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Ao longo de 08 (oito) anos de projeto, testamos várias fórmulas para tentar criar um projeto que se mantivesse “sozinho“, sem ajuda financeira de empresas patrocinadoras.

Vejamos as tentativas:

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Árvores viram poste e cabide em São Paulo

FLÁVIA MANTOVANI
DE SÃO PAULO

“Restaurante La Tambouille conserva esta área.” A placa refere-se a um canteiro bem cuidado em frente ao estabelecimento de culinária franco-italiana. Um olhar mais atento, porém, revela que estão pendurados, em duas árvores, dois refletores, duas câmeras de vídeo e até uma lixeira, fixada com prego.

Árvore na rua dos Pinheiros, altura do número 464; espécies são usadas como suporte de objetos
Foto: Maria do Carmo/Folhapress

A prática é proibida e, segundo especialistas, faz mal às plantas. E não é só no restaurante da avenida Nove de Julho que se vê isso. Diversos comércios estão transformando as árvores em verdadeiros cabides.

Os refletores são os penduricalhos preferidos, mas a sãopaulo também achou bebedouros para pássaros, reatores e até uma tomada.

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Guias de Arborização Urbana

É um assunto interessante e recorrente, a necessidade de podar árvores e arborizar as cidades. Eis um vasto material sobre estes assuntos. Divirtam-se!

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Técnicas de arborização urbana inteligente

As árvores não devem ser podadas sem uma boa causa.

A poda pode ser justificada quando os galhos estão colocando em risco a segurança das pessoas, ou se a planta apresenta ramos adoecidos ou secos. Além disso, poda ou qualquer corte de árvores sem autorização da prefeitura é ilegal – consulte as informações da sua cidade.

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Como cultivar plantas com a sua iluminação disponível

por Editores do Consumer Guide – traduzido por HowStuffWorks Brasil

Introdução

Muitas plantas, especialmente gramas, flores, rosas, vegetais, árvores frutíferas e coníferas (araucárias sempre-verdes) crescem sob sol forte, o que proporciona energia abundante para o desenvolvimento, floração e frutificação. Mas algumas plantas, particularmente aquelas nativas de florestas e vales, precisam de condições menos iluminadas. Aprenda sobre as necessidades de luz solar de qualquer planta que deseje cultivar para que você a coloque no lugar certo.

[img:how_to_grow_plants_with_the_lighting_you_have_1.jpg,full,centralizado]
2006 Publications International, Ltd.
Considere a exposição ao sol ao plantar ao lado da casa

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Jardim no Inverno

No Brasil, quando falamos em inverno a imagem que criamos é muito mais agradável do que uma paisagem coberta de neve, árvores com galhos secos e desfolhados e claro, ausência completa de flores. Tomando os devidos cuidados, as plantas dos jardins e dos vasos podem resistir bem aos efeitos do frio, chegando bonitas e sadias na primavera. Além disso, muitas espécies enfeitam e colorem nosso inverno, pois florescem nesta época.

As plantas de interior devem ter suas regas reduzidas. Nesta época do ano, com a redução do calor, diminui também a necessidade de água nas plantas. Todo o excesso de umidade acaba sendo convertido em problemas: apodrecimento das raízes, proliferação de fungos e insetos sugadores, etc.

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Aves do Paraíso

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Fascinantes Strelízias – Plantas que produzem um grande efeito ornamental nos jardins

Existe uma planta fascinante que recebe o nome popular de ave do paraíso ou estrelízia. Na verdade, existe mais de uma espécie. São plantas extremamente atraentes, assim chamadas pelo aspecto de suas flores de grande valor ornamental, principalmente a de flores alaranjadas, que se abrem dentro de uma espata em forma de barco, com antera e estigma azuis em forma de flecha. Estas flores, extremamente duradouras, assemelham-se à cabeça de uma ave do paraíso. São tão bonitas, que propiciam finíssimos arranjos florais.

A espécie de flor laranja (Strelitzia reginae) é herbácea perene e originária da África do Sul, com aproximadamente 1,20 m de altura, de folhas duras, grandes e ovaladas. É cultivada em jardins de regiões tropicais e subtropicais. O termo científico desta planta “reginae”, originário do latim, significa “reina” e foi dedicado a rainha Carlota de Mecklemburgo-Strelitz, esposa do rei Jorge III de Inglaterra, morta em 1818.

