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As sementes das plantas têm cérebro?

Uma nova pesquisa encontrou grupos de células especializadas em sementes de plantas que efetivamente tomam decisões sobre a germinação, escreve Andrew Masterson.

Grupos especiais de células em uma semente podem se comunicar uns com os outros para decidir quando as condições são certas para a germinação.
foto: Power and Syred / Science Photo Library / Getty

A ortodoxia botânica sustenta que a germinação de plantas é um processo puramente mecanicista, impulsionado inteiramente por estímulos externos. A semente da planta em si não tem voz na matéria.

Uma pesquisa publicada no Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS) , no entanto, está prestes a mudar radicalmente essa ideia.

Cientistas da Universidade de Birmingham descobriram que as próprias plantas determinam quando germinar, efetivamente tomando uma decisão através da interação de dois grupos de células que constituem um análogo de um cérebro.

Os cientistas, liderados por George Bassel, da Escola de Biociências da universidade, descobriram dois tipos de células operando em conjunto nos embriões de uma planta chamada Arabidopsis, ou thale cress. Um grupo de células promove a dormência das sementes, enquanto o outro impulsiona a germinação.

A equipe de Bassel descobriu que os dois grupos funcionam coletivamente como um centro de tomada de decisões movendo os hormônios de um para o outro.

Usando uma variedade geneticamente modificada do agrião que amplifica a sinalização química, os pesquisadores descobriram que os dois hormônios de troca entre os dois grupos de células efetivamente levaram a uma decisão sobre quando desencadear a germinação.

Reconstrução digital de um embrião de planta mostrando a localização dos componentes de tomada de decisão.

A interação entre as células permitiu um maior controle do tempo de germinação, garantindo que o processo não começasse cedo demais – quando condições frias poderiam matar a planta jovem – ou muito tarde, quando níveis mais altos de competição poderiam deixá-lo passar fome.

“Nosso trabalho revela uma separação crucial entre os componentes dentro de um centro de tomada de decisão da fábrica”, explica Bassel.

“No cérebro humano, acredita-se que essa separação introduza um atraso de tempo, suavizando os sinais ruidosos do ambiente e aumentando a precisão com a qual tomamos decisões. A separação dessas partes no ‘cérebro’ da semente também parece ser fundamental para o funcionamento. ”

“As próprias plantas determinam quando germinar”

O co-autor Iain Johnston compara o processo de decisão a decidir se vai ou não ao cinema.

“A separação dos elementos do circuito permite uma paleta mais ampla de respostas aos estímulos ambientais”, diz ele.

“É como a diferença entre ler a crítica de um filme de um crítico quatro vezes, ou amalgamação de quatro opiniões diferentes de críticos antes de decidir ir ao cinema.”

fonte: [ COSMOS ]

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(multiplica!) memória visual da terra #5 – O CÔCO, DA ÁGUA À SEMENTE

com Chelah e Tiê

Projeto itinerante que promove o fortalecimento e multiplicação das sementes crioulas e da biodiversidade a partir da sabedoria ancestral, através de ações para a troca de conhecimentos e sementes livres, registrando iniciativas e nomeando guardiões para espécies quase em extinção.

Integrar e aproximar as comunidades rurais e tradicionais dos centros de permacultura e novos rurais.

A multiplicação não para!

Apoie…
http://www.multiplica.org
https://www.facebook.com/multiplicasabedoria

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Guardiões de sementes, um resgate do direito à soberania alimentar

Heloisa Ribeiro

Heloisa Ribeiro

Em São Paulo, comunidades tradicionais chegam a trocar até 80 tipos de sementes crioulas nas feiras que acontecem anualmente no local associadas a saberes que só existem em sua cultura e na relação com a floresta tropical

Por Heloisa Bio

A liberdade de produzir sementes garante a autonomia dos agricultores. As variedades ainda mantidas e multiplicadas em regiões como o Vale do Ribeira, em São Paulo, surgem como recuperadoras da diversidade agrícola e, principalmente, da produção de alimentos saudáveis e adequados do ponto de vista ambiental e social. Ali, comunidades tradicionais chegam a trocar até 80 tipos de sementes crioulas nas feiras que acontecem anualmente no local, associadas a saberes que só existem em sua cultura e na relação com a floresta tropical.

