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Por que o VINAGRE NÃO É saudável?

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vinagre_A história do vinagre é tão antiga quanto à do vinho; a palavra vinagre deriva do termo francês “vinaigre”, que quer dizer “vinho azedo”. O vinho não acondicionado devidamente entra em contato com o oxigênio que favorece a reprodução de leveduras e bactérias, produzindo um ácido que dá o gosto picante.

Atualmente a produção do vinagre envolve dois tipos de alterações bioquímicas: uma fermentação alcoólica de um carboidrato e uma oxidação deste álcool até ácido acético. Emprega-se uma fermentação por leveduras para a produção do álcool.

A concentração alcoólica é ajustada entre 10 a 13%, sendo, então, exposta às bactérias do ácido acético, que vai oxidar a solução alcoólica até que se produza o vinagre na concentração desejada.

Existem diversos tipos de vinagres produzidos dependendo do tipo de material usado na fermentação alcoólica (sucos de frutas, xaropes contendo amiláceos hidrolisados).

De acordo com o FDA (Food and Drug Administration) a definição e padronização de um dos tipos de vinagres são: vinagre de vinhos, vinagre de cidra, vinagre de maçã – produto obtido pelas fermentações alcoólica e subsequentemente acética do suco de maçãs.

O vinagre na realidade é considerado um contaminante indesejável na fabricação de vinhos; mas sempre foi aplicado na culinária como condimento. O vinagre na realidade é uma solução de ácido acético de 4-6 %.

Esse ácido tem propriedades corrosivas acentuadas, particularmente o ácido acético glacial (o ácido na sua forma pura e não diluída), cuja dose letal para o homem situa-se em torno de 20 ml.

É um produto da indústria química, mas como é reproduzido nas reações do vinho em escala orgânica, pelas bactérias, é utilizado em baixas concentrações (4-6%) na culinária.

Os efeitos do Vinagre na digestão

A saliva tem um ph entre 6,0 e 7,0 variação favorável à ação digestiva da ptialina (alfa-amilase) (1) responsável pela digestão dos amidos, ainda na boca; o vinagre, um ácido por excelência, altera todo o ph da saliva e interrompe a digestão dos amidos, que deveria ser ali iniciada.

O ph do Vinagre é idêntico ao do suco estomacal, ou seja de ph = 3,0 (2). O ph estômago tem como objetivo dissolver os alimentos para serem absorvidos no intestino. Mas a concentração da solução ácida no estômago é regulada para favorecer a digestão, e um acréscimo da concentração de ácidos pode causar azia, úlceras e mal estar.

O aumento da concentração de ácidos que o Vinagre promove no trato digestivo pode também desfavorecer a digestão dos alimentos no segmento intestinal. Todo o quimo (massa alimentar processada no estômago) que é enviado para o duodeno sofre a ação de outro suco digestivo, o entérico, com substâncias para digerir proteínas, carbohidratos e gorduras (3).

A secreção dessas substâncias são para neutralizar o ácido estomacal do quimo e para criar um ph adequado para a ação das enzimas pancreáticas (amilase, tripsina, quimotripsina, lípase etc (4)). Se o ph neste processo é alterado em sua concentração por alimentos excessivamente ácidos (o caso do vinagre), há o comprometimento das enzimas do pâncreas.

Já no século XIX se conhecia a ação do vinagre e seus efeitos indesejados; um relato de uma educadora que se preocupava com sanitarismo, demonstra como a ação do vinagre já era identificada como problemática a digestão dos alimentos – “As saladas são preparadas com óleo e vinagre, há fermentação no estômago, e a comida não é digerida, mas decompõe-se ou apodrece; em conseqüência, o sangue não é nutrido, mas fica cheio de impurezas, e surgem perturbações hepáticas e renais” (5).

As interferências nas várias etapas da digestão dos alimentos impedem a ação das várias enzimas da saliva, estômago e as entéricas. O alimento é processado parcialmente, não é absorvido totalemnte pelo intestino, e a ação da flora bacteriana nos vários segmentos intestinais, se encarrega de produzir metabolitos indesejados.

A ação do Vinagre no Tecido Ósseo

Uma experiência simples e fácil de realizar e muito utilizada na escola para os principiantes nos estudos da Química, é a do ovo imerso no vinagre. Os professores instigam os alunos com a seguinte pergunta: Como retirar um ovo de dentro do seu invólucro, sem quebrar a sua casca?

A solução do problema se dá através da reação química do Ácido Acético do vinagre sobre o Cálcio da casca do ovo.

A casca do ovo é constituída por um composto químico chamado carbonato de cálcio. O vinagre, este sendo uma solução diluída de ácido acético que reage com o carbonato de cálcio contido na casca do ovo, origina como produto de reação o dióxido de carbono; toda a casca é perdida na reação, e a clara e a gema permanecem intactas; isso é devido à existência de uma membrana que não reage com o vinagre.

