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Curso de HORTAS em Pequenos Espaços – Online

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Introdução ao cultivo de hortas orgânicas em pequenos espaços. Cultive temperos, plantas aromáticas e seu próprio alimento usando espaços cimentados, paredes, varanda do apartamento ou mesmo pequenos pedaços de terra no quintal.

O curso terá início dia 5 de NOVEMBRO de 2014, 3 dias seguidos, acontecendo de QUARTA À SEXTA-FEIRA, na parte da tarde. Previsão inicial de 3 aulas de até 2 horas cada, de 15h às 17h, podendo haver uma aula extra, caso necessário.

Curso COM DESCONTO para participantes de nosso grupo de estudos. Apenas 20 VAGAS.

Valor e inscrições até 03/11, via emai: tudosobreplantas@gmail.com

Vocês assistem as aulas no conforto de sua casa ou trabalho, via ambiente virtual de EAD (Educação à Distância), com apresentação de slides e áudio transmitido online em tempo real.

Serão apresentadas informações sobre compostagem, substratos, plantio e germinação de sementes, transplante, tratos culturais, adubação, irrigação e colheita.

Foi criado um grupo específico para o curso, para que os alunos possam trocar experiências e receber orientações durante e após o curso.

VALOR: R$ 48,00 (quarenta e oito reais).

Pagamento via boleto bancário ou depósito em conta.

TODOS aqueles que já contribuíram com doações para o projeto estão automaticamente convidados para o curso e não pagam NADA! Basta entrar em contato por email, informando a vontade de participar.

+ infos: tudosobreplantas@gmail.com

Bom curso a todos!

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Cartilha Adubos Verdes para agricultores orgânicos

Cartilha Adubos Verdes

Essa cartilha foi produzida pela FUNDAG (Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola), com informações sobre novas técnicas verdes de adubação, seus benefícios, características, formas de produção e outros fatores.

CLIQUE NA IMAGEM PARA ACESSAR !!

via: [ CI Orgânicos ]

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Guardiões de sementes, um resgate do direito à soberania alimentar

Heloisa Ribeiro

Heloisa Ribeiro

Em São Paulo, comunidades tradicionais chegam a trocar até 80 tipos de sementes crioulas nas feiras que acontecem anualmente no local associadas a saberes que só existem em sua cultura e na relação com a floresta tropical

Por Heloisa Bio

A liberdade de produzir sementes garante a autonomia dos agricultores. As variedades ainda mantidas e multiplicadas em regiões como o Vale do Ribeira, em São Paulo, surgem como recuperadoras da diversidade agrícola e, principalmente, da produção de alimentos saudáveis e adequados do ponto de vista ambiental e social. Ali, comunidades tradicionais chegam a trocar até 80 tipos de sementes crioulas nas feiras que acontecem anualmente no local, associadas a saberes que só existem em sua cultura e na relação com a floresta tropical.

Esses agricultores familiares fazem parte das comunidades quilombolas descendentes de africanos escravizados, que no Vale do Ribeira somam a maior parte das comunidades quilombolas do Brasil, com 66 quilombos identificados (mas somente seis com títulos de terra). Trata-se de um dos mais valiosos corredores socioambientais do país, em meio a maior área remanescente de Mata Atlântica (2,8 milhões de hectares), cujo contato direto com a natureza provê os meios para sua subsistência e reprodução cultural.

Pode-se dizer que as roças quilombolas extrapolam a agricultura tradicional, conforme expressam uma riqueza de conhecimentos e práticas a elas associadas, incluindo o envolvimento de homens, mulheres e crianças na atividade. Usam o sistema de corte e queima, conhecido como coivara, em que trabalham o rodízio de áreas de plantio, deixando-as em pousio (descanso ou repouso dado às terras cultiváveis) por anos até voltarem a ser produtivas.

“Há mais de 300 anos já fazíamos a preservação ambiental, nunca plantamos em topos de morro ou próximo aos mananciais, pois lá, roça não vai e não queremos ficar sem água. Após a queima, logo vê a volta das minhocas nas cinzas e das pacas e catetos”, conta Benedita Dias da Costa, do Quilombo Maria Rosa, com 20 famílias, sobre como as roças tradicionais têm garantido a diversidade no Vale do Ribeira, compreendendo altas taxas de regeneração da mata nativa.

