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Venda de maconha no Colorado ultrapassa 1 milhão de dólares no primeiro dia

Legal Sale Of Recreational Marijuana Begins In Colorado

Em um sistema onde a maconha é legalizada, o tráfico ilegal não tem chance de sucesso.

Chame de quarta-feira Verde se preferir. O ano começou muito bem para as dezenas de lojas de maconha que começaram a funcionar este ano no Colorado.

Segundo o Denver 9News, os proprietários das lojas fizeram mais de 1 milhão de dólares em vendas em todo o estado só neste primeiro dia de venda de maconha para fins recreacionais. A nível nacional, a indústria da maconha legalizada espera faturar US$ 2,34 trilhões em 2014.

A maioria das 24 lojas que abriram quarta-feira foram em Denver. Os proprietários de algumas lojas expressaram preocupação quanto à grande quantia de dinheiro a ser movimentada, uma vez que atualmente os regulamentos bancários federais proíbem os bancos de trabalhar com a indústria da maconha enquanto continuar a ser classificada como ilegal pelo governo federal.

“Nós todos sabemos que isso precisa ser corrigido, pois não há nenhuma boa razão para que essas empresas não sejam autorizadas a ter contas bancárias – apenas maus motivos: falta de segurança e prestação de contas”, diz Mike Elliot, diretor-executivo da associação comercial Medical Marijuana Industry Group.

Talvez em breve uma solução seja providenciada, mas enquanto a indústria pensa nas formas de lidas com todo esse dinheiro, o Colorado aposta na maconha: com a grama da maconha sendo vendida entre US$ 10 e US$ 20 (já com impostos), o estado estima que a venda de maconha no varejo renderá algo em torno de US$ 67 milhões em impostos.

Vale lembrar um importante detalhe: os primeiros US$ 40 milhões em impostos arrecadados do consumo de maconha no colorado serão destinados à construção de escolas, e o restante para a regulamentação da ganja.

O que vemos é um exemplo de sucesso, respeito e dignidade. Um mercado bilionário está apenas começando no Colorado, e é importante analisarmos essa situação com muita atenção.

Não é só a questão do cidadão ter o direito de ser livre pra escolher o que deseja consumir e ser respeitado por isso. Estamos falando de tirar milhões do tráfico ilegal e reverter em impostos, que podem ser investidos em inúmeras melhorias social, desde escolas à hospitais.

Quanto mais se analisa um regime onde a maconha é regulamentada, mais fica evidente que a legalização é a melhor opção em política de drogas.

Fonte: [ Projeto CHARAS ]

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Arquivado em Cannabis

Agrotóxicos: Brasil já sofre colapso das colmeias

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Fenômeno alastra-se. Ibama tenta limitar o uso de inseticidas nocivos às abelhas, mas recua, diante do poder das transnacionais junto ao Estado

Por José Alberto Gonçalves Pereira, na Página22

A mortandade de abelhas tornou-se acontecimento corriqueiro no mundo do século XXI, inclusive no Brasil. O fenômeno foi batizado de Colony Collapse Disorder (CCD) e identificado inicialmente nos Estados Unidos no inverno em fins de 2006, quando apicultores relataram perdas de 30% a 90% de suas colmeias [1].

O mais recente caso no Brasil, com relato às autoridades, ocorreu em fevereiro na região de Dourados (MS), onde 70 colmeias de um único apicultor feneceram em poucos dias, selando o destino de quase 3,5 milhões de abelhas, que produziam mais de 1 tonelada de mel ao ano. “Há forte suspeita de que a morte das abelhas foi provocada pela aplicação de um inseticida da classe dos neonicotinoides em um canavial”, conta Osmar Malaspina, professor do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro (SP). O especialista ainda não possui detalhes da matança, que está sendo investigada pelo governo do Mato Grosso do Sul.

Foram casos como o de Dourados e evidências científicas recentes que levaram o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a comprar uma briga – desigual – com a indústria dos agrotóxicos, ao proibir temporariamente a aplicação de quatro inseticidas em lavouras que recebem insetos polinizadores: fipronil (um pirazol) e três neonicotinoides, imidacloprido, clotianidina e tiametoxam (Veja o comunicado). “O Ibama apanhou muito da indústria e do Ministério da Agricultura por causa da medida”, revela uma fonte de fora do governo, que prefere não se identificar.

