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Resolução do CREMESP libera a prescrição de Canabidiol

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CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA
RESOLUÇÃO CREMESP Nº 268, de 07 de outubro de 2014

Regulamenta o uso do canabidiol nas epilepsias mioclônicas graves do lactente e da infância, refratárias a tratamentos convencionais já registrados na ANVISA.

O CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, respectiva e posteriormente alterados pela Lei nº 11.000, de 15 de dezembro de 2004 e Decreto nº 6.821, de 14 de abril de 2009; e

CONSIDERANDO que nos termos do inciso II dos Princípios Fundamentais do Código de Ética Médica, o alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional;

CONSIDERANDO que nos termos do inciso XIX dos Princípios Fundamentais do Código de Ética Médica, o médico se responsabilizará, em caráter pessoal e nunca presumido, pelos seus atos profissionais, resultantes de relação particular de confiança e executados com diligência, competência e prudência;

CONSIDERANDO que, na história da Medicina e da Farmácia, o uso empírico de extratos vegetais no tratamento de inúmeras doenças humanas, evoluiu para o isolamento e a síntese de princípios ativos terapêuticos, e que estes, submetidos a ensaios clínicos cientificamente controlados, podem expressar o seu perfil de eficácia e tolerância;

CONSIDERANDO que a Cannabis sativa contém, dentre seus inúmeros componentes, ora designados canabinóides, o canabidiol (CBD) e que este pode ser isolado ou sintetizado por métodos laboratoriais seguros e confiáveis;

CONSIDERANDO que o CBD não induz efeitos alucinógenos ou indutores de psicose, ou mesmo efeitos inibitórios relevantes na cognição humana; e que possui, nos estudos disponíveis até então, um perfil de segurança adequado e com boa tolerabilidade;

CONSIDERANDO que o CBD tem mostrado em alguns ensaios clínicos placebo-controlados redução de crises convulsivas em pacientes com epilepsia refratária a tratamentos convencionais, ainda que os estudos até agora não exibam, em face do pequeno número de casos, significância estatística comprovada;

CONSIDERANDO que formulações estrangeiras já disponíveis em veiculações para uso oral e com alto nível de pureza de CBD, apresentando teor de delta-9- tetrahidrocanabinol (THC) menor do que 0,6% da solução, tal como o recomendado pelo Food and Drug Administration (FDA/USA);

CONSIDERANDO que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA/Brasil) tem permitido a importação de CBD, em formulações como a referida acima, mediante prescrição e laudo médico que contenha o CID, descrição do caso e justificativa para a utilização do medicamento não registrado no Brasil, em face de refratariedade a alternativas terapêuticas convencionais e já registradas;

CONSIDERANDO que a ANVISA, além do referido acima, tem exigido, para liberar a importação e o uso clínico do fármaco, termo de responsabilidade assinado pelo médico e paciente, ou responsável legal, mediante ciência de que a medicação ainda não foi submetida a eficácia e segurança comprovadas pela referida Agência Nacional;

CONSIDERANDO que algumas das epilepsias mioclônicas graves do lactente e da infância, segundo classificação da Liga Internacional contra a Epilepsia (ILAE), como a síndrome de Dravet, síndrome de West, síndrome de Lennox-Gastaut, assim como a síndrome de Doose, têm evolução natural com alta morbidade e mortalidade, e podem evoluir, em casos refratários a medicações convencionais, para encefalopatia crônica com retardo mental grave, ou profundo, e autismo;

CONSIDERANDO que o uso do CBD é um procedimento terapêutico restrito e excepcional, ainda não registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, porém promissor e de boa tolerabilidade nas situações clínicas acima especificadas e quando adequadamente diagnosticadas;

CONSIDERANDO que a criteriosa ponderação entre os princípios bioéticos da beneficência, não maleficência, justiça e autonomia permitem, nas situações clínicas acima referidas, o uso do CBD, conforme os requisitos justificados acima;

CONSIDERANDO, finalmente, a aprovação na 51ª Reunião de Diretoria de 07/10/2014 e a homologação na 4626ª Sessão Plenária de 07/10/2014;

RESOLVE:

Art. 1º. O canabidiol poderá ser prescrito pelo médico mediante assentimento do paciente e consentimento livre e esclarecido assinado pelo seu responsável legal, para o tratamento das epilepsias mioclônicas graves do lactente e da infância refratárias a tratamentos convencionais.

Art. 2º. A presente Resolução entrará em vigência na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.

São Paulo, 07 de outubro de 2014.

João Ladislau Rosa – Presidente do CREMESP

APROVADA NA 51ª REUNIÃO DE DIRETORIA DE 07/10/2014 E HOMOLOGADA NA 4626ª SESSÃO PLENÁRIA DE 07/10/2014.