Muitos elementos da cultura que só existem ali, a exemplo das variedades crioulas (sementes adaptadas ao ambiente local) e das práticas de troca, perderam-se com a maior proximidade urbana e, principalmente, com as restrições impostas pela legislação ambiental, que a partir de 2000 passou a exigir o licenciamento das roças tradicionais (conforme Resolução da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de SP, de 2013).

Nesse contexto, a VII Feira de Troca de Sementes e Mudas Tradicionais das Comunidades Quilombolas, que aconteceu entre os dias 22 e 23 de agosto, com realização pelo Instituto Socioambiental (ISA), surge como um importante esforço para resgatar o conhecimento e a criatividade dos agricultores nas adaptações ao diversificado ambiente do Vale do Ribeira.

No Vale, há mais de 30 variedades de batata-doce, catalogadas recentemente pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), de Registro (SP). As diferentes etapas da roça tradicional, as formas de reprodução e a manutenção das sementes pelas comunidades vêm impedindo que a rica diversidade local se perca.

Nesse sentido, as sementes são um ponto chave para a discussão da preservação socioambiental, onde o objetivo é o potencial de se produzir e preservar diversidade para as gerações futuras e não o debate sobre capacidade de volume de produção. A relação entre as sementes crioulas e a forma de plantio tradicional é direta, pois as variedades devem ser plantadas o ano todo pelas comunidades para se manterem.

“O ideal seria criar uma rede de guardiões de sementes, cujos conhecimentos expressam um histórico genético de séculos de adaptação à natureza local. Ao contrário, hoje somos reféns das grandes corporações do agronegócio, cujas sementes híbridas são cada vez menos adaptadas e empobrecidas”, afirmou Lauro Komuro, pesquisador do Centro Paula Souza, presente no seminário que aconteceu durante a VII Feira.

A promotora de Justiça do Distrito Federal e uma das fundadoras do ISA, Juliana Santilli, destacou que o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional considera alimentação não só o atendimento das necessidades biológicas, mas a sustentabilidade socioambiental na produção, e a valorização das culturas alimentares locais. “O Brasil possui até 55 mil espécies de plantas da agrodiversidade, enquanto isso os produtos processados dos supermercados são quase totalmente baseados em quatro espécies de grãos”, destacou Juliana.

De fato, a relação entre agrodiversidade (expressão para a biodiversidade agrícola) e saberes locais é determinante para a adaptação das variedades de plantas. As experiências como o consórcio de espécies, os melhores dias para o plantio ou os segredos sobre como guardar sementes, garantiram a manutenção de cultivos tão variados no Vale do Ribeira, que segundo o coordenador geral da Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica, Pedro Jovchelevich, “muitas não devem ser conhecidas fora da região”.

As bananeiras dão as tradicionais banana ouro e prata, mas também a banana pacová, vinagre, preta e zinga, enquanto os nomes das variedades expostas na VII Feira revelam o quanto são pouco comuns: feijão bico de ouro, milho palha dura, mandioca manteiga, chuchu fofo, arroz vira lomba, mangarito ou cará mandioca.

“Planto todo ano e hoje estou com 73 anos, então acabo conhecendo a ‘mania’ de cada tipo, o ‘arroz três meses’ se plantar em agosto leva cinco meses para colher, mas se plantar em novembro leva três. E não tem como saber o tipo de arroz olhando só a semente, é preciso plantar e ver se nasce tudo com o mesmo verde”, revela o agricultor Hermes, do quilombo Morro Seco.

Outras experiências de preservação de sementes foram trazidas ao encontro, como a da Rede de Sementes do Xingu, criada há sete anos para atender a necessidade de restauração de áreas no Mato Grosso e, hoje, um caso de sucesso na manutenção de espécies florestais. Quando surgiu, contava com dez coletores de sementes que, aos poucos transmitiram conhecimentos aos novos interessados. Atualmente são 350 coletores (indígenas, da agricultura familiar e coletores urbanos).

Em sete anos, o projeto possibilitou uma renda de R$ 1,2 milhão para as famílias envolvidas com a venda das sementes florestais para recuperação de Áreas de Preservação Permanente, Reservas Legais e áreas de compensação ambiental, além do impacto político, de fortalecimento dos grupos locais numa região de graves conflitos sociais.

Já a fundação francesa Kokopelli, que resgata e reproduz sementes orgânicas no mundo, conseguiu catalogar em 20 anos de atividade cerca de 2,5 mil espécies da agrodiversidade, mostrando a possibilidade de criar adaptações de variedades em diferentes ecossistemas.

