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A maconha pode salvar o nosso mundo

maconha

A maconha é a única planta que pode salvar o planeta. Não é questão de fazer os mesmos produtos que outras matérias primas. Ela faz produtos de melhor qualidade e mais ecológicos.

Atualmente é proibido cultivar cânhamo no Brasil, o que é um grande prejuízo. O nosso Nordeste tem condições perfeitas para essa prática, com seu clima seco e sol abundante. Desmatamento de florestas, queima de combustíveis fósseis, pulverização de grandes quantidades de pesticidas, entre outros malefícios ao meio ambiente poderiam ser evitados a partir da produção de maconha para uso industrial.

Só para esclarecer, o produto é o cânhamo (hemp) e não a maconha de consumo recreativo ou medicinal de efeito psicoativo. O hemp não da brisa, pois não tem quantidades suficientes de THC para isso. Se você o fumar provavelmente só acabará com dor de cabeça e muita tosse.

Por conta de sua aparência semelhante à maconha tradicional, preconceito, proibição e muita ignorância, o cânhamo continua proibido no Brasil. Mas a informação ainda não está proibida, apesar de tentarem. Então aqui vão algumas maneiras de como o cânhamo pode nos ajudar.

 

Papel

O hemp se regenera em questão de meses e cresce muito rápido, o que é um ótima solução para a fabricação de papel. Ao contrário do eucalipto (árvore que pode levar mais de 30 anos para estar pronta para colheita), o cânhamo está pronto para ser usado em cerca de 4 meses. Um campo de cânhamo fornece a mesma quantidade de polpa que quatro campos de árvores.

Então porquê ainda continuamos a desmatar as florestas? Não há dúvidas de que o cânhamo é a melhor alternativa.

O trabalho realizado com Cânhamo não amarela nem se torna frágil, pois ele já é naturalmente livre de ácidos. O cânhamo pode ser reciclado até 7 vezes, enquanto o papel de polpa de madeira só pode ser reciclado 4 vezes no máximo. Sem mencionar que milhões toneladas de poluição tóxica são jogadas no ar e água todos os anos durante a produção de papel de madeira e celulose. O papel de cânhamo não precisa ser clareado com cloro, pode ser usado peróxido de hidrogênio para esse processo, o qual é muito mais seguro para a água e solo da terra.

Roupas e Tecidos

As primeiras calças jeans azul da Levis, foram trabalhadas em lona de vela de barco, 100% feita de cânhamo. A lona foi importada de Nim-França e assim surgiu o “de Nim” ou “denim”.

Para a fabricação de tecido, o cânhamo é uma ótima escolha, pois não se desgasta e torna-se mais suave a cada lavagem. A plantação requer um baixo nível de pesticidas e herbicidas, o que não só é ótimo para o meio ambiente, mas também para o uso do produto final (uma vez que não será prejudicial para a pele). Um hectare de cânhamo vai produzir tanto material quanto três hectares de algodão.

Ele é mesmo incrível! O tecido produzido a partir de sua fibra é capaz de manter você fresco no calor e quente no inverno, sendo conhecido por ser até 4 vezes mais quente que o material de algodão. E como se já não existissem fatos surpreendentes suficientes, ele ainda retarda o fogo. Dessa forma o cânhamo se diferencia da maioria dos outros tecidos, vestuários, roupas de cama, que necessitam ter adicionados produtos químicos repelentes de fogo – o que é um grande bônus.

Plástico e materiais de construção

Você sabia que Henry Ford fez um carro com material mais leve que aço capaz de suportar 10 vezes mais o impacto sem amassar? Pois é, foi feito de Cânhamo.

O Hemp pode ser utilizado em vários tipos de materiais de construção, como hempcrete, fiberboard, carpetes, conexões, isolamento, e plástico por exemplo. Não é apenas o meio ambiente que se beneficia com as construções de cânhamo, mas também o ser humano. As paredes feitas de cânhamo são resistentes a fogo e também a ácaros, pragas e mofo. Além disso, as construções feitas de cânhamo retiram CO2 do ar e endurecem conforme passa o tempo.

Paredes feitas de cânhamo podem durar até 500 anos! Uma grande contribuição para a sustentabilidade. Plásticos feitos de Hemp podem substituir totalmente os plásticos feitos de petróleo usados hoje em dia, que contém um alto nível de componentes químicos, como por exemplo o bisfenol.

Agora veja essa: se todos os nossos plásticos fossem feitos à partir do cânhamo, e você comprasse algo que veio com embalagem feita desse plástico, você poderia jogá-la na terra como composto, pois plásticos de cânhamo são completamente biodegradáveis.

Surge então a pergunta, por quê a indústria opta por utilizar materiais muito mais nocivos na produção de plástico?

Combustível

O Cânhamo pode ser utilizado para fazer combustível de duas formas: o óleo de sementes do cânhamo processada, podendo assim ser transformado em biodiesel ou o caule fermentado que pode ser transformado em etanol e metanol.