Esses agricultores familiares fazem parte das comunidades quilombolas descendentes de africanos escravizados, que no Vale do Ribeira somam a maior parte das comunidades quilombolas do Brasil, com 66 quilombos identificados (mas somente seis com títulos de terra). Trata-se de um dos mais valiosos corredores socioambientais do país, em meio a maior área remanescente de Mata Atlântica (2,8 milhões de hectares), cujo contato direto com a natureza provê os meios para sua subsistência e reprodução cultural.

Pode-se dizer que as roças quilombolas extrapolam a agricultura tradicional, conforme expressam uma riqueza de conhecimentos e práticas a elas associadas, incluindo o envolvimento de homens, mulheres e crianças na atividade. Usam o sistema de corte e queima, conhecido como coivara, em que trabalham o rodízio de áreas de plantio, deixando-as em pousio (descanso ou repouso dado às terras cultiváveis) por anos até voltarem a ser produtivas.

“Há mais de 300 anos já fazíamos a preservação ambiental, nunca plantamos em topos de morro ou próximo aos mananciais, pois lá, roça não vai e não queremos ficar sem água. Após a queima, logo vê a volta das minhocas nas cinzas e das pacas e catetos”, conta Benedita Dias da Costa, do Quilombo Maria Rosa, com 20 famílias, sobre como as roças tradicionais têm garantido a diversidade no Vale do Ribeira, compreendendo altas taxas de regeneração da mata nativa.

Muitos elementos da cultura que só existem ali, a exemplo das variedades crioulas (sementes adaptadas ao ambiente local) e das práticas de troca, perderam-se com a maior proximidade urbana e, principalmente, com as restrições impostas pela legislação ambiental, que a partir de 2000 passou a exigir o licenciamento das roças tradicionais (conforme Resolução da Secretaria Estadual de Meio Ambiente de SP, de 2013).

Nesse contexto, a VII Feira de Troca de Sementes e Mudas Tradicionais das Comunidades Quilombolas, que aconteceu entre os dias 22 e 23 de agosto, com realização pelo Instituto Socioambiental (ISA), surge como um importante esforço para resgatar o conhecimento e a criatividade dos agricultores nas adaptações ao diversificado ambiente do Vale do Ribeira.

No Vale, há mais de 30 variedades de batata-doce, catalogadas recentemente pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), de Registro (SP). As diferentes etapas da roça tradicional, as formas de reprodução e a manutenção das sementes pelas comunidades vêm impedindo que a rica diversidade local se perca.

Nesse sentido, as sementes são um ponto chave para a discussão da preservação socioambiental, onde o objetivo é o potencial de se produzir e preservar diversidade para as gerações futuras e não o debate sobre capacidade de volume de produção. A relação entre as sementes crioulas e a forma de plantio tradicional é direta, pois as variedades devem ser plantadas o ano todo pelas comunidades para se manterem.

“O ideal seria criar uma rede de guardiões de sementes, cujos conhecimentos expressam um histórico genético de séculos de adaptação à natureza local. Ao contrário, hoje somos reféns das grandes corporações do agronegócio, cujas sementes híbridas são cada vez menos adaptadas e empobrecidas”, afirmou Lauro Komuro, pesquisador do Centro Paula Souza, presente no seminário que aconteceu durante a VII Feira.

A promotora de Justiça do Distrito Federal e uma das fundadoras do ISA, Juliana Santilli, destacou que o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional considera alimentação não só o atendimento das necessidades biológicas, mas a sustentabilidade socioambiental na produção, e a valorização das culturas alimentares locais. “O Brasil possui até 55 mil espécies de plantas da agrodiversidade, enquanto isso os produtos processados dos supermercados são quase totalmente baseados em quatro espécies de grãos”, destacou Juliana.

De fato, a relação entre agrodiversidade (expressão para a biodiversidade agrícola) e saberes locais é determinante para a adaptação das variedades de plantas. As experiências como o consórcio de espécies, os melhores dias para o plantio ou os segredos sobre como guardar sementes, garantiram a manutenção de cultivos tão variados no Vale do Ribeira, que segundo o coordenador geral da Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica, Pedro Jovchelevich, “muitas não devem ser conhecidas fora da região”.

As bananeiras dão as tradicionais banana ouro e prata, mas também a banana pacová, vinagre, preta e zinga, enquanto os nomes das variedades expostas na VII Feira revelam o quanto são pouco comuns: feijão bico de ouro, milho palha dura, mandioca manteiga, chuchu fofo, arroz vira lomba, mangarito ou cará mandioca.

