Arquivo da tag: Pesquisas Científicas

Jamelão pode combater câncer

Syzygium cumini, popularmente chamada de jamelão ou azeitona

(Campinas/SP) – O mesmo pigmento que dá ao jamelão [Syzygium cumini] (também conhecido como “jambolão”) o inconveniente de manchar as mãos, os tecidos das roupas, os calçamentos das ruas e a pintura dos carros apresenta um potencial para destruir células cancerígenas. É o que mostra uma pesquisa realizada em laboratório pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O estudo constatou que o extrato da fruta que contém antocianinas, substâncias presentes na pigmentação, levou à morte uma média de 90% das células leucêmicas. Os testes foram realizados ainda em células sadias, das quais 20% morreram.

O que os pesquisadores querem descobrir agora é se a morte foi causada pela substância na sua forma original ou em razão de um produto metabólico. “Ainda há um longo caminho a ser percorrido e muitos estudos a serem feitos. No entanto, estamos empolgados com o resultado”, declarou a pesquisadora Daniella Dias Palombino de Campos. “Utilizamos dierentes concentrações do extrato e chegamos a um ponto ideal. Mas outros estudos são necessários para esclarecer os mecanismos envolvidos”, completou Daniella.

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Planta pode ser útil em combate a Aids

Cientistas descobriram uma molécula a partir de uma planta do Piauí que promete uma revolução nos estudos contra a Aids

Em parceria com cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma pesquisa realizada por um laboratório de Campinas, descobriu uma molécula a partir de uma planta do Piauí que promete uma revolução nos estudos contra a Aids. A substância retirada do látex do vegetal consegue entrar no chamado “santuário” do vírus, local no interior das células onde outras medicações não conseguem atuar, extraí-lo e permitir que o vírus seja morto pelo coquetel antiviral.

Um dos grandes desafios encontrados por bioquímicos que pesquisam drogas contra a doença é conseguir destruir os vírus que se alojam no interior das células infectadas sem matá-las. O coquetel atualmente administrado aos pacientes conseguem eliminar os vírus que ficam fora das células, mas os que se localizam no DNA ou se alojam no citoplasma — em estado de latência (inativos) — não são atingidos e voltam a se multiplicar quando a medicação é suspensa.

Os primeiros testes mostraram que a substância extraída do látex da planta foi capaz de ativar 80% dos vírus que ficam “escondidos” no DNA, enquanto testes realizados em outros laboratórios obtinham cerca de 20% de sucesso com outras moléculas testadas. “Várias empresas já testaram outros tipos de moléculas com esse tipo de ação, mas costumavam ser tóxicas. Essa descoberta mostra que podemos reduzir drasticamente o reservatório de vírus, o que pode levar à cura do paciente”, afirma o pesquisador da UFRJ e consultor do Programa Nacional de Aids, Amílcar Tanuri.

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Cientistas mapearam o genoma da maconha

Pesquisadores conseguiram mapear todo o genoma de uma das drogas mais utilizadas no mundo: a maconha.

Uma equipe do Canadá seqüenciou completamente o DNA da Cannabis sativa, a planta que dá origem a droga mais utilizada no mundo, especialmente entre os adolescentes. Na pesquisa, os cientistas puderam identificar as modificações que a planta sofreu que a levaram a obter características específicas para ser utilizada como droga.

Aparentemente, apenas um gene simples é responsável pela mudança metabólica que levou a planta a produzir o THCA (ácido tetrahidrocanabinólico) um precursor do THC (tetrahidrocanabinol) que é o princípio ativo que causa os efeitos buscados por quem consome a planta, afirma o professor de biologia da Universidade de Saskatchewan, Jon Page.

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Cogumelos alucinógenos podem provocar alterações permanentes na personalidade

por Ana Carolina Prado

Um estudo da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins descobriu que a psilocibina, substância presente em cogumelos alucinógenos do gênero Psilocybe (que ficaram famosos nos anos 60, especialmente entre os hippies), pode provocar mais do que viagens psicodélicas duradouras. Uma única dose da droga foi o suficiente para causar mudanças permanentes de personalidade em 60% dos 51 voluntários da pesquisa.

