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Novidades à base de extratos vegetais para emagrecer

Irvingia_gabonensisO grande avanço tecnológico na área de produtos naturais vem introduzindo novos alimentos e medicamentos à base de extratos vegetais no mercado mundial. Entre eles vale citar os novos produtos que ajudam a emagrecer, promessas para o controle de um dos problemas mais sérios nos países desenvolvidos: o excesso de peso.

Infelizmente nem todos estão disponíveis no Brasil, pois há uma maior exigência da Anvisa apara autorizar a comercialização desses produtos por aqui.

Uma das novidades mais promissoras é um fruto chamado irvingia, ou manga selvagem africana (Irvingia gabonensis), obtido de uma árvore que cresce na África Central. Esse fruto tem sido utilizado na alimentação e como produto medicinal há vários séculos, e seu efeito em reduzir o peso corporal era conhecido das populações locais.

Um programa da Organização Mundial da Saúde (OMS) financiou estudos para validar seu emprego medicinal. Num estudo clínico, com 10 semanas de duração, em 120 pessoas, os pacientes que ingeriram o extrato de irvingia perderam uma média de 7 kg contra 0,5 Kg do grupo placebo.

Ainda não está completamente esclarecido como a irvingia atua, mas se sabe que sua atuação é principalmente no metabolismo das gorduras. Os pacientes que ingeriram o fruto africano tiveram reduções muito significativas do colesterol e dos triglicerídeos no sangue, além de uma diminuição importante do percentual de gordura, mesmo sem uma redução significativa da ingestão calórica.

Outro extrato natural que está sendo comercializado nos Estados Unidos é o de um cactus chamado Hoodia gordoni. Ele já era bem conhecido há muito tempo pelas populações do deserto do Kalahari, que comiam esse cactus para suportar a fome e a sede enquanto atravessavam lugares sem água e alimentos. Os estudos científicos isolaram substâncias conhecidas como “glicosídios pregnânicos” que possuem uma capacidade de inibir a fome cem vezes superior à da glicose, a nível do hipotálamo, no cérebro.

Substâncias muito parecidas foram encontradas também num cactus da Ásia, Caralluma fimbriata. Da mesma forma como a Hoodia, os compostos isolados da caralluma se mostraram potentes inibidores do apetite em estudos farmacológicos.

Na etnofarmacologia, foi constatado que algumas tribos indianas faziam uso tradicional do cactus como um supressor do apetite. Num estudo clínico, o uso de um grama de extrato do cactus ao dia causou redução significativa do peso e a circunferência toráxica, em relação ao placebo.

Esses novos ativos possibilitam uma melhora significativa da eficiência de tratamentos à base de extratos naturais para redução de peso e obesidade. Numa época onde a principal droga convencional para reduzir o apetite, a sibutramina, está cada vez mais condenada, com suspeita de provocar hipertensão e problemas cardíacos, há uma luz para os pacientes que desejam tratamentos mais suaves e seguros.

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Artigo escrito pelo clínico geral Alex Botsaris, autor de livros como Fórmulas Mágicas e Medicina Complementar.

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Curso de Bonsai – ONLINE

Curso Bonsai Tudo Sobre Plantas

Introdução à arte do bonsai, com dicas, cuidados básicos e apresentação detalhada de algumas técnicas que ajudarão os iniciantes a manterem vivas suas plantas.

O curso terá início dia 14 de MAIO de 2014, acontecendo todas as QUARTAS-FEIRAS do mês. Previsão inicial de 2 aulas de até 2 horas cada, de 20h às 22h, podendo haver uma aula extra, caso necessário.

Valor do curso reduzido para que todos possam participar.

Informações e inscrições via EMAIL: tudosobreplantas@gmail.com

Abraços!

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Espinafre: Bom mas com muitas ressalvas

Por que o espinafre faz mal à saúde

Jocelen Mastrodi Salgado*

O consumo do espinafre aumenta a cada dia que passa. O famoso marinheiro Popeye, faz propaganda do alimento, dando a entender que quem come espinafre está sempre forte e pronto para superar qualquer obstáculo. O que poucos sabem, é que no mesmo país de origem do desenho (Estados Unidos), há algumas décadas atrás, a ingestão de leite batido com espinafre (o objetivo era enriquecer a bebida com ferro), causou a morte de crianças recém-nascidas.

