terra.

Para esta forma de semear, ele inventou os “seed balls”, ou seja, bolas de sementes: misturava húmus de minhoca ou um adubo, chamado composto, com argila que antes era seca, triturada e peneirada. Acrescentava as sementes de arroz ou centeio e finalmente água o suficiente para fazer uma massa igual à de pão.

Com essa massa, ele formava as bolas de sementes com um diâmetro de mais ou menos 2 cm, que eram jogadas sobre a terra e cobertas com palha de arroz ou centeio. Com a chuva, as bolas começam a derreter devagarzinho e com a ajuda do adubo e a sombra a germinação começa.

Depois dele, outras pessoas começaram a experimentar esta técnica com outras sementes, dependendo do objetivo. Se o objetivo é atrair pássaros, podem-se comprar sementes como: painço, sorgo, níger, nabo, colza, alpiste, linhaça, senha e um pouco de semente de girassol que é bem mais grossa.

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