Cultivada a pleno sol, a Strelizia reginae pode ser utilizada isolada, em renques ou conjuntos, em canteiros com terra rica e umedecida. Além das flores, as folhas também chamam a atenção e valorizam os projetos paisagísticos.

Outra espécie, a Strelitzia augusta, possui flores brancas menos evidentes e tem porte maior. É uma árvore semi-lenhosa, também nativa da África do Sul. Suas folhas agrupadas em formato de leque a tornam muito decorativa para parques e jardins. Outra vantagem é o volume abundante da planta, com pouco volume do sistema radicular, o que permite o uso em canteiros pequenos próximos à muros altos ou piscinas, sem o risco de danificá-los. Esta planta prefere solos ricos em matéria orgânica e bem drenados, sol pleno e meia-sombra.

É bom lembrar que principalmente a primeira, a Strelizia reginae, pode ser utilizada com muito sucesso em jardins públicos, pois é planta de baixa manutenção e causa formidável impacto.

Nas fotos de hoje, podemos observar o uso destas espécies em diferentes situações. Em todas elas, fica evidente o grande efeito ornamental que as Strelízias produzem em nossos jardins.


Nancy Ferruzzi Thame é engenheira agrônoma, formada pela ESALQ – USP em 1982 e proprietária da empresa Estado de Sítio

Fonte: [ Gazeta de Piracicaba ]

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As melhores plantas para filtrar o ar interior

Ter boa qualidade de ar interior é muito importante, pois hoje passamos grande parte do tempo dentro de lugares fechados.

A NASA efetuou um estudo para determinar quais as melhores plantas para filtrar o ar da estação espacial. Eis a lista de plantas boas para absorver não só CO2, mas também benzeno, formaldeído e tricloroetileno.

  • Hera-comum, Hedera helix
  • Clorófito, Chlorophytum comosum
  • Scindapsus aures or Epipremnum aureum
  • Spathiphyllum ‘Mauna Loa’
  • Sempre-verde, Aglaonema modestum
  • Chamaedorea sefritzii
  • Espadas-de-São-Jorge, Sansevieria trifasciata ‘Laurentii’
  • Filodendro, Philodendron oxycardium, sinónimo Philodendron cordatum
  • Philodendron bipinnatifidum, sinónimo Philodendron selloum
  • Philodendron domesticum
  • Dracaena marginata
  • Pau-da-felicidade, Dracaena fragrans ‘Massangeana’
  • Dracaena deremensis ‘Janet Craig’
  • Dracaena deremensis ‘Warneckii’
  • Ficus benjamina
  • Gerbéra, Gerbera jamesonii
  • Chrysantheium morifolium
  • Árvore-da-borracha, Ficus elastica

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Plantas que purificam o ar

Uma árvore, um amigo. Uma planta… um filtro de ar? Os especialistas acreditam que é possível a combater a poluição interior e criar uma estufa caseira amiga do ambiente.

Mesmo nas casas e escritórios mais limpos, muitas toxinas sintéticas libertam-se no ar, provenientes de tintas, carpetes, colas, impressoras a laser, mobília e produtos de limpeza. Uma das formas mais naturais e ecológicas para limpar a casa ou o escritório de poluentes aéreos é colocar uma planta por cada 10 m2 de espaço interior. Uma divisão com plantas limita a inalação diária de benzeno, formaldeído e tricloroetileno.

1. Filodendro com folha em forma de coração (Philodendron Scandens)

Descrição: Uma das plantas de sala mais comuns e também a melhor a filtrar as toxinas dos espaços fechados. Conhecida como hera de sala, o filodendro com folha em forma de coração tolera diversas condições.

Cuidados: Mantenha-a num vaso com terra normal ligeiramente húmida. Deve colocá-la em zona iluminada, protegida da luz directa do Sol, com temperaturas quentes e humidade reduzida.

2. Filodendro com folha em forma de orelha de elefante (Philodendron Domesticum)

Descrição: Também conhecido como filodendro com folha em forma de espada, o Philodendron domesticum tem folhas estreitas, em forma de flecha, de 40 a 60 cm. Com suporte, as suas flores brancas e verdes podem subir a uma altura considerável.

Cuidados: Cresce melhor em condições de temperatura e luminosidade moderadas, com terra normal húmida que seque entre cada rega.

3. Dracaena Massangeana (Dracaena Fragrans)

Descrição: Também conhecida como planta do milho, esta planta da família das Agavaceae cresce lentamente e é caracterizado por faixas amarelas no centro das folhas. Ao longo do ano, pode dar frutos e flores discretos.

