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Artemísia, a planta do absinto, combate o câncer

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A erva chinesa pouco conhecida pode ser elegível para a crescente lista de assassinos de câncer através de métodos alternativos de tratamento. De acordo com estudos publicados em Life Sciences, Cancer Letters and Anticancer Drugs, Artemisinina, um derivado da planta artemísia comumente usada na medicina chinesa, pode matar células cancerosas, e fazê-lo a uma taxa de 12.000 células cancerosas para cada célula saudável.

“Por si só, a artemisinina é cerca de 100 vezes mais seletivo em matar as células cancerosas ao contrário de células normais. A artemisinina é 34.000 vezes mais potente em matar as células cancerosas ao contrário de seus primos normais. Assim, o processo de marcação parece ter um grande aumento da potência das propriedades anticancerígenas de artemisinina. “- Henry Lai

+ infos (em inglês): [ The Colective Evolution ]

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Pesquisadora explica como o THC mata células cancerosas

Pesquisadora explica como o THC mata células cancerosas

HIGH TIMES – 19/02/2014

Transcrição do vídeo traduzida para o português

“Meu nome é Cristina Sanchéz e eu trabalho na Universidade Complutense de Madri, na Espanha. Eu tenho trabalhado na última década estudando os efeitos antitumorais dos canabinóides.

No início dos anos 60, o pesquisador israelense Raphael Mechoulam caracterizou o componente da maconha responsável pelos seus efeitos psicoativos, o THC. Após a descoberta deste composto, tornou-se óbvio que o THC deveria agir sobre as células ou sobre o organismo através de um mecanismo molecular. Nos anos 80, dois receptores específicos para o THC foram descobertos, denominados receptores canabinóides.

Após a descoberta destes receptores, tornou-se óbvio que nosso corpo sintetiza algo, endogenamente, que se liga a eles. Há poucos anos atrás, alguns destes compostos endógenos foram identificados e foram chamados de endocanabinóides, porque são produzidos endogenamente, dentro de nossos corpos. Estes compostos, os endocanabinóides, juntamente com os receptores canabinóides, são chamados de sistema endocanabinóide, e hoje nós sabemos que este sistema regula várias funções biológicas, como o apetite, comportamento motor, a reprodução e muitas outras funções biológicas, e é por isto que a maconha possui amplo potencial terapêutico.

Nós começamos a trabalhar neste projeto há 12-15 anos atrás. Nós observamos que quando tratamos células tumorais com canabinóides, como o THC, o principal componente psicoativo da Cannabis, nós matamos estas células, então, nós nos deparamos com uma resposta antitumoral. Assim, nós decidimos analisar os canabinóides em modelos animais para o câncer de mama e cérebro. Os resultados que nós obtivemos dizem que os canabinóides podem ser úteis no tratamento do câncer de cérebro e mama.

Nós começamos a desenvolver experimentos em modelos animais para tumores cerebrais (glioblastomas) e nós observamos que os canabinóides são potentes na diminuição do crescimento destes tumores, ocorre morte de células tumorais de diferentes formas e, após a administração dos canabinóides, elas entram em declínio, cometendo suicídio (apoptose), que é algo que você realmente quer quando você tem um tumor.

Uma das vantagens no tratamento do câncer com canabinóides é que eles atacam especificamente as células tumorais. Eles não têm nenhum efeito tóxico nas células normais saudáveis, e esta é uma grande vantagem em relação ao tratamento padrão com quimioterápicos, que atacam basicamente todas as células.

Quando nós começamos a verificar estas propriedades antitumorais nas células cancerosas, nós resolvemos desenvolver estudos metabólicos focando no câncer.

Nos EUA, Cannabis é uma substância classificada no anexo 1 (substâncias sem aplicação médica), e está muito claro, o que é reconhecido por muitos outros pesquisadores, que a planta possui potencial terapêutico. Nós estamos em contato com médicos, oncologistas espanhóis, especialistas em tumores cerebrais e de mama, com o objetivo de testar canabinóides em pacientes humanos.

A maconha, além do THC, produz canabidiol. Este composto é muito especial porque ele não é psicoativo e tem demonstrado uma forte ação antioxidante, protege o cérebro do estresse e de danos, mata células cancerosas e, combinado com o THC, possui efeitos sinérgicos, o que significa que os efeitos benéficos do THC são potencializados.

Neste momento nós temos evidências clínicas suficientes para embasar a ideia de que os canabinóides possuem efeitos antitumorais.

Cannabis possui enorme potencial medicinal.”

http://www.hightimes.com/read/biologist-explains-how-thc-kills-cancer-cells

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Extrato fitoterápico de sucupira é analgésico e anticâncer

Etapas para obtenção dos princípios ativos da semente de sucupira, da esquerda para a direita: coleta de sementes, obtenção do extrato bruto, pré-purificação e isolamento. (Imagem: Antoninho Perri/Unicamp)

Cientistas brasileiros já haviam descoberto que a fava de sucupira é eficaz contra o câncer.

Agora eles descobriram que dois outros compostos também extraídos da sucupira – vouacapano e geranilgeraniol – têm efeitos analgésicos e anticâncer, ou antitumoral.

Os experimentos foram feitos pelo farmacêutico Humberto Moreira Spíndola, do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA), da Unicamp.

Analgésico fitoterápico

Os primeiros resultados positivos os efeitos dos extratos de sucupira foram confirmados em roedores. Trata-se ainda de uma pesquisa básica, mas que traz a possibilidade, em alguns anos, de resultar em um novo produto fitoterápico para o tratamento da dor.

Os cientistas já cogitam de aplicações tópicas como pomadas ou creme de massagem, para aliviar as dores reumáticas, além de um produto de uso oral também indicado para essas dores.

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