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Estudo encontra expressivos níveis de substância cancerígena no arroz brasileiro

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O “celeiro do mundo” está enfrentando problemas com expressivos níveis de arsênio no alimento mais comum de seu povo. Um estudo recente encontrou altos níveis de arsênio no arroz brasileiro. A pesquisa foi motivada por estudos similares que encontraram altos níveis de arsênio em arroz de outros países, incluindo a China, Bangladesh e os Estados Unidos.

O arsênio é uma conhecida substância cancerígena e pode causar alterações no corpo humano, levando a doenças vasculares, diabetes e câncer de bexiga e pele, entre outros. Segundo o pesquisador, o nível médio de arsênio encontrado em amostras de arroz brasileiro que examinou foi de 222 nanogramas por grama de arroz.

“Em especial o arroz integral apresentou maiores concentrações, pois, em geral, o arsênio pode se acumular no farelo”, explica o autor da pesquisa Bruno Lemos Batista, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

Uma das principais razões para a presença de arsênio é o uso de agrotóxicos que poluem o solo e a água, diz Batista.

Necessidade de controle

Com o aumento de arsênio inorgânico (forma mais tóxica de compostos de arsênio) em carne e grãos em todo o mundo, muitos estão pedindo regulamentações mais claras sobre a quantidade de arsênio permitido em alimentos.

The European Food and Safety Authority (EFSA) aconselha que o consumo diário de arsênio seja limitado entre 0,3 a 8 micro gramas por quilo de peso corporal. No ano passado, um grupo de congressistas dos Estados Unidos introduziu uma legislação para limitar a quantidade de arsênio permitido em arroz e seus produtos.

Batista diz que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária realizou consultas públicas para definir um limite para a concentração máxima permitida de arsênio em arroz, mas até a data não há limites formais criados no Brasil. “O controle não é feito constantemente e não temos leis para isso”, afirma.

De acordo com o Ministério da Agricultura do Brasil e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o arsênio não está entre as substâncias tóxicas monitoradas nos alimentos. Batista diz que uma das razões para a falta de legislação é o insuficiente conhecimento sobre arsênio e sua presença em produtos alimentícios no Brasil.

“Temos poucas informações sobre a concentração de arsênio em diferentes produtos brasileiros, incluindo o arroz por exemplo, e diferentes variedades de arroz. Neste sentido, nossa pesquisa não pode parar”, diz Batista.

Fonte: [ Relatos Mundiais ]

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Japão estuda proibir venda de arroz de Fukushima após detectar césio

[ nota do editor: atenção com as “promoções” de arroz japonês. Para variar, o que é considerado lixo e nocivo em outros países, acaba sendo vendido aqui no Brasil como “oferta imperdível”. Fiquem atentos! ]

Níveis de radiação acima do permitido foram detectados em amostra de arroz cultivado a 70 km de usina afetada por tsunami de março

Sacos de arroz do tipo em que radiação foi detectada são vistos em mercado na cidade de Fukushima, Japão (foto: AFP)

O governo japonês anunciou nesta quinta-feira que estuda proibir a venda de arroz de uma área da cidade de Fukushima, a 70 quilômetros da acidentada central atômica, após detectar níveis de césio acima do recomendado em alguns grãos.

A amostra de cereal, na qual foram detectados 630 becquereles de césio radioativo por quilo, acima dos 500 recomendados pelo Executivo japonês, foi cultivada na região montanhosa de Onami, ao oeste da capital da província. “Consideramos restringir os envios de arroz colhido na área de Onami e chegaremos a uma conclusão o mais rápido possível”, afirmou o ministro porta-voz Osamu Fujimura à agência local Kyodo.

É a primeira vez que uma colheita do grão registra níveis tão elevados de césio desde o início da crise nuclear na usina de Fukushima Daiichi, no nordeste do país, atingida pelo terremoto e tsunami do dia 11 de março.

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