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O prazo para o aterramento da Fiação Aérea no RJ está acabando…

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Sobre o aterramento da fiação aérea, existe a Lei 5340 /2008, que determina a implantação de instalação de fiação subterrânea em TODO O ESTADO do Rio de Janeiro.

As prefeituras precisam, dentre outras coisas, fornecer autorização e mapas das redes subterrâneas (água, esgoto, cabeamentos de fibras óticas etc).

LEI Nº 5340, DE 1º DE DEZEMBRO DE 2008.

DISPÕE SOBRE A COLOCAÇÃO DE INSTALAÇÃO SUBTERRÂNEA NO ÂMBITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

Art. 1º As concessionárias de serviços públicos de energia elétrica e telefonia, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, ouvido o município detentor do uso do solo em que a rede estiver instalada, deverão modificar, no prazo máximo de 10 (dez) anos, a instalação aérea existente nas vias públicas para instalação subterrânea.

Art. 2º Os novos projetos de instalação que vierem a ser executados já deverão ser por via subterrânea.

Art. 3º As despesas com a modificação da instalação de energia elétrica e telefonia correrão por conta exclusiva das concessionárias de serviço público, ficando vedada qualquer cobrança aos usuários.[1]

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O prazo acaba em 2 de dezembro de 2018.

Pergunta-se: o que as prefeituras estão fazendo a este respeito?

Anderson Porto
http://www.TudoSobrePlantas.com.br

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Parceria que frutificou: Horta Urbana na Saens Peña

Uma mistura inusitada: organização ecológica livre e filosofia pedagógica trazem vida e verde à Tijuca

por Hara Flaeschen

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A parceria de dois movimentos diferentes, mas com propósitos que se complementam, irá, literalmente, dar frutos. A Praça Sáenz Peña (Saens Peña, na grafia popular), na Tijuca, ganha uma Horta Urbana e encanta e mobiliza os idealizadores do projeto e moradores do entorno. É a primeira parceria da organização livre ‘Planta na Rua’ e de estudiosos e praticantes da pedagogia Maria Montessori, que acreditam que observar a vida e integrar-se à natureza é parte da educação: a horta é pública desde o momento de sua preparação até o momento da colheita.

O ‘Planta na Rua’, responsável por outras hortas públicas na área urbana do Rio, foi criado no final de 2009, por Mono Telha (como se autodenomina o seu criador). Inicialmente, se limitava à criação das hortas e produção de literatura alternativa, e agora abrange uma série de ações cooperativas e independentes, como adoções de canteiros, oficinas, revistas, vídeos e palestras. “A ideia e ação estão sendo difundidas pelos estados do país e possuem caráter internacionalista, autogerido em via das ações diretas”, conta Mono Telha.

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A junção dos dois segmentos foi bastante construtiva: conseguiram o apoio da Associação Comercial e Industrial da Tijuca (ACIT), que cuidou da parte burocrática. Em seguida, redigiram o projeto e a ACIT protocolou na Fundação Parques e Jardins (FPJ). Assim, conseguiram também a colaboração da Comlurb /FPJ na manutenção uma vez por mês. Semanalmente a sociedade é convocada a se apropriar da horta, ajudar em sua manutenção e se juntar ao grupo. Para manter a periodicidade, cinco famílias se revezam para estarem presentes todos os domingos.

Apesar dos frequentes elogios, os tijucanos ainda não se integraram completamente, afirma Bruna Brasil, mobilizadora do projeto e adepta do movimento montessoriano: “A população se encanta, mas não entende ainda que a horta é de todos, pensam que ela pertence ao grupo e ficam elogiando de longe. Ela é feita por todos, para todos, e deve ser cuidada e usufruída por todos. Precisamos que os tijucanos sintam-se donos da horta, como se fosse parte do seu quintal, e que o espaço público configure de fato um espaço de integração da sociedade”.

Os ‘jardineiros’ não têm restrições, além de não poderem plantar árvores grandes. Hortelã, manjericão, boldo, salsinha, cebolinha, alecrim, limão, tangerina, couve, morango e tomate são algumas das mudas, doadas pelos voluntários que compareceram no evento do plantio. Os mutirões acontecem todos os domingos, a partir das 10h. Segundo Bruna, para participar é só ir até a horta, levando água de casa para regar onde estiver seco, recolhendo o lixo, conscientizando as pessoas ou plantando uma muda nova no lugar das que morreram.