O biodiesel é totalmente biodegradável e um combustível muito mais limpo para o ar. Mesmo o escape produzidos pela queima do biodiesel de cânhamo tem um cheiro agradável. Embora o Cânhamo não seja a melhor alternativa ao combustível que se encontra disponível, ele pode ser usado temporariamente, pois pode ser utilizado em todos os veículos existentes hoje, sem fazer quaisquer alterações. Ambas as formas de combustível de Cânhamo não são tóxicas e são totalmente biodegradáveis.

Nutrição

Podemos afirmar com segurança que o cânhamo não só é bom para o meio ambiente, mas também para seu corpo. As sementes de Cânhamo são conhecidas por serem as mais nutritivas do planeta – Buda comeu apenas uma semente de cânhamo por dia, durante os seus 6 anos de jejum, para se disciplinar antes de alcançar a iluminação.

Junto com magnésio, potássio, fibras e quase todas as vitaminas que o corpo precisa, as sementes de cânhamo contém grandes quantidades de ômega 3 e 6, ácidos graxos essenciais – são as únicas a conter sozinha os dois juntos.

As sementes de cânhamo são muito ricas em proteínas (cerca de 25% ). Essas sementes possuem um sabor semelhante à noz, podendo ser usada em diversas receitas à seu gosto.

Produtos de limpeza e tintas

Quando limpamos as nossas casas com produtos convencionais, estamos a remover sujidade orgânica, poeira e óleos com químicos não biodegradáveis – químicos esses que nós inalamos antes de serem enviados pelos esgotos até aos Oceanos! O que há de limpo nisto?

Porque é que usamos produtos de limpeza baseados em petróleo? Serão eles melhores do que os produtos naturais? São mais baratos? Na maioria dos casos a resposta é não. Todos os produtos de limpeza contêm agentes que atuam em superfícies. Muitos destes agentes sintéticos, provêm do petróleo e outros químicos. Os agentes naturais provenientes dos óleos vegetais conseguem fazer o trabalho tão bem ou melhor do que os agentes baseados em químicos. Algumas companhias que usam os agentes químicos têm que pagar para tratar os resíduos tóxicos que poluem as águas, pois faz parte das Leis Ambientais.

Porque não usar apenas produtos naturais e biodegradáveis? Testes Europeus, indicam que os produtos de limpeza com agentes naturais baseados no óleo da semente de cânhamo trabalham de modo igual ou melhor do que outros baseados em óleos como: coco, soja e canola. Os produtos baseados em cânhamo podem limpar tudo desde janelas e mobílias, a motores de aviões a jacto. O óleo de cânhamo é um candidato para várias aplicações industriais onde é usado o óleo de linhaça.

O óleo de cânhamo contém agentes de secagem naturais usados nas tintas, nos vernizes e isolantes, que tornam a madeira altamente resistente á água. De facto, a partir de 1937, todas as pinturas de qualidade foram feitas com uma base de óleo de cânhamo.

Cosméticos

Os óleos originais usados em cosméticos como: cremes para bebes, cremes para a cara, creme de barbear, loções corporais são feitos a base de óleos minerais que – adivinhem – são um derivado do petróleo!

Muitas pessoas não fazem ideia que os produtos de maquilagem e cuidados pessoais que aplicam na cara e no corpo são baseados em petróleo. Para perceber porque é que os óleos minerais estão longe de ser uma contribuição para a saúde e beleza, primeiro temos que perceber que toda a vida na terra é baseada, essencialmente em carbono, oxigeno e hidrogênio. Plantas vivas e outros organismos são baseados em carbono vivo. A vida existente há milhões de anos ou está fossilizada ou tornou-se carbono “morto”. Quando usamos cosméticos que contêm óleos minerais estamos basicamente a tentar revitalizar os nossos corpos com materiais mortos. Isto não faz sentido. Apenas os óleos de plantas vivas –fontes de carbono vivo- contêm propriedades regenerativas. Então porque é que o óleo mineral existe em tantos produtos? Numa só palavra: Preço! À parte de ser um óleo incolor e inodoro, a sua principal vantagem é que poucos óleos vegetais conseguem competir economicamente com eles. No fim, a nós como consumidores é-nos oferecido uma notável linha de cosméticos que beneficia a nossa saúde tanto como uma caixa de Twinkees ou Maltesers.

Por outro lado, descobriu-se que o óleo de cânhamo, é altamente nutritivo, essencial para o cabelo e pele, promove o crescimento e retarda o envelhecimento. O cânhamo tem excelentes propriedades regenerativas e hidratantes para a recuperação de doenças de pele e é particularmente usado por pessoas que sofrem de eczema e psoríase.

