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As Plantas e a Lua

A influência do Ciclo Lunar no Fluxo da Seiva e na Agricultura

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Observar a LUA ajuda a marcar, através de seus ciclos, etapas de plantio, cultivo e colheita.

Lua NOVA :: Semeadura / plantio de tudo o que cresce acima da terra. Corte de bambu para a construção. Colheita e plantio de raízes, tubérculos, rizomas e bulbos. PODAS gerais para a produção de matéria seca.

Lua CRESCENTE :: A seiva sobe para as folhas, concentrando nos talos e ramos. Plantio de tudo o que cresce acima da terra (ex: tomate, laranja, alface, milho, soja etc). Colheita de folhas (medicinais) e, pouco antes da lua cheia, colheita de cereais. PODAS com maior produção de biomassa para adubo verde. Final da crescente: corte de madeira para lenha.

Lua CHEIA :: Seiva nas folhas – maior luminosidade lunar. Colheita de flores, frutos e folhas. Plantio de flores, frutos e folhas. Deve-se evitar mexer muito nas plantas, limitando-se a retirar folhas secas e galhos. PODAS com maior produção de biomassa para adubo verde. Perto da lua cheia, as plantas estão com seus aromas potencializados, atraindo animais.

Lua MINGUANTE :: A seiva desce para as raízes. Ideal para plantio / semeadura de tudo o que cresce abaixo da terra (ex: alho, cenoura, cebola, mandioca, batata, rabanete etc). Podas / corte de árvores e bambus. Pouco antes da lua nova, ideal para colheita de sementes. Dê preferência para intercalar adubações de 15 em 15 dias, sendo uma durante o último quarto minguante.

Anderson Porto

Fonte: www.TudoSobrePlantas.com.br/default.asp#lua

[edit]

Segundo a publicação sugerida pelo Mateus Rübenich, “Influência lunar sobre plantas hortícolas” de Salim Simão, da ESALQ/ Piracicaba (sem data) :

“Não foram encontradas influências das fases da lua, na produção de várias hortaliças, mesmo nas tidas como sensíveis a elas. ”

Link: http://www.scielo.br/pdf/aesalq/v14-15/08.pdf

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Pesquisador afirma: árvores conversam entre si, detectam perigos ao redor e ajudam as plantas mais velhas a se alimentarem

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As árvores têm amigos, sentem-se solitárias, gritam de dor e se comunicam por debaixo da terra via “woodwide web“. É o que afirma o engenheiro florestal Peter Wohlleben, no livro recém-lançado The Hidden Life of Trees (A Vida Oculta das Árvores, em português).

Segundo Wohlleben, algumas árvores agem como pais das outras e como boas vizinhas. Outras fazem mais do que projetar sombras: elas são verdadeiras defensoras contra espécies rivais. As mais novas correm riscos na ingestão de líquidos e na queda das folhas – e então mais tarde se lembram dos erros cometidos.

Certamente, sua próxima caminhada no parque será diferente, se você imaginar que embaixo dos seus pés as raízes das árvores estão crepitando com um bate-papo cheio de energia! O autor acredita que nós não sabemos nem metade do que está acontecendo debaixo da terra e das cascas das árvores: “Nós estamos olhando para a natureza há mais de 100 anos como se ela fosse uma máquina”, argumenta.

Wohlleben – sobrenome que, coincidentemente, quer dizer “viver bem” – desenvolveu seu pensamento ao longo da última década, enquanto observava o poderoso, e interessante sistema de sobrevivência da floresta de faia antiga, que ele gerencia nas montanhas Eifel, na Alemanha.

“A coisa que mais me surpreendeu é quão sociais as árvores são. Eu tropecei em um velho toco um dia e vi que ainda estava vivo, embora tivesse 400 ou 500 anos, sem qualquer folha verde. Todo ser vivo precisa de nutrição. A única explicação é que ele foi mantido com uma solução de açúcar dada pelas árvores vizinhas, a partir de suas raízes.

Como engenheiro florestal, eu aprendi que as árvores são concorrentes que lutam umas contra as outras, pela luz, pelo espaço, e ali eu vi que acontece o contrário. As árvores são muito interessadas em manter todos os membros de sua comunidade vivos”.