“As crianças têm uma ligação maravilhosa com todos os espaços que recebem o ‘Planta na Rua’, elas sentem-se felizes juntando brincadeiras com aprendizados. É observada a importância desse trabalho em noção ampla, elas se prestam a ajudar no seu próprio futuro. É lindo ver as crianças nas atividades, depois conversando conosco sobre a opinião delas, são flores se cuidando, se regando. Emocionante e muito importante“, conclui o idealizador. Os mutirões na Saens Peña acontecem todos os domingos, a partir das 10h, e os movimentos em outros lugares podem ser informados pelo e-mail plantandonarua@gmail.com.

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Fonte: [ Notícias da Vila – UERJ ]

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Obra de avenida olímpica derrubará 200 mil m² de Mata Atlântica no Rio

por Vinicius Konchinski

A construção da TransOlímpica, avenida prometida para integrar o esquema de transporte da Rio-2016, vai causar a derrubada de 200 mil m² de Mata Atlântica no Rio de Janeiro. A supressão da vegetação de área equivalente a 24 campos de futebol foi autorizada pelo então governador Sérgio Cabral no início deste mês, dias antes de ele renunciar ao cargo.

A construção da avenida é um dos compromissos assumidos pelo Rio com o COI (Comitê Olímpico Internacional) para sediar os Jogos de 2016. A via terá 23 km de extensão e ligará Deodoro à Barra da Tijuca. Nos dois bairros serão construídas as duas maiores área de competição da Olimpíada: o Parque Olímpico, na Barra, e o Parque de Deodoro.

A área de mata que será derrubada para a obra fica na zona oeste do Rio, num local conhecido como Colônia Juliano Moreira, que fica nos limites do Parque Estadual da Pedra Branca. O parque é uma das maiores áreas de conservação ambiental do Brasil e também a segunda maior floresta urbana do mundo, com 12,5 mil hectares (125 mil km²) de vegetação.

Já a área que será derrubada é de 20 hectares. De acordo com o Inea (Instituto Estadual do Ambiente), desse total, 19,6 hectares são de vegetação considerada de estágio médio de regeneração e outros 0,4 hectare de estádio avançado. Só é autorizada a derrubada desse tipo de mata quando não há alternativa e quando há interesse público. Para Cabral, que autorizou a supressão, a TransOlímpica é de interesse público.

A TransOlímpica vai custar R$ 1,5 bilhão e terá três pista em cada sentido. Uma delas será uma faixa para tráfego exclusivo de ônibus expressos BRT (Bus Rapid Transit).

Segundo a Prefeitura do Rio, a obra vai beneficiar moradores do Recreio dos Bandeirantes, Jardim Sulacap, Magalhães Bastos, Vila Militar e de outros bairros. A passagem da avenida por trechos de Mata Atlântica é necessária para reduzir o impacto da obra para quem mora em de Curicica, André Rocha, do Guerenguê e do Outeiro Santo.

A Secretaria Municipal de Obras (SMO) informou que o traçado original da TransOlímpica não previa os 200 mil m² de mata fossem derrubados. No entanto, a execução do projeto causaria a desapropriação de 497 imóveis.

O novo traçado, por dentro da vegetação, demandará 25 desapropriações, informou a SMO. A secretaria ressaltou ainda que a supressão da Mata Atlântica será compensada pelo plantio de 400 mil m² de espécies de plantas do mesmo bioma justamente no Parque Estadual da Pedra Branca –duas vezes o que será derrubado para a construção da avenida.

Sustentabilidade

Realizar uma Olimpíada sustentável é um dos objetivos do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016, instituição privada que trabalha na preparação do evento. A derrubada de áreas de Mata Atlântica e outras intervenções olímpicas, entretanto, fazem com que especialistas questionem esse compromisso.

“O ideal é não desmatar nada”, afirmou a jurista e professora Sonia Rabello, presidente da Federação das Associações de Moradores do Município do Rio de Janeiro, quando questionada sobre a TransOlímpica. “Reduzir o número de desapropriações é bom, mas garanto que nenhum morador ficaria chateado em deixar sua casa se recebesse um belo apartamento em troca. O problema é que a prefeitura não quer pagar por isso. Aí diz que derrubar a Mata Atlântica é uma opção. A Mata Atlântica é um bem de todos, que não tem preço.”