As alterações envolveram a intensificação de um conjunto de aspectos da personalidade conhecido como “abertura”, que inclui imaginação, estética, sentimento e ideias abstratas. Segundo os pesquisadores, essas mudanças foram mais intensas do que aquelas que ocorrem naturalmente em adultos saudáveis ​​ao longo de décadas de experiências de vida.

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Consumir cannabis antes dos 15 anos reduz memória em 30%

O uso de cannabis antes dos 15 anos – quando o cérebro ainda está em processo de amadurecimento – prejudica a capacidade de recuperar as informações, reduzindo a memória em até 30%.
Os danos são proporcionais à quantidade de droga usada: quanto mais se fuma, maiores são os estragos. E estes persistem mesmo se houver um período de abstinência de um mês.

Os resultados são de um estudo da Universidade Federal de São Paulo apresentada no 7º Congresso Anual de Cérebro, Comportamento e Emoções, em Gramado (RS).

«Os consumidores precoces têm resultados significativamente inferiores também noutras áreas, como a capacidade de controlar os seus impulsos», diz a neuropsicóloga Maria Alice Fontes, uma das autoras do trabalho.

Se o uso se inicia após os 15 anos, no entanto, as hipóteses de prejuízo nessas funções diminui.

«Não é que o consumo de cannabis seja seguro, longe disso. Mas torna-se menos nocivo, porque o cérebro já passou essa etapa de desenvolvimento», afirmou a pesquisadora.

O estudo foi publicado na última edição do The British Journal of Psychiatry.

Fonte: [ Diário Digital ]

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Pesquisa identifica de matérias-primas para produção de óleo e produtos fitoterápicos

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo, Fapes, está apoiando uma pesquisa sobre identificação de matérias-primas vegetais com potencial econômico para produção de óleo e produtos fitoterápicos.

O projeto é coordenado pelo pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), José Aires Ventura, que realiza a análise de plantas como a arnica, aroeira, boldo baiano, agriãozinho do Pará e malva. Através do conhecimento maior da composição dessas plantas é possível determinar quais os princípios ativos e como estas matérias-primas podem ser utilizadas.

José Aires destaca que algumas dessas plantas já são conhecidas por suas atividades antibacteriana e antifúngica. Este projeto abrange áreas como agronomia, botânica, química, farmácia, medicina e odontologia. No caso da aroeira, por exemplo, esperamos que através da caracterização multifuncional da planta e do óleo obtido de seus frutos e folhas, consigamos agregação de valor à matéria-prima vegetal, com o desenvolvimento de novos produtos químicos e o crescimento da indústria química capixaba, disse o pesquisador.

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Entrevista – Dr. João Menezes, neurocientista e pesquisador da maconha

1. Quais são os argumentos utilizados pelo senhor para defender a legalização e regulamentação da Cannabis no Brasil?

São muitas as razões mas acho que as minhas 10 mais importantes são:

  1. Não existem motivos médicos e científicos que justifiquem a proibição para o uso da cannabis por adultos;
  2. As substâncias contidas na planta são muito menos perigosas e com menos potencial de causar dependência que outras drogas legalizadas e regulamentadas como tabaco, álcool, e fármacos como ansiolíticos, estimulantes e anti-depressivos apenas para citar alguns. Isto corrige uma incoerência na política de controle de substâncias de abuso;
  3. A proibição produz um mercado negro muito mais deletério que o uso da cannabis. Ou seja, a legalização acarretará na redução do impacto do mercado negro sobre a economia da nação (dinheiro circulante livre de impostos e a inflação por demanda que isto provoca), sobre a corrupção policial e sobre o sistema de saúde (sobrecarregado por causa da violência);
  4. O controle do uso da cannabis por menores e do abuso em geral e a possibilidade de oferecer tratamento de saúde para eventuais usos problemáticos, como dependência e síndrome amotivacional, são muito melhor realizados num ambiente de legalização e regulamentação (as pessoas afetadas não correm o risco de serem presas, não fogem das autoridades e não são marginalizadas, e o comerciante pode ser fiscalizado);
  5. Fim assimetria de tratamento entre usuários ricos e pobres e da possibilidade de discriminar negros e pobres em função do uso e posse de drogas (mais de 60% dos presos no Rio de Janeiro por posse de drogas [2o maior motivo de prisão] são réus primários, destes 90% sem armas e 90% negros ou pardos (números aproximados tirados de memória do estudo de Boiteux et al., 2009);
  6. Diminuição do financiamento do crime organizado (cannabis é de longe a droga mais consumida);
  7. Geração de uma nova rede de atividade industrial-econômica (produção, processamento e industrias associadas como a produção de parafernália, cosméticos, têxtil, combustíveis, etc) e os benefícios que a acompanha como geração de novos empregos regulamentados diretos e indiretos, arrecadação de impostos, etc;
  8. Controle de qualidade do produto, aumento da variedade de plantas por exemplo com diminuição do conteúdo de THC e aumento de canabidiol e proteção ao consumidor;
  9. Maior facilidade de acesso ao potencial terapêutico do uso medicinal da cannabis;
  10. Maior facilidade de realização de pesquisas básico-clínicas sobre a cannabis sativa e seus derivados.

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Análise mostra perfil químico de espécies de salsaparrilha

Caio Albuquerque, da Assessoria de Comunicação da Esalq – email caiora@esalq.usp.br

Pesquisa realizada pelo biólogo João Marcelo da Silva na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da USP, em Piracicaba, identificou a anatomia e o perfil químico de duas espécies de plantas do gênero Smilax L. Conhecidas popularmente como salsaparrilha, elas são amplamente utilizadas por seu caráter medicinal, sendo conhecidas diversas utilizações no tratamento de enxaqueca e infecções, entre outras doenças.

Espécies foram distinguidas a partir de seus caracteres foliares

O pesquisador coletou material na Mata Atlântica, em Santa Tereza (ES), e na floresta amazônica, em Manaus (AM). A salsaparrilha também é conhecida, conforme a região, como japecanga, cipó japecanga e aputá. “Observamos a carência de caracteres que pudessem levar à correta identificação das espécies do gênero e, dessa forma, levantamos caracteres de valor diagnóstico afim de diferenciar tal espécie e assim solucionar o problema da identificação incerta”, comenta.

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Cientista chinês cria planta que gera energia limpa

Do Metro
tecnologia@eband.com.br

Cientista segura amostras de plantas desenvolvidas no Centro de Pesquisa em Ciência Aplicada de Taiwan | Nicky Loh /Reuters



Su Yen-Hsun, cientista do Centro de Pesquisa em Ciência Aplicada de Taiwan, na China, criou uma nova fonte de energia limpa que a longo prazo pode substituir a iluminação de rua.

Para realizar o experimento foram misturadas nanopartículas de ouro e água às plantas. As substâncias fazem com que as plantas produzam clorofila e suas folhas emitam luz.

Fonte: [ Band News ]

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Pesquisadora desenvolve planta capaz de detectar a presença de explosivos

Perto de determinadas substãncias, vegetal muda da cor verde para a branca

Plantas poderão ser usadas em aeroportos para impedir ataques terroristas



A cientista June Medford, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, em parceria com o governo americano, desenvolveu uma planta que pode detectar bombas, criando proteínas vegetais que mudam de cor quando perto de substâncias presentes em explosivos.

Os pesquisadores desenvolveram um programa de computador para manipular as defesas naturais do vegetal, induzindo-o a reagir às substâncias químicas dos explosivos. Quando perto desses materiais, a planta altera sua coloração do verde para o branco. De acordo com a professora, as habilidades dessas plantas para detectar explosivos são superiores às dos cães farejadores.

Fonte: [ PEGN ]

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