No reino das plantas, o cânhamo contém a mais elevada quantidade de ácidos gordos essenciais para a saúde do nosso corpo e foi provado cientificamente, ter efeitos bioquímicos e terapêuticos quando aplicados. O óleo de cânhamo pode ser encontrado em shampoos, sabonetes, condicionadores, gel de banho, creme hidratante, batom e outras preparações de cosméticos.

 

Conheça alguns fatos sobre o cânhamo:

  • Até meados de 1880, mais de três quartos de todo o papel no mundo era feito de cânhamo.
  • Uma colheita de cânhamo produz 4 vezes mais fibra crua do que uma plantação de árvores de tamanho equivalente.
  • As árvores demoram 20 anos até serem adultas, o cânhamo demora 4 meses.
  • O cânhamo não precisa de pesticidas porque é intragável para os insetos.
  • O cânhamo não precisa de herbicidas porque cresce depressa demais para as ervas daninhas.
  • O cânhamo repele até 95% dos raios ultravioleta quando tecido numa malha apertada.
  • O cânhamo absorve mais água do que o algodão e tem uma força de tensão 3 vezes superior.
  • A produção de papel de cânhamo não usa tóxicos que podem poluir os rios próximos da fábrica.
  • O papel de cânhamo amigo do ambiente é mais forte e mais duradouro do que o papel feito da madeira.
  • O papel de cânhamo ainda é usado para fazer notas e arquivos.
  • Desde mais de mil anos antes de Cristo e até cerca de 1880 DC, o cânhamo foi o maior cultivo agrícola e indústria do planeta, produzindo a esmagadora maioria das fibras, tecidos, óleos, papel, incensos e produtos medicinais do planeta, assim como sendo a principal fonte de alimento para humanos e animais.
  • A guerra de 1812 entre a América e a Inglaterra foi sobretudo sobre o acesso ao cânhamo da Rússia.
  • Uma das razões principais para a invasão da Rússia por Napoleão em 1812 foi também as provisões de cânhamo Russas.
  • O cânhamo usa a luz do sol com mais eficácia do que qualquer outra planta no planeta.
  • O cânhamo cresce praticamente em qualquer tipo de solo e clima e é uma excelente razão para usar terrenos que de outra maneira estariam abandonados.
  • Até princípios de 1800 a palavra “linhos” referia-se a tecidos grosseiros feitos do cânhamo ou linho.
  • O óleo de cânhamo era referido na Bíblia pelo nome. Aparentemente, etimologistas na Universidade Hebraica em Jerusalém, confirmaram que a palavra “kineboisin” ( também escrita “kannabosm”) referia-se ao cânhamo usado numa pomada sagrada. Ver Exodus 30:23 onde a palavra foi mal traduzida para “cálamo”.
  • O óleo da semente de cânhamo dá a chama mais brilhante nas lamparinas a óleo e é usado desde Abraão. os Citas costumavam urificar-se com óleo de cânhamo que deixava as suas peles “brilhantes e limpas”.
  • Até 1850 muito do papel era feito de cânhamo. Desde 1900, a maioria dos jornais, livros e revistas passou a ser feito de papel de polpa da madeira. Papel barato e dispensável, conveniente de uma sociedade consumista.
  • As nossas florestas, ou o que sobra delas, estão a ser cortadas 3 vezes mais depressa do que elas conseguem crescer.
  • O cânhamo oferece uma fonte de combustível valiosa e sustentável para o futuro. O cânhamo rende cerca de 1000 galões de metanol (3785 litros) por acre ano (10 toneladas de biomassa/acre, cada um dando 100 galões de metanol/tonelada). O metanol usado hoje em dia é principalmente retirado do gás natural que é um combustível fóssil. O metanol está atualmente a ser considerado como o combustível principal para os automóveis, esperando assim reduzir os níveis de CO2.
  • Henry Ford sonhou um dia que os carros nascessem do solo. A companhia Ford, depois de anos de investigação, produziu um carro cuja carroceria era feita de plástico. Essa carroceria rija era feita em 70% de fibra celulose de cânhamo. Este plástico resistia a pancadas 10 vezes mais do que o aço sem ficar com marcas! O seu peso também era 2/3 do peso de um carro normal, sendo assim mais econômico. Henry Ford foi então obrigado a usar o petróleo devido à proibição do cânhamo.
  • Canapa em Italiano, Hanf em Alemão, Canamo em Espanhol, Chanvre em Francês, Kanoplya em Russo, Kender em Hungaro, Tal Ma em Chinês, o cânhamo é sem duvida internacional.

 

Como você pôde ver, o Cânhamo é uma excelente opção industrial por diversas razões. Quase tudo criado a partir do cânhamo é biodegradável , por isso, não só produtos de cânhamo parecem durar muito mais tempo , mas também quando é hora de substituí-los , eles podem retornar à Terra de maneira muito mais ecológica.

Quem projetou a maconha criou uma planta realmente perfeita. Já passou da hora de implementar esses novos recursos em nossas vidas. Nós temos a informação e temos a tecnologia, então o que nos impede?

