Imersão nos cursos de PDC e Bioconstrução / jan 2020

Há tempos que leio sobre Permacultura e Bioconstrução. Sempre tive curiosidade mas pouco li a respeito e nunca tinha participado de uma imersão assim.

Eis que início de dezembro de 2019 recebo o convite do Daniel Calfa, da Escola de Permacultura, para participar do PDC de verão em Baapendi, MG durante os dias 13 a 23 de janeiro de 2020.

O combinado era chegar uns dias antes do início. Me esvaziei de expectativas, arrumei as malas e parti. A viagem foi tranquila e a chegada quase à noite.

Entrada da Escola de Permacultura (espaço temporário)

No dia seguinte à chegada, fomos conhecer o espaço onde eles estão construindo a sede do projeto. Construções, plantios, experimentos…

Em seguida fomos dar um mergulho numa cachoeira perto dali.

Foi nessa cachu aê que me tornei Aquaman (um dia conto essa história, rs…)

Chegamos no dia 13, iníco das aulas. Na foto, o facilitador pelo Sérgio Pamplona (do Sítio Nós na Teia) e Raisa Moura.

Os dias que se seguiram foram plenamente preenchidos com aulas teóricas e práticas, visitas a campo, análises, estudos, apresentação de perspectivas, integração entre os alunos, danças circulares e muita, mais muita fartura mesmo de refeições vegetarianas (e veganas), preparadas pela equipe coordenada pelos chefs Raul Dotto e Rebeca Martins.

Sempre no início da noite, hora da fogueira…

No meio do curso recebi a notícia de que minha gatinha, a Chispinha, havia morrido. Deu vontade de ir embora mas consegui ficar e foi maravilhoso.

E conseguimos! Chegamos ao final do curso com vontade de abraçar tudo e todos. Saudades já nas despedidas!

A galera do curso no encerramento do PDC

Falar sobre o que foi e está sendo o PDC para mim é, neste momento, muito difícil. O que sei é que voltei diferente. Uma troca de energias muito boa, informações valiosas e experiências reais que me modificaram, percebo, de forma positiva.

Tanto é que acabei ficando para o curso seguinte, de Bioconstrução, com o mestre Cobi Shalev – permacultor, bioconstrutor e pesquisador da área da construção natural. Nascido e criado em Israel, há 10 anos ele reside no centro-oeste goiano, na sua casinha de Adobe, procurando promover a terra como solução e material de construção.

prof. Cobi, à esquerda.
Alguns dos testes e práticas que fizemos ao longo do curso

Fizemos testes estruturais com terra, aprendemos sobre pontos de massa, COB, produção e assentamento de adobes, alicerces, pau-a-pique, taipa de pilão, arcos e domos usando blocos, rebocos naturais, acabamentos e Tadelakt (acabamento marroquino para áreas molhadas).

A galera no encerramento do curso de Bioconstrução

Meus agradecimentos a Daniel Calfa, Maria Clara, Deva Tarot, Joyce Lemos e toda a galera da Escola de Permacultura!

Gratidão imensa!

Anderson Porto
http://www.TudoSobrePlantas.com.br

Como estou me tornando um guardião de sementes

“Sementes são guardiãs das memórias. Sementes são casas de Fartura!!!”
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Raul Sampaio

Foto com sementes de umburana, milho crioulo, tabaco, espinheira-santa, pinheiro, ipê-verde… Resina das mulheres do quilombo Kalunga, mel, pasta de amendoim, óleo de Copaíba…

Trocas e vivências durante a imersão no PDC de Verão 2020, com Sergio Pamplona e Raisa Moura, e no curso de Bioconstrução como Cobi Shalev, na Escola de Permacultura, em Baapendi-MG.

Muito, muito feliz!!! Gratidão! 💚

Um outro ponto de vista sobre as ditas "pragas indesejadas"

Tenho lido na Internet em vários artigos e publicações o termo “pragas”. De uns 6, 8 anos para cá esse termo tem me incomodado muito, por ter percebido uma outra forma de entender esse “bichos que atacam a horta”.

O que já percebi é que essas ditas “pragas indesejáveis” são na verdade servidores ambientais cumprindo tarefas relacionadas ao equilíbrio de uma região da Natureza.

Para piorar fica ruim para o EGO perder o controle do cultivo. Vale lembrar que estamos oferencendo um banquete quando cultivamos e aprendemos que o “melhor” é comprar / consumir alimentos “limpinhos”, “sem manchas ou defeitos”, “brilhando”… Enfim, com melhor aparência.

O que acontece é que ali, naquele cultivo, está acontecendo um desequilíbrio e os servidores ambientais estão atuando para corrigir (“reequilibrar”) a situação. Percebe?