Cuidados: Mantenha-a em temperaturas moderadas a quentes e afastada da luz solar directa. A dracaena fragrans deve ser plantada em terra normal e regada muitas vezes para que esteja sempre molhada ou húmida.

4. Hera Trepadeira (Hedera Helix)

Descrição: Também conhecida como hera das Canárias, tem folhas escuras e enervadas. Embora sem flor, as videiras trepadeiras da hedera helix podem ajustar-se para formar topiarias ou caírem em cascata por cima de potes. Muito eficaz na filtragem do ar de espaços fechados, mas também muito susceptível a pesticidas. Sobrevive melhor ao ar livre.

Cuidados: a hedera helix necessita de ar fresco e da brilhante luz solar. Também deve ser mantida em temperaturas frescas para moderadas em terra húmida, no vaso ou no jardim.

5. Clorofito (Chlorophytum Comosum)

Descrição: Natural da África do Sul, os clorofitos propagam-se com muita facilidade e são provavelmente melhor conhecidas pelas plantas pequenas que caem da planta maior.

Cuidados: Os clorofitos estão bem em casa ou ao ar livre desde que sejam mantidos num ambiente fresco e com acesso a luz solar directa. Cresce melhor em terra normal que se possa manter húmida.

6. Dracaena Janet Craig (Dracaena Deremensis)

Descrição: Fácil de manter, é a planta de sala de mais lento crescimento. Conhecida pelas suas folhas grandes e brilhantes que nascem num tronco central, esta planta pode tornar-se muito alta e funciona bem como uma planta de chão.

Cuidados: Cresce melhor em pouca luz ou luz difusa. Pode tolerar uma larga variedade de condições, mas a terra deve estar bem molhada ou húmida.

7. Dracaena Warneck ou ‘Warneckii’ (Dracaena Deremensis)

Descrição: Nativa da África tropical, pode chegar aos 3,5 metros. A Warneckii é descrita como uma planta de chão, com folhas largas e verdes (ou verdes e brancas listadas) que formam um cacho tropical em cima de um tronco longo e fino.

Cuidados: Embora tolerante a condições de seca, a Warneckii deve crescer numa área de pouca luz e ser regada diariamente.

8. Ficus (Ficus Benjamina)

Descrição: Árvore muito popular que liberta o ar de espaços fechados de toxinas naturais. Embora possa chegar aos 15 metros de largura e 30 de altura, é adequada para o interior de casa e dura muitos anos.

Cuidados: Deve ser mantida húmida, mas não em demasia. Cresce melhor em terra normal e em pleno sol.

9. Pothos Dourado (Epipiremnum Aureum)

Descrição: Também conhecido como a hera de Diabo, é uma videira baixa que cresce com muita facilidade. Com folhas douradas e marmoreadas, esta nativa das Ilhas Salomão tem quatro variedades que devem ser tratadas do mesmo modo.

Cuidados: Muito tolerante, embora se desenvolva melhor à sombra, ou em áreas da casa pouco iluminadas. A terra deve ser mantida húmida e permitir que seque entre as regas.

10. Lírio da paz ou Mauna Loa (Spathiphyllum)

Descrição: o lírio de paz é distinguido pela sua flor branca, de forma oval, que rodeia um cacho branco. As folhas verdes escuras podem ter mais de 30 cm de comprimento, e a altura total situa-se entre os 30 cm e 1,2 metros.

Cuidados: Os lírios da Paz crescem melhor sob luz indirecta e entre temperaturas moderadas a quentes. Terra húmida, mas não em demasia. Permitir que a água em excesso seja drenada do solo humedecido.

Fonte: Relatório Interior Landscape Plants for Indoor Air Pollution Abatement, 1989 (NASA)

Pode encontrar este artigo em:
http://saude.sapo.pt/100_natural/artigos/geral/solucoes_naturais/ver.html?id=894722

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Os segredos da Vitória-régia

Vitória-régia, Victoria amazônica, folha jovem e floração


A Vitória-régia, Victoria amazonica, é uma planta aquática típica dos rios da Amazônia. As folhas verde-brilhantes, de formato circular chegam a 2 metros de diâmetro, com bordas laterais que formam uma espécie de bandeja rasa. Segundo a lenda conseguem suportar o peso de uma criança pequena ou de um jacaré bebê sem afundar na água. As flores em formato de rosácea têm ~ 30 centímetros de diâmetro, se abrem a noite e tem perfume adocicado. No primeiro dia da floração são brancas e no segundo dia, o da polinização, se tornam róseas.

