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O que sabemos hoje sobre Cannabis Medicinal

[01/07/2019] Estou um tanto cansado, ainda sob efeito de tantas informações precisas, contundentes e dissipadoras de quaisquer dúvidas que porventura ainda pudessem existir em meu ser. O seminário foi proveitoso e maravilhoso em todos os sentidos.

Anderson Porto, do Tudo Sobre Plantas

Hoje tenho a certeza completa de que essa planta chamada de [ Cannabis sativa ] merece ocupar o seu devido espaço na cultura mundial dos povos.

É uma medicina que atende uma demanda de qualidade crescente, finalmente entendi porque o extrato integral é mais eficaz que qualquer canabinoide isolado, mais estudos trarão a personalização tanto do tratamento como dos teores de cannabinoides e, muito em breve, todos nós poderemos usufruir livremente de seus benefícios, seja plantando para o próprio consumo, seja via associações, seja via comunidades de produtores, seja via produção industrial. Com efeitos psicoativos ou sem.

A luta AGORA é pelo acesso justo, pois as qualidades medicinais estão cientificamente (com)provadas.

Eis algumas doenças que podem ser tratadas com os canabinoides da maconha: dor (dores crônicas), ansiedade, angustia, dispneia, insônia, depressão, náuseas, solidão, autismo, alzheimer, TDAH, esclerose múltipla, fibromialgia, epilepsia, anorexia, câncer, parkinson, glaucoma, diabetes…

Meu conselho, portanto, é: pesquise, informe-se, procure saber se você tem alguma doença tratável com Cannabis Medicinal.

Eis algumas informações que é bom saber:

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Congresso dos EUA legaliza cultivo industrial do cânhamo

Plantação de “hemp” / cânhamo – Foto: autor desconhecido.

Washington, 13 dez 2018 (AFP) – O Congresso dos Estados Unidos aprovou na quarta-feira a legalização do cultivo de cânhamo em grande escala e sua eliminação de uma lista de substâncias controladas.

“Esse é o ponto culminante de muito trabalho de muitos de nós aqui em Washington, mas na realidade a vitória é para os produtores, processadores, fabricantes e consumidores que se beneficiarão deste mercado em crescimento”, disse o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell.

A medida “legaliza o cânhamo como um produto agrícola” e o remove da lista de substâncias controladas, enquanto permite que os pesquisadores solicitem subsídios federais e tornem o cânhamo elegível para o seguro de cultivos, explicou McConnell.

A medida foi apoiada por republicanos e democratas, que argumentaram que se trata de uma oportunidade para os agricultores americanos.

O projeto de lei foi adotado pela maioria na Câmara de Representantes por 369 contra 47, depois de ser aprovado com folga no Senado (87-13) no dia anterior.

Para entrar em vigor, a lei ainda precisa ser sancionada pelo presidente Donald Trump.

Fonte: economia.uol.com.br

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Uso crônico de óleo rico em THC pode trazer riscos pra Saúde?

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ME PERGUNTARAM SE O USO CRONICO DE ÓLEO RICO EM THC PODE TRAZER RISCOS PRA SAÚDE.
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Paulo Fleury Teixeira*

Em primeiro lugar essa pergunta da forma como foi feita, por honestidade, deve ter uma só resposta: Sim.
Mas essa resposta seria a mesma se vc me perguntasse: o uso do óleo de CBD pode trazer efeitos negativos…? Sim
O uso da melatonina, pode? sim
O uso da vitamina C? Sim
O uso de…? Sim

Então a pergunta não deve ser essa pq ela não discrimina nada, pois, por princípio tudo na vida traz riscos e ao fim sabemos q a vida termina inexoravelmente na morte.

A pergunta mais esclarecedora seria então: quais seriam esses riscos e qual a sua frequencia, a sua incidência? Em geral as info não estão completamente disponíveis e então temos estimativas mais ou menos precisas disso.

No caso dos produtos com alto teor de thc, maconha, haxixe, óleos etc. quais seriam os riscos de longo prazo?

o q registramos é justo o contrário, em geral ocorre (grande) melhora no seu desempenho / desenvolvimento.

A primeira coisa q nos tranquiliza, sobretudo, é q não existem riscos organicos comprovados, ou seja nao existe doença ou evento (tipo infarto, avc, trombose, etc) q esteja comprovadamente relacionada/o ao uso de maconha e seus extratos.