“Planto todo ano e hoje estou com 73 anos, então acabo conhecendo a ‘mania’ de cada tipo, o ‘arroz três meses’ se plantar em agosto leva cinco meses para colher, mas se plantar em novembro leva três. E não tem como saber o tipo de arroz olhando só a semente, é preciso plantar e ver se nasce tudo com o mesmo verde”, revela o agricultor Hermes, do quilombo Morro Seco.

Outras experiências de preservação de sementes foram trazidas ao encontro, como a da Rede de Sementes do Xingu, criada há sete anos para atender a necessidade de restauração de áreas no Mato Grosso e, hoje, um caso de sucesso na manutenção de espécies florestais. Quando surgiu, contava com dez coletores de sementes que, aos poucos transmitiram conhecimentos aos novos interessados. Atualmente são 350 coletores (indígenas, da agricultura familiar e coletores urbanos).

Em sete anos, o projeto possibilitou uma renda de R$ 1,2 milhão para as famílias envolvidas com a venda das sementes florestais para recuperação de Áreas de Preservação Permanente, Reservas Legais e áreas de compensação ambiental, além do impacto político, de fortalecimento dos grupos locais numa região de graves conflitos sociais.

Já a fundação francesa Kokopelli, que resgata e reproduz sementes orgânicas no mundo, conseguiu catalogar em 20 anos de atividade cerca de 2,5 mil espécies da agrodiversidade, mostrando a possibilidade de criar adaptações de variedades em diferentes ecossistemas.

“Trabalhamos as variedades da chamada ‘polinização aberta’, que se desenvolvem com base nas condições locais, tornando-se cada vez mais diversificadas. Já as monoculturas buscam proteger uma única espécie agrícola e, com isso, eliminam a cadeia alimentar que a sustenta, microrganismos, insetos e outras plantas”, finaliza Clayton França, representante da Associação Kokopelli Brasil.

Fonte: [ Brasil de Fato ]

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Cartilha “Coletar, manejar e armazenar as experiências da Rede de Sementes do Xingu”

Coletar, manejar e armazenar as experiências da Rede de Sementes do Xingu

Para baixar [ CLIQUE AQUI ]!

A recém-lançada cartilha, “Coletar, manejar e armazenar as experiências da Rede de Sementes do Xingu”, mostra o caminho que a semente percorre desde a coleta dos frutos, feita por mais de 350 integrantes da rede, até a sua precificação.

Ainda, um DVD encartado na publicação traz cinco vídeos que retratam as experiências dos coletores.

O primeiro vídeo já está disponível para você assistir agora! http://isa.to/1ss8dcW

Fonte: [ ISA ]

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O Veneno Está na Mesa 2

Direção: Silvio Tendler

Após impactar o Brasil mostrando as perversas consequências do uso de agrotóxicos em O Veneno está na Mesa, o diretor Sílvio Tendler apresenta no segundo filme uma nova perspectiva. O Veneno Está Na Mesa 2 atualiza e avança na abordagem do modelo agrícola nacional atual e de suas consequências para a saúde pública. O filme apresenta experiências agroecológicas empreendidas em todo o Brasil, mostrando a existência de alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis, que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores.

Com este documentário, vem a certeza de que o país precisar tomar um posicionamento diante do dilema que se apresenta: Em qual mundo queremos viver? O mundo envenenado do agronegócio ou da liberdade e da diversidade agroecológica?

Realização: Caliban Cinema e Conteúdo

Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida
Fiocruz
Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio
Bem Te Vi
Cineclube Crisantempo

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Tecnologias do Sítio Maravilha

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A Vida da Plantas – Documentário dublado

A incrível superação das plantas selvagens é o foco desse documentário. Através de imagens belíssimas, “A Vida das Plantas” nos mostra como essas plantas conseguem sobreviver em territórios adversos.

Apesar dos esforços do homem para destruí-las, muitas se desenvolvem em ambientes instáveis e imprevisíveis.

Esse documentário revela os incríveis segredos que essas plantas escondem e que farão com que elas ainda prosperem durante muito tempo.

(dica de Grace Campagnholi Campagnholi)

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Semente transgênica invade o semiárido brasileiro

Entrevista especial com Antônio Barbosa

“Hoje, parte da Política Nacional de Sementes nega a semente crioula, negando a identidade das famílias”, lamenta o coordenador da Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA.