Diário Oficial do Estado; Poder executivo, São Paulo, SP. 9 out. 2014. Seção I, p.204

Fonte: [ CREMESP ]

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Suco de canábis como substituto de medicamentos convencionais

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Por: Daia Florios

Embora os resultados possam não ser grande coisa para muitos, em todo o mundo, muitas pessoas estão começando a acordar para os enormes benefícios medicinais que a cannabis tem para oferecer.

Um estudo recente realizado pelo Instituto de Psiquiatria Molecular na Universidade de Bonn, na Alemanha, descobriu que a ativação do sistema canabinóide no cérebro provoca a liberação de antioxidantes que agem como um mecanismo de limpeza. Este processo é conhecido para remover as células danificadas e melhorar a eficiência das mitocôndrias, suas fontes de energia. O estudo foi publicado na Philosophical Transactions da Royal Society.

Existe uma grande quantidade de estudos que comprovam a potencialidade na cannabis na cura de doenças, inclusive o câncer.

Da mesma forma, uma outra quantidade de estudos comprovam os malefícios da cura com medicamentos, que podem matar mais de 100.000 pessoas a cada ano, e que uma dieta baseada em vegetais pode prevenir mais de 60% das mortes por doenças crônicas.

É hora de perder o nosso estigma sobre a cannabis. A única razão pela qual nós a vemos como uma coisa negativa é porque a cannabis ameaça vários setores (inclusive a indústria farmacêutica) além de poder incidir fortemente no setor agrícola como substitutiva do algodão, do petróleo e muito mais. A Cannabis tem mais de 50.000 usos e poderia ajudar a transformar o nosso mundo. Estas informações geralmente são ofuscadas pela violência causada pelo tráfico de drogas, assunto completamente fora da discussão sobre os benefícios da planta, que tratamos aqui.

Os canabinóides têm sido comprovados como úteis na redução das células cancerosas, pois têm um grande impacto sobre a reconstrução do sistema imunológico. Embora nem todos os gêneros de cannabis tenham o mesmo efeito, mais e mais pacientes estão vendo o sucesso na redução do câncer em um curto período de tempo usando a cannabis. Ao contrário do pensamento popular e sua crença, fumar a cannabis não ajuda no tratamento da doença dentro do corpo, pois os níveis terapêuticos não podem ser alcançado através do fumo. Comendo a planta ou o óleo dela extraído, é a melhor maneira de obter os canabinóides que são as substancias benéficas.

Outro aspecto no fumar a cannabis que deve ser considerado é o fato que, quando a cannabis é aquecida e queimada ela muda a sua estrutura química e a acidez do THC muda a sua capacidade terapêutica. Além disso, sempre que se queima e se inala algo, cria-se uma oxidação dentro do corpo. Essa oxidação não é saudável para o corpo e pode conduzir a problemas de saúde em si. É por isso que os antioxidantes são uma parte importante de qualquer dieta saudável.

Veja aqui um vídeo sobre o tratamento com a cannabis, usada crua em sucos.

Fonte: [ Growroom ]

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Pesquisadora explica como o THC mata células cancerosas

Pesquisadora explica como o THC mata células cancerosas

HIGH TIMES – 19/02/2014

Transcrição do vídeo traduzida para o português

“Meu nome é Cristina Sanchéz e eu trabalho na Universidade Complutense de Madri, na Espanha. Eu tenho trabalhado na última década estudando os efeitos antitumorais dos canabinóides.

No início dos anos 60, o pesquisador israelense Raphael Mechoulam caracterizou o componente da maconha responsável pelos seus efeitos psicoativos, o THC. Após a descoberta deste composto, tornou-se óbvio que o THC deveria agir sobre as células ou sobre o organismo através de um mecanismo molecular. Nos anos 80, dois receptores específicos para o THC foram descobertos, denominados receptores canabinóides.

Após a descoberta destes receptores, tornou-se óbvio que nosso corpo sintetiza algo, endogenamente, que se liga a eles. Há poucos anos atrás, alguns destes compostos endógenos foram identificados e foram chamados de endocanabinóides, porque são produzidos endogenamente, dentro de nossos corpos. Estes compostos, os endocanabinóides, juntamente com os receptores canabinóides, são chamados de sistema endocanabinóide, e hoje nós sabemos que este sistema regula várias funções biológicas, como o apetite, comportamento motor, a reprodução e muitas outras funções biológicas, e é por isto que a maconha possui amplo potencial terapêutico.

Nós começamos a trabalhar neste projeto há 12-15 anos atrás. Nós observamos que quando tratamos células tumorais com canabinóides, como o THC, o principal componente psicoativo da Cannabis, nós matamos estas células, então, nós nos deparamos com uma resposta antitumoral. Assim, nós decidimos analisar os canabinóides em modelos animais para o câncer de mama e cérebro. Os resultados que nós obtivemos dizem que os canabinóides podem ser úteis no tratamento do câncer de cérebro e mama.