No entanto, esta membrana tem a capacidade de permitir a migração do vinagre do exterior para o interior do ovo através desta. O fato do ovo estar maior no final da experiência é devido à migração do vinagre para o interior do ovo e à inexistência de migração de gema e clara para o exterior.

Queremos destacar aqui a ação do vinagre sobre o tecido ósseo, especialmente nos dentes. Alimentos regados com o vinagre, ou as conservas, irão permitir a reação deste ácido com o cálcio dos dentes, permitindo um desgaste maior e uma ação bacteriana mais favorável, devido a perda do esmalte dentário e fissuras que o ácido cria nos dentes.

As supostas propriedades curativas do Vinagre

O Vinagre além das aplicações na culinária, possui uma suposta aplicação terapêutica que traria benefícios para artrite, osteoporose, reumatismo, pressão alta, gota, bursite, arteriosclerose, enfartos, derrames, fadiga crônica, dores de cabeça crônica, diabetes, rinites, doenças degenerativas e acúmulo de cálcio no sangue.

Todas as afirmações curativas do vinagre são baseadas nos ácidos orgânicos que são oferecidos ao organismo. Mas o Ácido Acético não é um ácido de reposição orgânica, como é o Ácido Ascórbico e outros.

As propriedades curativas dos ácidos orgânicos podem ser oferecidos de forma natural através dos alimentos naturalmente ácidos – as frutas ácidas e vegetais com propriedades similares (veja tabela).

Mas o Ácido Acético é um metabólito de uma ação bacteriana, e sua reposição fisiológica pode ser substituída por ácidos orgânicos naturais (ac. ascórbico, ac. pantotênico, ac. Fólico) como uma ação fisiológica saudável.

Outras aplicações do Vinagre ou Ácido Acético

Na Europa o consumo deste ácido por pessoa situa-se em 4 litros por ano e no Brasil em 0,6 litro por ano. Lá, o produto é utilizado na higienização de cachorros, na limpeza de carpetes e como conservante na indústria de alimentos.

Destacamos a eficiência do ácido acético para limpar metais, cristais e avivar as cores das roupas. Ele também pode ser usado como desodorizador de ambientes poluídos com fumaça de cigarro e odor de frituras; basta colocar um prato com o vinagre sobre alguns pontos estratégicos no ambiente e os vapores do ácido irão neutralizar as partículas e moléculas que causam o odor.

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pH de Secreções em vários compartimentos digestivos:
Saliva 6,0 – 7,0
Secreção Gástrica 1,0 – 3,5
Secreção Pancreática 8,0 – 8,3
Bile 7,8
Suco Entérico 7,8 – 8,0
Séc. Intestino Grosso 7,5 – 8,0

Alimentos com Ph ácido:
Azeitonas (verde) 3.6 – 3.8
Manga 3.9 – 4.6
Ameixa seca 3.1 – 5.4
Tangerina 4.0
Limão 2.2 – 2.4
Laranja 3.1 – 4.1
Pêssego 3.4 – 3.6
Abacaxi 3.3 – 5.2
Obs. Esses alimentos não podem estar combinados aos amidos ou carbohidratos, pois interferem no ph da saliva, não favorecendo a sua digestão inicial na boca.

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Outras utilidades do Vinagre:

1) Para o arroz ficar bem soltinho, coloque uma colher de vinagre na água do arroz na hora do cozimento; o calor irá vaporizar o ácido, mas deixará o arroz soltinho;

2) Para tirar a gosma da carne do frango, lave o frango, corte os pedaços e cubra-os com água fria e duas colheres de sopa de vinagre. Depois é só lavá-las com água corrente que o ácido será retirado;

3) Batatas murchas, com cascas escuras e enrugadas ficarão como novas misturando-se um pouco de vinagre à água em que forem cozidas; o calor irá vaporizar o ácido;

4) O bolo de chocolate ficará úmido se acrescentarmos uma colher de chá de vinagre de álcool ao bicarbonato estipulado na receita; o calor do forno irá vaporizar o ácido;

5) Na falta de uma geladeira, pode-se conservar carnes cruas por período curto embrulhando-as num pano embebido em vinagre;

6) Se quiser guardar salsichas frescas até por cinco ou seis dias, deixe-as mergulhadas dentro de uma tigela contendo água com uma colher de chá de vinagre (ou mais dependendo da quantidade de salsicha), e um pouquinho de sal. Guarde na geladeira, na hora de usar é só lavar em água pura e corrente em abundância;

7) Muitas cozinheiras colocam um recipiente contendo vinagre perto do lugar onde se está fritando cebolas; assim, não exalam seu cheiro característico, que muitas pessoas não suportam;

