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FCFRP produz patente com o antimicrobiano alecrim pimenta

Por Valéria Dias – valdias@usp.br

Encapsulamento do óleo essencial da planta em micropartículas originou dois produtos

O alecrim pimenta (Lippia sidoides) é uma planta muito usada pela medicina popular como antimicrobiano e antifúngico e que já foi tema de diversas pesquisas científicas que comprovaram suas propriedades benéficas. Toda essa “riqueza natural” acaba de ser alvo de uma patente na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP. Pesquisadores do Laboratório de Pesquisa & Desenvolvimento em Processos Farmacêuticos (LAPROFAR) patentearam dois produtos a base de alecrim pimenta obtidos a partir do encapsulamento do óleo essencial da planta em micropartículas. Um dos produtos poderá ser usados em formulações de medicamentos e cosméticos, e o outro, na conservação de alimentos processados.

O trabalho foi realizado pela farmacêutica Luciana Pinto Fernandes. Ela explica que os dois produtos são apresentados em forma de pó – as micropartículas são visíveis apenas pelo microscópio eletrônico. “A diferença entre eles é a maneira como foram obtidos e o direcionamento de uso dado a cada um, devido aos custos dos processos de obtenção”, conta a pesquisadora, que estudou o alecrim pimenta durante seu doutorado, apresentado em janeiro de 2009 sob a orientação do professor Wanderley Pereira de Oliveira, coordenador do LAPROFAR.

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Pfaffia paniculata tem efeitos inibitórios contra o câncer, mostra estudo da USP

Por Valéria Dias – valdias@usp.br

No Departamento de Patologia da faculdade, um grupo de cientistas que vem realizando uma série pesquisas com a raiz da planta

A Pfaffia paniculata, conhecida como ginseng brasileiro


A Pfaffia paniculata é uma planta que tem apresentado uma grande atividade no combate a células cancerígenas em estudos realizados na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP com animais e in vitro. No Departamento de Patologia da Faculdade, a professora Maria Lúcia Zaidan Dagli coordena um grupo de cientistas que vem realizando uma série pesquisas com a raiz da planta.

” Mas para que algum produto com finalidade terapêutica chegue até o mercado, ainda será necessário realizar uma série de estudos. Por hora, o que as nossas pesquisas conseguiram comprovar é que, nos ensaios laboratoriais com animais e in vitro, a planta se mostrou eficaz para combater células tumorais” , conta a professora. Ela destaca que é necessário fazer testes clínicos em humanos para comprovar estes resultados e que não há previsão de quando isso poderá ocorrer. ” Outro ponto a ressaltar é que pesquisas utilizando a raiz Pfaffia paniculata em humanos não podem ser feitas na FMVZ e deverão ser realizadas por unidades que tenha autorização dos conselhos de ética para isso” , pondera.

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Floresta esverdeia mesmo sem receber chuva na Amazônia

O sistema antiestresse da floresta amazônica, pelo menos na severa seca de 2005, funcionou melhor do que o esperado. Na edição de sexta-feira (21) da revista científica “Science”, pesquisadores mostram como a região, mesmo sem água, registrou um rebrotamento de suas plantas em muitas áreas.

A chuva sumiu, mas mesmo assim a Amazônia ficou mais verde – e não mais seca, como os modelos previam – depois da pior estiagem em 60 anos.

“O ecossistema não se mostrou negativamente reativo ao estresse hídrico”, afirma em língua de cientista Humberto da Rocha, do IAG – Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP – Universidade de São Paulo. Ele é um dos autores do artigo.

Entre as várias condicionantes que agem sobre a floresta, o estímulo dado pelo calor e pela radiação acabou sendo mais forte do que a falta d’água. “Isso sugere que a reação ao estresse hídrico pode ser muito menor que pensávamos”, diz Rocha.

Mas a aparente boa notícia não é suficiente para espantar o fantasma da savanização de boa parte da região amazônica, caso o aquecimento médio da temperatura na região seja mais constante.

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