Arquivo da tag: Fitoterapia

A polêmica das plantas

Drauzio Varella investiga os riscos dos fitoterápicos e das ervas medicinais

Em nova série de TV, Drauzio Varella investiga os riscos dos fitoterápicos e das ervas medicinais

EM CAMPO
Drauzio examina a vegetação existente nas margens do Rio Cuieiras. Há 15 anos, ele estuda as plantas da Amazônia

Nos últimos anos, milhões de brasileiros aprenderam a se interessar por temas de saúde assistindo às séries apresentadas pelo médico Drauzio Varella no Fantástico, da TV Globo. A principal característica dos programas é o didatismo, uma marca pessoal de Drauzio desde os tempos em que era professor de cursinho. A segunda característica sempre foi a ausência de controvérsias. Quem discorda de que é preciso combater a obesidade ou melhorar a coleta de órgãos para transplante Ao falar aquilo que o telespectador precisa ouvir mas sem contrariá-lo , Drauzio saiu de cada programa mais popular do que entrou. Agora, porém, o saldo de sua próxima experiência pode ser outro. A série É bom pra quê? , que estreia no dia 22 e dura quatro semanas, investiga os riscos do uso de ervas medicinais e fitoterápicos, um tipo de terapia alternativa muito difundida no Brasil.

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Manisfesto a favor da Fitoterapia

Meu nome é Degmar Ferro, sou médico há 25 anos, cardiologista e intensivista, acupunturista e homeopata, formado pela UNESP-Botucatu e com residência médica na USP-Ribeirão Preto, autor de livro sobre fitoterapia pela editora Atheneu, e estou muito perplexo, como muitos, pelo quadro que se iniciará no Fantástico sob a responsabilidade do dr. Drauzio Varella, médico de renome e muito respeito que, segundo entrevista publicada recentemente na revista Época, e agora em rede aberta, tentará “destruir” (ao nosso ver) todo esforço de décadas que vem se fazendo para que a fitoterapia possa ser utilizada em escala pública (tanto para ricos como pobres) com grandes benefícios para todos (exceto para indústria farmacêutica que não seja ética), quando forem dadas as melhores condições possíveis de aplicabilidade ética.

Um espaço se abriu no governo, no esforço de muitos, até por recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde ), focando os países pobres e em desenvolvimento, para que um sistema de utilização da fitoterapia se inicie na saúde pública, com correções e ajustes subsequentes, na medida da necessidade de adequação e segurança, com ampla discussão por classes especializadas.

A pretexto das distorções que se apresentam no Brasil como um todo, assim como em todos os sistemas terapêuticos, e em todos países, tentará o médico de renome em questão, se for mantida a coerência da entrevista recente na revista Época, desmerecer esta área terapêutica maravilhosa, culturalmente nata no nosso país pobre, que tem a maior biodiversidade do planeta.

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Fitoterápicos – Presidente do CFF questiona Drauzio Varella. Médico responde

por Comunicação | 20/08/2010

O Presidente do Conselho Federal de Farmácia, Jaldo de Souza Santos, enviou, hoje (19.08.10), uma carta ao médico Drauzio Varella, questionando-o sobre suas opiniões acerca de plantas medicinais e fitoterápicos manifestadas em entrevistas que concedeu à revista “Época”. O Dr. Drauzio Varella estrea, nesta domingo, um quadro no programa “Fantástico”, da “Rede Globo”, abordando plantas e fitos. Varella respondeu, no fim da tarde, a carta de Souza Santos. Ele diz condenar “a falta de estudos clínicos” relacionados a esses produtos. Veja a carta do Presidente do CFF a Drauzio Varella e a resposta do médico.

CARTA DO PRESIDENTE DO CFF, JALDO DE SOUZA SANTOS, AO MÉDICO DRAUZIO VARELLA

Brasília, 19 de agosto de 2010.

Dr. Drauzio Varella,

Tomamos conhecimento, com preocupação, sobre a sua opinião sobre plantas medicinais e fitoterápicos manifestada em matérias publicadas na revista “Época”. Plantas e fitoterápicos são, sim, objetos de estudos técnicos e científicos, inclusive por farmacêuticos. Neste sentido, temos a enorme satisfação de informar-lhe que o Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio de uma Comissão integrada por excelências em plantas, fitos e suas respectivas terapêuticas, vem estudando os mecanismos de ação, efeitos, reações adversas, interações entre os mesmos, alimentos e medicamentos alopáticos. As conclusões apontam para a eficácia do tratamento à base desses produtos.

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Dráuzio Varella e a Fitoterapia no Brasil

por Prof. Douglas Carrara

Sou antropólogo e pesquisador de medicina popular e fitoterapia há vários anos no Brasil. Imaginem a surpresa e a indignação ao ler a matéria na revista Época de Agosto/2010 sobre a prática da fitoterapia no serviço público no Brasil. No entanto é necessário agradecer ao Dr. Dráuzio Varella pela iniciativa. Agora temos um representante da indústria farmacêutica com quem dialogar. Sinal dos tempos! A fitoterapia e o projeto Farmácias Vivas já começam a incomodar e a causar prejuízos à indústria farmacêutica …

Analisando os países mais avançados do mundo e que utilizam em grande escala os medicamentos produzidos pela indústria farmacêutica, verificamos que os resultados obtidos pela medicina considerada científica são pífios. Os Estados Unidos possuem os índices de câncer de mama e de próstata mais elevados do mundo. Em 1993 haviam nos EUA, 8 milhões de diabéticos, uma das mais altas do mundo. Com relação às doenças cardio-vasculares também os americanos são campeões. Nesse país onde se utiliza a “medicina de rico”, no entender esclarecido do Dr. Dráuzio Varella, os pacientes são tratados com medicamentos de última geração e equipamentos modernos de alto custo. Investe-se muito em medicina e quase nada em saúde da população.

Por outro lado, nos países onde se pratica a “medicina de pobre”, para citar novamente o ilustre médico Dr. Dráuzio Varella, os índices de doenças degenerativas, tais como, cânceres, doenças cardio-vasculares, diabetes, são baixíssimos. Nos EUA, ocorrem 120 casos de câncer de mama por 100.000 habitantes, enquanto na China apenas 20.

Inclusive as imigrantes chinesas que vivem nos Estados Unidos, acabam atingindo os índices absurdos e epidêmicos da população americana. Em São Francisco, a cada ano surgem 160 casos de câncer de mama por 100.000 habitantes que migraram da cidade de Xangai, na China, enquanto, na mesma faixa etária, as que permaneceram, apenas 40 casos surgiram da mesma doença.

Portanto a medicina avançada dos países do primeiro mundo não colabora em nada para promover a saúde de seus habitantes. Por que então importarmos a mesma medicina que não se preocupa com a promoção da saúde e que parece considerar a doença um negócio melhor do que a saúde?

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