A chave para isso, ele acredita, é a chamada “woodwide web” (numa alusão à rede mundial de computadores, a worldwide web).

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Filamentos de fungos chamados micélios formam uma rede conhecida como micorriza

Quando estão sob ataque, as árvores comunicam sua angústia para as outras a seu redor emitindo sinais elétricos a partir de suas raízes e de redes formadas por fungos (algo que se assemelha ao nosso sistema nervoso). Pelos mesmos meios, elas alimentam árvores atingidas, alimentam algumas mudas (seus “filhos mais amados”) e restringem outras para manter a comunidade forte.

“As árvores podem reconhecer com suas raízes quem são suas amigas, quem são seus familiares e onde estão seus filhos. Elas também podem reconhecer árvores que não são tão bem-vindas”, ele explica.

Na análise de Wohlleben, é quase como se as árvores tivessem sentimentos e caráter. “Nós pensamos que as plantas são robóticas, seguindo um código genético. Plantas e árvores sempre têm uma escolha sobre o que fazer. As árvores são capazes de decidir, ter memórias e até mesmo personas diferentes. É possível que existam os mocinhos do bem e os do mau”, completa.

O livro The Hidden Life of Trees, What They Feel, How They Communicate, de Peter Wohlleben, foi publicado pela editora Greystone Books e está disponível em alemão e inglês.

Fonte: [ The Greenest Post ]

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4º Curso de HORTAS em Pequenos Espaços – ONLINE – edição 2017

Sobre o CURSO

O curso é uma introdução ao Cultivo de Hortas Orgânicas em Pequenos Espaços. Irá preparar você para dominar todas as etapas de cultivo orgânico de alimentos, temperos e plantas aromáticas, utilizando espaços ensolarados que estejam disponíveis em áreas cimentadas, paredes, varandas, janelas e pequenos pedaços de terra no quintal.

O curso prepara os alunos para desenvolverem com máxima eficiência HORTAS COMUNITÁRIAS em quintais, escolas, terrenos baldios e/ou espaços públicos no condomínio.

Início, dias da semana e carga horária

O curso começa dia 5 de JUNHO de 2017, com carga horária máxima de 14h, em dois dias na semana: SEGUNDA e QUARTA.

São 4 aulas de até 2 horas cada, das 20 às 22h, podendo haver uma aula extra, caso seja necessário tirar dúvidas.

Nível do curso – público alvo

O curso é voltado para INICIANTES, pessoas que nunca plantaram ou que desejam aprender técnicas específicas para o cultivo de plantas em pequenos espaços.

Para fazer algumas atividades é necessário habilidade no manuseio de soldas elétricas, tesouras, serras, serrotes e/ou furadeiras, além de vasos, garrafas PET e demais materiais e ferramentas necessárias para o plantio.

Objetivo geral

Os alunos assistem as aulas no conforto de sua casa ou trabalho, via ambiente virtual de EAD (Educação à Distância via Internet), com apresentação de slides do curso e áudio transmitido online em tempo real, com espaço para comentários e perguntas para o professor.

Serão apresentadas informações sobre todo o ciclo de cultivo de alimentos, começando pela germinação de sementes, a preparação de substratos, como fazer compostagem, como e quando fazer o transplante de mudas, quais os tratos culturais necessários, como fazer a adubação, como instalar uma irrigação automática e quando e como fazer a colheita.

Durante o curso são passadas atividades para colocar em prática aquilo que o aluno está aprendendo. Desta forma, na próxima aula todos podem tirar dúvidas e comentar sobre possíveis dificultades que estejam tendo. Mais do que simplesmente um curso, é também uma consultoria online com um profissional especializado.

Ao final do curso os alunos estarão capacitados a cultivar seu próprio alimento orgânico, desenvolendo um contato maior com as plantas e economizando para sempre nas compras do mês.

Foi criado um grupo de estudos específico  para o curso no Facebook, para que os alunos possam trocar experiências e receber orientações durante e após o curso.

Valor e inscrições

Valores a partir de 11/04/2017:

  • Valor integral: R$ 198,00.
  • Parcelado em 03 vezes de R$ 79,00.

Pagamento por depósito em conta. Dados da conta enviados por email, após a inscrição.

[ CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER ]

É necessário o envio dos comprovantes de depósito para confirmar as inscrições, até 20/05/2017, por email: tudosobreplantas@gmail.com

A prioridade nas inscrições foi dada a todos que responderam a pesquisa do curso.

RESTAM POUCAS VAGAS!
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Sobre o AUTOR

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O gestor do projeto Tudo Sobre Plantas, Anderson C. Porto, possui mais de 10 mil horas de experiência no cultivo de hortas orgânicas e plantas em geral.

Formado em Tecnologia em Processamento de Dados, pela FACHA-RJ, em outubro de 2002 começou o projeto Tudo Sobre Plantas criando um grupo de estudos sobre plantas, e desde então vem cadastrando informações e fotos de espécies nativas ou exóticas cultivadas em um banco de dados de acesso público e gratuito na Internet.

Durante todos esses anos já ministrou cursos e workshops de plantio, cultivo de bonsai e instalação de irrigação automática.

Possui formação técnica em produção de mudas, implementação de floriculturas, sistemas produtivos, manejos culturais e recuperação de nascentes. É autodidata em poda de frutíferas, cultivo de bonsai, reaproveitamento e economia de água, instalação e manutenção de sistemas de irrigação por gotejamento e aspersão, berçários de germinação de sementes, compostagem acelerada e utilização de areia em substratos. Fora a paixão por fotografia.

Como desafio, durante os últimos 5 anos desenvolveu técnicas específicas para o plantio com areia, compostagem acelerada e cultivos visando a economia de água. O curso atual é um resumo desta experiência.

É o atual gestor da fanpage do projeto Tudo Sobre Plantas no Facebook:
https://www.facebook.com/tudosobreplantas/

+ informações por email: tudosobreplantas@gmail.com

Bom curso a todos e todas!

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Como ajudar na divulgação da Rede Solidária de Alimentos?

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Uma ideia que pode ajudar a melhorar o mundo! Iremos compartilhar o excedente dos alimentos, mudas e sementes através de um aplicativo GRATUITO para celulares.

A campanha de financiamento coletivo da REDE SOLIDÁRIA DE ALIMENTOS visa arrecadar fundos para o desenvolvimento de um aplicativo para celulares que funcione como se fosse um “Tinder”, só que para plantas.

A ideia principal é compartilhar o excedende de alimentos, criando uma rede colaborativa de distribuição que forneça alimentos gratuitamente entre vizinhos, familiares, amigos, como também para asilos, creches, igrejas e por aí vai.

Participe!  Acesse agora e escolha sua recompensa: https://goo.gl/UB69oz

O desenvolvimento de um aplicativo que realmente funcione e que promova a oferta e troca de alimentos, mudas e sementes necessita de uma equipe especializada em programação para celulares. E isso não é barato.

O QUE É O PROJETO TUDO SOBRE PLANTAS?

O projeto Tudo Sobre Plantas é um conjunto de ferramentas de pesquisa para ajudar as pessoas em sua busca por informações sobre espécies nativas e exóticas cultivadas.

O portal surgiu através de uma pergunta de seu filho, uma vez voltando da praia, quando ele perguntou sobre uma planta que colheu a folha e Anderson não soube responder, dizendo que iria pesquisar. De lá pra cá passaram-se 14 anos de muitos estudos…

Ele aproveitou um trabalho que fez na faculdade, pesquisou o que existia na Internet e começou um projeto de troca de informações sobre plantas, cadastrando em fichas de espécies tudo aquilo que aprendia.

Disponível a partir de dezembro de 2002, a base de dados, chamada de “Banco de Plantas Notáveis“, vem sendo constantemente aprimorada e atualizada. São atualmente 76 descritores que abrangem a maior parte dos usos, formas de cultivo, cuidados específicos e chaves para identificação.

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Exemplo de ficha de uma espécie.

O projeto cresceu e tornou-se uma importante ferramenta de pesquisa e divulgação de informações sobre plantas, aliando o conhecimento científico com a etnobotânica e descrevendo usos empíricos e científicos através de textos que podem ser entendidos por qualquer pessoa.

COMO NASCEU A IDEIA DA REDE SOLIDÁRIA DE ALIMENTOS?

