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Estudo desenvolverá insecticidas botânicos para orgânicos

O campus Nilo Peçanha – Pinheiral, Rio de Janeiro receberá, da FAPERJ, o financiamento de aproximadamente R$ 30 mil, para o desenvolvimento de inseticidas botânicos e a análise da seletividade desses produtos em favor de inimigos naturais, ou seja, da ação do inseticida botânico sobre organismos benéficos.

O projeto “Bioatividade de extratos botânicos sobre insetos-praga de hortaliças e impacto sobre organismos não-alvo”, liderado pela Professora Shaiene Costa Moreno, foi contemplado em um dos mais concorridos programas da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

O estudo irá investigar, através de experimentos e análises laboratoriais, a ação dos inseticidas botânicos de conhecimento popular e de referência literária, além de extratos inéditos. A Unidade Educativa de Produção de Mudas abrigará um laboratório para o desenvolvimento da pesquisa. A aquisição dos equipamentos e o desenvolvimento da estrutura do laboratório serão viabilizados pela verba de financiamento do projeto.

O projeto apresenta que a formulação de inseticidas botânicos eficientes e seletivos é de extrema importância para o desenvolvimento da agricultura orgânica. Produtores orgânicos, pela impossibilidade de utilizar defensivos sintéticos, enfrentam um grande desafio de encontrar produtos naturais eficientes quando necessitam controlar insetos-praga em suas lavouras.

De acordo com a professora pesquisadora, no período de transição agroecológica, muitos produtores, por não conseguirem se adaptar ao sistema acabam abandonando a atividade por dificuldades técnicas, como por exemplo, o manejo de pragas sem a utilização de defensivos químicos, já que no período de transição, o agroecossistema ainda não atingiu o equilíbrio e o ataque de pragas pode ser frequente.

O estudo contará com o apoio de estudantes bolsistas.

Fonte: [ IFRJ ]

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Decifrado DNA de bactéria presente na cana-de-açúcar

Depois de cinco anos de pesquisas, os cientistas finalizaram o sequenciamento do código genético da bactéria Gluconacetobacter diazotrophicus, uma das bactérias responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio da cana-de-açúcar.

Com os genes decifrados, o potencial de geração de nitrogênio da bactéria poderá ser aumentado, estimulando o seu funcionamento como adubo natural.

Isto implicará numa redução de até 30 % da quantidade de fertilizantes nitrogenados aplicados em toda área de cana-de-açúcar no Brasil. Uma economia que poderá chegar a R$ 59 milhões anuais somente nesta cultura. Além disso, a diminuição de adubos químicos trará benefícios ao meio ambiente.

Denominado Riogene, o projeto foi iniciado em 2001 e contou com a participação da Embrapa Agrobiologia, UFRJ, UERJ, UENF, UFRRJ, PUC-RIO e LNCC. Os recursos que apoiaram o projeto vieram da FAPERJ ( R$ 3.420.000,00) e do MCT/CNPq ( R$ 1.400.000,00).

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