Em nenhum sistema do nosso corpo: digestivo, cardiovascular, respiratorio, hepático, metabolico, respiratório, cancer etc… Isso é importantíssimo, qto mais qdo comparamos com os riscos e efeitos colaterais frequentes dos medicamentos q a maconha, ou o oleo rico em thc ou em cbd, pode substituir.

Os riscos estariam entao confinados ao campo psicossocial. Os riscos seriam de:

1. alterações psicquicas negativas (crises etc). Esses riscos existem e são presentes de várias formas e intensidades, na minha experiencia, seja no uso de cbd ou de thc.

Qual é o % em q eles aparecem? É dificil de estimar, mas com os dados q tenho dos ptes autistas é algo em torno de 10% dos casos q tem essas reaçoes. Mtas vezes ligadas à associação com uso de medicamentos neuropsi ou retirada desses medicamentos. E o q é mais importante e fundamental, essas crises são, em grande parte das vezes controláveis e o tto pode e deve continuar com benefícios pro paciente. Sobretudo com a retirada controlada dos outros medicamentos.

2. Perda de desempenho seja escolar ou no trabalho ou na vida social. Alega-se q o consumo intensivo de maconha está associado a alterações psicocomportamentais q resultam em perda do desempenho. Por exemplo, falta de vontade, disturbios de memória e cognitivos. Qual é o risco estimado disso ocorrer?

Não está claro e , o q é mais importante para nós, curiosamente esses problemas não tem sido identificados na literatura sobre o uso medicinal (não q eu saiba) e, em nossos pacientes crianças e adolescentes, por exemplo epiléticos e autistas, o q registramos é justo o contrário, em geral ocorre (grande) melhora no seu desempenho / desenvolvimento, seja com o uso de cbd ou, como é a maioria dos meus pacientes, com o uso de thc.

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* Paulo Fleury Teixeira​ é médico, pioneiro na pesquisa sobre o uso da Cannabis no Brasil e recentemente apresentou ao público os resultados do seu tratamento experimental para tratar de sinais, sintomas e distúrbios associados ao autismo.

foto: Shutterstock/Tatevosian Yana

+ infos: Uso do óleo da Cannabis gera resultados satisfatórios no tratamento do autismo

 

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Resolução do CREMESP libera a prescrição de Canabidiol

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CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA
RESOLUÇÃO CREMESP Nº 268, de 07 de outubro de 2014

Regulamenta o uso do canabidiol nas epilepsias mioclônicas graves do lactente e da infância, refratárias a tratamentos convencionais já registrados na ANVISA.

O CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso das atribuições conferidas pela Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, respectiva e posteriormente alterados pela Lei nº 11.000, de 15 de dezembro de 2004 e Decreto nº 6.821, de 14 de abril de 2009; e

CONSIDERANDO que nos termos do inciso II dos Princípios Fundamentais do Código de Ética Médica, o alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional;

CONSIDERANDO que nos termos do inciso XIX dos Princípios Fundamentais do Código de Ética Médica, o médico se responsabilizará, em caráter pessoal e nunca presumido, pelos seus atos profissionais, resultantes de relação particular de confiança e executados com diligência, competência e prudência;

CONSIDERANDO que, na história da Medicina e da Farmácia, o uso empírico de extratos vegetais no tratamento de inúmeras doenças humanas, evoluiu para o isolamento e a síntese de princípios ativos terapêuticos, e que estes, submetidos a ensaios clínicos cientificamente controlados, podem expressar o seu perfil de eficácia e tolerância;

CONSIDERANDO que a Cannabis sativa contém, dentre seus inúmeros componentes, ora designados canabinóides, o canabidiol (CBD) e que este pode ser isolado ou sintetizado por métodos laboratoriais seguros e confiáveis;

CONSIDERANDO que o CBD não induz efeitos alucinógenos ou indutores de psicose, ou mesmo efeitos inibitórios relevantes na cognição humana; e que possui, nos estudos disponíveis até então, um perfil de segurança adequado e com boa tolerabilidade;

CONSIDERANDO que o CBD tem mostrado em alguns ensaios clínicos placebo-controlados redução de crises convulsivas em pacientes com epilepsia refratária a tratamentos convencionais, ainda que os estudos até agora não exibam, em face do pequeno número de casos, significância estatística comprovada;