Por mais de 25 anos o gestor do projeto Tudo Sobre Plantas, Anderson Porto, coordenou equipes e desenvolveu sistemas para grandes empresas como Comissão de Valores Mobiliários, Cultura Inglesa, Banco do Brasil, Petrobras.

A ideia do APP nasceu há cerca de 10 anos. Ele criou uma opção para que os usuários marcassem, nas fichas de espécies, quais eram suas favoritas, quais estariam em busca, quais teriam para oferecer… Entretanto, o sistema não funcionava de forma satisfatória por email e foi necessário aguardar que as tecnologias se desenvolvessem e chegarmos nos smartphones e tablets, para poder arrecadar fundos e lançar uma versão que possa ser acessada por qualquer pessoa, de qualquer lugar do planeta, via celular.

QUAL O OBJETIVO DESSA CAMPANHA?

Ao longo desse tempo estudando sobre plantas, em 2011 Anderson resolveu se mudar para uma cidade do interior (Araruama, RJ) e começar uma produção caseira de alimentos, plantando no quintal tudo que fosse possível: hortaliças, frutíferas, temperos…

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Anderson Porto, gestor do portal Tudo Sobre Plantas.

Aí aconteceu uma coisa interessante. Ele descobriu que a Natureza produz MUITO, mas muito além do que é possível consumir. Mesmo dando de presente esses alimentos para os vizinhos, família, amigos… ainda sobrava muita coisa.

O objetivo dessa campanha é criar um aplicativo para celular que possibilite doar o excedente de alimentos a quem precisa, garantindo o seu consumo.

Além disso, o aplicativo permitirá que as pessoas conheçam outros cultivadores de sua região e possam também trocar mudas e sementes, aumentando a variedade do que PRODUZEM.

Para quem quer começar a plantar e não sabe como, o projeto Tudo Sobre Plantas fornece também o suporte técnico com informações corretas sobre como plantar, cuidar, adubar, irrigar, quando colher…

COMO AJUDAR?

Acesse a campanha no site BENFEITORIA.COM e escolha uma recompensa, pagando com cartão ou boleto bancário. Após fazer a sua colaboração divulgue para seus amigos, para que mais e mais pessoas possam colaborar.

Para ajudar na divulgação do projeto criamos cartazes em formato A4, para que todos possam imprimir e colar nos quadros de avisos de escolas, faculdades, universidades, igrejas… Onde for possível divulgar.

Para efetuar o download do arquivos acesse:

Contamos com a ajuda de todos vocês!

Colabore, contribua, dê o exemplo, faça a sua parte!
http://goo.gl/UB69oz

logo_tudosobreplantasEste projeto é representado por uma árvore: rumo ao sol, gerando vários frutos e sementes, sempre fornecendo abrigo indistintamente a todos que dele necessitam.

Participe! Seja bem vindo!


O portal Tudo Sobre Plantas é desenvolvido e mantido por seu criador, Anderson C. Porto, analista de sistemas, fotógrafo amador, poeta, amante da Natureza e pesquisador autodidata de espécies de plantas do Brasil e do mundo.

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Olha só que ideia fantástica

Vamos criar uma forma FÁCIL de doar alimentos a quem tem fome ou realmente precisa.

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Uma ideia que pode mudar o mundo. Iremos compartilhar o excedente dos alimentos, mudas e sementes através de um aplicativo GRATUITO para celulares.

Participe!  Acesse o link e escolha sua recompensa: https://goo.gl/UB69oz

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Escolhemos a parceria com o site Benfeitoria.com, que possui vasta experiência na orientação para este tipo de campanha e vários casos de sucesso.

É TUDO OU NADA. Se atingirmos a meta poderemos ampliar a forma como as pessoas que cultivam fazem contato com outros produtores. Se não, todo o dinheiro será devolvido a quem o apoiou.

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Acesse a página da campanha aqui: https://goo.gl/UB69oz

Uma campanha de financiamento colaborativo (“crowdfunding“) é uma forma de unir pessoas contribuindo para a realização de uma ideia bacana. No nosso caso, a criação de um aplicativo para celulares que possibilite a troca de alimentos, mudas e sementes.

Estamos começando a angariar fundos ($), via financiamento colaborativo, para a criação deste aplicativo para celulares. Esta é a meta principal.