“Trabalhamos as variedades da chamada ‘polinização aberta’, que se desenvolvem com base nas condições locais, tornando-se cada vez mais diversificadas. Já as monoculturas buscam proteger uma única espécie agrícola e, com isso, eliminam a cadeia alimentar que a sustenta, microrganismos, insetos e outras plantas”, finaliza Clayton França, representante da Associação Kokopelli Brasil.

Fonte: [ Brasil de Fato ]

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A importância das coisas mais orgânicas

Noutro dia comentávamos no grupo de estudos sobre a origem dos “inhames” que plantei e fiquei meio ressabiado; afinal, que problemas poderiam haver? Aí hoje recebi este vídeo…

Pesquisando na Internet, encontrei este trecho, falando sobre o Chlorpropham:

“Na verdade, o composto citado [no vídeo]- chlorpropham ou “bud nip” – é um defensivo agrícola de baixa toxicidade para o homem, utilizado justamente para impedir o brotamento de tubérculos e raízes, como a batata-doce (ou seja, a menina nada mais do que comprovou que o insumo realmente funciona). Isso porque quando a raiz germina, ocorre a produção de solanina, um composto natural de sabor amargo que protege a planta em crescimento de predadores e parasitas, essa sim perigosa a saúde humana.

Não bastasse a alteração sensorial do alimento, a substância é tóxica e sua ingestão pode causar sintomas como alterações gastrointestinais (diarreia, cólica, vômitos) e neurológicas (dor de cabeça, tontura, alucinações), podendo até mesmo levar à morte.

Então gente: quando a menina perguntar qual batata-doce você escolheria comer, você definitivamente não vai querer a brotada.”

http://alimentandoadiscussao.com/2014/04/02/alimentos-organicos-sao-mais-saudaveis/

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O Veneno Está na Mesa 2

Direção: Silvio Tendler

Após impactar o Brasil mostrando as perversas consequências do uso de agrotóxicos em O Veneno está na Mesa, o diretor Sílvio Tendler apresenta no segundo filme uma nova perspectiva. O Veneno Está Na Mesa 2 atualiza e avança na abordagem do modelo agrícola nacional atual e de suas consequências para a saúde pública. O filme apresenta experiências agroecológicas empreendidas em todo o Brasil, mostrando a existência de alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis, que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores.

Com este documentário, vem a certeza de que o país precisar tomar um posicionamento diante do dilema que se apresenta: Em qual mundo queremos viver? O mundo envenenado do agronegócio ou da liberdade e da diversidade agroecológica?

Realização: Caliban Cinema e Conteúdo

Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida
Fiocruz
Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio
Bem Te Vi
Cineclube Crisantempo

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O Bom jeitinho brasileiro – Sítio São José da Família Ferreira

A família Ferreira chegou ao sitio São José em 1987, no início plantavam banana e café em sistema de monocultura, mas a renda era pouca devido as despesas com transporte e como não produziam quase nada para o consumo da família o pouco que recebiam era para pagar despesas.

Em 1999, as coisas começaram a mudar, o agricultor José Ferreira teve a oportunidade de ver uma nova forma de plantar, ao fazer uma visita no Vale do Ribeira em São Paulo, onde pode conhecer os sistemas agroflorestais. A partir desse momento, passou a desenvolver no sítio, junto com sua família, essa nova forma de produção. Trocaram a monocultura pelo plantio diversificado, podendo produzir alimentos e recuperar a terra, que já estava sofrendo um pouco com o pisoteio do gado que também criavam. Iniciaram a partir daí suas experiências com Sistemas Agroflorestais, que atualmente são doze (12).

Os sistemas Agroflorestais do sítio são preparados para produzir em curto, médio e longo prazo, mas além de produzir alimentos para a família, a agrofloresta também foi pensada para a recuperação da Mata Atlântica.

No sítio não tem luz elétrica e para garantir o armazenamento dos alimentos colhidos, para que possam tê-los em períodos fora de safra, possuem um sistema de fabricação caseira a vácuo, sem conservantes e corantes. Produzem conservas (milho, guandu, chuchu, feijão, inhame…), compotas (goiaba, mamão, jabuticaba, jussara…) e doces diversos. Esses produtos contribuem para a sustentabilidade de todos no sítio.

O Sítio São José visa o trabalho de agricultura ecológica para a auto sustentabilidade com qualidade de vida, visando melhorar o desenvolvimento da agricultura familiar com um sistema que seja produtivo sem agredir o meio ambiente.

