O que não te contaram sobre o Míldio nas parreiras

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Todo ano é a mesma coisa. Chega uma certa época do ano e a parreira é “atacada” por este fungo e perde todas as folhas.

Segundo a literatura sobre cultivo de parreiras de uvas:

com a chegada do verão e início das chuvas, a viticultura passa pelo momento mais crítico com relação ao míldio, doença causada pelo fungo Plasmopara viticola – provavelmente a mais séria das doenças para a cultura da uva. O míldio é uma doença mundial, sendo problema onde o desenvolvimento da cultura é acompanhado pela alta umidade e temperaturas moderadas a quentes. A temperatura ótima para o desenvolvimento da doença é de 18oC a 24oC, com um mínimo de 12oC a 13oC e um máximo de 30oC.“[1]

Pois bem… Ao longo dos anos comecei a reparar que as plantas desenvolveram interações com outras espécies no meio ambiente. Elas literalmente “conversam” com insetos através de atrativos químicos e outras formas de comunicação.

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Comecei a perceber então que o “míldio” faz parte do ciclo natural da Vitis vinifera, ocorrendo todos os anos. Sua função é fazer com que a parreira perca suas folhas, e assim elas possam armazenar água para a época de dormência (abril a agosto).

Perder as folhas significa menos evapotranspiração. A planta passa a bombear menos água para a atmosfera, digamos assim.

É claro, ocorrer naturalmente não significa que deva-se deixar se instalar ou alastrar num cultivo destinado a comercialização. Ao investir numa produção de uvas gasta-se tempo e dinheiro, e portanto torna-se necessário obter um retorno desse investimento.

Para isso, em um cultivo que respeite o meio ambiente, existem as plantas bioindicadoras (pr ex., roseiras) plantadas perto, fungicidas e fertilizantes orgânicos. As soluções existem.

Em cultivos caseiros não há necessidade de combate. Basta acompanhamento. Você abdica do controle em prol do ciclo natural e apenas observa a natureza seguir seu curso.

Quis apenas trazer esse assunto à baila porque reparei que esse pequeno “detalhe”, a ocorrência de forma natural do míldio não é destacada devidamente nas publicações sobre este assunto. Ninguém fala sobre isso.

Colocam sempre o míldio como uma praga, devastador, etc., sem comentar sobre ele fazer parte do ciclo natural da Vitis vinifera.

Interessante, não?

Abraços!

Anderson Porto
(25/04/2017)
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[1] http://www.grupocultivar.com.br/artigos/uva-hora-do-ataque-do-mildio

[2] Mais infos sobre Vitis vinifera: http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=22240

Avatar estava certo: as plantas podem se comunicar através do solo

O que era uma ficção pode ser real, segundo estudo conduzido pelo doutor David Johnson da Universidade de Aberdeen, na Escócia. Ele descobriu que as plantas realmente se comunicam umas com as outras através do solo.

A chave para essa comunicação está em um fungo de solo, que atua como um mensageiro Foto: sxc.hu
A chave para essa comunicação está em um fungo de solo, que atua como um mensageiro
Foto: sxc.hu

Quem conferiu o longa-metragem Avatar (2009, James Cameron) deve recordar da floresta conectada apresentada pelo filme. Mas o que era uma ficção, pode ser real, segundo o estudo conduzido pelo doutor David Johnson da Universidade de Aberdeen, na Escócia. Ele descobriu que as plantas realmente se comunicam umas com as outras através do solo.

Outras pesquisas já demonstravam que essa comunicação pode ser feita por meio de vibrações “nanomecânicas” e por liberação de gases invisíveis

O estudo aponta, por exemplo, que quando os vegetais são infectados com certas doenças eles alertam outras plantas próximas para ativar genes que afastam o problema, e a chave para essa comunicação está em um fungo de solo, que atua como um mensageiro.

As pesquisas foram iniciadas após descoberta de pesquisadores chineses em 2010, segundo a revista The Economist. Eles identificaram uma planta de tomate infectada por uma praga que foi capaz de alertar as plantas próximas da fruta, que então, preparam a defesa. Eles só não sabiam como elas conseguiram se comunicar.

A resposta estava nos fungos, descobriram os escoceses, devido à relação simbiótica existentes entre o Reino Fungi e algumas plantas. Esta relação natural permite que as plantas forneçam alimentos aos fungos e eles retribuam com minerais.

Uma das aplicações desse estudo seria na agronomia. Com a teoria é possível que entendam como alguns vegetais poderiam incentivar outros a crescerem e ampliar os resultados da colheita.

[ Clique aqui e acompanhe detalhes do experimento ]

Fonte: [ IBahia ]

Na Amazônia, uma disputa entre cônsul e Ibama pelo livro sagrado

Receitas xamânicas foram produzidas e compiladas em livro na língua nativa da etnia Kaxinawá, em aldeia (na foto) localizada no Baixo Rio Jordão (AC) Divulgação/Ibama
Receitas xamânicas foram produzidas e compiladas em livro na língua nativa da etnia Kaxinawá, em aldeia (na foto) localizada no Baixo Rio Jordão (AC) Divulgação/Ibama

RIO – A ação de uma ONG baiana, presidida pelo cônsul honorário da Holanda em Salvador, numa terra indígena no Acre, quase na fronteira com o Peru, pôs o Ibama em alerta e se transformou em mais um rumoroso episódio de suspeita de acesso ilegal ao patrimônio genético da biodiversidade brasileira. Em jogo, o conteúdo de um livro da etnia Kaxinawá, com a linguagem e as receitas xamânicas relacionadas a 516 ervas medicinais, que teriam o poder de curar 386 tipos de doenças tropicais, especialmente provocadas pelo contato entre o homem e outros animais.

