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Harri Lorenzi é homenageado com a designação de um novo gênero do reino vegetal

A família Araceae (dos guaimbês e antúrios), com distribuição cosmopolita (cerca de 3 mil espécies e 100 gêneros no mundo) e tendo no Brasil 466 espécies e 35 gêneros, foi enriquecida com um novo gênero, o 36°, cujo nome Lorenzia, homenageia o Engenheiro Agrônomo e botânico Harri Lorenzi, fundador e diretor do Jardim Botânico Plantarum. Este é o primeiro gênero nativo da família arácea descrito no século XXI; no século XX apenas 5 gêneros foram descritos; os demais foram descritos nos séculos XVIII e X IX.

Lorenzia umbrosa

A espécie tipo deste novo gênero Lorenzia umbrosa E.G. Gonç., coletada por H. Lorenzi et all. no norte do Amapá (região da Serra do Navio) na fronteira com a Guiana Francesa, foi descrita pelo botânico e co-coletor Dr. Eduardo Gomes Gonçalves da Universidade Federal de Minas Gerais.

Este novo gênero constitui o mais basal dentro da evolução filogenética da família arácea, ou seja, o menos evoluído. Trata-se de uma planta delicada, rizomatosa, de pequeno porte (10-20 cm de altura) e folhagem decídua, a qual já está em cultivo no Jardim Botânico Plantarum (veja fotos), onde também estão em cultivo mais de 95% das espécies nativas desta família.

Para conhecer sua descrição clique neste link:

[ Lorenzia (Araceae – Spathicarpeae): A New Genus from Northern Brazil Supported by matK Sequence Data ]
http://www.ingentaconnect.com/content/aspt/sb/2012/00000037/00000001/art00008

Fonte: [ Jardim Botânico Plantarum ]

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Efeito químico desconhecido favorece Homeopatia

(reportagem escrita por Andy Coghlan, da revista “New Cientist”, publicada pela Folha de São Paulo, em 08/11/2001)

Uma descoberta ocasional pode desafiar crenças e ameaça reacender o debate sobre se existe base científica para acreditar se a Homeopatia de fato funciona.

Um grupo da Coréia do Sul descobriu uma dimensão inteiramente nova no processo que é talvez o mais simples dos livros de química: o que acontece quando se dissolve uma substância em água e então se adiciona mais água.

O saber convencional diz que as moléculas dissolvidas simplesmente se espalham, afastando-se mais e mais uma das outras à medida que a solução é diluída. Mas dois químicos descobriram que algumas delas fazem exatamente o contrário: elas se agrupam, primeiro como aglomerados de moléculas, depois como grandes agregados.

A descoberta impressionou os cientistas e poderia fornecer o primeiro indício científico sobre como os remédios homeopáticos funcionam. Os homeopatas diluem sucessivas vezes os medicamentos, acreditando que quanto mais alta a diluição mais potente o remédio se torna.

Alguns diluem “infinitamente”, até que não sobre nenhuma molécula no remédio. Eles acreditam que a água mantenha uma memória do ingrediente ativo, que seria mais potente que a molécula em si. Outros usam soluções menos diluídas – geralmente diluindo um remédio seis vezes. O estudo coreano pode finalmente abrir as portas para a reconciliação da potência dessas soluções menos diluídas com a ciência normal.

O químico alemão Kurt Geckeler e seu colega Shashadhar Samal esbarraram no efeito enquanto investigavam fulerenos no seu laboratório no Instituto de Ciência e Tecnologia de Kwangju, Coréia do Sul. Eles descobriram que essas moléculas, também conhecidas como “buckyballs”, continuaram a se agregar em solução.

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Novo Código Florestal ameaça família de plantas, diz especialista

Canvin & Hobbes

Segundo o professor do Departamento de Biologia Animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Thomas Lewinsohn, a revisão do Código Florestal brasileiro, aprovada no Senado na última terça-feira, 6 de dezembro, poderá contribuir para a perda de biodiversidade, e atingirá particularmente o sistema que envolve a família de plantas Compositae.

Compositae é a maior família de plantas existente que compreende espécies de plantas conhecidas como o girassol, a alface, a margarida e o crisântemo. Com quase 30 mil espécies, espalhadas em todos os continentes, nos mais diversos biomas, a família possui um papel importante em inúmeros ecossistemas, assim como alto interesse econômico.

“Determinadas áreas deverão ser mais sacrificadas por essas mudanças no Código Florestal. Áreas consideradas muito vulneráveis, que são protegidas pela versão ainda existente do código, que está sendo modificada, incluíam topos de morros, áreas em cotas acima de 600 metros, áreas com grande declividade, áreas inundáveis, dunas, restingas e áreas costeiras. As Compositae estão presentes exatamente nesses locais”, disse Lewinsohn à Agência Fapesp.

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