Sítio São José
Rod. Rio Santos Km 547,5
Rua Sertão do Taquari s/n
Paraty/RJ
http://agroflorestaferreira.blogspot.com

Apoio ao Agroecologo José Ferreira!

Pedido de carta de moção e comparecimento à audiência enviado pelo próprio Zé.

Caros amigos,

É com URGÊNCIA que peço a todos que conhecem a realidade do Sítio São José, em Paraty que façam uma carta de protesto, apoio ou moção pelo fato da posse conferida ao José Ferreira estar em xeque na Justiça Federal, que serão utilizadas na audiência que se dará no dia 19 de março de 2014, às 13h, na 1ª Vara Federal em Angra.

Quem quiser e puder comparecer para a mesma, também é muito válido, fica o convite. Portanto, reitero a URGÊNCIA e IMPORTÂNCIA para que autarquias, civis, instituições públicas e privadas, ONGs, e demais organizações, me encaminhem suas cartas e seus representantes para a audiência, fazendo grande favor ao trabalho construído por nós para comprovar que um mundo sustentado pela agricultura agroecológica é possível.

Está sendo alegado, entre outras coisas, que há interferência antropológica nos limites do Parque Nacional Serra da Bocaina (PNSB), danificando a Mata Atlântica, sendo que, no mesmo laudo, há provas concretas de recuperação e manutenção de área degradada realizada pelas mãos do agricultor e da sua família ao longo dos anos de posse da terra.

As recomendações dadas por parte do requerente são:
• Demolição das edificações existentes com a retirada do entulho resultante e sua destinação adequada fora dos limites do PNSB
• Eliminação das espécies da fauna e flora exóticas (muitas espécies estão constatadas como exóticas de forma errônea no laudo)
• Posterior abandono definitivo da área pelo responsável para recuperação natural da mesma

Não são necessárias mais delongas para quem conhece a história do Sítio São José, bem como a de seu fundador, José Ferreira, que juntamente com sua família lutou para que houvesse interação sustentável entre o homem e a natureza, a qual, por motivos óbvios, não podemos nos desvincular. Ele sempre defende: ‘não é isolando o homem da natureza que vai preservá-la, e sim, reinserindo o homem na sua própria essência enquanto parte dela, através da educação e da agricultura sustentável, que conseguiremos a preservação e reestruturação para esta e as próximas gerações ’.

Segue o e-mail para envio da carta: ferreiraecologia@hotmail.com

O Fórum de Comunidades Tradicionais APOIA a permanência de José Ferreira e sua família no Sítio São José!
Continuamos na LUTA!!

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O perigo da semente

Por Ricardo Philippsen

O relato a seguir é verídico e foi adaptado apenas para fins literários.

horta

Tudo começou com uma ideia que parecia inofensiva: A partir daquele dia, na pequena hortinha no fundo do quintal, eu deixaria as hortaliças completarem seu ciclo de vida. Em outras palavras, deixaria elas produzirem sementes. Esperava assim não precisar comprar mudas ou sementes com tanta frequência.

Eu não fazia ideia do que aconteceria depois disso.

No início fiquei fascinado, descobri flores que eu jamais tinha imaginado existirem, entrei em êxtase quando vi desabrochar a primeira flor da chicória, de um lilás exuberante ela passou a enfeitar a minha horta. As primeiras sementes vieram, amadureceram, foram colhidas e semeadas.

Ah se eu soubesse…

Tudo parecia bem, as mudinhas cresceram como esperado mas algo que eu não tinha previsto começou a acontecer: nem todas as sementes foram colhidas, algumas simplesmente se espalharam desordenadamente pela horta, caíram em canteiros que não lhes tinham sido destinados e foram levadas por pássaros para lugares ainda mais indevidos.

Acabei ficando com dó de arrancar as plantas, não achei que as consequências seriam tão grandes.

Com o passar dos meses fui perdendo o controle, a horta ficou bagunçada. Alface nascia do lado do tomate, as cenouras brotavam por toda parte, framboesas e physalis cresciam ao pé de outras árvores e os canteiros de flores da minha mãe agora estavam infestados de comida.

Talvez eu devesse ter parado mas acabei me acostumando com a ideia e deixei a natureza seguir o seu curso.

Com o tempo não era mais apenas a bagunça, eu tinha um outro problema, a horta tinha se alastrado por todo o pátio. O pátio até que ficou bonito, começou a chamar a atenção, e para não fazer feio começamos a caprichar cada vez mais, eu não poderia admitir pros vizinhos que eu não estava no controle, comecei então, eu mesmo, a fazer canteiros.