Algumas plantas estão enfrentando problemas e solicitam ajuda através de sinais químicos para que, por ex., insetos removam suas folhas.

Dá pena? Dá. Faz parte? Faz.

Se quisermos afastá-os de forma mais eficaz precisamos corrigir os fatores básicos que fazem parte do desequilíbrio: atenção, cuidado, pH do solo / substrato, CTC, iluminação, umidade do ar, irrigação, nutrientes.

Na falta dessa correção – o nosso papel – aparecem os servidores ambientais. Eles atuam na recuperação de uma determinada situação. Infelizmente, por necessitarmos do controle do cultivo, aprendemos a encará-los como ameaças.

Hoje entendo que dá facilmente, em pequenos cultivos, para conviver com eles, fazendo o que temos para fazer vibrando AMOR.

Abraços!

Anderson Porto
http://www.TudoSobrePlantas.com.br

Crescer é Para Sempre

Assisti esse vídeo há 9 anos. De certa forma entendo que ele mudou minha percepção sobre a interação entres plantas, fungos e animais. Venho tentando explicar melhor essa percepção, que fez desenvolver em mim o entendimento de que existe na Natureza um “serviço ambiental” ainda não completamente reconhecido e respeitado, prestado a todo momento por todos os seres vivos. Assista! (em inglês)

Nas palavras de Jesse Rosten, criador do vídeo:

“Tenho um profundo afeto pelas florestas de sequóias no norte da Califórnia. Esta é a minha melhor tentativa de capturar a reverência que sinto na presença desses gigantes.”

“I have a deep affection for the Redwood forests of Northern California. This is my best attempt to capture the reverence I feel when in the presence of these giants.”

Aqui o texto completo, com explicações na página da autora Kallie Markle:

“A very long time ago, there were no groves because everywhere was a grove with no roads to bisect and no people to erect stones and fences and bridges. The trees were very, very young and had much living ahead of them. The enormity of their lifespan loomed in wooly mists around them, so they stretched out their root fingers and wrapped them around each others’, intertwining and holding very tight. The ferns found pockets of root fingers where they could nestle in and the moss stretched itself out over the soil and everything became very soft. The trees grew and made patterns of light and dark on the ground and the vines swirled in to trace the patterns. Spotted spiders moved back and forth and up and down, making nets to catch the mist, and the mist would linger on the nets in drops that cupped the light. It was very quiet all the time because the trees needed to focus on their lives. It is not easy to grow so much, for so long. Some trees became tired and lay down on the soft ground; others leaned and rested their tops on another. Growing is forever, they whispered, and when one tree had to stop, another would grow out of it and reach very high into the grey and gold sky.

The trees rested and waited to the mist to come and cool them. They were very large, but still not very old, and had much more growing to do.”

Tradução: “Há muito tempo, não havia bosques porque em todo lugar havia bosques sem estradas para bifurcar e sem pessoas para erguer pedras, cercas e pontes. As árvores eram muito, muito jovens e tinham muito a viver à sua frente. A enormidade de sua vida útil pairava em névoas de lã ao redor deles, então esticaram os dedos da raiz e os envolveram um ao outro, entrelaçando e segurando muito bem. As samambaias encontraram bolsões de dedos da raiz onde eles poderiam se aninhar e o musgo se esticou sobre o o solo e tudo ficaram muito macio. As árvores cresceram e formaram padrões de luz e escuridão no chão, e as trepadeiras giravam para traçar os padrões. As aranhas manchadas se moviam para frente e para trás e para cima e para baixo, criando redes para capturar a névoa, e as a névoa pairava nas redes em gotas que cobriam a luz. Estava muito quieto o tempo todo porque as árvores precisavam se concentrar em suas vidas. Não é fácil crescer tanto, por tanto tempo. Algumas árvores se cansaram e se deitaram no chão macio. Outros se inclinaram e descansaram suas copas nas outras. O crescimento é para sempre, eles sussurraram, e quando uma árvore tinha que parar, outra crescia e alcançava muito alto o céu cinzento e dourado.
As árvores descansaram e esperaram que a névoa viesse e as esfriasse. Eles eram muito grandes, mas ainda não muito velhas, e tinham muito mais a fazer.”

#growingisforever
#jesserosten
#poema
#serviçoambiental

Receita de folhas de "Peixinho" (Stachys byzantina) fritas

Finalmente hoje pude experimentar as folhas da planta “peixinho” (Stachys byzantina) frita! Ela é chamada popularmente assim porque o formato das folhas lembra um “peixe” (depois de frita). E sim, fica muito saborosa!

Para fazer a receita é bem simples! Você irá precisar de:

  • Folhas frescas de Stachys byzantina,
  • 2 xícaras de farinha de mandioca,
  • 2 ovos misturados,
  • 2 pitadas de sal,
  • temperos em pó a gosto.