Rabello já foi vereadora no Rio e acompanha as obras olímpicas em execução na cidade. Para ela, o compromisso com a sustentabilidade está perto de se tornar mais uma promessa não cumprida, vide o que tem sido feito também na construção do campo de golfe da Rio-2016.

A obra está sendo realizada em terreno do que era parte da APA (Área de Preservação Ambiental) de Marapendi, na zona oeste. Segundo ela, a vegetação que existia na APA deveria ser preservada ou recuperada. Ela reclama que a prefeitura autorizou a plantação de grama importada necessária para o campo de golfe. “Plantar grama não quer dizer que a vegetação está sendo preservada”, disse ela.

Já o biólogo Mario Moscatelli reclama do andamento da despoluição da Baía de Guanabara e lagoas da Barra. A recuperação dos locais é compromisso olímpico. Moscatelli, porém, diz que políticos “fazem tudo para não cumpri-lo”.

“Se não é falta de vontade, não sei o que é”, afirmou. “Até agora, não foi feito nada para a despoluição. O governo do Estado do Rio de Janeiro [responsável pela despoluição] está lesando a imagem do Rio e do Brasil perante o mundo.”

Rio-2016 responde

Procurado pelo UOL Esporte, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 ratificou seu compromisso com a sustentabilidade. Em nota, informou que ele “começa dentro de casa”. Por isso, o órgão compra madeira ou papel com certificado de manejo florestal, vai servir pescado produzido de forma sustentável mas refeições durante os Jogos e trabalha para a ampliação da acessibilidade em hotéis do Rio.

Sobre a TransOlímpica, o comitê afirmou que a obra é um exemplo “do desafio que é a sustentabilidade”. O órgão ressaltou que a derrubada das árvores só será feita para reduzir as remoções de famílias. Informou também que espera que a compensação da derrubada seja bem feita. “Para o Comitê, é essencial que haja manejo adequado e contínuo até a completa recuperação do ambiente onde foi feito o plantio”, complementou o comitê.

O comitê ainda ressaltou que não executa nenhuma obra olímpica. Porém, monitora a construção do campo de golfe e a despoluição da Baía de Guanabara. Sobre o campo de golfe, o Rio-2016 informou que a obra recuperará o terreno e multiplicará em cinco a área de vegetação do espaço. Já a despoluição da baía, segundo o Rio-2016, está em execução.

Fonte: [ UOL Esporte ]

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Projeto em favela carioca ensina a aproveitar alimentos em vez de descartá-los

por Gerardo Lissardy
BBC Mundo no Rio de Janeiro

Um projeto no Morro da Babilônia, na Zona Sul do Rio de Janeiro, está ajudando os moradores locais a evitar o desperdício e a aproveitar melhor o nutriente de seus alimentos.

Iniciativa no Morro da Babilônia dá cursos com receitas de pratos que usam cascas de melancia e de maracujá, talos de brócoli e sementes, entre outros.

A iniciativa Favela Orgânica, fundada pela empregada doméstica Regina Tchelly, ministra oficinas ensinando a usar partes de alimentos muitas vezes consideradas restos – cascas de melancia ou maracujá, talos de brócolis e sementes, por exemplo – para produzir pratos diferentes e nutritivos.

O Favela Orgânica começou no ano passado, com um investimento de cerca de R$ 160.

Hoje, conta com uma equipe de 16 pessoas, que oferecem cursos em diferentes favelas cariocas, cobrando R$ 10 de cada participante.

Um desses cursos será parte da conferência de desenvolvimento sustentável Rio+20, que a ONU realizará em junho no Rio de Janeiro.

Fonte: [ BBC Brasil ]

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17 de abril – Dia Nacional da Botânica

O dia é dedicado ao botânico alemão Cari Friedrich Phillipp von Martius, consagrado o “Pai das Palmeiras” no Brasil. Um dos naturalistas mais famosos do século XIX, von Martius nasceu no dia 17 de abril de 1794 e chegou ao Brasil no dia 15 de julho de 1817, como parte de uma comitiva de intelectuais que acompanhava dona Leopoldina, esposa de dom Pedro I. Em três anos de estudos, ele explorou 12 mil espécies da flora brasileira.

Até a data de sua morte, foram catalogadas 300 mil espécies do mundo inteiro, sendo a metade existente na bacia Amazônica. Phillipp von Martius morreu em 1868. O decreto que instituiu uma homenagem a ele também declarou a carnaúba, considerada a palmeira brasileira, como planta-símbolo do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.

Fonte: [ Biologia em Rede ]

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