Henry Ford gostava de dizer “Para quê usar as florestas que demoram séculos a serem criadas, e as minas que requerem épocas para se estabelecerem, se nós podemos ter produtos florestais e mineras equivalentes ao crescimento anual dos campos?”

George Washington Cover tinha uma resposta: “Eu acredito que o Grande Criador colocou minérios e óleos na terra para nos dar um “pequeno descanso”. Como nós os esgotamos devemos estar preparados para voltar às nossas quintas, que são o verdadeiro armazém de Deus, e que nunca se esgotará! Nós podemos aprender a sintetizar o material para cada necessidade humana a partir das coisas que crescem!”

Legalizar a maconha é respeitar a natureza, a vida e o planeta. O uso industrial do cânhamo é a melhor alternativa para termos um equilíbrio ambiental adequado, com uma fonte de matéria prima capaz de produzir combustível, papel, tecidos, casas, plástico, cosméticos… tudo da mais alta qualidade, muitas vezes superior aos produtos feitos com matéria prima convencional no mercado.

A maconha é a única planta que pode salvar o planeta. Se tudo correr como deve, o cânhamo servirá como pilar central de uma nova era de sustentabilidade e consciência ambiental.

Fonte: [ CHARAS ]

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Anvisa libera uso terapêutico do canabidiol no País

por Lígia Formenti

Substância derivada da maconha não tem efeito psicoativo, ajuda a reduzir crises convulsivas e figura em lista de uso controlado

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BRASÍLIA – O uso terapêutico do canabidiol está permitido no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na manhã desta quarta-feira, 14, por unanimidade a mudança na classificação da substância, presente na maconha. Ela deixa a lista de produtos proscritos e passa a figurar na lista C1, de substâncias de uso controlado.

A decisão é fruto de uma discussão iniciada ano passado, quando familiares de crianças que sofrem recorrentes crises de convulsão começaram uma movimentação para a liberação do produto, cujo uso é permitido em outros países.

Estudos mostram que o canabidiol, que não tem efeito psicoativo, ajuda a reduzir as crises convulsivas. Katiele Bortoli, mãe de Anny Fischer, uma das primeiras pacientes brasileiras a usar o produto para tentar reduzir as crises, emocionou-se ao fazer a defesa da reclassificação.

Katiele Bortoli, mãe da pequena Anny Fischer, emocionou-se ao fazer defesa da reclassificação do canabidiol

“Esse momento é muito importante. Sabemos que não se trata da cura, mas esperança na qualidade de vida das crianças”, disse Katiele. “Esperamos que a mudança estimule a realização de estudos científicos para conhecer mais sobre a substância e sua interação com outros medicamentos”, completou.

De acordo com Katiele, depois de vários meses com crises controladas, Anny voltou semana passada a apresentar um aumento de convulsões. A piora estava relacionada à interação com outro medicamento, que a menina passou a usar. “Interrompido o uso, as crises foram novamente controladas”, contou a mãe.

A presidente da Federação Brasileira de Epilepsia, Maria Carolina Doretto, afirmou esperar que, com a reclassificação, indústrias farmacêuticas passem a sintetizar o produto. Ela defendeu ainda que ele seja rapidamente incorporado no Sistema Único de Saúde (SUS). “Seguindo os padrões estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina”, destacou.

Júlio Américo Neto, pai do menino Pedro, também defendeu a ampliação de estudos e a criação de uma política nacional da cannabis medicinal, para distribuição de medicamentos feitos a partir do canabidiol para tratamento de pacientes.

Na justificativa de seu voto, o presidente em exercício da Anvisa, Jaime Oliveira, lembrou que o canabidiol não é considerado um produto entorpecente ou psicotrópico e não há relatos de que ela possa provocar dependência.

Já o diretor Renato Porto, que também votou pela reclassificação, fez avaliação semelhante. Ele ressalvou, no entanto, não haver estudos que mostrem a eficácia e a segurança do produto a longo prazo, uma lacuna que, em sua avaliação, é preciso ser reparada.

Fonte: [ Estadão ]

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Cristovam Buarque entrega relatório sobre a SUG-8

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Nesta terça-feira dia 18 de novembro o Senador Cristovam Buarque entregou à presidente da Comissão de Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), senadora Ana Rita (PT-ES), o relatório da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa sobre a Sugetão 8/2014, que propõe a Regulamentação da Maconha para fins Medicinais, Recreativos e Industriais.

O documento de 165 páginas pode ser acessado [ no site do Senado ], boa parte trata-se de uma pesquisa de 130 páginas sobre os usos da maconha, os potenciais impactos positivos e negativos de sua regulação e as políticas e experiências internacionais sobre drogas. Além das considerações do Senador o relatório também inclui um projeto de lei que regulamenta o uso medicinal da canábis e os processos aplicados desde a sua produção até a entrega ao uso.

