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Gene promete revolução biotecnológica

Bióloga conseguiu isolar um gene resistente à seca que, enxertado em soja, milho e trigo, promete multiplicar rendimentos

Em um modesto laboratório universitário em plena região agrícola argentina, a bióloga Raquel Chan conseguiu isolar um gene resistente à seca que, enxertado em soja, milho e trigo, promete multiplicar rendimentos em uma verdadeira revolução biotecnológica.

À frente do Instituto de Agrobiotecnologia da Universidade Nacional do Litoral), Chan coordenou um grupo de pesquisas que estudou o girassol e conseguiu identificar em seu complexo genoma o gene HAHB-4, que o torna resistente à seca e à salinidade do solo.

Inoculados com esse gene, a soja, o trigo e o milho “aumentam enormemente a produtividade”, explica a cientista de 52 anos, com voz grave que dissimula a paixão por seu trabalho. “Para os produtores agropecuários, aumentar a produtividade em 10% já é uma maravilha, e isto dá muito mais, chegando inclusive a duplicá-la em um caso. O que posso assegurar é que em nenhum caso a planta transgênica produziu menos do que a não transformada” geneticamente, entusiasma-se.

Segundo ela, “quanto pior for a condição climática, maior é a diferença a favor da planta manipulada com relação à não manipulada”. Ser resistente à seca não significa que a soja crescerá no deserto, alerta esta mulher afável, que recebeu a AFP em seu laboratório, sem maquiagem e esquiva às câmeras.

“Tem que haver um pouco de água. Será possível cultivar terras com um regime pluviométrico de 500 mm ao ano, o que é muito pouco, e onde hoje não há nada. Claro que nunca serão os Pampas úmidos”, admite a cientista, bióloga molecular.

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Embrapa obtém primeiras plantas transgênicas de cana-de-açúcar

Rótulo de um produto transgênico

Autor: Assessoria

A Embrapa anuncia nesta terça-feira (24), às 10h, durante a solenidade de comemoração dos cinco anos da Embrapa Agroenergia, em Brasília, a obtenção de plantas transgênicas de cana-de-açúcar. São as primeiras plantas transgênicas confirmadas tolerantes à seca com o gene DREB2A. As perdas em cana-de açúcar devido à seca podem variar de 10% a 50 %, dependendo da região de cultivo e da época de plantio.

Estas plantas foram selecionadas em laboratório e, dentro de três meses, estarão em estágio de multiplicação in vitro para serem avaliadas em casa de vegetação. Até maio de 2012, terão sido avaliadas quanto às características de tolerância à seca. Após estes processos, aquelas plantas que apresentarem melhor desempenho, tanto agronômico quanto das características pretendidas, terão potencial de avaliação a campo mediante aprovação de processo junto ao Comitê Técnico Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Este é um trabalho realizado em parceria entre a Embrapa Agroenergia (Brasília/DF) e a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília/DF), que possui laboratórios com características exigidas pelas normas da CTNBio para estudos com organismos geneticamente modificados. A Embrapa conta com o apoio também da Japan Internacional Research Center for Agricultural Sciences (Jircas), empresa de pesquisa vinculada ao governo japonês.

Após o anúncio, os pesquisadores estarão disponíveis para conceder entrevistas. As imagens das plantas in vitro poderão ser feitas nos laboratórios da Embrapa Recursos Genéticos.

Fonte: [ Agronotícias ]

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Estados Unidos: grama transgênica é encontrada no estado de Oregon

Plantas de bentgrass Roundup Ready foram encontradas em Malheur County. Contaminação pode ter se originado de campo experimental de 2005.

Por AS-PTA – com informações de Capital Press

A professora da unversidade Oregon Carol Mallory-Smith confirmou a presença de plantas de transgênicas de bentgrass crescendo em vários quilômetros de canais de irrigação e nas margens das áreas cultivadas entre Ontario e Nyssa. O alerta foi feito por um morador de Malheur County que descobriu as plantas resistentes ao herbicida Roundup (glifosato) e enviou amostras da planta para a universidade. Os testes confirmaram tratar-se de variedade transgênica.

Mallory-Smith suspeita que as plantas tenham se espalhado de um campo de sementes plantado em 2005 ao longo do rio de Malheur, perto de Parma, Idaho. A grama transgênica para campos de golfe foi desenvolvida por Scotts Co. E sobre ela seria aplicado o herbicida da Monsanto. Em 2007 a Scotts foi condenada a pagar multa de 500 mil dólares por ter descumprido as regras americanas sobre condução de experimento a campo com plantas transgênicas. A decisão abarcou os experimentos com bentgrass (Agrostis spp.) em Oregon e outros 20 estados.

Um ano depois, um estudo confirmou que o transgene da grama modificada não só foi encontrado fora dos campos experimentais, como continuou a se espalhar durante três anos após a interrupção do experimento.

Já em 2004, pesquisadores da Agência de Proteção Ambiental americana (EPA) em Corvallis mostraram que o pólen da grama foi disperso a até 21 quilômetros na direção do vento, superando muitas das estimativas existentes.

Fonte: AS-PTA/EcoAgência

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