Como uma folha que chega a ter 2 metros de diâmetro bóia na água e suporta o peso de uma criança pequena, um bebê ou um jacaré bebê sem afundar?

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Bambu

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ELE NASCE COMO MATO,
EM QUALQUER TERRENO

O bambu trabalha muito bem na retenção de dióxido de carbono e produção de oxigênio. É uma planta resistente que produz seus próprios compostos antibacterianos e pode prosperar sem pesticidas. E suas fibras porosas podem ser usadas na produção de um tecido poroso e suave como a seda.

De facto, os fabricantes de tecidos do Japão e da China estão envolvidos em tamanha corrida por bambu que, em sua edição de maio, a revista National Geographic previu que “esse tecido recentemente desenvolvimento pode um dia competir com o rei Algodão” (nos mercados chinês e japonês o bambu é explorado em plantações comerciais).

No entanto, enquanto a demanda mundial aumenta cada vez mais, a oferta de bambu escasseia. Planta que em geral floresce apenas uma vez a cada 60 ou 120 anos e depois morre, sua propagação por meio de sementes é difícil. E cultivar bambu por enxertos de plantas existentes é notoriamente complicado. Assim, quando Jackie Heinricher e Randy Burr descobriram como produzir bambu em tubos de ensaio – vendendo as primeiras duas mil plantas a centros locais de jardinagem no vale de Skagit, no Estado de Washington- o efeito no mundo da horticultura foi intenso.

Bambu mossô (Phyllostachys pubescens)

Já pensou em cultivar bambu dentro de sua sala ou na varanda do apartamento? Parece incrível, mas dentre as cerca de 1.300 espécies de bambu existe uma que não forma touceiras, pode ser cultivada como planta isolada em vasos ou jardins e, ainda, resulta num visual muito exótico e interessante, obtido com técnicas especiais de cultivo.

Estamos falando do bambu-mossô (Phyllostachys pubescens), que ganhou destaque nos últimos tempos com seu caule tortuoso e curvilíneo.

Pertencente à família das Gramíneas, o bambu-mossô é originário da Ásia. Aqui no Brasil, ele pode ser cultivado em qualquer região do Brasil, pois se adapta bem a qualquer tipo de clima.

O formato tortuoso do caule deste bambu não é natural, é obtido com a ação da técnica e da arte das mãos humanas. Ao que parece, tudo começou em função do próprio porte da planta, que na natureza chega a atingir 10 metros de altura. Para obter uma planta de menor porte, foi desenvolvida uma técnica para flexionar o caule do bambu-mossô e, assim, reduzir seu tamanho.

A técnica, descrita rapidamente, é a seguinte: quando a planta ainda está se desenvolvendo, retira-se as bainhas do caule (ou seja, as “cascas” que o revestem). Essa operação deixa o caule mais flexível e maleável, permitindo que ele possa ser conduzido com facilidade. Daí, é possível amarrá-lo e puxá-lo para a posição que desejamos, prendendo-o a algum suporte lateral. Após surgirem as primeiras folhas, a planta mostra sinais de que está entrando em sua fase de amadurecimento. É o momento em que o caule vai enrijecendo e assumindo o formato obtido com a amarração.

Depois que assume definitivamente esse formato, a planta pode ser transferida para o local definitivo. Essa técnica é que cria as apreciadas curvaturas que caracterizam os caules do bambu-mossô e lhe dão uma aparência de “escultura”.

fonte: [ blog Fases da Lua Cheia ]

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Jardim de temperos é ideal para apartamentos e locais pequenos

Isabela Gaia

Além de útil, plantação decora o ambiente e deixa um aroma agradável

Nos últimos anos, os jardins de temperos têm sido os preferidos de quem mora a metros de altura do asfalto e sente falta da terra e de plantas no lar.

Sabrina Jeha, herborista do viveiro orgânico Sabor de Fazenda, afirma que a primeira preocupação na hora de começar o jardim é a quantidade de sol que as plantas irão receber. “O espaço não é tanto o problema, mas os temperos precisam de pelo menos quatro horas de sol por dia”.