Para fazer é bem simples. Coloque óleo numa frigideira, leve ao fogo e deixe ficar bem quente! Misture temperos em pó na farinha. Usei açafrão, sementes de coentro moídas, pimenta e cominho.

Enquanto o óleo esquenta vá passando as folhas nos ovos misturados, depois na farinha temeprada, até cobrir bem. Reserve.

Coloque para fritar de 2 a 3 “peixinhos”, até que eles fiquem marrons, sem deixar queimar. Retire com uma escumadeira e coloque para secar em cima de folhas absorventes. Está pronto! 😋

Agora é deixar esfriar um pouco e saborear! E gente, fica uma delícia mesmo! Aprovadíssimo!

Almoço de hoje!

Abraços!

Anderson Porto
https://www.tudosobreplantas.com.br/

Plantas da Felicidade – Alimentos ricos em Triptofano

O cuidado com a alimentação é imprescindível para a manutenção de um estado equilibrado que chamamos de saúde. Tudo que ingerimos contribui para isso.

A seguir apresentamos alguns alimentos que possuem benefícios relacionados à felicidade – melhora de humor, combate à fadiga / cansaço mental, anti-oxidantes ou que melhoram o trato digestivo.

● GRÃO-DE-BICO

Do ponto de vista nutricional, é um excelente alimento. Devido à sua grande quantidade de amido, é usado pelo nosso organismo como fonte de energia. É rico em proteínas, sais minerais, cálcio, ferro e magnésio, ácido fólico e vitaminas do complexo B. O grão-de-bico também possui uma grande quantidade de triptofano, utilizado pra produzir serotonina, responsável pela ativação dos centros cerebrais que dão a sensação de bem-estar, satisfação e confiança.

● BANANA

“Rica em triptofano e vitamina B6 que age como estímulo para a serotonina. É uma fonte de carboidrato que é base para a formação da serotonina”. O fruto, além de alimento, combate a nefrite, hidropisia, inflamações de fígado, acidez gástrica e prisão de ventre.

● AVEIA

“Fonte de carboidrato “bom”, o cereal é rico em beta glucanas – fibras solúveis que ajudam no equilíbrio intestinal já que humor e intestinos possuem forte relação. Também é rica em triptofano”.

● FOLHAS VERDE ESCURAS

(rúcula, agrião, couve e brócolis) “Ricos em ácido fólico, também estimula a produção de serotonina. Espinafre, alface escura, rúcula, agrião, couve e brócolis”.

● ARROZ INTEGRAL

“Rico em zinco, complexo B e vitaminas que estimulam a serotonina junto com o triptofano. Também é fonte de carboidratos complexos que mantém o humor estável por mais tempo”

● SEMENTES (chia, girassol, abóbora, amendoim, castanha de caju, amêndoa, ervilha, linhaça…)

“Ricas em minerais como zinco, magnésio e selênio que agem como antioxidantes e percussores da síntese da serotonina. São ricas em fibras e auxiliam o trânsito intestinal.”

● ALIMENTOS CÍTRICOS

“A vitamina C das frutas cítricas, e outras como goiaba e caqui, combate os efeitos nocivos do estresse em nossas células. Ajuda na proteção dos neurônios que sofrem dos efeitos negativos do estresse no longo prazo.” A vitamina C presente nessas frutas favorece a conversão de triptofano em serotonina.

● ALECRIM

Erva da mente, erva da alegria e erva da felicidade. O chá de alecrim é estimulante digestivo, anti-espasmódico e contra reumatismo articular. Estimulante geral, hipertensor, estomáquico, anti-séptico pulmonar e béquico, carminativo, colagogo, colerético, emenagogo, anti-reumático, diurético. O alecrim possui a capacidade de controlar a dor articular e melhorar a função articular, modificando a resposta do corpo à dor.

● Funções do TRIPTOFANO

As principais funções do aminoácido triptofano, além de ajudar na formação do hormônio serotonina, são facilitar também a libertação dos componentes energéticos, para manter a vitalidade do organismo no combate aos agentes estressantes dos distúrbios do sono.

Para combater a depressão pode se consumir alimentos ricos em triptofano e tirosina, pois a tirosina é outro aminoácido que ajuda na produção de outros hormônios, que melhoram o estado de alerta e a alegria.

Para controlar processos depressivos, que geralmente estão acompanhados por estresse, é recomendado o consumo alimentos ricos em triptofano e suplementos de ômega 3,pois o omega 3 também ajuda a diminuir a ansiedade e as perturbações do sono.

