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Como os lobos mudam os rios

Quando os lobos foram reintroduzidos no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, depois de estarem ausentes por quase 70 anos, a mais notável “cascata trófica” ocorreu.

O que é uma cascata trófica e exatamente como lobos mudam rios? George Monbiot explica nesse filme.

Assista à palestra completa, aqui: http://bit.ly/N3m62h

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Pesquisadores descobrem porque a maconha provoca perda de memória

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Estudo descobriu ainda que os efeitos colaterais da droga podem ser eliminados com o uso de um anti-infamatório não esteroide, que é um tipo de analgésico

Pesquisadores conseguiram acabar com o longo mistério que envolvia o motivo da perda de memória e da dificuldade de aprendizado ao fumar maconha. Agora se sabe que a razão destes efeitos colaterais está no desencadeado aumento de uma enzima. O estudo descobriu ainda que os efeitos colaterais podem ser eliminados ao inibir o acréscimo desta enzima com o uso de um anti-infamatório não esteróide, que é um tipo de analgésico.

No estudo, a equipe de pesquisadores da Universidade do Estado da Louisiana, nos Estados Unidos, descobriu que o ingrediente ativo da maconha, o tetraidrocanabinol, aumentou os níveis da enzima COX-2 em região do cérebro de camundongos ligada à memória e ao aprendizado.

A maconha é usada há anos no tratamento de dores crônicas, esclerose múltipla, câncer, náuseas, anorexia e doenças neurodegenerativas, aliviando a dor e aumentando o apetite de pacientes. Os pesquisadores afirmam no estudo que, embora a droga sejam indicados para estes tratamentos, os efeitos colaterais neurofisiológicos e cognitivos têm limitado seu uso medicinal.

“Nosso estudo solucionou o mistério sobre como a maconha causa danos neuronais e da memória”, disse Chu Chen pesquisador da Universidade do Estado da Louisiana e o autor do estudo publicado no periódico científico Cell Press. “Os resultados sugerem que o uso medicinal da maconha poderia ser ampliado caso os pacientes também tomassem anti-inflamatórios não esteroides”, disse.

Os pesquisadores descobriram ainda que o tetraidrocanabinol sozinho ou em conjunto com um inibidor da enzima reduzem a concentração de proteína beta-amilóide, evitando assim a formação de placas impenetráveis que afetam à transmissão entre as células nervosas do cérebro e é uma característica neuropatológica da doença de Alzheimer.

No entanto, é preciso tomar cuidado antes de sair comprando caixas de analgésicos como anti-inflamatórios não esteróides. Estes medicamentos quando administrados em excesso podem causar dependência física e levar inclusive à morte. “O estudo foi feito em animais, ainda não foram feitos testes clínicos e a severidade dos efeitos colaterais está relacionada com a quantidade de maconha que é consumida”, disse Chu Chen.

Fonte: [ IG Saúde ]

Via: [ Smoke Buddies]

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FDA aprova testes com medicamento para epilepsia a base de maconha

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Um fato emblemático acaba de agitar o universo da maconha medicinal: o Food and Drug Administration (FDA) – órgão regulador de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos – aprovou pela primeira vez na história testes com voluntários envolvendo um remédio feito de maconha. Trata-se do Epidiolex, que contém 98% de canabidiol e é indicado para epilepsia. Quem está por trás da iniciativa é o laboratório GW Pharmaceuticals, que já produz o Sativex.

Definitivamente, a maconha está na mira dos grandes laboratórios farmacêuticos – o que pode significar um avanço (ou não) para a legalização – mas, certamente, representa muitos intere$$e$ por trás da erva sagrada.

As pesquisas serão conduzidas por médicos da Universidade de Nova York e Universidade da Califórnia. Detalhe: quem receberá o medicamento será um grupo de 25 crianças portadoras de epilepsia de difícil controle. O objetivo é investigar as [ já comprovadas ] propriedades anti-convulsivas do canabidiol (CBD).

Segundo Geoffrey Guy, presidente do GW Pharmaceuticals, se “nos próximos meses a FDA permitir, haverá uma série de médicos nos grandes centros universitários em todos os EUA , cada um tratando uma dezena de pacientes com epilepsia”. Ou seja, é possível que, em 2014, centenas de crianças com epilepsia estejam se tratando com o remédio à base de maconha.

Para quem não sabe, a GW é a empresa britânica que tem a aprovação do governo desde 1998 para desenvolver extratos vegetais à base de canábis. Seu principal produto é o Sativex , um extrato que contém CBD e THC – e que foi aprovado pelos órgãos reguladores no Reino Unido e mais de 20 outros países para o tratamento da dor e espasticidade na esclerose múltipla.

Após os mais [ recentes estudos ] e relatos que comprovam a eficácia da canábis para o tratamento da epilepsia pediátrica, muitos pais começaram a procurar a GW em busca de medicamentos – e eis que agora o Epidiolex ensaia sua entrada gloriosa no mercado.

* Fonte: Beyond THC

via: [ Blog da MaryJuana ]

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A verdade sobre a maconha

Poucos assuntos dão margem a tanta mentira, tanta deturpação, tanta desinformação. Afinal, quais os verdadeiros motivos por trás da proibição da maconha? A droga faz mal ou não? E isso importa?

por Denis Russo Burgierman / Alceu Nunes (agosto de 2002)

A proibição da cannabis pode ter mais a ver com interesses morais, políticos e econômicos do que com argumentos científicos. Saiba mais sobre os efeitos dela e sua influência na história da civilização.

Por que a maconha é proibida? Porque faz mal à saúde. Será mesmo? Então, por que o bacon não é proibido? Ou as anfetaminas? E, diga-se de passagem, nenhum mal sério à saúde foi comprovado para o uso esporádico de maconha.

A guerra contra essa planta foi motivada muito mais por fatores raciais, econômicos, políticos e morais do que por argumentos científicos. E algumas dessas razões são inconfessáveis.

Tem a ver com o preconceito contra árabes, chineses, mexicanos e negros, usuários freqüentes de maconha no começo do século XX.

Deve muito aos interesses de indústrias poderosas dos anos 20, que vendiam tecidos sintéticos e papel e queriam se livrar de um concorrente, o cânhamo.

Tem raízes também na bem-sucedida estratégia de dominação dos Estados Unidos sobre o planeta. E, é claro, guarda relação com o moralismo judaico-cristão (e principalmente protestante-puritano), que não aceita a idéia do prazer sem merecimento – pelo mesmo motivo, no passado, condenou-se a masturbação.

Não é fácil falar desse assunto – admito que levei um dia inteiro para compor o parágrafo acima. O tema é tão carregado de ideologia e as pessoas têm convicções tão profundas sobre ele que qualquer convite ao debate, qualquer insinuação de que estamos lidando mal com o problema já é interpretada como “apologia às drogas” e, portanto, punível com cadeia. [após a vigência da Lei 11.343/2006 acabou a prisão de usuários – Nt.Ed.]

O fato é que, apesar da desinformação dominante, sabe-se muito sobre a maconha. Ela é cultivada há milênios e centenas de pesquisas já foram feitas sobre o assunto. O que tentei fazer foi condensar nestas páginas o conhecimento que a humanidade reuniu sobre a droga nos milênios em que convive com ela.

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