8) A polpa do abacate, depois de aberta, escurece logo, isto pode ser evitado passando um pouco de vinagre na superfície;

9) Para que o caqui amadureça mais depressa, faça um furinho junto ao cabinho e coloque ali uma gota de vinagre;

10) Se as mãos ficarem manchadas de frutas, uma mistura de limão e vinagre bem esfregada as eliminará;

11) O limão partido também se conservará fresquinho colocando a parte cortada num pires contendo vinagre;

12) As massas fritas não ficam gordurosas se for acrescentada a elas (durante o preparo) uma colher (sopa) de vinagre;
13) Para higienizar verduras que possam conter ovos e cistos de parasitas, as deixem mergulhadas em água com vinagre (5 colheres de vinagre para cada litro de água); o ácido irá desfazer as membranas dos ovos, cisto e larvas. Depois de 10 minutos de molho, lave bem em água corrente e abundante.

Bibliografia:
1.Guyton; Tratado de Fisiologia Médica, 5ª Edição; p.776
2.Guyton; Tratado de Fisiologia Médica, 5ª Edição; p.765
3.Guyton; Tratado de Fisiologia Médica, 5ª Edição; p.771
4.Guyton; Tratado de Fisiologia Médica, 5ª Edição; p.772
5.White, E.G. Conselhos Sobre Saúde. 1887. p.345

Fonte: http://reformadesaude.blogspot.com.br/2006/01/por-que-o-vinagre-no-saudvel.html

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Hyperion, a árvore mais alta do mundo

Hyperion - California' Redwood National Park

Foto: Michael Nichols

A sequoia (Sequoia sempervirens) apelidada de Hyperion, é a mais alta, descoberta em 2006 pelos naturalistas Chris Atkins e Michael Taylor.

Em geral, as sequoias já são as maiores espécies de árvores, com um tamanho médio de 90 metros de altura, mas a sequoia Hyperion tem uma altura total de 114 metros, 20 metros a mais que a estátua da Liberdade.

Ela se encontra no Parque Nacional da Sequoia, na Califórnia, e sua localização exata não é divulgada, para evitar que o turismo intenso e vandalismo prejudique o ecossistema a sua volta.

Fonte: http://biologiavida-oficial.blogspot.com.br/2014/04/hyperion.html

+ infos: http://news.nationalgeographic.com/news/2007/01/070123-redwoods-video.html

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As Plantas e a Lua

A influência do Ciclo Lunar no Fluxo da Seiva e na Agricultura

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Observar a LUA ajuda a marcar, através de seus ciclos, etapas de plantio, cultivo e colheita.

Lua NOVA :: Semeadura / plantio de tudo o que cresce acima da terra. Corte de bambu para a construção. Colheita e plantio de raízes, tubérculos, rizomas e bulbos. PODAS gerais para a produção de matéria seca.

Lua CRESCENTE :: A seiva sobe para as folhas, concentrando nos talos e ramos. Plantio de tudo o que cresce acima da terra (ex: tomate, laranja, alface, milho, soja etc). Colheita de folhas (medicinais) e, pouco antes da lua cheia, colheita de cereais. PODAS com maior produção de biomassa para adubo verde. Final da crescente: corte de madeira para lenha.

Lua CHEIA :: Seiva nas folhas – maior luminosidade lunar. Colheita de flores, frutos e folhas. Plantio de flores, frutos e folhas. Deve-se evitar mexer muito nas plantas, limitando-se a retirar folhas secas e galhos. PODAS com maior produção de biomassa para adubo verde. Perto da lua cheia, as plantas estão com seus aromas potencializados, atraindo animais.

Lua MINGUANTE :: A seiva desce para as raízes. Ideal para plantio / semeadura de tudo o que cresce abaixo da terra (ex: alho, cenoura, cebola, mandioca, batata, rabanete etc). Podas / corte de árvores e bambus. Pouco antes da lua nova, ideal para colheita de sementes. Dê preferência para intercalar adubações de 15 em 15 dias, sendo uma durante o último quarto minguante.

Anderson Porto

Fonte: www.TudoSobrePlantas.com.br/default.asp#lua

[edit]

Segundo a publicação sugerida pelo Mateus Rübenich, “Influência lunar sobre plantas hortícolas” de Salim Simão, da ESALQ/ Piracicaba (sem data) :

“Não foram encontradas influências das fases da lua, na produção de várias hortaliças, mesmo nas tidas como sensíveis a elas. ”

Link: http://www.scielo.br/pdf/aesalq/v14-15/08.pdf

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Pesquisador afirma: árvores conversam entre si, detectam perigos ao redor e ajudam as plantas mais velhas a se alimentarem

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As árvores têm amigos, sentem-se solitárias, gritam de dor e se comunicam por debaixo da terra via “woodwide web“. É o que afirma o engenheiro florestal Peter Wohlleben, no livro recém-lançado The Hidden Life of Trees (A Vida Oculta das Árvores, em português).