Em entrevista para a Agência Senado, Cristovam reconheceu que há muitos grupos de pressão preocupados em influenciar uma decisão sobre a regulamentação da maconha. Além do lobby de religiosos, contra a liberação, donos de clínicas temeriam que as famílias parem de levar os usuários para tratamento. Do outro lado, o senador diz que há lobby de laboratórios, que têm interesse em produzir novos medicamentos para obter lucro.

Mesmo ainda em dúvida acerca a regulamentação do uso recreativo, Cristovam é enfátivo quanto ao uso medicinal – O uso medicinal sob a forma de remédio tem que ser regulamentado imediatamente. Não se justifica deixar centenas, milhares de pessoas sofrendo, sabendo que há um remédio disponível e que as pessoas não têm acesso porque tem uma proibição – disse o senador em entrevista à Agência Senado.

Se a comissão aprovar o relatório de Cristovam, uma subcomissão deve ser criada para analisar as proposições que julgar importantes sobre o tema. O senador deixou claro que, apesar de defender mais debates, é contra o arquivamento da sugestão.

– Eu digo: não se arquive a sugestão. Porque, se eu dissesse arquive-se, acabaria tudo. E nem se aceite plenamente ainda. Que se discuta mais o assunto – concluiu.

Fonte: [ Sem Semente ]

PARECER da COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA sobre a Sugestão 8/2014, que propõe a Regulamentação da Maconha para fins Medicinais, Recreativos e Industriais:
http://legis.senado.leg.br/mateweb/arquivos/mate-pdf/156942.pdf

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ILEGAL

ILEGAL conta a história de Katiele, uma brasileira que luta para tratar a epilepsia de sua filha de 5 anos com CBD, uma substância derivada da maconha e proibida no país.

O filme é parte do projeto REPENSE, que pretende trazer informação e debate em torno do uso da Cannabis medicinal.

APOIE O PROJETO EM: http://www.catarse.me/REPENSE

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Legalização da maconha acabou com tráfico de drogas no Uruguai

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Redação – Agência Senado

No Brasil, o primeiro debate para tentar definir se a regulamentação do comércio e uso da maconha deve ser discutida como um projeto de lei no Senado aconteceu na segunda-feira (2).

O principal convidado à audiência, o secretário Nacional de Drogas do Uruguai, Julio Calzada, destacou o efeito positivo da legalização do comércio da droga sobre a criminalidade no país. Segundo ele, o narcotráfico e os crimes correlatos foram destruídos no país com uma série de medidas descriminalizadoras. Ele ressaltou que o Uruguai despenalizou o uso de drogas há 40 anos e a evolução do consumo e seus aspectos colaterais são semelhantes aos dos países que ainda criminalizam o uso.

“Temos a convicção de que um país que alcança a cidadania plena é aquele que melhor convive, e não necessariamente o que mais reprime”, afirmou.

Calzada destacou, contudo, que a liberação exige educação para evitar o hábito do consumo. No Uruguai, desde 2006, o mercado do tabaco tem sido regulado pelo Estado, com proibição da publicidade. Como resposta, o consumo de tabaco, que era de 31% entre meninos e adolescentes em 2006, caiu a 12% em 2012.

No caso da maconha, há também normas para o controle do consumo, com o registro dos usuários no momento da compra e limites para o plantio. Uma pessoa pode ter até seis pés de maconha em casa, longe de crianças, e pode haver clubes de até 45 membros com 99 plantas.

“A maioria das pessoas não vai querer plantar em casa, mas pode recorrer ao comércio legal. Isso é respeitar os direitos humanos. Mas entendemos que a maconha precisa ter controle, porque tem riscos para a saúde. É preciso uma intervenção direta do Estado para garantir que o marco legal seja respeitado, assim como seus limites”, disse Calzada.

Como ressaltou, o Uruguai acabou com o narcotráfico, mas há a consciência de que não existe a possibilidade de um mundo sem drogas. “E por que a pessoa que deseja usar a maconha para fins medicinais ou recreativos precisa se envolver com o narcotráfico, com pessoas sem escrúpulos, com a máfia? O fenômeno do narcotráfico é absolutamente econômico. No Uruguai, o mercado de maconha representava 90% das drogas ilegais em narcotráfico”.

ENQUANTO ISSO, NO BRASIL…

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), responsável por elaborar parecer na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) à sugestão popular que define regras para o uso recreativo, medicinal e industrial da maconha fez questão de ressaltar que regulamentação não é liberação. “Nosso desafio é quebrar o tráfico e eliminar a necessidade de drogas para satisfazer o vazio que cada um sente e que leva ao uso”, disse.

Pela sugestão, enviada pelo Portal e-Cidadania, seria considerado legal “o cultivo caseiro, o registro de clubes de cultivadores, o licenciamento de estabelecimentos de cultivo e de venda de maconha no atacado e no varejo e a regularização do uso medicinal”.

