Congresso dos EUA legaliza cultivo industrial do cânhamo

Plantação de “hemp” / cânhamo – Foto: autor desconhecido.

Washington, 13 dez 2018 (AFP) – O Congresso dos Estados Unidos aprovou na quarta-feira a legalização do cultivo de cânhamo em grande escala e sua eliminação de uma lista de substâncias controladas.

“Esse é o ponto culminante de muito trabalho de muitos de nós aqui em Washington, mas na realidade a vitória é para os produtores, processadores, fabricantes e consumidores que se beneficiarão deste mercado em crescimento”, disse o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell.

A medida “legaliza o cânhamo como um produto agrícola” e o remove da lista de substâncias controladas, enquanto permite que os pesquisadores solicitem subsídios federais e tornem o cânhamo elegível para o seguro de cultivos, explicou McConnell.

A medida foi apoiada por republicanos e democratas, que argumentaram que se trata de uma oportunidade para os agricultores americanos.

O projeto de lei foi adotado pela maioria na Câmara de Representantes por 369 contra 47, depois de ser aprovado com folga no Senado (87-13) no dia anterior.

Para entrar em vigor, a lei ainda precisa ser sancionada pelo presidente Donald Trump.

Fonte: economia.uol.com.br

Anvisa libera uso terapêutico do canabidiol no País

por Lígia Formenti

Substância derivada da maconha não tem efeito psicoativo, ajuda a reduzir crises convulsivas e figura em lista de uso controlado

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BRASÍLIA – O uso terapêutico do canabidiol está permitido no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na manhã desta quarta-feira, 14, por unanimidade a mudança na classificação da substância, presente na maconha. Ela deixa a lista de produtos proscritos e passa a figurar na lista C1, de substâncias de uso controlado.

A decisão é fruto de uma discussão iniciada ano passado, quando familiares de crianças que sofrem recorrentes crises de convulsão começaram uma movimentação para a liberação do produto, cujo uso é permitido em outros países.

Estudos mostram que o canabidiol, que não tem efeito psicoativo, ajuda a reduzir as crises convulsivas. Katiele Bortoli, mãe de Anny Fischer, uma das primeiras pacientes brasileiras a usar o produto para tentar reduzir as crises, emocionou-se ao fazer a defesa da reclassificação.

Katiele Bortoli, mãe da pequena Anny Fischer, emocionou-se ao fazer defesa da reclassificação do canabidiol

“Esse momento é muito importante. Sabemos que não se trata da cura, mas esperança na qualidade de vida das crianças”, disse Katiele. “Esperamos que a mudança estimule a realização de estudos científicos para conhecer mais sobre a substância e sua interação com outros medicamentos”, completou.

De acordo com Katiele, depois de vários meses com crises controladas, Anny voltou semana passada a apresentar um aumento de convulsões. A piora estava relacionada à interação com outro medicamento, que a menina passou a usar. “Interrompido o uso, as crises foram novamente controladas”, contou a mãe.

A presidente da Federação Brasileira de Epilepsia, Maria Carolina Doretto, afirmou esperar que, com a reclassificação, indústrias farmacêuticas passem a sintetizar o produto. Ela defendeu ainda que ele seja rapidamente incorporado no Sistema Único de Saúde (SUS). “Seguindo os padrões estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina”, destacou.

Júlio Américo Neto, pai do menino Pedro, também defendeu a ampliação de estudos e a criação de uma política nacional da cannabis medicinal, para distribuição de medicamentos feitos a partir do canabidiol para tratamento de pacientes.

Na justificativa de seu voto, o presidente em exercício da Anvisa, Jaime Oliveira, lembrou que o canabidiol não é considerado um produto entorpecente ou psicotrópico e não há relatos de que ela possa provocar dependência.

Já o diretor Renato Porto, que também votou pela reclassificação, fez avaliação semelhante. Ele ressalvou, no entanto, não haver estudos que mostrem a eficácia e a segurança do produto a longo prazo, uma lacuna que, em sua avaliação, é preciso ser reparada.

Fonte: [ Estadão ]

FDA aprova testes com medicamento para epilepsia a base de maconha

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Um fato emblemático acaba de agitar o universo da maconha medicinal: o Food and Drug Administration (FDA) – órgão regulador de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos – aprovou pela primeira vez na história testes com voluntários envolvendo um remédio feito de maconha. Trata-se do Epidiolex, que contém 98% de canabidiol e é indicado para epilepsia. Quem está por trás da iniciativa é o laboratório GW Pharmaceuticals, que já produz o Sativex.