Segundo Wohlleben, algumas árvores agem como pais das outras e como boas vizinhas. Outras fazem mais do que projetar sombras: elas são verdadeiras defensoras contra espécies rivais. As mais novas correm riscos na ingestão de líquidos e na queda das folhas – e então mais tarde se lembram dos erros cometidos.

Certamente, sua próxima caminhada no parque será diferente, se você imaginar que embaixo dos seus pés as raízes das árvores estão crepitando com um bate-papo cheio de energia! O autor acredita que nós não sabemos nem metade do que está acontecendo debaixo da terra e das cascas das árvores: “Nós estamos olhando para a natureza há mais de 100 anos como se ela fosse uma máquina”, argumenta.

Wohlleben – sobrenome que, coincidentemente, quer dizer “viver bem” – desenvolveu seu pensamento ao longo da última década, enquanto observava o poderoso, e interessante sistema de sobrevivência da floresta de faia antiga, que ele gerencia nas montanhas Eifel, na Alemanha.

“A coisa que mais me surpreendeu é quão sociais as árvores são. Eu tropecei em um velho toco um dia e vi que ainda estava vivo, embora tivesse 400 ou 500 anos, sem qualquer folha verde. Todo ser vivo precisa de nutrição. A única explicação é que ele foi mantido com uma solução de açúcar dada pelas árvores vizinhas, a partir de suas raízes.

Como engenheiro florestal, eu aprendi que as árvores são concorrentes que lutam umas contra as outras, pela luz, pelo espaço, e ali eu vi que acontece o contrário. As árvores são muito interessadas em manter todos os membros de sua comunidade vivos”.

A chave para isso, ele acredita, é a chamada “woodwide web” (numa alusão à rede mundial de computadores, a worldwide web).

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Filamentos de fungos chamados micélios formam uma rede conhecida como micorriza

Quando estão sob ataque, as árvores comunicam sua angústia para as outras a seu redor emitindo sinais elétricos a partir de suas raízes e de redes formadas por fungos (algo que se assemelha ao nosso sistema nervoso). Pelos mesmos meios, elas alimentam árvores atingidas, alimentam algumas mudas (seus “filhos mais amados”) e restringem outras para manter a comunidade forte.

“As árvores podem reconhecer com suas raízes quem são suas amigas, quem são seus familiares e onde estão seus filhos. Elas também podem reconhecer árvores que não são tão bem-vindas”, ele explica.

Na análise de Wohlleben, é quase como se as árvores tivessem sentimentos e caráter. “Nós pensamos que as plantas são robóticas, seguindo um código genético. Plantas e árvores sempre têm uma escolha sobre o que fazer. As árvores são capazes de decidir, ter memórias e até mesmo personas diferentes. É possível que existam os mocinhos do bem e os do mau”, completa.

O livro The Hidden Life of Trees, What They Feel, How They Communicate, de Peter Wohlleben, foi publicado pela editora Greystone Books e está disponível em alemão e inglês.

Fonte: [ The Greenest Post ]

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4º Curso de HORTAS em Pequenos Espaços – ONLINE – edição 2017

Sobre o CURSO

O curso é uma introdução ao Cultivo de Hortas Orgânicas em Pequenos Espaços. Irá preparar você para dominar todas as etapas de cultivo orgânico de alimentos, temperos e plantas aromáticas, utilizando espaços ensolarados que estejam disponíveis em áreas cimentadas, paredes, varandas, janelas e pequenos pedaços de terra no quintal.

O curso prepara os alunos para desenvolverem com máxima eficiência HORTAS COMUNITÁRIAS em quintais, escolas, terrenos baldios e/ou espaços públicos no condomínio.

Início, dias da semana e carga horária

O curso começa dia 5 de JUNHO de 2017, com carga horária máxima de 14h, em dois dias na semana: SEGUNDA e QUARTA.

São 4 aulas de até 2 horas cada, das 20 às 22h, podendo haver uma aula extra, caso seja necessário tirar dúvidas.

Nível do curso – público alvo

O curso é voltado para INICIANTES, pessoas que nunca plantaram ou que desejam aprender técnicas específicas para o cultivo de plantas em pequenos espaços.

Para fazer algumas atividades é necessário habilidade no manuseio de soldas elétricas, tesouras, serras, serrotes e/ou furadeiras, além de vasos, garrafas PET e demais materiais e ferramentas necessárias para o plantio.

