Pesquisa identifica ponto vulnerável de doença do cacau

por REINALDO JOSÉ LOPES

Se depender de uma equipe de cientistas da Unicamp, a bruxa não estará mais solta nos cacaueiros da Bahia. Ou melhor, a vassoura-de-bruxa -fungo que é a principal pedra no sapato da produção de cacau no país.

Em artigo científico recém-publicado, os pesquisadores elucidaram o que parece ser um mecanismo-chave do metabolismo da vassoura-de-bruxa e mostraram que, se ele for desligado, o parasita deixa de crescer no cacaueiro.

Os resultados, por enquanto, foram conseguidos em laboratório, mas a equipe coordenada por Gonçalo Pereira tem como objetivo transformar a descoberta num fungicida que possa ser aplicado nas plantações do país.

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Planta tem ação anti-inflamatória em peles sensíveis

Por Karina Toledo

Conhecida da medicina popular, Physalis angulata demonstra potencial para se tornar aliada de pessoas com pele sensível ou intolerante a cosméticos (Wikipedia)
Agência FAPESP – Velha conhecida da medicina popular, a planta Physalis angulata demonstrou em testes clínicos potencial para se tornar uma grande aliada de pessoas com pele sensível ou intolerante a cosméticos, que podem desenvolver dermatites.

Em pesquisa realizada pela empresa Chemyunion Química – fabricante de matérias-primas para a indústria cosmética e farmacêutica – o extrato concentrado do vegetal mostrou ação anti-inflamatória equivalente à da hidrocortisona, mas sem os efeitos adversos dessa última.

Enquanto o uso prolongado de corticoides tópicos prejudica a formação de colágeno e torna a pele mais fina e suscetível a lesões, os ativos da P. angulata estimulam a produção dessa proteína e a regeneração celular. “Mesmo pessoas com pele normal podem se beneficiar do efeito antienvelhecimento do extrato”, disse Márcio Antônio Polezel, diretor industrial da Chemyunion.

Também conhecida como camapu, juá, balãozinho ou saco de bode, a P. angulata está presente no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste brasileiro, mas se concentra principalmente na Amazônia. Há muito tempo é usada em chás e infusões no combate à asma, hepatite, malária, reumatismo e também como diurético e analgésico.

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Milona, Asma e Encontro de saberes

milona

Vídeo com a reportagem no Globo Repórter: [ Novos testes apontam eficácia da milona no combate à asma e à depressão ]

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MILONA, ASMA E ENCONTRO DE SABERES

por Lúcio Flávio Vieira

Segundo me informou por telefone, a professora Margareth Diniz recebeu, desde a última sexta-feira, centenas de mensagens de pessoas acometidas por doenças respiratórias e de pesquisadores brasileiros que atuam no Brasil e no exterior, parabenizando-a pela pesquisa científica que resultou na descoberta de um tratamento para asma, a partir da utilização da planta Milona [ Cissampelos syntodialis ], ou Orelha de onça.

É o reconhecimento da importância da referida descoberta, apresentada a todos o país no Globo Repórter na última sexta-feira. Independente de questões políticas, insisto que a sociedade paraibana deveria tratar essa questão como ela realmente merece, cujo interesse social é insofismável.

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Com mandacaru não tem água turva

Foto: Liana John (mandacaru em flor em Ribeirão Preto, SP)

Um dos cactos brasileiros de maior porte, com ampla distribuição tanto no semi-árido como em cerrados e florestas secas, o mandacaru (Cereus jamacaru) é usado como referência de caminho por sertanejos e mateiros. E também indica a proximidade da esperada estação chuvosa, como bem lembra a voz do velho Luiz Gonzaga, no verso “mandacaru quando flora lá na serra, é sinal que a chuva chega no sertão/toda menina que enjoa da boneca é sinal de que o amor já chegou ao coração”.

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DIABETES – Estudo indica que plantas podem ajudar no controle

Dra. Sandra, professora do curso de Nutrição da UNIVALI
httpv://youtu.be/AqjBke3p_20

Plantas citadas:

– Eugenia umbelliflora – nome popular: baguaçu
– Rubus imperialis – nome popular: amora branca

Português entre autores de obra pioneira internacional

É português um dos co-autores do primeiro manual sobre etnobiologia destinado aos estudantes universitários. A etnobiologia é a ciência que se dedica ao estudo da interação entre as sociedades humanas tradicionais e os seus recursos biológicos.

O autor português é Luís Mendonça de Carvalho, diretor do Museu Botânico e também professor do Instituto Politécnico de Beja.

No livro agora publicado, Luís Carvalho é responsável pelo capítulo referente à simbologia das plantas. Nele faz referência a “centenas de usos simbólicos (plantas na arquitetura, literatura, música, símbolos nacionais e políticos, pintura europeia, simbolismo das flores, frutos e sementes, etc.)”, refere o autor em comunicado.

Algumas das fotografias utilizadas para ilustrar o livro são também referentes ao uso que é feito das plantas no nosso país.

Além da participação portuguesa, o manual pioneiro intitulado “Ethnobiology” contou com a participação de investigadores e professores norte-americanos e alguns europeus, de Espanha, Itália, Polónia e Suécia.

O livro de cerca de 400 páginas foi editado pela editora Wiley-Blackwell nos Estados Unidos e no Reino Unido. “É primeira obra que faz uma revisão sobre o state of the art desta importante área científica”, refere o comunicado.

Nos 22 capítulos que compõem o manual encontram-se temas como etnozoologia, etnobotânica, etnoecologia, etnobiologia linguística, etnomicologia, estudos cognitivos, arqueofauna, simbologia das plantas, entre outros.

Fonte: [ Boas Notícias ]

Declínio na produtividade das plantas é questionado

Estudo publicado na Science, com participação brasileira, refuta pesquisa divulgada há um ano na mesma revista que indicava declínio na capacidade das florestas de capturar carbono e atribuía o fenômeno ao avanço das secas (Science)
Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Uma pesquisa publicada na revista Science em agosto de 2010 alertava para um suposto declínio na produtividade global das plantas, que teria sido induzido pelas secas ocorridas na última década. O fenômeno, segundo os autores, seria uma ameaça para a segurança alimentar e para a produção de biocombustíveis.

O alerta, no entanto, acaba de ser refutado por um novo estudo realizado por uma equipe de cientistas do Brasil e dos Estados Unidos. De acordo com o novo trabalho, publicado na edição desta sexta-feira (26/08) da Science, a pesquisa anterior teria uma série de erros de modelagem, além de levar em conta tendências estatisticamente insignificantes.

O trabalho de 2010 foi feito por Maosheng Zhao e Steven Running, ambos da Universidade de Montana (Estados Unidos). O novo artigo teve participação de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Universidade de Boston (Estados Unidos).

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