Entre os que acompanhavam o debate no Senado, houve muito mais opiniões contrárias do que favoráveis à regulamentação da maconha. Por outro lado, as manifestações dos internautas pela página interativa da audiência pública foram mais favoráveis à liberação do consumo.

Fonte: [ Planeta Sustentável ]

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Jean Wyllys protocola projeto que pede a regulamentação da maconha

Para deputado, “guerra às drogas” é um fracasso que apenas criminaliza jovens da periferia. “Parlamento brasileiro precisa reconhecer que a política de ‘guerra às drogas’ é um fracasso e só produz violência, morte e a criminalização da pobreza”, acredita

Por Redação

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O deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) protocolou na tarde hoje (19) o projeto de lei 7270/2014 que visa regulamentar o plantio, o uso recreativo e a comercialização da maconha em todo o território brasileiro. Wyllys afirma que o “parlamento brasileiro precisa reconhecer que a política de ‘guerra às drogas’ é um fracasso e só produz violência, morte e a criminalização da pobreza”.

Na defesa de seu projeto, Wyllys questiona a “legislação que proíbe a maconha e as outras drogas de um lado e, por outro lado, todo um sistema de produção e comercialização que funciona, sem qualquer impedimento, no mundo real”. O parlamentar também argumentou que quase sempre quem morre na mão da polícia ou de uma facção rival são “os pobres, favelados e na maioria dos casos, jovens negros” e que, logo depois que morrem, são substituídos e o comércio ilegal continua.

Jean Wyllys também declarou que é necessário haver um controle sobre a qualidade da substância comercializada. “Ninguém sabe a composição da droga que é vendida, sua qualidade não passa por qualquer tipo de fiscalização nem precisa se adequar a nenhuma norma, o consumidor não recebe qualquer tipo de informação relevante para a sua saúde e segurança, diversos processos de industrialização (como o prensado de maconha para fumo com amônia, altamente tóxica) são realizados sem qualquer fiscalização. Não há restrições à venda que impeçam o acesso dos menores de idade a esse comércio ilegal — seja como compradores, seja como vendedores ou ‘soldados’ do tráfico. Está tudo errado!”, criticou.

Wyllys reconheceu que o projeto é polêmico, mas disse esperar que a partir do seu PL seja realizado um debate nacional e declarou que o “Brasil precisa mudar”. Além da Câmara dos Deputados, no Senado também corre uma iniciativa que está sob relatoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que vai realizar uma série de audiências públicas podendo, posteriormente, construir um projeto de lei sobre o assunto.

Para conhecer o projeto de lei sobre a regulamentação e comercialização da maconha no Brasil, do deputado Jean Wyllys, [ clique aqui ].

Fonte: [ Portal FORUM ]

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Depoimento: mãe de maconheiro

Quando o assunto envolve mãe e maconha logo imaginamos mais um caso de atrito familiar, mas desta vez é diferente sendo um caso de apoio ao debate e esclarecimento em família.

“Mãe que é mãe respeita e ama, mesmo não concordando!!!”

Fonte: [ Smoke Buddies ]

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Maconha pode impedir que o HIV se espalhe, diz estudo

“Sim, mais uma grande utilidade médica da maconha descoberta. Muitas ainda virão, pois os receptores sobre os quais os componentes da maconha atuam regulam e orquestram praticamente todas as funções fisiológicas do organismo. Inclusive a multiplicação e a ativação de celular do sistema imune. Além disso, há indícios de ação antiviral. Lester Grisnspoon, famoso médico de Harvard, especialista no uso medicinal da maconha, afirmou corretamente que a maconha terá (e esta tendo) um impacto tão importante ou maior que o da penicilina.” – Renato Malcher

Estudo realizado pela Louisiana State University diz que o THC pode impedir que o HIV se espalhe e que ajuda no aumento de células saudáveis

Por Redação

Estudo diz que maconha pode ajudar na produção de células saudáveis frente ao HIV

Estudo diz que maconha pode ajudar na produção de células saudáveis frente ao HIV

Uma pesquisa da Louisiana State University com macacos aponto para o aumento de células sadias com o uso da maconha. Já faz algum tempo que o uso da erva é utilizado como tratamento terapêutico contra alguns sintomas da Aids, por exemplo, dores e perda do peso. Porém, esta pesquisa também descobriu que cannabis pode ser útil para impedir que a doença se espalhe.

Os cientistas aplicaram durante 17 meses doses diárias de THC (substância ativa da maconha) em macacos infectados por uma versão animal do HIV. Durante o período, os pesquisadores observaram que os prejuízos ao sistema imunológico dos estômagos dos animais, área que costuma ser a mais afetada, tiveram os seus danos reduzidos.

Ao Huffington Post, a coordenadora da pesquisa, Dra. Patrícia Molina, disse que “estes resultados revelam novos mecanismos que podem contribuir potencialmente para o controle da doença por meio da cannabis”. Molina também explicou que enquanto o vírus HIV ganha força se espalhando por meio de infecções que matam as células, os macacos que receberam doses de THC mantiveram altas taxas saudáveis durante o tratamento.