Mais um problema. A produção ficou grande demais, e como todo mundo sabe, é pecado jogar comida fora. A solução, ou assim eu pensava, foi dar o excedente aos vizinhos. Ruibarbo para um, espinafre para o outro e em pouco tempo eu tinha as crianças dos vizinhos grudados na cerca pedindo morangos. Dias depois observei uma dessas crianças andar de um lado para o outro com uma enxada na mão, achando que aquilo era algo a ser copiado.

E não foi só isso, os vizinhos não entenderam nada. Ao invés de perceber que eu estava tentando me livrar das sobras eles ficaram felizes, vinham para a cerca conversar e insistiam em retribuír. Quando não era um convite para o café, um pacote de biscoito caseiro ou um pedaço de torta das frutas da minha horta, era um casaco que tava sobrando ou alguma outra coisa que eu talvez pudesse usar.

Para me livrar das folhas que já não serviam para consumo eu jogava elas por cima da cerca para as galinhas de um dos vizinhos. Em pouco tempo começaram a chegar os ovos para retribuir.

Um amigo resolveu agradecer doando esterco das suas vacas.

Ovos valem mais do que restos de folhas, esterco mais do que as poucas verduras, logo, eu tenho que das mais verduras, mas e depois? ganho mais esterco, minha horta produz mais e eu tenho que achar outra pessoa para quem dar mais hortaliças.

Entrei em um ciclo vicioso. Cada vez mais comida, cada vez mais sorrisos, mais conversas e mais sementes. Já não preciso mais ir ao mercado comprar hortaliças, faz anos que eu ganho tanta roupa que não posso mais ir ao shopping comprar minhas próprias, passo tanto tempo na horta que mal sobra tempo para a internet, nem lembro quando foi a última vez que eu assisti televisão.

Sinto que eu estou perdendo o controle das coisas.

Fonte: [ Coletivo BioWit ]

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Apostila de Adubação Orgânica

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Histórias de quem largou o emprego pra viver do que gosta – Marinaldo Pegoraro

Marinaldo Pegoraro

A ideia de amor e liberdade são ressignificadas de acordo com a cultura e com a fase que se vive. Para Marinaldo, uma ideia sobre esses sentimentos se encerrou em Curitiba e outra nova começou em Delfim Moreira, no alto das montanhas de Minas Gerais.

Esses dois elementos tão essenciais pra felicidade estavam presentes na vida de antes, como sócio administrativo, e também estão agora como agricultor de alimentos orgânicos.

O estágio de vida miserável, depressiva e infeliz para que, aí sim, houvesse uma mudança, nunca chegou. Ao invés, foi colocado em prática um dos exercícios mais difíceis: a busca da essência.

Com 49 anos, duas filhas, um filho e mulher, isso foi forte o bastante para deslocar Marinaldo de um ponto a outro.

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Fonte: [ Jardim do Mundo ]

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Usos de cascas de ovos na Jardinagem

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Casca de ovo é composto por 98% de carbonato de cálcio, um nutriente mineral importante para plantas de crescimento rápido, como o tomate.

O cálcio está relacionado ao desenvolvimento de células de plantas. Tomate, pimentão e berinjela também são suscetíveis à podridão apical, que é causada pela deficiência de cálcio.

Outras plantas que beneficiam de cálcio são: maçãs, brócolis, couve de bruxelas, repolho, cenoura, couve-flor, aipo, cerejas, frutas cítricas, coníferas, algodão, melão, uva, feijão, alface, pêssegos, pêras, amendoim e batata.

Você pode adicionar cascas de ovos no fundo da cova de plantio ou moer as cascas em pó e jogá-las ao redor da planta.

Cascas de ovos picadas, espalhadas em volta das plantas também ajudam a impedir caracóis e lesmas. Esses insetos têm a parte inferior mole e não gostam de atravessar as arestas das cascas para alcançar as plantas e mudas.

Certifique-se de lavar as cascas de ovos em primeiro lugar e deixe secar, antes de trituração ou moagem.

Outras maneiras de usar cascas de ovos:

Quebre e coloque no fundo de um pote para ser usado em vez de pedras, são mais leves do que a pedra e boa fonte de nutrição para sua planta.

Como um suplemento alimentar para aves, paixão e lugar perto de um alimentador de pássaros. Aves precisam ingestão de cálcio para postura de ovos.

Coloque ovos esmagados na água durante a noite, próximo dia uso a água para regar as plantas.

Fonte: [ Facilisimo.com ]

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