A seca mais intensa dos últimos 30 anos coloca em pauta temas como a convivência com o semiárido e aponta uma preocupação especial em relação às sementes crioulas características de cada município da região Nordeste. Segundo Antônio Barbosa, em consequência da seca e da falta de uma política pública de incentivo aos agricultores, muitas sementes estão desaparecendo e a recuperação das espécies pode demorar de sete a dez anos. Nesse sentido, as políticas públicas “introduzem novas sementes, quando na verdade deveriam partir de uma lógica de resgate, no sentido de apoiar casas e bancos de sementes familiares, sobretudo comunitários”, informa.

Diante desse cenário, outra preocupação é com o aumento da produção agrícola transgênica no semiárido. “A transgenia tem avançado de forma ilegal, especialmente em algumas culturas específicas, como o feijão”. De acordo com Barbosa, o litoral do Nordeste é o canal de entrada das sementes na região. Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, ele esclarece que o “avanço da transgenia não passa necessariamente pelos agricultores. Existe uma distribuição de sementes em pequena escala”. A preocupação, enfatiza, é que “em um período de seca como esse, onde os agricultores perdem suas sementes, haja um avanço das sementes transgênicas”. E dispara: “Se antes nossas sementes não tinham nenhum apoio do Estado, hoje elas são ameaçadas por ele”.

Antônio Barbosa (foto abaixo) é coordenador do programa Uma Terra e Duas Águas, da Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Qual é o conceito de semente crioula adotado pela Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA, e como ela facilita a convivência no o semiárido?

Antônio Barbosa – A ASA e um conjunto de organizações do Brasil têm trabalhado com a perspectiva das sementes crioulas. O semiárido tem várias características. Costumamos dizer que existem vários semiáridos. A Embrapa Semiárido menciona pelo menos 160 tipos de semiáridos. Dentro desse contexto diverso, trabalhamos com a semente crioula, aquela produzida localmente, ou seja, a semente da comunidade de um município. Ela não tem só a ver com o tipo de produção da semente; está associada também à identidade, com a forma como a comunidade a percebe. Portanto, a semente crioula é aquela que a comunidade produz, conhece, sabe qual é o melhor período para plantar e como a semente irá se comportar nas diversas regiões plantadas.

IHU On-Line – Existe uma diversidade de sementes crioulas de acordo com cada região do semiárido?

Antônio Barbosa – Sim. Há uma diversidade grande de sementes crioulas, especialmente na região Amazônica. O Nordeste possivelmente é a região onde se tem a maior variedade de sementes do país, porque 50% das famílias que vivem no meio rural encontra-se nesta região. Elas mantiveram várias características da agricultura tradicional, e por conta disso conseguiram cultivar culturas variadas, como feijão, fava, hortaliças, amendoim e gergelim.

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Extrato inibe enzima ligada a reprodução da Leishmania

Por Júlio Bernardes – jubern@usp.br

Duas técnicas foram usadas para obtenção do extrato da semente de pitanga

Na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga, pesquisa mostra que o extrato supercrítico da semente de pitanga (obtido com adição de solvente em condições críticas de temperatura e pressão, formando um gás, depois convertido em líquido) inibe a atividade da enzima arginase, associada ao metabolismo e a reprodução da Leishmania amazonensis, protozoário causador da leishmaniose.

As sementes são um resíduo não aproveitado pela indústria de alimentos e correspondem a 31% do peso total da fruta.

O extrato poderá ser utilizado na produção de fármacos contra a leishmaniose, doença que atinge a população de países tropicais e subtropicais.

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Pesquisa do Inpa usa semente para purificar água de rio da Amazônia

Uso da moringa evita aplicação de sulfato de alumínio, tóxico para natureza. Técnica também elimina bactérias e torna água própria para uso.

As águas escuras do Rio Negro, no Amazonas, precisam ser clarificadas e purificadas antes de serem consumidas. Um dos produtos usados neste processo é o sulfato de alumínio, tóxico para a natureza. Para evitar a contaminação e melhorar a saúde de comunidades que dependem da água do rio, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) estudou o uso da semente de uma planta, a moringa [ Moringa oleifera ], para tornar potável a água do Rio Negro e conseguiu resultados inesperados.

A moringa é uma planta originária da Índia. Para purificar a água, a semente é extraída e masserada, formando um pó, aplicado no líquido. No Brasil, a planta já é usada para tirar o barro e eliminar bactérias de rios da região Nordeste. Como a quantidade de pó de varia de acordo com as características dos rios e também com o período do ano, “a pesquisa do Inpa foi pioneira”, diz a farmacêutica Edilene Sargentini, que participou dos estudos.

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