Objetivo geral

Os alunos assistem as aulas no conforto de sua casa ou trabalho, via ambiente virtual de EAD (Educação à Distância via Internet), com apresentação de slides do curso e áudio transmitido online em tempo real, com espaço para comentários e perguntas para o professor.

Serão apresentadas informações sobre todo o ciclo de cultivo de alimentos, começando pela germinação de sementes, a preparação de substratos, como fazer compostagem, como e quando fazer o transplante de mudas, quais os tratos culturais necessários, como fazer a adubação, como instalar uma irrigação automática e quando e como fazer a colheita.

Durante o curso são passadas atividades para colocar em prática aquilo que o aluno está aprendendo. Desta forma, na próxima aula todos podem tirar dúvidas e comentar sobre possíveis dificultades que estejam tendo. Mais do que simplesmente um curso, é também uma consultoria online com um profissional especializado.

Ao final do curso os alunos estarão capacitados a cultivar seu próprio alimento orgânico, desenvolendo um contato maior com as plantas e economizando para sempre nas compras do mês.

Foi criado um grupo de estudos específico  para o curso no Facebook, para que os alunos possam trocar experiências e receber orientações durante e após o curso.

Valor e inscrições

Valores a partir de 11/04/2017:

  • Valor integral: R$ 198,00.
  • Parcelado em 03 vezes de R$ 79,00.

Pagamento por depósito em conta. Dados da conta enviados por email, após a inscrição.

[ CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER ]

É necessário o envio dos comprovantes de depósito para confirmar as inscrições, até 20/05/2017, por email: tudosobreplantas@gmail.com

A prioridade nas inscrições foi dada a todos que responderam a pesquisa do curso.

RESTAM POUCAS VAGAS!
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Sobre o AUTOR

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O gestor do projeto Tudo Sobre Plantas, Anderson C. Porto, possui mais de 10 mil horas de experiência no cultivo de hortas orgânicas e plantas em geral.

Formado em Tecnologia em Processamento de Dados, pela FACHA-RJ, em outubro de 2002 começou o projeto Tudo Sobre Plantas criando um grupo de estudos sobre plantas, e desde então vem cadastrando informações e fotos de espécies nativas ou exóticas cultivadas em um banco de dados de acesso público e gratuito na Internet.

Durante todos esses anos já ministrou cursos e workshops de plantio, cultivo de bonsai e instalação de irrigação automática.

Possui formação técnica em produção de mudas, implementação de floriculturas, sistemas produtivos, manejos culturais e recuperação de nascentes. É autodidata em poda de frutíferas, cultivo de bonsai, reaproveitamento e economia de água, instalação e manutenção de sistemas de irrigação por gotejamento e aspersão, berçários de germinação de sementes, compostagem acelerada e utilização de areia em substratos. Fora a paixão por fotografia.

Como desafio, durante os últimos 5 anos desenvolveu técnicas específicas para o plantio com areia, compostagem acelerada e cultivos visando a economia de água. O curso atual é um resumo desta experiência.

É o atual gestor da fanpage do projeto Tudo Sobre Plantas no Facebook:
https://www.facebook.com/tudosobreplantas/

+ informações por email: tudosobreplantas@gmail.com

Bom curso a todos e todas!

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Como ajudar na divulgação da Rede Solidária de Alimentos?

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Uma ideia que pode ajudar a melhorar o mundo! Iremos compartilhar o excedente dos alimentos, mudas e sementes através de um aplicativo GRATUITO para celulares.

A campanha de financiamento coletivo da REDE SOLIDÁRIA DE ALIMENTOS visa arrecadar fundos para o desenvolvimento de um aplicativo para celulares que funcione como se fosse um “Tinder”, só que para plantas.

A ideia principal é compartilhar o excedende de alimentos, criando uma rede colaborativa de distribuição que forneça alimentos gratuitamente entre vizinhos, familiares, amigos, como também para asilos, creches, igrejas e por aí vai.

Participe!  Acesse agora e escolha sua recompensa: https://goo.gl/UB69oz

O desenvolvimento de um aplicativo que realmente funcione e que promova a oferta e troca de alimentos, mudas e sementes necessita de uma equipe especializada em programação para celulares. E isso não é barato.

O QUE É O PROJETO TUDO SOBRE PLANTAS?

O projeto Tudo Sobre Plantas é um conjunto de ferramentas de pesquisa para ajudar as pessoas em sua busca por informações sobre espécies nativas e exóticas cultivadas.

O portal surgiu através de uma pergunta de seu filho, uma vez voltando da praia, quando ele perguntou sobre uma planta que colheu a folha e Anderson não soube responder, dizendo que iria pesquisar. De lá pra cá passaram-se 14 anos de muitos estudos…

Ele aproveitou um trabalho que fez na faculdade, pesquisou o que existia na Internet e começou um projeto de troca de informações sobre plantas, cadastrando em fichas de espécies tudo aquilo que aprendia.