Todos podem contribuir e de forma segura, pois é “tudo ou nada”, isto é, se não atingirmos a meta o dinheiro volta para todos que contribuiram. Se atingirmos aí entramos na fase de produção das recompensas e criação do aplicativo.

Quem investe no projeto recebe RECOMPENSAS exclusivas desta campanha.

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Colabore, faça a sua parte, contribua!

Acesse a página da campanha aqui: https://goo.gl/UB69oz

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O que é DRENAGEM?

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O ciclo da água no planeta depende fundamentalmente das chuvas, que caem sobre os continentes, ilhas e oceanos.

A água que cai pode ser acumulada (em poças, lagoas, represas, etc.), pode infiltrar no solo, ou seguir seu curso, por ação da gravidade (terreno abaixo) para lagos e mares. No último caso, a porção superior fica mais seca, de modo que podemos dizer que tal porção foi drenada, na medida em que a água escoou.

Os solos possuem uma porosidade natural, em diversas concentrações, chamadas de permeabilidade. Algumas permitem a infiltração das águas no solo, outras não; destas onde surgem poças / acúmulo de água.

Drenagem é o ato de escoar as águas de terrenos encharcados, por meio de tubos, túneis, canais, valas e fossos sendo possível recorrer a motores como apoio ao escoamento. Em vasos e pequenos cultivos, é trabalhar a permeabilidade do substrato / solo, permitindo uma rápida infiltração e escoamento, ou retenção utilizando materiais porosos que absorvem e armazenam água.

É importante estabelecer a distinção entre dois tipos diferentes de drenagem:

– superficia: escoamento às águas que se acumulam na superfície do terreno;
– subterrânea: objectivo é retirar o excesso de água que existe no interior do solo (baixar o nível freático).

A drenagem de superfície tem por finalidade remover o excesso de água da superfície do solo, evitando, assim problemas de arejamento e conseqüente empoçamento da água na superfície do terreno.

Já na drenagem subterrânea pretende-se baixar o nível freático, fazendo um escoamento para canais e reservatórios, evitando o alagamento e perda do cultivo. Os canais podem ser naturais (córregos) ou artificiais de concreto simples, armado ou de gabião.

As causas de um nível freático elevado podem ser, além de uma camada impermeável mais ou menos superficial (que impede a drenagem natural), o elevado nível de um rio ou ribeiro, chuvas ou mesmo regas exageradas.

Os sistemas de drenagem, além dos condutos forçados e dos condutos livres, podem ser urbanos ou rurais e visam escoar as águas de chuvas e evitar enchentes.

Para aumentar a permeabilidade de substratos podemos utilizar areia de rio e outros materiais como pedras e cascas de árvores trituradas, misturados à terra vegetal, permitindo o escoamento e aumentando a aeração para as raízes.

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Fontes consultadas:

http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/13481/drenagem-de-solo-para-paisagismo
http://www.tecnicasderegadio.info/index.php/drenagem/cap20-drenagem
http://wwwo.metalica.com.br/drenagem-na-construcao-civil

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Livro digital gratuito reúne informações sobre 383 espécies de plantas medicinais

A farmacêutica Telma Sueli Mesquita Grandi decidiu reunir cada uma das 383 espécies de plantas medicinais que crescem e vivem em Minas Gerais no livro digital ‘Tratado das plantas medicinais mineiras’.

Independente de geolocalização, a iniciativa é um prato cheio para os adeptos do tratamento alternativo de doenças, já que muitas das espécies catalogadas podem ser encontradas em diversas partes do Brasil.

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Além da descrição detalhada de plantas nativas ou cultivadas no estado, o livro reúne informações minuciosas sobre aplicação, toxicidade, preparo, incompatibilidade com medicamentos, nomes populares e até contraindicações.

A autora chama a atenção para o fato de que muitas das propriedades medicinais das plantas estão presentes em partes específicas do organismo, como folhas ou raízes e é importante conhecer com precisão essas peculiaridades.

Ela também ressalta a necessidade de conhecer as formas de preparo indicadas para cada planta. Algumas espécies não podem ser cozinhadas por exemplo senão perdem seus benefícios.

Faça o download gratuito ou acesse agora!