A doença ficou conhecida como doença do branco do olho azul, pois o branco dos olhos ficava dessa cor. Posteriormente, descobriu-se que a presença do espinafre no leite era a causadora da tragédia, mas na época (1951) o fato foi encoberto e o desenho do marinheiro Popeye continuou a ser exibido.

Por que devemos tomar cuidado com o espinafre

O espinafre é um dos alimentos vegetais que mais contém cálcio e ferro. Entretanto, esses dois minerais são pouquíssimo aproveitados pelo nosso corpo, já que o alto teor de ácido oxálico no vegetal inibe a absorção e a boa utilização desses minerais pelo nosso organismo. Os estudos mostram também que o ácido oxálico do espinafre pode interferir com a absorção do cálcio presente em leites e seus derivados.

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Projeto Hortas Verticais

Para saber mais:

Horta Vertical com garrafas PET

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Presidente de comissão vê obscurantismo em opositores de feijão transgênico

Edilson Paiva compara risco de semente da Embrapa a ganhar na Mega-Sena várias vezes, acusa críticos de fomentar o medo e vê, no produto, um dos “grandes feitos” da ciência brasileira

Por João Peres, Rede Brasil Atual

Edilson Paiva defende a aprovação da primeira variedade de feijão transgênico no Brasil (Foto: Elza Fiúza/ Arquivo Agência Brasil)

São Paulo – O presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Edilson Paiva, defende, com convicção, a aprovação da primeira variedade de feijão transgênico do país.

Pesquisador aposentado da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ele argumenta em entrevista à Rede Brasil Atual que o fato de a semente geneticamente modificada ter sido produzida pela estatal não influenciou em nada a decisão do colegiado.

“Quando olharem para trás, em um futuro muito próximo, vão considerar isso um dos grandes feitos intelectuais e científicos da ciência brasileira”, defende. “Nem nos países desenvolvidos isso é feito em instituições públicas.”

A CTNBio é o órgão encarregado de estudar impactos ambientais e eventualmente demandar mais pesquisas a respeito de riscos no cultivo de variedades transgênicas. Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a comissão assessora o governo federal sobre questões relacionadas a biossegurança.

Na última semana, cinco dos conselheiros da CTNBio manifestaram, durante a reunião que liberou o feijão transgênico, que precisariam de mais tempo e mais estudos para formular uma posição. A variedade promete resistência ao vírus do mosaico dourado, que provoca perda de produtividade. “Independentemente da argumentação cientifica, a posição deles é a posição ideológica, de retórica, independentemente de qualquer posição cientifica”, ataca Paiva.

Ele também desmerece o estudo da Universidade Federal de Santa Catarina que apontava inconsistências nos estudos apresentados pela Embrapa. Entre outras questões, poucas cobaias foram submetidas a testes – apenas três foram sacrificadas, e alertava-se para a possibilidade de que a alteração genética promovida na semente resultasse em efeitos desconhecidos, que poderiam afetar toda a planta.

Paiva admite que o vírus pode sofrer mutações que inviabilizem a alteração promovida pela Embrapa, e lança mão da máxima “viver é perigoso” para dizer que nada é 100% seguro. “Agora, é improvável. É provável você ganhar na Mega-Sena sozinho? É. É improvável você ganhar na Mega-Sena dez vezes seguidas? É improvável. Só político brasileiro é que ganha.”

[ Confira a seguir trechos da entrevista ]

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Entrevista com Valdely Kinupp

” tudo foi mato um dia, até as pessoas descobrirem que aquilo se poderia comer “

O que de especial te motivou a trabalhar com as plantas alimentícias não-convencionais [PANCs]?

Foi a questão econômica e de sustentabilidade, mas também o prazer de fazer um trabalho novo, praticamente inédito, da forma como foi feito. Pensando numa alternativa, desde a sobrevivência na selva, na lida do campo, mas também numa perspectiva de geração de renda, empregos, conservação da natureza, porque hoje a gente vive uma monotonia alimentar.

As PANCs, e nossa biodiversidade como um todo, seja ornamental, medicinal, madeireira são, muitas vezes, negligenciadas. Especialmente as alimentícias aqui no Brasil – se a gente olhar a nossa mesa, no que existe de cardápio nos restaurantes, dos self-service ou nas gôndolas dos supermercados e nas feiras, praticamente tudo é exótico, pouco é local, com baixa importância regional, nacional e, muito menos, internacional.

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