Disponível a partir de dezembro de 2002, a base de dados, chamada de “Banco de Plantas Notáveis“, vem sendo constantemente aprimorada e atualizada. São atualmente 76 descritores que abrangem a maior parte dos usos, formas de cultivo, cuidados específicos e chaves para identificação.

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Exemplo de ficha de uma espécie.

O projeto cresceu e tornou-se uma importante ferramenta de pesquisa e divulgação de informações sobre plantas, aliando o conhecimento científico com a etnobotânica e descrevendo usos empíricos e científicos através de textos que podem ser entendidos por qualquer pessoa.

COMO NASCEU A IDEIA DA REDE SOLIDÁRIA DE ALIMENTOS?

Por mais de 25 anos o gestor do projeto Tudo Sobre Plantas, Anderson Porto, coordenou equipes e desenvolveu sistemas para grandes empresas como Comissão de Valores Mobiliários, Cultura Inglesa, Banco do Brasil, Petrobras.

A ideia do APP nasceu há cerca de 10 anos. Ele criou uma opção para que os usuários marcassem, nas fichas de espécies, quais eram suas favoritas, quais estariam em busca, quais teriam para oferecer… Entretanto, o sistema não funcionava de forma satisfatória por email e foi necessário aguardar que as tecnologias se desenvolvessem e chegarmos nos smartphones e tablets, para poder arrecadar fundos e lançar uma versão que possa ser acessada por qualquer pessoa, de qualquer lugar do planeta, via celular.

QUAL O OBJETIVO DESSA CAMPANHA?

Ao longo desse tempo estudando sobre plantas, em 2011 Anderson resolveu se mudar para uma cidade do interior (Araruama, RJ) e começar uma produção caseira de alimentos, plantando no quintal tudo que fosse possível: hortaliças, frutíferas, temperos…

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Anderson Porto, gestor do portal Tudo Sobre Plantas.

Aí aconteceu uma coisa interessante. Ele descobriu que a Natureza produz MUITO, mas muito além do que é possível consumir. Mesmo dando de presente esses alimentos para os vizinhos, família, amigos… ainda sobrava muita coisa.

O objetivo dessa campanha é criar um aplicativo para celular que possibilite doar o excedente de alimentos a quem precisa, garantindo o seu consumo.

Além disso, o aplicativo permitirá que as pessoas conheçam outros cultivadores de sua região e possam também trocar mudas e sementes, aumentando a variedade do que PRODUZEM.

Para quem quer começar a plantar e não sabe como, o projeto Tudo Sobre Plantas fornece também o suporte técnico com informações corretas sobre como plantar, cuidar, adubar, irrigar, quando colher…

COMO AJUDAR?

Acesse a campanha no site BENFEITORIA.COM e escolha uma recompensa, pagando com cartão ou boleto bancário. Após fazer a sua colaboração divulgue para seus amigos, para que mais e mais pessoas possam colaborar.

Para ajudar na divulgação do projeto criamos cartazes em formato A4, para que todos possam imprimir e colar nos quadros de avisos de escolas, faculdades, universidades, igrejas… Onde for possível divulgar.

Para efetuar o download do arquivos acesse:

Contamos com a ajuda de todos vocês!

Colabore, contribua, dê o exemplo, faça a sua parte!
http://goo.gl/UB69oz

logo_tudosobreplantasEste projeto é representado por uma árvore: rumo ao sol, gerando vários frutos e sementes, sempre fornecendo abrigo indistintamente a todos que dele necessitam.

Participe! Seja bem vindo!


O portal Tudo Sobre Plantas é desenvolvido e mantido por seu criador, Anderson C. Porto, analista de sistemas, fotógrafo amador, poeta, amante da Natureza e pesquisador autodidata de espécies de plantas do Brasil e do mundo.

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Olha só que ideia fantástica

Vamos criar uma forma FÁCIL de doar alimentos a quem tem fome ou realmente precisa.

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Uma ideia que pode mudar o mundo. Iremos compartilhar o excedente dos alimentos, mudas e sementes através de um aplicativo GRATUITO para celulares.

Participe!  Acesse o link e escolha sua recompensa: https://goo.gl/UB69oz

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Escolhemos a parceria com o site Benfeitoria.com, que possui vasta experiência na orientação para este tipo de campanha e vários casos de sucesso.

É TUDO OU NADA. Se atingirmos a meta poderemos ampliar a forma como as pessoas que cultivam fazem contato com outros produtores. Se não, todo o dinheiro será devolvido a quem o apoiou.