Fonte: [ O Barato de Floripa ]

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México legaliza o uso e cultivo da maconha para fins recreativos

  • Numa decisão histórica, os juízes privilegiaram a liberdade individual aos danos à saúde
  • Brasil entra na discussão mundial sobre a legalização do uso de drogas

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O México rompeu com seu passado. A Suprema Corte de Justiça da Nação abriu as portas para a legalização da maconha para uso recreativo e sem fins lucrativos.

A histórica decisão é um passo gigantesco para um país que durante anos combateu o tráfico de drogas a sangue e fogo. Novamente, como havia acontecido com o casamento gay, foram os juízes que tomaram a iniciativa frente a uma opinião pública esmagadoramente contrária e partidos hesitantes. Neste caso, os magistrados privilegiaram a liberdade individual aos danos à saúde. E, embora a decisão circunscreva a autorização para o consumo, o cultivo e a posse aos pleiteantes, uma espécie de clube de fumantes, na prática coloca em marcha o mecanismo para uma legalização geral. Para tal reviravolta foram determinantes os progressos registrados nos Estados Unidos, mas também uma estratégia jurídica concebida para esse fim.

O acórdão da Primeira Seção da Suprema Corte é resultado de um recurso apresentado pela Sociedade Mexicana de Autoconsumo Responsável e Tolerante, uma ONG fundada em 2013 com o objetivo de forçar o debate pela via jurídica. O primeiro passo foi pedir autorização à Secretaria da Saúde. Como o consumo está tecnicamente despenalizado no México, a ONG centrou sua petição nas atividades correlatas: desde a semeadura até a preparação, o transporte e a posse. Tudo isso com fins recreativos, sem qualquer ânimo de lucro. A proposta foi rejeitada pela Administração, alegando que violava as leis de saúde pública. Foi quando a bola passou ao campo judicial e os litigantes fizeram sucessivos recursos de amparo até chegar à Suprema Corte.

Nessa escalada, brandiram como principal argumento o direito ao livre desenvolvimento da personalidade, protegido pela Constituição mexicana. As negativas se sucederam até que o caso caiu nas mãos do juiz Arturo Zaldívar. Considerado um dos juízes mais progressistas da Suprema Corte, esse ex-advogado e professor aprovou a petição e decidiu defender a legalização da maconha diante de seus quatro colegas da Primeira Seção, conhecida por ter apoiado o casamento homossexual. Sua proposta, em termos gerais, se baseia em que o risco da maconha para a saúde é menor ou semelhante ao do tabaco, e que sua proibição, portanto, é desproporcionada em relação ao direito constitucional à autonomia individual.

A autorização não é um cheque em branco. Os benefícios da decisão se limitam aos peticionários. Mas abre caminho para que outros cidadãos possam tomar o mesmo rumo. E essa abertura introduz, na prática, um elemento libertador na legislação. “A qualquer um que pedir, será preciso conceder o direito ao consumo com fins recreativos e sem ânimo de lucro”, diz um dos promotores. Com essa válvula de escape, de acordo com especialistas, é difícil que em poucos anos as restrições não sejam derrubadas e, como já aconteceu em quatro estados norte-americanos, se amplie o perímetro legal do consumo. Segundo produtor mundial de maconha, o México entrará então em um novo ciclo e terá que rever um regime punitivo extremamente severo com tudo o que se relaciona à maconha e que encheu as prisões de milhares de consumidores.

No campo imediato, a reação dos partidos ainda se faz esperar. Nenhum deles se opôs taxativamente à legalização. Mas a rejeição mostrada pelas pesquisas, com 70% de desaprovação, os levou a adotar muita cautela em sua maneira de enfocar a questão. Somente o PRD, a força hegemônica da esquerda, defendeu um ponto final ao “paradigma punitivo” e apostou na liberalização imediata. O PRI (no Governo) e o Morena pediram uma consulta pública e o PAN, de direita, limitou-se a propor um debate. Nessa área cinzenta, até mesmo a Igreja mostrou uma inusual frouxidão e, sem se declarar a favor ou contra, pediu uma análise desapaixonada do caso.