Pesquisas anteriores também concluíram que macacos infectados pelo HIV e tratados com THC sobreviveram mais tempo. Em 2012, outro estudo apontou que a maconha possui substâncias que podem ser efetivas na luta contra o HIV. No Califórnia Pacific Medical Center, em São Francisco (EUA), cientistas alegaram que os componentes da maconha também podem ser úteis para tratar formas agressivas de câncer.

Fonte: [ Revista Forum ]

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O novo status da maconha

por Elisaldo Carlini(*)

No século 19, medicamentos à base da maconha (Cannabis sativa L) eram disponíveis aos pacientes.

Assim dizia o doutor J. R. Reynolds, médico da rainha Vitória da Inglaterra: “Em quase todas as moléstias dolorosas, eu achei a maconha (“indian hemp”) a mais útil das drogas”. Está escrito em famoso livro da terapêutica americana: “Cannabis é muito valiosa para o alívio da dor, particularmente aquela dependente de distúrbios nervosos…”

E a maconha usada como medicamento naqueles tempos não causava “graves” intoxicações. D. S. Snyder, ao examinar a literatura médica do século 19, diz: “É marcante que muitos relatórios médicos não mencionam qualquer propriedade intoxicante da droga”.

Raramente existia (se é que houve alguma) indicação de que pacientes –e centenas de milhares devem ter recebido Cannabis na Europa no século 19– estivessem “chapados” ou mudassem sua atitude em relação ao trabalho, seus semelhantes, ou sua pátria.

Mas, na metade do século 20, a situação muda totalmente. “A maconha é uma droga totalmente viciante, merecendo o ódio dos povos civilizados”, declarou o governo egípcio, em 1944. Na convenção de 1961, a ONU coloca a maconha, junto com a heroína, na classe das drogas com “propriedades particularmente perigosas”. E a maconha passou a ser considerada “erva do diabo”, satanizada que foi. Não importa discutir quais as razões, certamente pouco científicas, que levaram a tão esdrúxula situação.

Mas, a partir da segunda metade do século 20, o quadro começa a modificar-se, e a maconha renasce como poderoso medicamento para certas patologias médicas.

A identificação dos princípios químicos ativos da maconha, a descrição segundo a qual o cérebro humano tem “receptores” para esses princípios, a surpreendente descoberta de que o nosso cérebro sintetiza uma substância capaz de atuar naqueles receptores (como se tivéssemos uma maconha produzida pelo nosso próprio cérebro, a anandamida) e a descrição de um sistema de neurotransmissão nervosa chamado de sistema canabinoide endógeno trouxeram um novo status científico para a maconha.

E mais: muitos trabalhos científicos clínicos foram feitos no mundo demonstrando claramente que a maconha tem boas propriedades terapêuticas (dores neuro e miopáticas; esclerose múltipla; náusea e vômito resultantes da quimioterapia do câncer; e mais recentemente epilepsia e dores terminais do câncer).

E, ainda, recentes pesquisas epidemiológicas, seguindo milhares de usuários crônicos e até pesados da maconha, feitas em importantes universidades dos Estados Unidos e do Reino Unido, cabalmente mostram que a maconha não afeta o desempenho cognitivo, não produz ganho de peso e não está associada a efeitos adversos da função pulmonar.

Como consequência final desses conhecimentos novos, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e Holanda já têm medicamentos fabricados à base de maconha ou seus derivados. O medicamento fabricado no Reino Unido já foi aprovado pelos Ministérios da Saúde de 13 outros países (o último a aprovar foi a França) e é utilizado clinicamente, sob receitas, em mais de duas dezenas de outros países.

E todos esses fatos estão à disposição do leitor em cerca de um milhar de trabalhos científicos, sendo apoiados pelo “American College of Physician“, “American Medical Association“, Ministério da Saúde de Israel, Espanha, Itália etc. (para maiores detalhes, ver o trabalho de revisão “Cannabis sativa L (maconha): Medicamento que renasce?“).

Até poderia ser dito que, para o opositor brasileiro do uso médico da maconha, à semelhança de uma pessoa ao ser confrontada com um documento que contradiz frontalmente sua superada convicção, declara: não li e não gostei!

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ELISALDO LUIZ DE ARAÚJO CARLINI, 83, é professor titular de psicofarmacologia na Universidade Federal de São Paulo e pesquisador emérito da Secretaria Nacional de Políticas sobre Droga do Ministério da Justiça

Fonte: [ Folha ]

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A maconha no altar da penicilina, verdadeira revolução

flores da Cannabis

por HELIO FERNANDES

Reprimida, combatida, proibida, passou a ser considerada suicida. Entrou para a relação das drogas criminosas, custavam a reconhecer que não era nem mesmo uma droga. Grandes personalidades que chegaram aos postos mais altos nos seus países, confessavam que na adolescência fumavam maconha. Sem maiores conseqüências, não era considerado droga.