● Receita do CHÁ DA ALEGRIA

O chá da alegria leva ingredientes saborosos, nutritivos e com propriedades medicinais. Confira a seguir o passo a passo para preparar:

Ingredientes – Alecrim – Sálvia – Hortelã – Camomila – Canela – Semente de mostarda – Tomilho – Endro – Chá verde – Erva doce

Modo de preparo

1. Separe os ingredientes em porções iguais e misture tudo. No caso das especiarias, use uma xícara de café como medida.

2. Coloque uma colher cheia da mistura em uma xícara de chá. Você pode usar uma espécie de saquinho para adicionar as especiarias e ervas.

3. Adicione água quente e tampe. Deixe abafar por 3 minutos.

4. Beba, preferencialmente, durante à noite.

__ Fontes consultadas:

[1] http://www.vix.com/pt/bdm/medicina-alternativa/1815/alimentos-ricos-em-triptofano-sao-o-segredo-da-felicidade

[2] http://www.tuasaude.com/alimentos-ricos-em-triptofano/

[3] http://vidafit.com.br/blog/alimentos-para-estimular-serotonina/

[4] http://seligasaude.com/cha-da-alegria-do-globo-reporter-aprenda-a-fazer/

[5] http://www.plantasmedicinaisefitoterapia.com/remedios-naturais-artrite.html

Como fazer leite, manteiga e óleo de coco

Procurei, procurei, procurei em todos os supermercados e mercearias de Araruama e necas… Como não consegui achar o tal óleo de coco resolvi aprender como que faz… fazendo!

A Elaine Giolo, do grupo de estudos, me enviou alguns links de vídeos de receitas, estudei as várias maneiras apresentadas e depois fiz.

De 4 cocos consegui fazer leite de coco, manteiga de coco e óleo de coco, além de muito coco ralado.

Ao final experimentei passar o óleo num coador. O resultado é um óleo perfumado, saboroso e muito saudável!

Óleo de coco pronto!

Abraços!

Anderson Porto
Projeto Tudo Sobre Plantas no APOIA.se!

Como fazer uma mini estufa para germinação de sementes

Vejo as pessoas com muitas dúvidas sobre como germinar sementes. Em geral a dúvida principal é se pode colocar a sementeira para pegar a luz do sol ou não.

Então… É preciso lembrar que sementes germinam quase sempre abaixo do nível do solo, portanto em ambiente parcialmente escuro. O que acontece é que algumas espécies necessitam de calor para germinar, por isso que a incidência solar ajuda, aumentando a temperatura.

Em geral as plantas necessitam de luz solar para fazer fotossíntese e esta só ocorre quando a planta começa a produzir clorofila, apresentando folhas verdes.

A seguir apresento um modelo simples de mini estufa para germinar sementes, utilizando uma embalagem plástica de bolo e copinhos de café.

Sim, precisamos reduzir o uso de plástico, porém utilizando com cuidado dá para reaproveitar por um bom tempo.

Agora é só ir acompanhando de tempos em tempos. Quando as folhas começarem a nascer o ideal é mudar a estufa para um local com iluminação indireta, temperatura mais amena, e retirar a cobertura.

Quando as mudas estiverem com 4 a 6 folhas é só transplantá-las para os canteiros ou vasos adequados, pequenos.

Bom cultivo!

Anderson Porto
https://apoia.se/tudosobreplantas

Receita de Doce de Abóbora com Coco

Mais uma receita que aprendi com minha mãe, só adaptei um pouco pois gosto do doce de abóbora menos doce e com mais coco.

Você vai precisar de:

  • Uma abóbora média, bem “madura”, descascada e cortada em pedaços pequenos;
  • 08 colheres grandes (de arroz) de coco ralado;

    (eu gosto muito de coco e usei o triturado no liquidificador e seco no pano; sobrou muito da extração do leite de coco {link} ).
  • 03 colheres grandes (de arroz) de açúcar cristal;
  • 1 pedaço de canela em pau;
  • 06 de cravos.

Para fazer é bem simples. Coloque os pedaços de abóbora para cozinhar em 2 copos dágua, por uns 20 a 30 minutos, panela tampada.

Depois que estiver cozida (verifique a textura com um garfo) escorra bem a água, depois volte com a panela ao fogo, acrescente o açúcar, o coco ralado, a canela em pau e os cravos. Misture bem e deixe cozinhar em fogo baixo, mexendo com uma colher para soltar do fundo. Irá reduzir de tamanho quase pela metade.

Depois que secar bem começa a agarrar no fundo da panela. Pode apagar o fogo. Está pronto! Agora é só deixar esfriar e passar para uma vasilha, para conservar em geladeira.

Aqui as fotos:

Ficou assim:

Abraço!

Anderson Porto
https://apoia.se/tudosobreplantas