Essa aparente frieza influencia a percepção de que os anos de luta contra o crime organizado não trouxeram progressos significativos. Por outro lado, a loucura da violência ligada ao tráfico de drogas e a guerra extenuante contra os cartéis, que fizeram 80.000 mortos e 20.000 desaparecidos, enfraqueceram os argumentos dos desfavoráveis à regulamentação. Consciente disto, durante os debates, os partidários não deixaram de lembrar que a legalização significa um golpe para as finanças dos traficantes e uma possível redução da violência do varejo do tráfico de drogas, a mais próxima do cidadão. “O pior que pode acontecer com uma substância perigosa é que o Estado abdique de sua responsabilidade e deixe seu controle nas mãos do crime organizado”, explica Armando Santacruz, um dos vencedores da batalha legal.

Fonte: [ EL PAIS ]

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Feira de Trocas Culturais Sustentáveis

Chamada para o próximo evento da Feira de Trocas Culturais Sustentáveis, dia 6 de setembro, das 9h às 20h, no MAC Niterói.

✨ Venham participar! ✨

A Feira de Trocas Culturais Sustentáveis é um evento que acontece no pátio do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, todo primeiro sábado do mês. Esta feira visa uma maior integração entre o museu e a comunidade, através de um evento acolhedor, dinâmico, descontraído e que tem como objetivo contribuir para uma maior conscientização ambiental.

A próxima edição acontece no sábado, dia 06 de setembro, a partir das 09h.

+ infos: [ Mac Niterói ]

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Estudo mostra nova forma de comunicação entre plantas

Virginia Tech College of Agriculture and Life Sceinces/VEJA

Virginia Tech College of Agriculture and Life Sceinces/VEJA

Cientistas americanos descobriram uma nova forma de comunicação entre plantas, que permite a troca de informações genéticas entre elas. Baseado no intercâmbio de material genético, esse processo permite que plantas parasitas exerçam um certo controle sobre suas hospedeiras, diminuindo suas defesas, por exemplo. A pesquisa abre as portas para uma área da ciência que explora como as plantas se comunicam em escala molecular, além de ajudar a desvendar novas formas de combater parasitas que prejudicam cultivos em diversas partes do mundo. A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira (14), na revista Science.

“A descoberta desta nova forma de comunicação entre organismos mostra que isto acontece muito mais do que se acreditava”, afirma Jim Westwood, professor de patologia e fisiologia das plantas da Universidade Estadual da Virgínia, nos Estados Unidos, e principal autor do estudo. “Agora que sabemos que elas estão compartilhando toda essa informação, a próxima pergunta é: o que exatamente estão dizendo umas as outras?”

O cientista analisou a relação entre uma planta parasita, a cuscuta, e duas hospedeiras, Arabidopsis (do mesmo gênero das couves) e o tomate. Em uma pesquisa anterior, Westwood havia descoberto que durante a interação parasita ocorre um transporte de RNA (molécula que transporta informação genética e controla a produção de proteínas) entre as duas espécies. No novo trabalho, ele e sua equipe aprofundaram o estudo sobre essa troca, e analisaram o RNA mensageiro, que envia mensagens entre as células dizendo a elas qual direção seguir e quais proteínas produzir.

Acreditava-se que o RNA mensageiro era muito frágil e pouco durável, o que tornava inimaginável sua transferência entre espécies. Porém, os novos resultados mostraram que durante essa relação parasita milhares de moléculas de RNA mensageiro estavam sendo trocadas entre as plantas, criando um diálogo. Por meio desta troca, as plantas parasitas podem ditar o que a planta hospedeira deve fazer, como diminuir sua defesa, para tornar o ataque mais fácil. Westwood afirma que seu próximo trabalho será descobrir exatamente o que o RNA está “dizendo”.

“Plantas parasitas são um grande problema para plantações que ajudam a alimentar algumas das regiões mais pobres da África. Esta descoberta pode ajudar no desenvolvimento de novas estratégias de controle, baseadas na modificação da informação do RNA mensageiro que a parasita usa para reprogramar a hospedeira”, afirma Julie Scholes, professora da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, que não participou do estudo. “O RNA mensageiro pode ser o calcanhar de Aquiles dos parasitas”, afirma Westwood, que aposta em diversos usos possíveis para sua descoberta.

Fonte: [ Planeta Sustentável ]

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