A engenheira agrônoma e paisagista Luciana Guimarães concorda com Sabrina, mas acredita que alta luminosidade, mesmo que indireta, é suficiente. Seu jardim de pimentas dedinho-de-moça, que recebe luz através de um vitrô durante a tarde e está sempre brotando, é a prova.

Com as orientações das duas especialistas, monte seu próprio jardim:

Tamanho dos vasos ou jardineiras

Antes de plantar, procure saber de que tamanho provavelmente ficarão os temperos escolhidos. As mais de 60 espécies de manjericão, por exemplo, pedem sempre vasos com altura maior de 25 cm. Já tomilho, orégano e manjerona, ficam bem acomodados em vasos de 15 cm. Se você não possui essa informação sobre os temperos que deseja plantar, prefira vasos com pelo menos 20 cm de altura.

Plantio

A terra certa para jardim é uma mistura de 1:1:1 de: terra preta (húmus), terra vermelha e areia grossa de rio (usada em construções). A terra preta possui os nutrientes, a vermelha tem a função de reter a água e a areia melhora a drenagem. A terra mais solta e fofa é a ideal para o plantio de sementes.

Também contribuem para a drenagem: cinasita (bolinhas de cerâmica), brita, cacos de telha, pedrinhas ou bidim (manta que serve como filtro), que devem ser colocadas antes da terra, no vaso.

Vento: o outro vilão

Além da pouca exposição ao sol, outro fator que prejudica a plantação é o excesso de vento. Com exceção de tomilho, tomilho-limão, lavanda, capim-limão e alecrim, a maioria dos temperos é pouco tolerante às ventanias.

Trepadeiras, pergolados, que ainda são decorativos, ou jardineiras com suportes para a parede podem ser utilizadas para barrar o vento, desde que não comprometam a incidência de luz.

Mas se o problema for falta de sol, o cultivo de temperos ficará comprometido. Sem a luz necessária, o tempo de sobrevivência de uma muda de alecrim, por exemplo, cai de dois anos para três meses. Uma boa alternativa nesse caso são ervas medicinais como a pariparoba, mais resistentes.

Rega

A rega depende muito do tipo de vaso. Vasos de barro são mais porosos e por isso secam mais rapidamente. Para lugares de muito vento, recomendam-se vasos de resina. Eles imitam o barro e, apesar de não serem tão bonitos, são mais leves e seguram melhor a umidade. A herborista Sabrina brinca que a melhor medição para a rega ainda é o ‘dedômetro’: “coloque o dedo na terra, se estiver úmida, está bom, se estiver seca, precisa ser regada”.

Luciana chama a atenção para o cuidado com as pimentas, que não gostam de solo encharcado e para o jeito certo de se fazer a rega. “Não se rega as folhas se a planta estiver exposta ao sol direto. A água age como uma lente de aumento e pode queimar as folhas”, explica.

Adubação

O ideal é que se adube a terra a cada 30 dias, seguindo o seguinte procedimento: coloque o adubo no solo, um pouco afastado do caule, regue logo em seguida e revolva a terra para que não haja perda por oxidação quando o sol bater. A proporção de adubo é de uma colher de café para cada vaso pequeno (15 cm X 15 cm).

Além do composto orgânico, pode-se utilizar a torta de nim ou bokachi. Deste último: uma colher de sopa para cada vaso. Outra opção é comprar terra já adubada. Mesmo um composto granulado ou em pó nunca deve ser despejado sobre as folhas. Os adubos fermentam e podem queimar a planta.

No caso das pimentas, Luciana indica um adubo com fórmula NPK 4 14 08, que possui menos nitrogênio do que sódio e potássio. Essa fórmula estimula a brotação de frutos e fortifica a raiz. O adubo pode ainda ser alternado com outro, nitrogenado, NPK 10 10 10, que fortalecerá a parte verde da planta.

Poda

Deve-se sempre evitar a presença de folhas secas na planta. Elas atraem fungos e bactérias. Mas a poda deve ser feita com uma tesoura, e não arrancando as folhas uma a uma. Cortando cerca de 5 cm das pontas, você garante que as ervas voltem a brotar.

Sabor de Fazenda Ervas e Temperos
Tel: (11) 2631-4915
End.: Av. Nadir Dias de Figueiredo, 395 – Vila Maria

No local, Sabrina Jeha oferece cursos de jardinagem gastronômica, onde ensina o cultivo e o uso de temperos. O próximo começa dia 20 de setembro.

Fonte: [ Abril.com ]

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