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A maconha pode salvar o nosso mundo

maconha

A maconha é a única planta que pode salvar o planeta. Não é questão de fazer os mesmos produtos que outras matérias primas. Ela faz produtos de melhor qualidade e mais ecológicos.

Atualmente é proibido cultivar cânhamo no Brasil, o que é um grande prejuízo. O nosso Nordeste tem condições perfeitas para essa prática, com seu clima seco e sol abundante. Desmatamento de florestas, queima de combustíveis fósseis, pulverização de grandes quantidades de pesticidas, entre outros malefícios ao meio ambiente poderiam ser evitados a partir da produção de maconha para uso industrial.

Só para esclarecer, o produto é o cânhamo (hemp) e não a maconha de consumo recreativo ou medicinal de efeito psicoativo. O hemp não da brisa, pois não tem quantidades suficientes de THC para isso. Se você o fumar provavelmente só acabará com dor de cabeça e muita tosse.

Por conta de sua aparência semelhante à maconha tradicional, preconceito, proibição e muita ignorância, o cânhamo continua proibido no Brasil. Mas a informação ainda não está proibida, apesar de tentarem. Então aqui vão algumas maneiras de como o cânhamo pode nos ajudar.

 

Papel

O hemp se regenera em questão de meses e cresce muito rápido, o que é um ótima solução para a fabricação de papel. Ao contrário do eucalipto (árvore que pode levar mais de 30 anos para estar pronta para colheita), o cânhamo está pronto para ser usado em cerca de 4 meses. Um campo de cânhamo fornece a mesma quantidade de polpa que quatro campos de árvores.

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Novidades à base de extratos vegetais para emagrecer

Irvingia_gabonensisO grande avanço tecnológico na área de produtos naturais vem introduzindo novos alimentos e medicamentos à base de extratos vegetais no mercado mundial. Entre eles vale citar os novos produtos que ajudam a emagrecer, promessas para o controle de um dos problemas mais sérios nos países desenvolvidos: o excesso de peso.

Infelizmente nem todos estão disponíveis no Brasil, pois há uma maior exigência da Anvisa apara autorizar a comercialização desses produtos por aqui.

Uma das novidades mais promissoras é um fruto chamado irvingia, ou manga selvagem africana (Irvingia gabonensis), obtido de uma árvore que cresce na África Central. Esse fruto tem sido utilizado na alimentação e como produto medicinal há vários séculos, e seu efeito em reduzir o peso corporal era conhecido das populações locais.

Um programa da Organização Mundial da Saúde (OMS) financiou estudos para validar seu emprego medicinal. Num estudo clínico, com 10 semanas de duração, em 120 pessoas, os pacientes que ingeriram o extrato de irvingia perderam uma média de 7 kg contra 0,5 Kg do grupo placebo.

Ainda não está completamente esclarecido como a irvingia atua, mas se sabe que sua atuação é principalmente no metabolismo das gorduras. Os pacientes que ingeriram o fruto africano tiveram reduções muito significativas do colesterol e dos triglicerídeos no sangue, além de uma diminuição importante do percentual de gordura, mesmo sem uma redução significativa da ingestão calórica.

Outro extrato natural que está sendo comercializado nos Estados Unidos é o de um cactus chamado Hoodia gordoni. Ele já era bem conhecido há muito tempo pelas populações do deserto do Kalahari, que comiam esse cactus para suportar a fome e a sede enquanto atravessavam lugares sem água e alimentos. Os estudos científicos isolaram substâncias conhecidas como “glicosídios pregnânicos” que possuem uma capacidade de inibir a fome cem vezes superior à da glicose, a nível do hipotálamo, no cérebro.

Substâncias muito parecidas foram encontradas também num cactus da Ásia, Caralluma fimbriata. Da mesma forma como a Hoodia, os compostos isolados da caralluma se mostraram potentes inibidores do apetite em estudos farmacológicos.

Na etnofarmacologia, foi constatado que algumas tribos indianas faziam uso tradicional do cactus como um supressor do apetite. Num estudo clínico, o uso de um grama de extrato do cactus ao dia causou redução significativa do peso e a circunferência toráxica, em relação ao placebo.

Esses novos ativos possibilitam uma melhora significativa da eficiência de tratamentos à base de extratos naturais para redução de peso e obesidade. Numa época onde a principal droga convencional para reduzir o apetite, a sibutramina, está cada vez mais condenada, com suspeita de provocar hipertensão e problemas cardíacos, há uma luz para os pacientes que desejam tratamentos mais suaves e seguros.

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Artigo escrito pelo clínico geral Alex Botsaris, autor de livros como Fórmulas Mágicas e Medicina Complementar.

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