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Acesse a página da campanha aqui: https://goo.gl/UB69oz

Uma campanha de financiamento colaborativo (“crowdfunding“) é uma forma de unir pessoas contribuindo para a realização de uma ideia bacana. No nosso caso, a criação de um aplicativo para celulares que possibilite a troca de alimentos, mudas e sementes.

Estamos começando a angariar fundos ($), via financiamento colaborativo, para a criação deste aplicativo para celulares. Esta é a meta principal.

Todos podem contribuir e de forma segura, pois é “tudo ou nada”, isto é, se não atingirmos a meta o dinheiro volta para todos que contribuiram. Se atingirmos aí entramos na fase de produção das recompensas e criação do aplicativo.

Quem investe no projeto recebe RECOMPENSAS exclusivas desta campanha.

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Colabore, faça a sua parte, contribua!

Acesse a página da campanha aqui: https://goo.gl/UB69oz

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O que é DRENAGEM?

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O ciclo da água no planeta depende fundamentalmente das chuvas, que caem sobre os continentes, ilhas e oceanos.

A água que cai pode ser acumulada (em poças, lagoas, represas, etc.), pode infiltrar no solo, ou seguir seu curso, por ação da gravidade (terreno abaixo) para lagos e mares. No último caso, a porção superior fica mais seca, de modo que podemos dizer que tal porção foi drenada, na medida em que a água escoou.

Os solos possuem uma porosidade natural, em diversas concentrações, chamadas de permeabilidade. Algumas permitem a infiltração das águas no solo, outras não; destas onde surgem poças / acúmulo de água.

Drenagem é o ato de escoar as águas de terrenos encharcados, por meio de tubos, túneis, canais, valas e fossos sendo possível recorrer a motores como apoio ao escoamento. Em vasos e pequenos cultivos, é trabalhar a permeabilidade do substrato / solo, permitindo uma rápida infiltração e escoamento, ou retenção utilizando materiais porosos que absorvem e armazenam água.

É importante estabelecer a distinção entre dois tipos diferentes de drenagem:

– superficia: escoamento às águas que se acumulam na superfície do terreno;
– subterrânea: objectivo é retirar o excesso de água que existe no interior do solo (baixar o nível freático).

A drenagem de superfície tem por finalidade remover o excesso de água da superfície do solo, evitando, assim problemas de arejamento e conseqüente empoçamento da água na superfície do terreno.

Já na drenagem subterrânea pretende-se baixar o nível freático, fazendo um escoamento para canais e reservatórios, evitando o alagamento e perda do cultivo. Os canais podem ser naturais (córregos) ou artificiais de concreto simples, armado ou de gabião.

As causas de um nível freático elevado podem ser, além de uma camada impermeável mais ou menos superficial (que impede a drenagem natural), o elevado nível de um rio ou ribeiro, chuvas ou mesmo regas exageradas.

Os sistemas de drenagem, além dos condutos forçados e dos condutos livres, podem ser urbanos ou rurais e visam escoar as águas de chuvas e evitar enchentes.

Para aumentar a permeabilidade de substratos podemos utilizar areia de rio e outros materiais como pedras e cascas de árvores trituradas, misturados à terra vegetal, permitindo o escoamento e aumentando a aeração para as raízes.

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Fontes consultadas:

http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/13481/drenagem-de-solo-para-paisagismo
http://www.tecnicasderegadio.info/index.php/drenagem/cap20-drenagem
http://wwwo.metalica.com.br/drenagem-na-construcao-civil

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Livro digital gratuito reúne informações sobre 383 espécies de plantas medicinais

A farmacêutica Telma Sueli Mesquita Grandi decidiu reunir cada uma das 383 espécies de plantas medicinais que crescem e vivem em Minas Gerais no livro digital ‘Tratado das plantas medicinais mineiras’.

Independente de geolocalização, a iniciativa é um prato cheio para os adeptos do tratamento alternativo de doenças, já que muitas das espécies catalogadas podem ser encontradas em diversas partes do Brasil.

Telma Sueli Mesquita Grandi

Além da descrição detalhada de plantas nativas ou cultivadas no estado, o livro reúne informações minuciosas sobre aplicação, toxicidade, preparo, incompatibilidade com medicamentos, nomes populares e até contraindicações.

A autora chama a atenção para o fato de que muitas das propriedades medicinais das plantas estão presentes em partes específicas do organismo, como folhas ou raízes e é importante conhecer com precisão essas peculiaridades.

Ela também ressalta a necessidade de conhecer as formas de preparo indicadas para cada planta. Algumas espécies não podem ser cozinhadas por exemplo senão perdem seus benefícios.