CONSIDERANDO que formulações estrangeiras já disponíveis em veiculações para uso oral e com alto nível de pureza de CBD, apresentando teor de delta-9- tetrahidrocanabinol (THC) menor do que 0,6% da solução, tal como o recomendado pelo Food and Drug Administration (FDA/USA);

CONSIDERANDO que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA/Brasil) tem permitido a importação de CBD, em formulações como a referida acima, mediante prescrição e laudo médico que contenha o CID, descrição do caso e justificativa para a utilização do medicamento não registrado no Brasil, em face de refratariedade a alternativas terapêuticas convencionais e já registradas;

CONSIDERANDO que a ANVISA, além do referido acima, tem exigido, para liberar a importação e o uso clínico do fármaco, termo de responsabilidade assinado pelo médico e paciente, ou responsável legal, mediante ciência de que a medicação ainda não foi submetida a eficácia e segurança comprovadas pela referida Agência Nacional;

CONSIDERANDO que algumas das epilepsias mioclônicas graves do lactente e da infância, segundo classificação da Liga Internacional contra a Epilepsia (ILAE), como a síndrome de Dravet, síndrome de West, síndrome de Lennox-Gastaut, assim como a síndrome de Doose, têm evolução natural com alta morbidade e mortalidade, e podem evoluir, em casos refratários a medicações convencionais, para encefalopatia crônica com retardo mental grave, ou profundo, e autismo;

CONSIDERANDO que o uso do CBD é um procedimento terapêutico restrito e excepcional, ainda não registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, porém promissor e de boa tolerabilidade nas situações clínicas acima especificadas e quando adequadamente diagnosticadas;

CONSIDERANDO que a criteriosa ponderação entre os princípios bioéticos da beneficência, não maleficência, justiça e autonomia permitem, nas situações clínicas acima referidas, o uso do CBD, conforme os requisitos justificados acima;

CONSIDERANDO, finalmente, a aprovação na 51ª Reunião de Diretoria de 07/10/2014 e a homologação na 4626ª Sessão Plenária de 07/10/2014;

RESOLVE:

Art. 1º. O canabidiol poderá ser prescrito pelo médico mediante assentimento do paciente e consentimento livre e esclarecido assinado pelo seu responsável legal, para o tratamento das epilepsias mioclônicas graves do lactente e da infância refratárias a tratamentos convencionais.

Art. 2º. A presente Resolução entrará em vigência na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.

São Paulo, 07 de outubro de 2014.

João Ladislau Rosa – Presidente do CREMESP

APROVADA NA 51ª REUNIÃO DE DIRETORIA DE 07/10/2014 E HOMOLOGADA NA 4626ª SESSÃO PLENÁRIA DE 07/10/2014.

Diário Oficial do Estado; Poder executivo, São Paulo, SP. 9 out. 2014. Seção I, p.204

Fonte: [ CREMESP ]

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ILEGAL

ILEGAL conta a história de Katiele, uma brasileira que luta para tratar a epilepsia de sua filha de 5 anos com CBD, uma substância derivada da maconha e proibida no país.

O filme é parte do projeto REPENSE, que pretende trazer informação e debate em torno do uso da Cannabis medicinal.

APOIE O PROJETO EM: http://www.catarse.me/REPENSE

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Cientistas norte-americanos descobriram que Cannabidiol impede metástase de células cancerígenas

Em breve, pacientes diagnosticados com câncer podem não ter mais que temer o risco de tumores se espalharem pelo corpo. Cientistas do Centro Médico Pacífico da Califórnia, em São Francisco, acreditam ter descoberto uma forma de impedir a metástase, que consiste em uma das principais causas da morte de pessoas com a doença.

A substância “milagrosa” é o Cannabidiol ou CBD, um composto derivado da maconha que não possui efeito psicoativo. Os microbiologistas Sean McAllister e Pierre Desprez aplicaram o CBD em células com alta concentração do ID-1, gene cancerígeno responsável pela metástase, e o processo de reprodução celular voltou ao normal.

“O que descobrimos foi que o Cannabidiol pode desativar esse gene”, explicou Desprez ao jornal norte-americano Huffington Post. As células pararam de se difundir e imigrar para outros tecidos.

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