Definitivamente, a maconha está na mira dos grandes laboratórios farmacêuticos – o que pode significar um avanço (ou não) para a legalização – mas, certamente, representa muitos intere$$e$ por trás da erva sagrada.

As pesquisas serão conduzidas por médicos da Universidade de Nova York e Universidade da Califórnia. Detalhe: quem receberá o medicamento será um grupo de 25 crianças portadoras de epilepsia de difícil controle. O objetivo é investigar as [ já comprovadas ] propriedades anti-convulsivas do canabidiol (CBD).

Segundo Geoffrey Guy, presidente do GW Pharmaceuticals, se “nos próximos meses a FDA permitir, haverá uma série de médicos nos grandes centros universitários em todos os EUA , cada um tratando uma dezena de pacientes com epilepsia”. Ou seja, é possível que, em 2014, centenas de crianças com epilepsia estejam se tratando com o remédio à base de maconha.

Para quem não sabe, a GW é a empresa britânica que tem a aprovação do governo desde 1998 para desenvolver extratos vegetais à base de canábis. Seu principal produto é o Sativex , um extrato que contém CBD e THC – e que foi aprovado pelos órgãos reguladores no Reino Unido e mais de 20 outros países para o tratamento da dor e espasticidade na esclerose múltipla.

Após os mais [ recentes estudos ] e relatos que comprovam a eficácia da canábis para o tratamento da epilepsia pediátrica, muitos pais começaram a procurar a GW em busca de medicamentos – e eis que agora o Epidiolex ensaia sua entrada gloriosa no mercado.

* Fonte: Beyond THC

via: [ Blog da MaryJuana ]

Documentário Weeds legendado em português!

O tema central do documentário Weeds é o Dr. Sanjay Gupta, correspondente médico da CNN que passou a vida se pronunciando fortemente contra a maconha – incluindo a medicinal.

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O filme, que tomou as manchetes dos jornais e foi exibido pela CNN no horário nobre, conta como Gupta viajou o mundo para esclarecer suas próprias ideias em relação ao debate. Parece que deu certo! Após a peregrinação de quase um ano, Gupta escreveu um editorial para o site da CNN se desculpando por sua posição contrária e por haver defendido tão fortemente a proibição.

“Nós temos sido terrível e sistematicamente enganados por quase 70 anos nos Estados Unidos, e peço desculpas por meu próprio papel nisso”, escreveu ele. “Espero que este artigo e o documentário ajudem a esclarecer as coisas”.

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Umas tramas usadas para ilustrar a necessidade de uma abordagem diferente ao tema é a história de Charlotte Figi, uma garotinha do Colorado que sofre de epilepsia e quase morreu por falta de acesso à canábis medicinal – sua mãe já havia tentado de tudo, menos a maconha. “Como pai de três filhas, eu fui particularmente tocado por essa história”, afirmou Gupta.

O médico levanta todos os assuntos, desde o Refer Madness dos anos 50 até as últimas descobertas médicas – sempre contestando os argumentos legais para atitudes governamentais. Após todo este estudo, Gupta termina com o desfecho emblemático: “porque mudei de ideia em relação à maconha”.

Fonte: [ Growroom ]

Na Itália, a canabis medicinal foi legalizada!

Na Itália a canabis medicinal foi legalizada

Itália legaliza cannabis para fins medicinais

Enquanto os olhos do mundo estavam voltados para a escolha do novo Papa, um importante acontecimento passou despercebido na Itália. No dia 23 de fevereiro de 2013, um decreto do Ministério da Saúde, publicado na Gazeta Oficial, legalizou a canábis para fins medicinais no país.

O projeto de lei foi assinado em janeiro pelo ministro da Saúde, Renato Balduzzi, passando a vigorar em abril de 2013. De acordo com a publicação oficial, a decisão considera que os benefícios medicinais da planta se sobrepõem ao potencial danoso e aos riscos de vício.

A canábis passa, portanto, a figurar em uma nova tabela de perigos (seção B), sendo permitida legalmente no país, para fins medicinais, em todas as suas formas. A decisão foi validada pelo Instituto Superior de Saúde, o Conselho Superior de Saúde e o Departamento de Políticas Anti-Drogas da Itália.

A Itália é o último país europeu, a legalizar a cannabis medicinal. Na Europa, a canábis é ilegal, mas é tolerada para consumo pessoal.

VEJA O DECRETO – MINISTERO DELLA SALUTE DECRETO 23 gennaio 2013

Fonte: [ Diário da Erva ]