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Fonte: [ O Barato de Floripa ]

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México legaliza o uso e cultivo da maconha para fins recreativos

  • Numa decisão histórica, os juízes privilegiaram a liberdade individual aos danos à saúde
  • Brasil entra na discussão mundial sobre a legalização do uso de drogas

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O México rompeu com seu passado. A Suprema Corte de Justiça da Nação abriu as portas para a legalização da maconha para uso recreativo e sem fins lucrativos.

A histórica decisão é um passo gigantesco para um país que durante anos combateu o tráfico de drogas a sangue e fogo. Novamente, como havia acontecido com o casamento gay, foram os juízes que tomaram a iniciativa frente a uma opinião pública esmagadoramente contrária e partidos hesitantes. Neste caso, os magistrados privilegiaram a liberdade individual aos danos à saúde. E, embora a decisão circunscreva a autorização para o consumo, o cultivo e a posse aos pleiteantes, uma espécie de clube de fumantes, na prática coloca em marcha o mecanismo para uma legalização geral. Para tal reviravolta foram determinantes os progressos registrados nos Estados Unidos, mas também uma estratégia jurídica concebida para esse fim.

O acórdão da Primeira Seção da Suprema Corte é resultado de um recurso apresentado pela Sociedade Mexicana de Autoconsumo Responsável e Tolerante, uma ONG fundada em 2013 com o objetivo de forçar o debate pela via jurídica. O primeiro passo foi pedir autorização à Secretaria da Saúde. Como o consumo está tecnicamente despenalizado no México, a ONG centrou sua petição nas atividades correlatas: desde a semeadura até a preparação, o transporte e a posse. Tudo isso com fins recreativos, sem qualquer ânimo de lucro. A proposta foi rejeitada pela Administração, alegando que violava as leis de saúde pública. Foi quando a bola passou ao campo judicial e os litigantes fizeram sucessivos recursos de amparo até chegar à Suprema Corte.

Nessa escalada, brandiram como principal argumento o direito ao livre desenvolvimento da personalidade, protegido pela Constituição mexicana. As negativas se sucederam até que o caso caiu nas mãos do juiz Arturo Zaldívar. Considerado um dos juízes mais progressistas da Suprema Corte, esse ex-advogado e professor aprovou a petição e decidiu defender a legalização da maconha diante de seus quatro colegas da Primeira Seção, conhecida por ter apoiado o casamento homossexual. Sua proposta, em termos gerais, se baseia em que o risco da maconha para a saúde é menor ou semelhante ao do tabaco, e que sua proibição, portanto, é desproporcionada em relação ao direito constitucional à autonomia individual.

A autorização não é um cheque em branco. Os benefícios da decisão se limitam aos peticionários. Mas abre caminho para que outros cidadãos possam tomar o mesmo rumo. E essa abertura introduz, na prática, um elemento libertador na legislação. “A qualquer um que pedir, será preciso conceder o direito ao consumo com fins recreativos e sem ânimo de lucro”, diz um dos promotores. Com essa válvula de escape, de acordo com especialistas, é difícil que em poucos anos as restrições não sejam derrubadas e, como já aconteceu em quatro estados norte-americanos, se amplie o perímetro legal do consumo. Segundo produtor mundial de maconha, o México entrará então em um novo ciclo e terá que rever um regime punitivo extremamente severo com tudo o que se relaciona à maconha e que encheu as prisões de milhares de consumidores.

No campo imediato, a reação dos partidos ainda se faz esperar. Nenhum deles se opôs taxativamente à legalização. Mas a rejeição mostrada pelas pesquisas, com 70% de desaprovação, os levou a adotar muita cautela em sua maneira de enfocar a questão. Somente o PRD, a força hegemônica da esquerda, defendeu um ponto final ao “paradigma punitivo” e apostou na liberalização imediata. O PRI (no Governo) e o Morena pediram uma consulta pública e o PAN, de direita, limitou-se a propor um debate. Nessa área cinzenta, até mesmo a Igreja mostrou uma inusual frouxidão e, sem se declarar a favor ou contra, pediu uma análise desapaixonada do caso.

Essa aparente frieza influencia a percepção de que os anos de luta contra o crime organizado não trouxeram progressos significativos. Por outro lado, a loucura da violência ligada ao tráfico de drogas e a guerra extenuante contra os cartéis, que fizeram 80.000 mortos e 20.000 desaparecidos, enfraqueceram os argumentos dos desfavoráveis à regulamentação. Consciente disto, durante os debates, os partidários não deixaram de lembrar que a legalização significa um golpe para as finanças dos traficantes e uma possível redução da violência do varejo do tráfico de drogas, a mais próxima do cidadão. “O pior que pode acontecer com uma substância perigosa é que o Estado abdique de sua responsabilidade e deixe seu controle nas mãos do crime organizado”, explica Armando Santacruz, um dos vencedores da batalha legal.

Fonte: [ EL PAIS ]

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