Genética ajuda a preservar a Copaíba do Cerrado paulista

A copaíba tem propriedades medicinais e é utilizada na indústria de cosméticos.

Antonio Carlos Quinto , AGÊNCIA USP

Copaíba

São Paulo – Estudos realizados na Estação Ecológica de Assis (EEA) em São Paulo, cuja área é de 1.760 hectares (17,6 milhões de metros quadrados), avaliaram a diversidade genética e o sistema reprodutivo de uma espécie de copaíba (Copaifera langsdorffii). O trabalho realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, traz subsídios para ações eficientes em relação à conservação e manejo da planta.

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Pedidos de proteção de novas variedades de plantas podem ser feitos no site do Mapa

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Os pedidos de proteção intelectual sobre novas variedades de plantas, concedidos pelo Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC), podem ser efetuados diretamente no site do Mapa

Basta acessar www.agricultura.gov.br, seção Serviços, Proteção de Cultivares, programa Cultivarweb.

Além de facilitar o envio e o acompanhamento dos requerimentos de proteção, o sistema reúne as informações do ministério sobre cultivares, incluindo a base de dados do Registro Nacional de Cultivares (RNC), que habilita sementes e mudas à comercialização.

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Criado lubrificante industrial 100% biodegradável

Redação do Site Inovação Tecnológica – 28/08/2009

[img:010170090828_lubrificante_verde.jpg,full,alinhar_esq_caixa]O novo lubrificante industrial é feito à base de óleo de rícino e derivados de celulose, pertencendo a uma nova classe de materiais conhecida como “óleogel”. [Imagem: Sánchez et al.]

Pesquisadores da Universidade Huelva, na Espanha, desenvolveram uma graxa lubrificante para veículos e equipamentos industriais que não utiliza qualquer composto químico contaminante usado nos lubrificantes tradicionais.

O novo lubrificante industrial é feito à base de óleo de rícino e derivados de celulose, pertencendo a uma nova classe de materiais conhecida como “óleogel”, que tira suas propriedades lubrificantes dos materiais celulósicos.

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Cientistas criam plantas que crescem mais rapidamente

Usando uma combinação de três mutações genéticas, pesquisadores especialistas em plantas conseguiram perturbar o processo de recombinação genética durante a formação de células reprodutivas – o pólen masculino e os óvulos femininos. As plantas com tripla mutação produzem pólen e óvulos geneticamente idênticos aos da planta mãe, por meio de simples divisão celular mitótica.

O estudo, publicado pela revista PLoS Biology, pode ajudar os criadores de plantas a se aproximar da geração de safras agrícolas capazes de produzir sementes de maneira completamente assexuada, um processo conhecido como apomixia.

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Comissão aprova uso de semente modificada para se tornar estéril

[img:transg_115.jpg,full,alinhar_esq_caixa]A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou no último dia 17 proposta que libera, em determinadas situações, o plantio, a comercialização e a pesquisa de sementes geneticamente modificadas para serem estéreis. A medida está no substitutivo ao Projeto de Lei 268/07, do deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR).

Atualmente, a Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05) proíbe o uso dessas sementes, que são produzidas a partir de tecnologias genéticas de restrição de uso (ou Gurt, da sigla em inglês para Genetic Use Restriction Technologies). A proibição é explicada, entre outros fatores, pela falta de estudos de segurança sobre o uso das sementes no meio ambiente.

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Empresa lança pílula de tomate para combate ao colesterol

[img:090601144429_tomate_226.jpg,full,alinhar_dir_caixa]O licopeno é pouco absorvido quando ingerido ao natural[*]

Uma empresa de biotecnologia vinculada a Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, está lançando, nesta segunda-feira, um suplemento natural feito de tomates que pode ajudar a combater o colesterol.

O Ateronon contém um ingrediente ativo das dietas comuns na região do Mediterrâneo – o licopeno, um antioxidante que dá a cor avermelhada ao tomate e que auxilia no bloqueio do colesterol LDL, o chamado “mau colesterol”.

Apesar dos potenciais benefícios, a substância é pouco absorvida quando ingerida ao natural. A pílula, portanto, traz uma versão mais refinada e de maior absorção. [*]

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Planta transgênica pode produzir substância contra o HIV

[img:transg_115.jpg,full,alinhar_esq_caixa] Quem diria que, para combater o vírus da Aids, os cientistas fossem lançar mão do tabaco? Claro que não como fumo — uso que faz sabidamente terrível mal à saúde e não teria meio de combater o patógeno –, mas como maneira de produzir um microbicida suficientemente agressivo para, na forma de gel, “desarmar” o HIV.

