Arquivo da tag: Etnobotânica

Livro “Diário de Memórias – Museu Comunitário do Engenho do Sertão”

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Recebi hoje, aqui no projeto, o livro “Diário de Memórias, Museu Comunitário Engenho do Sertão”, uma gentileza da profa. Yolanda Flores E Silva e colaboradores.
O projeto foi conduzido pela professora Dra. Yolanda Flores E Silva, com a gestão da Rô do Engenho (Rosane Luchtenberg), Daniel Baibinati e Rosane Fritsch, contou com a participação da artesã Patrícia Estivallet, da nutricionista Ivani Stello Fará e da estagiária em gastronomia Lana Becker.

Passarei a utilizá-lo para registrar minhas experiências culinárias, testes de plantio, eventos importantes, dúvidas, aprendizados…

Gratidão, Yolanda! ❤

Anderson Porto
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Para saber mais sobre o projeto, acessem:
 

 

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Farmacopeia Popular do Cerrado

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Milona, Asma e Encontro de saberes

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Vídeo com a reportagem no Globo Repórter: [ Novos testes apontam eficácia da milona no combate à asma e à depressão ]

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MILONA, ASMA E ENCONTRO DE SABERES

por Lúcio Flávio Vieira

Segundo me informou por telefone, a professora Margareth Diniz recebeu, desde a última sexta-feira, centenas de mensagens de pessoas acometidas por doenças respiratórias e de pesquisadores brasileiros que atuam no Brasil e no exterior, parabenizando-a pela pesquisa científica que resultou na descoberta de um tratamento para asma, a partir da utilização da planta Milona [ Cissampelos syntodialis ], ou Orelha de onça.

É o reconhecimento da importância da referida descoberta, apresentada a todos o país no Globo Repórter na última sexta-feira. Independente de questões políticas, insisto que a sociedade paraibana deveria tratar essa questão como ela realmente merece, cujo interesse social é insofismável.

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Arquivado em Medicamentos, Plantas Medicinais

Produção indígena é alvo de pesquisa

O aproveitamento sustentável dos recursos naturais de aldeias indígenas no Maranhão e no Pará é o objetivo de projeto de pesquisa desenvolvido no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Biodiversidade, mantido pelo Museu Paraense Emílio Goeldi.

O laboratório de práticas sustentáveis em terras indígenas próximas ao arco de desmatamento, coordenado por Claudia López, reúne diversas iniciativas de investigação. Dentre elas está uma pesquisa desenvolvida em nível de pós-graduação que faz levantamento de produtos florestais não-madeireiros em duas aldeias no Pará: Moikarakô na terra indígena Kayapó e Las Casas, na terra indígena do mesmo nome.

O estudo desenvolvido, no âmbito da etnobotânica, pela mestre Sol González Pérez, aborda aspectos do conhecimento e uso de recursos vegetais, assim como das possibilidades de comercialização e possível geração de renda através do artesanato. Pesquisas dessa natureza atendem demandas das próprias comunidades, encaminhadas por seus representantes aos cientistas que se dedicam a estudar populações indígenas.

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Ayahuasca: Uma História Etnofarmacológica

por Dennis J. McKenna, ph.D.

Das inúmeras plantas alucinógenas utilizadas pelas populações indígenas da Bacia Amazônica, talvez nenhuma delas seja tão interessante ou complexa -no sentido botânico, químico ou etnográfico -como a beberagem denominada por muitos ayahuasca, caapi ou yagé. Ela é mais conhecida como ayahuasca, termo da língua quéchua que significa “cipó das almas” e que tanto é aplicado para a beberagem como para uma das plantas básicas utilizadas na sua preparação, ou seja, um cipó malpighiáceo da floresta, cujo nome científico é Banisteriopsis caapi (Schultes, 1957).

No Brasil, a transliteração desta palavra quéchua para o português resultou no termo hoasca. A ayahuasca, ou hoasca, ocupa uma posição central na etnomedicina mestiça, de tal maneira que a natureza química dos seus constituintes ativos e sua forma de uso tornam seu estudo relevante para os temas contemporâneos da neurofarmacologia, da neurofisiologia e da psiquiatria.

O QUE É A AYAHUASCA?

No contexto tradicional, a ayahuasca é uma beberagem preparada através da fervura ou infusão das cascas e ramos da Banisteriopsis caapi junto à mistura de outras plantas. E, entre estas, o espécime mais comumente empregado é a rubiácea do gênero Psychotria, especialmente a P. Viridis, cujas folhas contêm os alcalóides necessários para o efeito psicoativo. A ayahuasca é o único preparado cuja atividade farmacológica depende de uma interação sinérgica entre os alcalóides ativos de suas plantas.

Um dos seus componentes, a casca da Banisteriopsis caapi, contém alcalóides Beta-carbolinas, potentes inibidores MAO. Quanto aos outros componentes, as folhas da Psichotria viridis ou de outros espécimes semelhantes, contêm o potente agente psicoativo N,N-dimetiltriptamina (DMT). Por si só, o DMT não é oralmente ativo quando ingerido; no entanto, poderá se tornar oralmente ativo em presença de um inibidor MAO periférico, e esta interação é justamente a base da ação psicotrópica da ayahuasca (McKenna, Towers, & Abbott, 1984).

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Português entre autores de obra pioneira internacional

É português um dos co-autores do primeiro manual sobre etnobiologia destinado aos estudantes universitários. A etnobiologia é a ciência que se dedica ao estudo da interação entre as sociedades humanas tradicionais e os seus recursos biológicos.