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Arquivado em Biodiversidade, Biossegurança, Ecologia, Transgênicos

Restos agroindustriais inibem micro-organismos em alimentos

Talos de beterraba, película de amendoim, entre outros, apresentam componentes que podem até matar elementos contaminantes

Alguns resíduos agroindustriais como talos de beterraba,película de amendoim, bagaços e sementes de uva, além da borra gerada pela fermentação de uvas tintas e a erva-mate apresentam componentes que inibem ou matam determinados micro-organismos patogênicos (causadores de doenças) contaminantes de alimentos. Foi o que o biólogo José Guilherme Prado Martin pode constatar em sua pesquisa Atividade antimicrobiana de produtos naturais: erva-mate e resíduos agroindustriais, realizada no Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição daEscola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba.

De acordo com o pesquisador, “a escolha por resíduos decorreu do fato de que o Brasil possui forte economia agroindustrial, geradora de grande quantidade de resíduos, os quais podem muito bem ser reutilizados pela indústria alimentícia como conservantes naturais, contribuindo com a produção de alimentos mais saudáveis e reduzindo os impactos ambientais decorrentes do descarte desses resíduos”, afirma Martin.

A intenção do estudo foi avaliar que tipos de produtos naturais poderiam agir contra estes micro-organismos. O pesquisador, segundo informações da Agência USP, analisou 20 diferentes resíduos agroindustriais e subprodutos gerados pelo processamento de frutas, legumes e hortaliças.

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Arquivado em Alimentos, Controle biológico, Cultivo, Curiosidades, Técnicas

Acordos mostram potencial dos biocombustíveis para indústria de aviação

Biocombustíveis para aviões

Uma série de acordos firmados nos últimos meses envolvendo o desenvolvimento de biocombustíveis para a aviação confirmam uma tendência irreversível para a indústria aeronáutica, que cada vez mais tem procurado alternativas para redução de dióxido de carbono (CO2), avalia Alfred Szwarc, consultor de Emissões e Tecnologia da UNICA.

Segundo ele, o fato desta mesma indústria ser grande emissora de poluentes em um cenário global em que se discute justamente o oposto, tem levado a maiores investimentos.

“O recente encontro em Washington (09-04) dos presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e dos Estados Unidos, Barack Obama, mostra a importância do tema. A assinatura de um memorando na área de aviação civil, para viabilizar parcerias, investimentos e discussões na área de regulação, meio ambiente e céus abertos, é importantíssimo também para o setor sucroenergético brasileiro,” afirma Szwarc.

No inicio de abril de 2012, a brasileira Embraer e a americana Boeing anunciaram um acordo de cooperação mútua para a melhoria de eficiência operacional, segurança e produtividade de aeronaves. As duas companhias já haviam se comprometido, em julho de 2011, com o financiamento e análise para produção de combustível de aviação a partir da cana-de-açúcar.

“A Embraer tem um claro compromisso com a inovação lato sensu, bem como com a segurança e a eficiência na aviação,” afirmou Frederico Curado, presidente da Embraer, sobre a cooperação mútua acertada com a Boeing. “Tenho certeza que a colaboração com a Boeing em assuntos de ponta será benéfica para a indústria e estreitará as relações entre Brasil e EUA.”

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Arquivado em Biocombustíveis

Viabilidade da reciclagem do coco verde

Por Philippe Mayer

Cobrar para receber o lixo do COCO VERDE. Algumas pessoas se ofendem ou no mínimo ficam bastante intrigadas.

Vamos tentar esclarecer um pouco sobre a viabilidade da reciclagem do COCO VERDE.

É muito simples: ela tem que ter um custo final inferior a fibra do COCO SECO produzida no Nordeste.

Como o nome já diz, COCO SECO, não tem resíduo líquido no seu processo de extração. E também é produzida normalmente em áreas rurais.

O coco seco é composto basicamente da fibra (utilizada em diversas aplicações) do pó que é utilizado na agricultura como insumo para substrato e do endocarpo que é a parte dura, muito utilizada em artesanato, biomassa, substrato para orquídeas e várias outras aplicações.

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