O presidente do Uruguai, o psiquiatra Lester Grinspoon

A tentativa de reabilitar ou liberar a maconha, parou em muitos obstáculos, principalmente em estados americanos. Faziam concessões que não concediam nada, permitindo apenas o uso medicinal. Só que agora, o ex-guerrilheiro presidente do Uruguai, ganhou as manchetes do mundo, fazendo aprovar no Congresso, liberdade total, para essa maconha que pode ser plantada e consumida por qualquer um. Voltou a expressão, que foi muito citada no Brasil, há pouco, por causa das biografias: “É proibido proibir”.

O Uruguai é um país pequeno, com três milhões de habitantes, mas veio provar que a Justiça provoca satisfação e reconhecimento, muito maiores do que a injustiça. E o mundo que se prende muito mais a notícias de assassinatos, de corrupção, e tudo isso junto com penitenciárias como a de Dona Roseana, colocou nas manchetes, a liberação dessa maconha. Que um psiquiatra que passou a vida estudando o problema, comparou-a à penicilina.

Agora, quem vai desmentir o pesquisador?

Ainda me lembro, eu era pequeno e o mar bramia, quando houve a revolução da Penicilina. Um estrondo de satisfação, o povo que não tinha direito a coisa alguma, teve aberta a caminhada da descoberta, que servia para curar doenças sem fim.

Foi uma consagração, primeiro perplexidade, depois o direito dos povos se utilizarem das mesmas soluções que salvavam e favoreciam as elites enriquecidas com o dinheiro que sobrava da exploração do esforço do trabalhador. E isso resistiu até hoje.

O psiquiatra e suas lições

Grinspoon, com 86 anos de idade, é reconhecido pelo menos por 60 anos de estudo sobre a maconha. Nunca teve medo da droga, nem mesmo se pudesse atuar sobre ele. Para os que se surpreendiam com tanto tempo de convivência com a maconha, respondia sempre: “Uso maconha, pessoalmente, há mais de 40 anos, se prejudicasse minha memória, é evidente que eu já saberia”. E continuou devassando essa planta tão idiozincrizada e assustadora.

Descrição de apenas alguns dos benefícios

Diz que a maconha tem um extenso e ainda não desvendado uso medicinal. Nem fala na satisfação e no uso recreativo da maconha. Começa por dizer que na “Califórnia, médicos receitam para dor nas costas, com sucesso total”.

A maconha já foi utilizada para aliviar dor de cabeça, disenteria, baixar imediatamente a febre, como solução para a depressão, até para acabar com a enxaqueca. E conclui essa lista: “Sozinho, descobri que a maconha é o tratamento por excelência para a dor de cabeça”. Sem contestação de especialistas consultados.

A transformação do psiquiatra

Seu depoimento pessoal é irrefutável. Confessa: “Até 1967 era comum o uso da maconha em festas”. Eu era o primeiro a dizer: “isso deve fazer mal a saúde”. Mas aí o psiquiatra afirma que começou a questionar suas próprias afirmações e convicções sobre a maconha. E, mergulhou no estudo dessa planta, dedicou toda sua vida a constatar sua aplicação e seus benefícios.

Eu um médico, acreditando em versões

Começou se questionando como profissional, reconheceu que como quase todas as outras pessoas, estava enganando a si mesmo, acreditava no que diziam sem o menor fundamento.

Afirmação importante do psiquiatra e pesquisador: “Um dia fui à biblioteca de Harvard para tentar descobrir a base cientifica da maconha. Li todos os estudos e fiquei satisfeitíssimo de reconhecer, eu e quase todas as outras pessoas sofremos lavagem cerebral”. Impressionante a constatação e a confissão.

“A partir de 1973, 40 anos, comecei a fumar. Não queria ser criticado pelo fato de recomendar mas não utilizar a maconha. Nunca mais parei”.

O médico, psiquiatra, professor e pesquisador, garante: “A maconha tem efeito anti-inflamatório, e ação analgésica. Eu tenho complicações de estômago e diabetes, isso me dá terrível sensação de náuseas. Por isso, quando vou a um restaurante, carrego um pouco da erva para emergência, mastigo um pouco e continuo a comer, sem maiores problemas”.

Maconha-penicilina

Para terminar, a consciência e consistência do grande pesquisador, que mais do que ninguém pesquisou coletivamente a maconha e se serviu dela, pessoalmente. “A maconha tem múltiplos efeitos, que serão aproveitados, depois de dissipados os temores. Em muitas doenças ou males, a maconha será uma descoberta para a humanidade, assim como foi a penicilina”.

Que o mundo e a humanidade, reconheçam essa oitava maravilha médica.

Fonte: [ Tribuna da Imprensa ]

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