O caso remonta ao ano de 2010, quando o etnomusicólogo brasileiro Ricardo Pamfilio de Souza, financiado pela ONG Arte, Meio Ambiente, Educação e Idosos (Amei), entrou em contato com o pajé Augustinho, da Terra Indígena Kaxinawá do Baixo Rio Jordão (AC), uma das onze áreas oficialmente povoadas pela etnia em solo brasileiro. O Brasil tem cerca de 6 mil índios Kaxinawá. Outros 4 mil vivem no Peru.

Da conversa entre o visitante e o pajé, surgiu o projeto para publicar um livro, em língua nativa, cujo objetivo seria preservar a cultura e o Hãtxa Ruin — a língua dos Kaxinawá. Ocorre que, para “preservar a linguagem escrita”, Panfílio diz que o pajé Augustinho escolheu justamente o conteúdo secular das receitas xamânicas, o “Livro Vivo dos Kaxinawá”, um tesouro da biodiversidade amazônica que, inclusive, já foi alvo de estudos e publicações de botânicos brasileiros, mas com anuência do Conselho de Gestão do Acesso ao Patrimônio Genético (Cgen), presidido pelo Ministério do Meio Ambiente.

A Funai informa que não mediou o acordo entre a Amei e os Kaxinawá e que a comunidade não se beneficiou da ação. Para o Ibama, o livro “pode conter um conjunto de ‘senhas’ para usos de plantas medicinais brasileiras, potencialmente úteis à saúde humana e cobiçadas pela indústria farmacêutica mundial”.

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GAE-TDPM – Grupo de Apoio e Estudos — Tratamento de Doenças com Plantas Medicinais

GAE-TDPM – Grupo de Apoio e Estudos — Tratamento de Doenças com Plantas Medicinais

Prezados,

Apresento a vocês um novo projeto que estou desenvolvendo:

Grupo de Apoio e Estudos — Tratamento de Doenças com Plantas Medicinais
http://br.groups.yahoo.com/group/GAE-TDPM/

Estamos formando um grupo de estudos, para debates e troca de informações sobre tratamentos dos vários tipos de DOENÇAS, utilizando plantas medicinais, complementando um tratamento convencional ou como único tratamento.

São bem vindas todas as medicinas correlatas.

O GRUPO É PARA ESTUDOS, PORTANTO NÃO DEVE SER UTILIZADO DE FORMA ALGUMA PARA SOLICITAR CONSULTAS OU TRATAMENTOS.

Para solicitar convites é importante ter em mãos documentos que comprovem a existência de doenças, como exames ou avaliações médicas.

Quem estiver fazendo algum tipo de tratamento com plantas medicinais, favor entrar em contato via msg do Facebook ou Messenger: tudosobreplantas@live.com para receber convites.

Etnobotânica em uma comunidade ribeirinha do Careiro Castanho, AM, Brasil

Mariane Sousa Chaves, Francisco de Matos Dantas, Luciana dos Santos Fontes, Raquel Sousa Chaves, Valdely Ferreira Kinupp

Resumo

Resumo: o presente trabalho teve como objetivo fazer um levantamento etnobotânico na comunidade ribeirinha de Joarité, município de Careiro Castanho-AM, com o intuito de identificar as espécies utilizadas na medicina popular, o órgão vegetal utilizado, a forma de uso e a finalidade terapêutica. Foi aplicado um questionário semiestruturado aos moradores da comunidade. Identificou-se 36 espécies de plantas, distribuídas em 25 famílias, as mais citadas foram: Lamiaceae 11%, Euphorbiaceae 8% e Rutaceae 8%. O órgão vegetal mais utilizado é a folha, sendo o chá a forma de preparo mais usual. As principais doenças citadas foram: gripe, cólica e diarreia. O estudo mostra que o conhecimento popular com relação ao uso de plantas para fins medicinais é importante, uma vez que os ribeirinhos se apropriam dos recursos vegetais disponíveis em seus quintais, para tratar diversas doenças, pois as plantas são o principal recurso dos moradores no combate as enfermidades.

Texto completo: [ PDF ]

Os 5 passos para livrar o corpo da intoxicação causada pela poluição do Ar nas grandes cidades brasileiras

Médicos reunidos no II Congresso Internacional de Medicina Ambiental, em São Paulo, vão discutir as formas de diagnosticar, tratar e prevenir as doenças ambientais.

Só em São Paulo, cerca de quatro mil pessoas morrem por ano por causa de problemas causados pela poluição do ar. O custo para a saúde, somando-se internações, mortalidade e redução da expectativa de vida, chega a US$ 1,5 bilhão de dólares aos cofres públicos brasileiros.

“As doenças ambientais podem ser incapacitantes e podem ter relação com o local de trabalho, moradia, escola e serem causadas por fatores ambientais contidos nos alimentos, na água e no ar das grandes cidades”, afirma a médica Maria Emilia Gadelha Serra, Vice-Presidente da futura Academia Nacional de Medicina Ambiental (ANMA) e da Comissão Científica do II Congresso Internacional de Medicina Ambiental (II CIMA), que será realizado nos dias 19 e 20 de novembro, no Hotel Macksoud Plaza, em São Paulo.

O Congresso será focado no reconhecimento de que fatores ambientais causadores de doenças ao indivíduo podem ser diagnosticados, tratados e prevenidos. “Na medicina ambiental precisamos conhecer o ambiente em que vivemos. Ao fazê-lo, temos a possibilidade de intervir em doenças inflamatórias e crônicas complexas através do reconhecimento dos fatores ambientais que afetam a expressão genética, o funcionamento bioquímico do corpo e que podem lesar estruturas celulares importantes, como as mitocôndrias”, afirma a Dr a. Maria Emilia Serra.

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