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Monsanto renuncia a cultivar OGM na Europa

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A Monsanto renunciou aos projetos de cultivo de OGM na Europa, [ noticia Die Welt ].

O grupo norte-americano de biotecnologia anunciou, a 17 de julho, a retirada de todos os pedidos de autorização para o cultivo de milho, soja e beterraba açucareira geneticamente modificados que apresentara à Comissão Europeia, porque, explica o jornal, “já não vê perspetivas comerciais”. Apenas o pedido de autorização do cultivo de milho geneticamente modificado do tipo MON810 será renovado.

Neste momento, esse milho é a única planta útil geneticamente modificada cultivada comercialmente na Europa, recorda o Welt. Quanto ao resto, a Monsanto deseja concentrar-se na comercialização de sementes tradicionais na Europa. Esta decisão, considera o Welt, “reflete a deceção de muitas empresas na área da biotecnologia perante o ceticismo da UE em relação aos OGM”:

Em muitos casos, a UE toma as decisões com vários anos de atraso. Apesar de o milho geneticamente modificado do tipo MON810 ter sido admitido na UE, alguns Estados-membros, entre os quais a França, a Alemanha e a Itália, proibiram-no a nível nacional, na sequência de iniciativas dos seus cidadãos. Já no ano passado, o grupo químico alemão BASF entregou os pontos e deslocalizou a sua central de biotecnologia vegetal para os Estados Unidos, porque a engenharia genética é alvo de forte oposição na Europa.

Fonte: [ Presseurop.eu ]

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Arquivado em Biossegurança, Transgênicos

Plantas bioluminescentes poderão funcionar como “lâmpadas”

Por Paulo Gurgel Carlos da Silva, Do Portal Luis Nassif

Criar plantas bioluminescentes que funcionem como “lâmpadas” em nossas ruas poderá ser uma realidade em menos tempo do que pensamos. Graças a uma iniciativa do Kickstarter, os cientistas procuram substituir a forma tradicional de iluminação, obtida a partir do consumo de eletricidade, por um sistema mais eficiente baseado em biologia sintética, engenharia genética e biotecnologia.

Todas as coisas vivas armazenam em seu DNA as instruções genéticas necessárias ao seu desenvolvimento. Durante cerca de 40 anos, temos sido capazes de manipular o genoma (conjunto de genes de um dado organismo) de diferentes seres vivos, de uma forma controlada em laboratório, através das técnicas de engenharia genética e dos avanços na biotecnologia. No entanto, por milhares de anos, essas modificações genéticas têm ocorrido por meio de técnicas não controladas, como a auto-seleção de determinadas culturas e outras ações nas áreas da agricultura e da pecuária.

A proposta agora levantada pelos cientistas Amirav-Drory, Evans e Taylor é baseada em técnicas de engenharia genética que incorporam avanços da biologia sintética. A partir do aproveitamento de um tipo de bactéria que pode ser fluorescente, o Vibrio fischeri, um “primo” do organismo causador do cólera, no qual uma investigação anterior (Universidade de Cambridge) identificou genes que podem ser de interesse. Genes de interesse são a parte do genoma da bactéria que poderá ser usada para manipular geneticamente as plantas escolhidas para a experiência.

Avanços na biologia ajudarão a resolver alguns problemas da sociedade moderna, como o grande consumo de energia e, com isso, reduzir as emissões de gás carbônico (o que pode atenuar o problema das mudanças climáticas). Embora, como se avalia atualmente, as plantas projetadas ainda venham a apresentar um nível de fluorescência baixo para servir como ferramentas de iluminação.

Vai demorar alguns anos para a execução do projeto chegar a um bom termo, mas este é certamente um grande começo. Versão resumida: PGCS.

Fontes
A Dream of Trees Aglow at Night, The New York Times
Plantas bioluminescentes, ALT1040

Fonte: [ Luiz Nassif Online ]

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