Arquivo da tag: Gibberella fujikuroi

Como utilizar enraizadores e auxinas

feijao

Quem nunca fez aquele experimento de plantar feijão em chumaços de algodão? Ver de perto o nascimento de uma plantinha desde o brotamento, acompanhando o crescimento das folhas…

É mais ou menos, talvez mal comparando, a expectativa dos pais em relação aos filhos. Esperamos que elas, as plantas, se tornem saudáveis e fortes, cuidando de sua alimentação, podas e banhos de sol.

Da mesma forma que nós possuímos hormônios de crescimento, as plantas desenvolvem seus próprios hormônios que aceleram ou inibem o seu desenvolvimento. Estes são produzidas numa parte do organismo vegetal e transportadas para outra, onde promoverão algum efeito especial.

Uma distinção pode ser feita entre os termos hormônio vegetal e reguladores de crescimento.

O hormônio vegetal é uma substância natural produzida pela própria planta.

Já os reguladores de crescimento ou reguladores vegetais, em suas formas natural ou sintética, quando aplicados em plantas influenciam no seu crescimento e desenvolvimento.

Hormônios sintetizados quimicamente, provocam reações similares àquelas causadas pelos naturais.

Os cinco grupos de hormônios naturais de plantas conhecidos são: auxinas (AIA, IBA, ANA,) giberelinas (GAs em várias formas), citocininas (Zeatina, Cinetina, 6-BA), etileno (Etephon) e ácido abscísico (ABA).

:: Auxinas

A maioria das plantas começa a se desenvolver respeitando ciclos (podemos notar pelo espaçamento entre os nós de seu caule), por sua capacidade de absorção de água e pela produção de auxinas, através de seu sistema meristemático.

As células meristemáticas são dotadas de um alto poder proliferativo, isto é, reproduzem-se rápida e intensamente, promovendo o crescimento da planta.

À medida que a célula meristemática passa por um processo de diferenciação e se “especializa” numa determinada função, perde parcial ou totalmente a capacidade proliferativa. Podemos encontrar dois tipos de meristemas:

Meristemas primários – localizam-se nas extremidades (também chamado de ápice) e ao longo do caule, definindo, respectivamente, as gemas apicais e laterais. Na raiz acham-se presentes na região subapical (pontas das raízes), onde são envolvidos pela coifa, uma estrutura resistente que lhes confere proteção contra o atrito com o solo e contra o ataque microbiano. Ainda podemos localizar nas extremidades das folhas e embriões de sementes.

Meristemas secundários – estes promovem o crescimento em diâmetro da planta, isto é, são responsáveis pelo alargamento vegetal de troncos e caules. Apenas as gimnospermas, como pinheiros e sequóias, e certas angiospermas dicotiledôneas, como o ipê e o flamboyant, apresentam meristemas secundários.

Sabe-se que as auxinas podem agir como indutores ou inibidores do crescimento, dependendo de sua concentração num determinado órgão.

Podemos verificar que:

  • Concentrações abaixo de um determinado ponto mínimo são insuficientes para promover o crescimento;

  • Já concentrações acima de um determinado ponto máximo inibem totalmente o crescimento;

  • Entre os pontos mínimos e máximos de uma espécie existe sempre uma concentração ótima, com o qual o crescimento é mais rápido.

As raízes são, geralmente, muito mais sensíveis à ação das auxinas do que os caules. Isso significa que a faixa exigida pelas raízes está aquém da faixa exigida pelos caules.

Se aplicarmos auxina às raízes de uma planta crescendo normalmente algo interessante acontecerá: em geral o crescimento destas será retardado; todavia, se removermos as extremidades da raiz, eliminando assim o seu suprimento próprio de auxina, então o crescimento deverá acelerar.

Como as concentrações de auxina no caule e na raiz são aproximadamente as mesmas, concluímos que a raiz é mais sensível à auxina do que ao caule.

Veja o gráfico abaixo:

gráfico dos níveis de AIA

Continuar lendo

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Artigos, Cultivo, Estudos, Técnicas