O autor português é Luís Mendonça de Carvalho, diretor do Museu Botânico e também professor do Instituto Politécnico de Beja.

No livro agora publicado, Luís Carvalho é responsável pelo capítulo referente à simbologia das plantas. Nele faz referência a “centenas de usos simbólicos (plantas na arquitetura, literatura, música, símbolos nacionais e políticos, pintura europeia, simbolismo das flores, frutos e sementes, etc.)”, refere o autor em comunicado.

Algumas das fotografias utilizadas para ilustrar o livro são também referentes ao uso que é feito das plantas no nosso país.

Além da participação portuguesa, o manual pioneiro intitulado “Ethnobiology” contou com a participação de investigadores e professores norte-americanos e alguns europeus, de Espanha, Itália, Polónia e Suécia.

O livro de cerca de 400 páginas foi editado pela editora Wiley-Blackwell nos Estados Unidos e no Reino Unido. “É primeira obra que faz uma revisão sobre o state of the art desta importante área científica”, refere o comunicado.

Nos 22 capítulos que compõem o manual encontram-se temas como etnozoologia, etnobotânica, etnoecologia, etnobiologia linguística, etnomicologia, estudos cognitivos, arqueofauna, simbologia das plantas, entre outros.

Fonte: [ Boas Notícias ]

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Conheça os benefícios do cambará, a planta que cura

PABLO GOMES | Lages

Pesquisadores estudam as propriedades da folha da árvore típica da Serra catarinense

Pesquisa liderada por Valfredo Schlemper comprovou eficácia da folha - Alan Pedro

Difícil quem nunca ouviu da avó dicas de receitas “infalíveis” à base de plantas que nascem no quintal de casa para curar este ou aquele problema de saúde. Muitas não passam de crendices. Mas outras são estudadas e surpreendem por suas propriedades medicinais eficientes.

Foi por isso que pesquisadores da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), de Lages, resolveram estudar o cambará, árvore existente apenas nas florestas de araucária da Serra de Santa Catarina e que está em extinção devido ao uso descontrolado da sua madeira para a construção de cercas em propriedades rurais. A folha do cambará também é utilizada há séculos pelo povo da região como remédio para dores abdominais, crises respiratórias e obstrução nasal.

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Dráuzio Varella e a Graviola – Annona muricata L. (1753)

por Prof. Douglas Carrara

“A medicina moderna tem muito que aprender com o apanhador de ervas.”
Halfdan Mahler
Diretor Geral da Organização Mundial da Saúde (1973-1988)

A graviola é uma árvore que cresce até 10 m. de altura, quase sempre apenas a metade ou ainda menos, dependendo da região e do clima. A casca do caule é aromática, as folhas são alternas e crescem até 15 cm de comprimento por 7 cm de largura, verdes e vernicosas na página superior e com bolsas na axila das nervuras laterais na página inferior, ligeiramente tomentosas. Inflorescência cauliflora, brotando da casca velha do caule e dos ramos. Pedúnculos robustos. Cálice com lobos triangulares e agudos. Flores axilares, solitárias, sub-globosas, amareladas com seis pétalas grossas e carnosas.

O fruto é uma baga de forma irregular, mais ou menos ovóide, até 30 cm de comprimento e 12 cm de largura, com epiderme verde escura, espessa, areolada (carpelos soldados), cada aréola ou saliência cônica tendo no ápice um espinho comprido, mole e recurvado, verde, enquanto jovem, depois castâneo-ferrugíneo e com as extremidades quase pretas. O fruto pode atingir grandes dimensões, mas raramente excede 2 kg. (1)

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Dráuzio Varella e a Fitoterapia no Brasil II

Não há porque envergonhar-se de tomar do povo o que pode ser útil à arte de curar.
Hipócrates (460-380 a.C.)

por Douglas Carrara

Há muito tempo a Antropologia se recusa a utilizar categorias inadequadas para estudar e compreender o pensamento popular à respeito da saúde e da medicina. Os folcloristas no passado se referiam à medicina popular como superstições, crendices, práticas consideradas abomináveis por médicos ou pessoas de formação acadêmica. Esta rejeição pejorativa do pensamento popular ocorre sem nenhuma análise de sua função social, já que as práticas da medicina popular necessitam melhores observações e não podemos destacá-las pura e simplesmente sem estudar o seu contexto cultural, sem participar da vida, da interação com aqueles que nos deram os informes, geralmente extraídos e exibidos em função de sua estranheza ou seu exotismo. (1)

Muitas práticas consideradas crendices no passado, atualmente são plenamente explicáveis cientificamente. O uso da laranja mofada ou do queijo embolorado, por exemplo, para tratar feridas tem sido uma prática muito mais antiga do que a descoberta da penicilina por Fleming em 1932. Atualmente sabemos que a laranja abandonada no fundo do quintal, quando apodrece é atacada por um fungo do mesmo gênero (*) do bolor utilizado por Fleming para produzir o primeiro antibiótico. E o raizeiro raspa a casca da laranja onde estava o bolor e passa externamente nas feridas crônicas. Em pouco tempo a inflamação cede e começa o processo de recuperação do paciente. Da mesma forma, em Cesárea, antiga cidade fundada pelos romanos, os armênios tratavam as feridas atônicas, cobrindo-as com queijo mofado, também produzido por um bolor semelhante ao bolor que deu origem à penicilina.

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