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O que é DRENAGEM?

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O ciclo da água no planeta depende fundamentalmente das chuvas, que caem sobre os continentes, ilhas e oceanos.

A água que cai pode ser acumulada (em poças, lagoas, represas, etc.), pode infiltrar no solo, ou seguir seu curso, por ação da gravidade (terreno abaixo) para lagos e mares. No último caso, a porção superior fica mais seca, de modo que podemos dizer que tal porção foi drenada, na medida em que a água escoou.

Os solos possuem uma porosidade natural, em diversas concentrações, chamadas de permeabilidade. Algumas permitem a infiltração das águas no solo, outras não; destas onde surgem poças / acúmulo de água.

Drenagem é o ato de escoar as águas de terrenos encharcados, por meio de tubos, túneis, canais, valas e fossos sendo possível recorrer a motores como apoio ao escoamento. Em vasos e pequenos cultivos, é trabalhar a permeabilidade do substrato / solo, permitindo uma rápida infiltração e escoamento, ou retenção utilizando materiais porosos que absorvem e armazenam água.

É importante estabelecer a distinção entre dois tipos diferentes de drenagem:

– superficia: escoamento às águas que se acumulam na superfície do terreno;
– subterrânea: objectivo é retirar o excesso de água que existe no interior do solo (baixar o nível freático).

A drenagem de superfície tem por finalidade remover o excesso de água da superfície do solo, evitando, assim problemas de arejamento e conseqüente empoçamento da água na superfície do terreno.

Já na drenagem subterrânea pretende-se baixar o nível freático, fazendo um escoamento para canais e reservatórios, evitando o alagamento e perda do cultivo. Os canais podem ser naturais (córregos) ou artificiais de concreto simples, armado ou de gabião.

As causas de um nível freático elevado podem ser, além de uma camada impermeável mais ou menos superficial (que impede a drenagem natural), o elevado nível de um rio ou ribeiro, chuvas ou mesmo regas exageradas.

Os sistemas de drenagem, além dos condutos forçados e dos condutos livres, podem ser urbanos ou rurais e visam escoar as águas de chuvas e evitar enchentes.

Para aumentar a permeabilidade de substratos podemos utilizar areia de rio e outros materiais como pedras e cascas de árvores trituradas, misturados à terra vegetal, permitindo o escoamento e aumentando a aeração para as raízes.

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Fontes consultadas:

http://www.portaleducacao.com.br/biologia/artigos/13481/drenagem-de-solo-para-paisagismo
http://www.tecnicasderegadio.info/index.php/drenagem/cap20-drenagem
http://wwwo.metalica.com.br/drenagem-na-construcao-civil

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Amazônia à venda

Carlos Chagas

É chamado também de Amazônia o bioma que, no Brasil, ocupa 49,29% do território e abrange três (Norte, Nordeste e Centro-Oeste) das cinco divisões regionais do país, sendo o maior bioma terrestre do país.

Nem tudo está perdido. Esta semana, o Senado parou. Parou e tremeu com a denuncia feita pelo senador Arthur Virgílio, a respeito da amazônica brecha aberta pela Lei de Concessão de Florestas Públicas, aprovada recentemente. Para o líder do PSDB, é inadmissível que um milionário sueco-americano se tenha vangloriado de haver adquirido, na Amazônia, área igual à da Grande Londres, da qual, através de parcerias com grandes grupos internacionais privados, anunciou que buscará tirar proveito comercial, explorando e vendendo tudo o que existe em seus limites, da madeira à biodiversidade e ao subsolo.

O indigitado personagem da denúncia chegou a declarar à imprensa dispor de força política para mudar o protocolo de Kioto, assinado pelas principais nações do planeta, em defesa do meio ambiente. Seria uma espécie de “liberou geral” na Amazônia.

Arthur Virgílio cobrou providências do governo federal e do governador do Amazonas, para quem, conforme acentuou, tratou-se da aplicação da lei entre dois entes privados, não cabendo intervenção do poder público.

É preciso descer à raiz do problema. Essa lei celerada foi proposta ao Congresso pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, que até antes de sua aprovação pelo Congresso fez propaganda dela na Europa, convidando empresários e governos a adquirirem parcelas da floresta amazônica. Veio o governo Lula e imaginou-se a retirada do projeto, por bater de frente com a pregação do candidato, retoricamente nacionalista e cultor da soberania nacional. Ledo engano. O Lula seguiu na mesma linha e fez aprovar a lei, que sancionou sob os aplausos da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e do PT.

Pelo texto, qualquer cidadão ou empresa nacional ou estrangeira fica autorizado a comprar a floresta por um período de 40 anos, renováveis por mais 40, para extrair madeira e apropriar-se da biodiversidade, patenteando milhares de recursos vegetais ainda desconhecidos da ciência, assim como explorar o subsolo.

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