Já se sabe há algum tempo que uma substância batizada de griffithsina (mais conhecida pela sigla GRFT), produzida naturalmente por algas vermelhas, age como um eficiente inibidor contra o vírus da Aids. Em contato com o HIV, ele quase imediatamente desativa a capacidade do vírus de contaminar células humanas. Ele é, portanto, uma substância candidata a compor um gel que, aplicado na mucosa vaginal ou anal, poderia prevenir a infecção.

Ocorre que sua produção atualmente é complicadíssima e cara demais — muito mais cara do que simplesmente adotar a medida convencional mais barata de prevenção contra o HIV, que é o uso de camisinha.

Foi aí que entrou o grupo de Kenneth Palmer, da Universidade Louisville e da companhia Intrucept Biomedicine LLC, ambas dos Estados Unidos. Eles afirmam que, usando um vírus para alterar geneticamente plantas da espécie Nicotiana Benthamiana (vegetal herbáceo originário da Austrália, rico em nicotina e outros alcalóides), elas passaram a produzir a griffithsina em copiosas quantidades — mais de 1 grama por quilo de folhas da planta.

Com informações do G1

Fonte: [ Correio do Estado ]

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Nota do editor: atenção para a armadilha das informações misturadas!

Primeiro eles tentaram jogar na mídia que os transgênicos seriam a salvação para a fome no mundo. Aí vieram os estudiosos e provaram que o problema da fome se deve, pelo menos em grande parte, à ineficiência da distribuição de alimentos.

Depois tentaram dizer que iríamos comer tomates transgênicos medicinais. Pura falácia, pois todo mundo sabe que uma longa exposição àlgum tipo de medicamento nos torna resistentes à medicação.

Agora eles vem com esse papo de que os transgênicos poderão produzir substâncias contra a AIDS, apelando para o medo generalizado da doença e para o alto custo de produção da substância.

Quem entende um pouco de economia sabe que o que define preço em mercado é demanda. Chama-se Lei da Oferta e Procura. Quanto maior a demanda, maior é a produção, menor é o preço. Quando a oferta é rara, o preço torna-se exorbitante para pessoas comuns.

Como a substância já existe em algas vermelhas, naturalmente. nada mais ecologicamente correto do que selecionar ao longo dos anos as variedades que produzem mais quantidade de GRFT, melhorar as técnicas de extração e aumentar a produção dessas algas.

E cultivar algas não é coisa tão difícil assim, ou é?

Pesquisador investiga metabolismo da cana-de-açúcar

Objetivo é elevar produtividade da planta

[img:EcoBras_Cana.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Entender as redes de interações ligadas ao metabolismo da cana-de-açúcar é fundamental para o desenvolvimento da desejada planta mais produtiva do futuro. A plântula – embrião anterior à formação das primeiras folhas – pode ser um modelo útil para estudar a cana com essa abordagem de sistemas biológicos, de acordo com Marcos Buckeridge, do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Buckeridge, o Laboratório de Fisiologia Ecológica de Plantas (Laifeco) do IB-USP, fundado e dirigido por ele, tem realizado, em plântulas, estudos sobre o metabolismo dos carboidratos da cana-de-açúcar.

Ele apresentou um trabalho feito com plântulas e focado no papel da giberelina – um hormônio que estimula o alongamento e a divisão celular nas células de plantas – no metabolismo da cana-de-açúcar. O estudo correspondeu à tese de doutorado da pesquisadora Andrea Brandão, do Laifeco.

Segundo Buckeridge – um dos responsáveis pela seção de Biomassa do BIOEN e um dos coordenadores da área de biologia da Fapesp – a síntese de giberelina é necessária para que a plântula cresça, as células alonguem e a sacarose seja produzida.

– Quando inibimos a síntese do hormônio, a planta não produziu açúcar e a parede não se modificou. Quando aplicamos o hormônio, vimos que uma parte da planta estendeu mais do que a outra, o que é uma alteração importante na parede celular.

O estudo mostra que o modelo pode permitir o entendimento de mecanismos da extensão celular que são muito importantes para que a planta armazene o açúcar ao crescer.

– Essa abordagem também poderá ser importante para desenvolver o etanol celulósico, já que permite estudar os mecanismos de extensão da parede celular. Com esse conhecimento poderemos afrouxar essa parede e viabilizar a produção do etanol – disse.

De acordo com o cientista, o trabalho concluiu não apenas que a giberelina aumenta a quantidade de sacarose na cana e induz a mudanças na parede celular, mas também permitiu demonstrar que as plântulas são um bom modelo para estudar a divisão celular e a abordagem de sistemas biológicos.

– Precisamos muito de um modelo que permita entender melhor a bioquímica da cana-de-açúcar. Pouca gente trabalha com as plântulas, porque é muito difícil conseguir sementes. Mas a grande vantagem é que há um número menor de células, com uma bioquímica menos complicada e uma ótima possibilidade de conhecer a expressão gênica – explicou.