Nós começamos a desenvolver experimentos em modelos animais para tumores cerebrais (glioblastomas) e nós observamos que os canabinóides são potentes na diminuição do crescimento destes tumores, ocorre morte de células tumorais de diferentes formas e, após a administração dos canabinóides, elas entram em declínio, cometendo suicídio (apoptose), que é algo que você realmente quer quando você tem um tumor.

Uma das vantagens no tratamento do câncer com canabinóides é que eles atacam especificamente as células tumorais. Eles não têm nenhum efeito tóxico nas células normais saudáveis, e esta é uma grande vantagem em relação ao tratamento padrão com quimioterápicos, que atacam basicamente todas as células.

Quando nós começamos a verificar estas propriedades antitumorais nas células cancerosas, nós resolvemos desenvolver estudos metabólicos focando no câncer.

Nos EUA, Cannabis é uma substância classificada no anexo 1 (substâncias sem aplicação médica), e está muito claro, o que é reconhecido por muitos outros pesquisadores, que a planta possui potencial terapêutico. Nós estamos em contato com médicos, oncologistas espanhóis, especialistas em tumores cerebrais e de mama, com o objetivo de testar canabinóides em pacientes humanos.

A maconha, além do THC, produz canabidiol. Este composto é muito especial porque ele não é psicoativo e tem demonstrado uma forte ação antioxidante, protege o cérebro do estresse e de danos, mata células cancerosas e, combinado com o THC, possui efeitos sinérgicos, o que significa que os efeitos benéficos do THC são potencializados.

Neste momento nós temos evidências clínicas suficientes para embasar a ideia de que os canabinóides possuem efeitos antitumorais.

Cannabis possui enorme potencial medicinal.”

http://www.hightimes.com/read/biologist-explains-how-thc-kills-cancer-cells

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Canabinoides podem reduzir até 90% do câncer de pele em 20 semanas, segundo estudo

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Um novo estudo realizado pelo Instituto Metropolitano de Saúde Pública de Tókio, e publicado pelo Journal of Pharmacy and Pharmacology, descobriu que os canabinoides podem reduzir até 90% do câncer de pele em um período de apenas 20 semanas. Neste estudo os pesquisadores utilizaram canabinoides sintéticos (normalmente, canabinoides naturais provenientes da flor da maconha são mais fortes e eficazes*) em camundongos com câncer de pele, durante um período de 20 semanas. Ao finalizar o estudo, descobriram que os canabinoides tiveram um efeito extremamente positivo, reduzindo o câncer de pele dos ratinhos em até 90%. Os canabinoides também produziram um excelente efeito antitumoral.

Os pesquisadores concluem:

“Esta é o primeiro relatório indicando as relações de atividades estruturais e as atividades anti-inflamatórias dos canabinoides sintéticos na inflamação induzida por TPA em ratos”. E finalizam… “Os resultados sugerem que os canabinoides sintéticos, tais como JWH-018, -122 e -210, podem ser utilizados na de câncer no futuro”.

Porém essa pesquisa não releva nada de extremamente novo. Há muitos anos que existem pessoas se tratando com o óleo de maconha, o Hemp Oil (RSO), para cuidar de câncer de pele assim como diversos outros tipos de câncer. Por conta da proibição, pouquíssimas pessoas tem acesso à esse valioso medicamento e ainda sofrem com as alternativas legalizadas como a quimioterapia e radioterapia. Mas a internet tem facilitado o compartilhamento de informações e o que antes era restrito à alguns lugares, hoje pode ser produzido em qualquer lugar do mundo.

Um exemplo é Rick Simpson, o homem que (re) descobriu o Óleo de Maconha para o tratamento de câncer, produziu o documentário “Run From The Cure” e vem lutando há vários anos pelo direito dos pacientes se tratarem com uma das melhores alternativas possíveis, o Hemp Oil. No documentário ele ensina como produzir seu próprio óleo de maneira segura, além de mostrar diversos testemunhos de pacientes que se trataram com o óleo e se curaram. Vale a pena conferir para entender mais sobre o o Hemp Oil e como ele irá revolucionar o tratamento de câncer no futuro.

[ Aprenda como fazer o Hemp Oil ]

Fonte: [ Journal of Pharmacy and Pharmacology ]

via: [ CHARAS ]

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O cérebro fabrica maconha

httpv://youtu.be/uY66D1B2RJQ

Roberto Lent é autor do livro Cem Bilhões de Neurônios? – Conceitos Fundamentais de Neurociência (Editora Atheneu) e professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Neste vídeo, Roberto Lent fala sobre a descoberta, por pesquisadores de São Paulo, de novas substâncias canabinoides produzidas pelos neurônios.

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