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Tudo Sobre Plantas na Marcha das Favelas pela Legalização – 2019

Hoje meu dia foi um tanto atribulado. De manhã estive na Feira de Orgânicos do Campo de São Bento, em Niterói-RJ. Postei sobre isso no [ Facebook ].

Depois, de tarde, consegui dar um pulo lá na Marcha das Favelas pela Legalização. Começou 14:20h. ☺️

Tô deixando a barba crescer por causa do frio.

A marcha começou pela Rua Uranus, 733. Foi passando pelas ruas e vielas de Bonsucesso, sob o calor do asfalto e áreas sombreadas.

Fomos andando até Manguinhos, no ritmo da galera do bloco Planta na Mente. Uma parte da galera fumava, outros molhando a goela com uma cerveja… Respeito, união, pé no chão. Talvez um ou outro flutuando… rs…

Reencontrei alguns amigos e conhecidos, fiz novas amizades… Gostei de chegar junto. Me fez repensar a questão social, no povo que sofre nas favelas, as necessidades envolvidas.

E são tantas as questões… Agora…, uma certeza?

De tanto conversar aqui e ali, com vários atores e pensadores que se debruçam sobre a questão Cannabis e por vezes debatem soluções, urge aprimorar não só na formação de empreendedores; o principal e talvez o mais importante seja resgatar a cidadania daqueles que foram colocados em última prioridade pela nossa sociedade.

Ao meu ver, a questão nunca foi essa de maconha ser ou não medicinal, ou se faz bem ou mal, se sei lá o que. A real é que as soluções existem e podem ser implementadas. E a pressa // pressão é porque existe muita gente necessitando… pra ontem!

Enfim… Estamos caminhando.

Abraços canábicos!

Anderson Porto
www.tudosobreplantas.com.br

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Jean Wyllys protocola projeto que pede a regulamentação da maconha

Para deputado, “guerra às drogas” é um fracasso que apenas criminaliza jovens da periferia. “Parlamento brasileiro precisa reconhecer que a política de ‘guerra às drogas’ é um fracasso e só produz violência, morte e a criminalização da pobreza”, acredita

Por Redação

jean_wyllys

O deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) protocolou na tarde hoje (19) o projeto de lei 7270/2014 que visa regulamentar o plantio, o uso recreativo e a comercialização da maconha em todo o território brasileiro. Wyllys afirma que o “parlamento brasileiro precisa reconhecer que a política de ‘guerra às drogas’ é um fracasso e só produz violência, morte e a criminalização da pobreza”.

Na defesa de seu projeto, Wyllys questiona a “legislação que proíbe a maconha e as outras drogas de um lado e, por outro lado, todo um sistema de produção e comercialização que funciona, sem qualquer impedimento, no mundo real”. O parlamentar também argumentou que quase sempre quem morre na mão da polícia ou de uma facção rival são “os pobres, favelados e na maioria dos casos, jovens negros” e que, logo depois que morrem, são substituídos e o comércio ilegal continua.

Jean Wyllys também declarou que é necessário haver um controle sobre a qualidade da substância comercializada. “Ninguém sabe a composição da droga que é vendida, sua qualidade não passa por qualquer tipo de fiscalização nem precisa se adequar a nenhuma norma, o consumidor não recebe qualquer tipo de informação relevante para a sua saúde e segurança, diversos processos de industrialização (como o prensado de maconha para fumo com amônia, altamente tóxica) são realizados sem qualquer fiscalização. Não há restrições à venda que impeçam o acesso dos menores de idade a esse comércio ilegal — seja como compradores, seja como vendedores ou ‘soldados’ do tráfico. Está tudo errado!”, criticou.

Wyllys reconheceu que o projeto é polêmico, mas disse esperar que a partir do seu PL seja realizado um debate nacional e declarou que o “Brasil precisa mudar”. Além da Câmara dos Deputados, no Senado também corre uma iniciativa que está sob relatoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que vai realizar uma série de audiências públicas podendo, posteriormente, construir um projeto de lei sobre o assunto.

Para conhecer o projeto de lei sobre a regulamentação e comercialização da maconha no Brasil, do deputado Jean Wyllys, [ clique aqui ].

Fonte: [ Portal FORUM ]

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Medicina Legal: o discurso médico, a proibição da maconha e a criminalização do negro

por Luísa Gonçalves Saad

Relacionadas à cura e ao crime, ao amor e ao folclore, à religião e à biologia, as drogas estão presentes na vida humana há milhares de anos e não se tem notícia de sociedade que tenha existido sem que fizesse o uso de alguma substância psicoativa. Para o filósofo Michel Foucault, “as drogas são parte de nossa cultura. Da mesma forma que não podemos dizer que somos ‘contra’ a música, não podemos dizer que somos ‘contra’ as drogas”.[2]

Segundo o historiador Henrique Carneiro, a palavra “droga” é um derivado do termo holandês droog, usado para produtos secos e substâncias naturais utilizadas, principalmente, na alimentação e na medicina. Antes de definir os produtos usados como remédio, o termo ‘droga’ representava, na época colonial, “um conjunto de riquezas exóticas, produtos de luxo destinados ao consumo, ao uso médico e também como “adubo” da alimentação” tornando-se, mais tarde, o que conhecemos como especiarias. As fronteiras e diferenciações entre droga e alimento, tão bem definidas nos dias de hoje, foram delineadas ao longo dos séculos por fortes ambições de controle político e jurídico.[3]

A maconha, objeto do presente estudo, tem sua origem confundida com os próprios primórdios da civilização. Trata-se de um dos vegetais que mais cedo foram domesticados pelo homem, sendo descoberto paralelamente à invenção da agricultura. O cânhamo, fibra extraída da maconha, é usado na fabricação de tecidos e cordas desde há mais de 10 mil anos[4] e como medicamento para dor reumática, constipação intestinal, disfunções do sistema reprodutor feminino, malária e outras doenças desde o ano 2.700 a. C.[5]

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