Os mecanismos presentes na plântula são muito parecidos com os que ocorrem na planta inteira.

– Por isso, quisemos lançar a idéia de utilizar a semente e a plântula como modelo para estudar alguns fenômenos de modo a, em seguida, passar ao colmo, à folha e à flor para entender melhor o funcionamento do sistema metabólico – disse.

O estudo, de acordo com Buckeridge, mostrou que o modelo de plântulas pode ajudar a entender a síntese da parede celular. Nessa fase da vida da planta, todo o aparato sintético está funcionando.

– A germinação é um período de intensificação de divisão celular e a giberelina é um indutor de divisão. A plântula é exatamente onde ocorre a síntese da parede, porque quando a célula se divide ela tem que fazer uma parede celular nova – explicou.

Para Buckeridge, ao entender a síntese das paredes celulares, os geneticistas e biólogos moleculares poderão desenvolver plantas com polissacarídeos atualmente inexistentes na cana-de-açúcar, mas que serão introduzidos a fim de facilitar a hidrólise do etanol celulósico.

– No futuro, com a transcriptômica e a metabolômica, com a simples aplicação de giberelina em plântulas poderemos ver como as redes de interação dos sistemas da planta mudam seu padrão de conexão – afirmou.

AGÊNCIA FAPESP

Fonte: [ Canal Rural ]

CTNBio aprova plantio de algodão transgênico da Dow

[img:transg_115.jpg,full,alinhar_esq_caixa]SÃO PAULO (Reuters) – A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou nesta quinta-feira o plantio comercial do algodão transgênico WideStrike, com tecnologia resistente a insetos, da Dow AgroSciences Industrial, divisão da Dow Chemical.

A variedade foi aprovada por 15 votos dos integrantes da CTNBio, recebendo ainda cinco contrários.

Essa foi a primeira aprovação de transgênico do ano.

“O WideStrike contribui para uma agricultura com práticas mais sustentáveis porque controla a maioria das pragas danosas ao algodão”, afirmou o diretor de Sementes e Biotecnologia da Dow no Brasil, Rolando Alegria, em um comunicado.

Com o transgênico, o produtor pode reduzir o número de aplicação de inseticidas nas lavouras.

Antes de estar disponível, a tecnologia passou por rigorosos testes em várias regiões do país e por análises de laboratório, ressaltou a Dow AgroSciences, lembrando que o produto já é cultivado desde 2004 nos Estados Unidos, onde o óleo e o farelo produzidos a partir das sementes foram aprovados para uso na alimentação humana e animal.

O WideStrike, que controla pragas do algodoeiro como a lagarta-do-cartucho, a lagarta-da-maçã e o curuquerê, também está aprovado para alimentação humana e animal no Canadá e no Japão e para alimentação humana no México, Coréia do Sul e Austrália, segundo a empresa.

O Brasil já conta com autorização para o plantio de algodão transgênico com tecnologias patenteadas por outras empresas (Bayer e Monsanto), além de diversas sementes de milho geneticamente modificado e uma de soja.

O algodão WideStrike, por sua vez, usa a tecnologia Bt, também presente no algodão Bollgard, da Monsanto, também aprovado no Brasil.

“Isso é interessante. Com os mesmos produtos de diferentes empresas, o agricultor pode escolher o que quer plantar. Isso faz que haja uma competição para vendas de sementes positiva para o agricultor. Ele pode ter um preço diferenciado”, afirmou a especialista Alda Lerayer, diretora-executiva do CIB (Conselho de Informações sobre Biotecnologia).

Alda lembrou que o produtor já tem a sua disposição tecnologias semelhantes para o milho transgênico de diferentes empresas, o que também é positivo.

Na última sessão em que foi autorizada uma liberação comercial, em dezembro do ano passado, também um produto da Dow, desenvolvido em parceria com DuPont (o milho transgênico Herculex) recebeu autorização para plantio comercial. .

Muitas variedades aprovadas ainda estão em processo de multiplicação de sementes. Os produtos com plantio mais desenvolvido são a soja Roundup Ready (RR) e o algodão Bollgard, ambos da Monsanto.

A atual safra também foi marcada pelo início do plantio comercial do milho transgênico.

(Reportagem de Roberto Samora; edição de Marcelo Teixeira)

Fonte: [ Reuters ]

E lá foi a minha cartinha…

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Carta à CTNBio, pedindo o cancelamento do processo de liberação do arroz transgênico da Bayer.

Creio que se pelo menos umas 500 mil pessoas fizessem o mesmo, enviando uma carta registrada com aviso de recebimento (AR), o incômodo surtiria efeito.

Bem… Eu fiz a minha parte. E você?

Anderson Porto