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Por que voto em Haddad 13?

Primeiramente #ForaTemer! Voto em Fernando Haddad para que exista a possibilidade de desfazer essa imensa bagunça que Temer e outros criaram.
 
Voto via democracia para que, pela democracia, a democracia seja fortalecida.
 
Tenho consciência que sou um nada perante ao Universo, mas ainda assim, percebo que a parte que me cabe é dar valor ao imenso mistério que é a Vida.
 
A minha maior luta é respeitar a criação que tive e entender que nem sempre meus pais foram perfeitos. Entendo o contexto da época em que viveram, como foram formados, como me criaram e o como a sociedade vivia antigamente.
 
Minha parte é fazer o que puder para honrá-los, respeitando sempre aquilo que entendo como o melhor para a sociedade.
 
Desde 2002, quando comecei a desenvolver o projeto Tudo Sobre Plantas, portanto há 16 anos, parte do meu dia a dia tem sido ler, estudar e compartilhar informações sobre plantas, meio ambiente e notícias relacionadas.
 
Acabei por me tornar professor porque percebi que aquilo que estava aprendendo na prática em plantios, estudos e observações, poderia ser de alguma utilidade para as pessoas.
 
Sempre detestei política e acredito que a sociedade merece soluções que envolvam a opção pela participação direta nas decisões, através de organizações da sociedade civil compostas por pessoas devidamente capacitadas para o exercício da cidadania.
 
Para que aqueles que acompanham esse dia a dia possam entender meu posicionamento politico atual, a seguir exponho os motivos pelos quais irei votar em #Haddad13.
 
Voto em Haddad porque ele afirma que vai trabalhar para reforçar os blocos regionais, como Mercosul, Unasul e Celac.
 
Ele quer aprofundar os acordos bilaterais e multilaterais entre os países que integram os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) para geração de empregos. Ele estabeleceu três áreas para começar a integração com os países latinos e africanos:
 
– Saúde,
– Educação,
– Segurança alimentar e nutricional.[1]
 
Atentem para uma coisa… Investimentos e melhorias nessas áreas por si só já são excelentes motivos. O que eu posso fazer, a minha parte, é cobrar que seja cumprido.
 
Voto em Haddad porque ele é aberto ao diálogo e entende que a política externa se faz pelo caminho da paz, sabendo que reforçar todas as comunidades daqui da América Latina “é essencial para criar um mundo mais equilibrado e menos dependente de um único polo de poder, de modo a superar a hegemonia norte-americana”.
 
Voto em Haddad para que seja possível criar um dos maiores Bancos de Desenvolvimento do mundo, fortalecendo as relações de amizade e parceria com a África, continente-mãe da Nação brasileira.
 
Percebo que o mundo ainda depende de petróleo e cada passo na direção de autonomia energética deve ser valorizada.
 
Acredito que o caminho do Programa de Transição Ecológica, ajudando aqueles que se colocam abertos a um cultivo agroecológico, mas sem meios financeiros para promover essa transição, possam ser incentivados via linhas de crédito (financiamento público de baixo custo para criar e implantar tecnologias sustentáveis[2]) específicas para agronegócios.
 
Entendo que o tributo sobre emissão de carbono[1,3], aliado à manutenção e ampliação de ressarcimentos pela manutenção das floresta em pé, permitem que as comunidades locais tenham uma fonte de renda ligada a preservação e uso sustentável dos recursos naturais.[4]
 
Se nós quisermos um país pleno de recursos naturais como água e ar limpos, precisamos proteger e Amazônia e encontrar formas de desenvolvê-la sem destruição.
 
Segundo o site da IPAM Amazônia, “a floresta Amazônica representa um terço das florestas tropicais do mundo, desempenhando papel imprescindível na manutenção de serviços ecológicos, tais como, garantir a qualidade do solo, dos estoques de água doce e proteger a biodiversidade. Processos como a evaporação e a transpiração de florestas também ajudam a manter o equilíbrio climático fundamental para outras atividades econômicas, como a agricultura”.[5]
 
Podemos crescer sim, via desenvolvimento inteligente, focando na redução do uso de agrotóxicos, investindo em fontes energéticas renováveis (solar, eólica e biomassa) e barrando a expansão da fronteira agropecuária sobre áreas florestais.
 
O Brasil pode melhorar seus modelos de agronegócio, com capacitação de produtores e melhora da qualidade de seus produtos agrícolas.
 
O Brasil pode e deve sim pleitear a liderança nas discussões globais sobre o meio ambiente, seguindo o Acordo de Paris e os 17 objetivos das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável.[2]
 
Entendo que nenhum país do mundo deve dizer ao Brasil como lidamos com a nossa parte da Amazônia e sim nos auxiliar a mantê-la, todos recebendo em troca os serviços ambientais prestados por ela.
 
Sobre a promessa de zerar até 2022 a taxa de desmatamento líquido (reflorestar o equivalente à mesma área desmatada) eu acredito que seja pouco tempo para perceber a atuação das políticas de transição, mas se algo for feito nessa direção, já está bom e seria melhor do que vem acontecendo.
 
Sobre o policiamento rural e investimento em trasporte para escoar a produção, entendo que seria interessante dotar os municípios de centros de abastecimento locais e melhorar as condições de trabalho de toda a polícia.
 
Enfim… Analisei as propostas dos dois candidatos[2].
 
Um quer acabar com o Ibama, ICMBio, Conama, unidades de conservação. Outro não, quer trabalhar a preservação do meio ambiente. a partir das instituições que já existem e melhorar o que se tem com os órgãos ambientalistas. As consequências de Bolsonaro para o meio ambiente seriam absurdamente trágicas, possivelmente irreversíveis.
 
Portanto, exposto meus motivos, a proposta que me pareceu mais coerente com o que tenho estudado sobre estes assuntos é a do Fernando Haddad, número 13.
 
Uno minha voz à de Therezinha Fraxe, professora e coordenadora do Centro de Ciências do Ambiente da UFAM (Universidade Federal do Amazonas):
 
– Pedimos a sociedade que estude essas duas propostas para as questões ambientais. Uma quer acabar com órgãos de conservação. Outra quer aumentar e aprimorar o monitoramento.
 
Saudações agroecológicas!
 
Anderson C. Porto
Gestor do projeto Tudo Sobre Plantas
Araruama, RJ – Brasil
 
#PorqueVotoEmHaddad #HaddadPresidente
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Sementes crioulas

Agricultura ecológica preserva mais de vinte variedades de milho, como o vermelho, o roxo e o branco.

Nos últimos 50 anos, a monocultura, a produção em larga escala e a introdução de produtos sintéticos nas plantações alteraram a diversificação agrícola e, consequentemente, a alimentação. Hoje, o trigo, o arroz, o milho e a soja representam 85% do consumo de grãos no mundo. Enquanto isso, há mais de 10 mil espécies de plantas comestíveis, das quais muitas precisam ser resgatadas. No interior do Rio Grande do Sul, agricultores trabalham para garantir a diversidade do milho.

O grão que a maioria das pessoas está acostumada a consumir é um tipo híbrido, resultado do cruzamento de diferentes variedades para aumento da produtividade. Na natureza, porém, existem dezenas de outros tipos, como preto, roxo, vermelho, branco e mesclado. As sementes dessas espécies são denominadas “crioulas”. São nativas e foram conservadas pelos produtores rurais ao longo dos anos.

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