Uso crônico de óleo rico em THC pode trazer riscos pra Saúde?

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ME PERGUNTARAM SE O USO CRONICO DE ÓLEO RICO EM THC PODE TRAZER RISCOS PRA SAÚDE.
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Paulo Fleury Teixeira*

Em primeiro lugar essa pergunta da forma como foi feita, por honestidade, deve ter uma só resposta: Sim.
Mas essa resposta seria a mesma se vc me perguntasse: o uso do óleo de CBD pode trazer efeitos negativos…? Sim
O uso da melatonina, pode? sim
O uso da vitamina C? Sim
O uso de…? Sim

Então a pergunta não deve ser essa pq ela não discrimina nada, pois, por princípio tudo na vida traz riscos e ao fim sabemos q a vida termina inexoravelmente na morte.

A pergunta mais esclarecedora seria então: quais seriam esses riscos e qual a sua frequencia, a sua incidência? Em geral as info não estão completamente disponíveis e então temos estimativas mais ou menos precisas disso.

No caso dos produtos com alto teor de thc, maconha, haxixe, óleos etc. quais seriam os riscos de longo prazo?

o q registramos é justo o contrário, em geral ocorre (grande) melhora no seu desempenho / desenvolvimento.

A primeira coisa q nos tranquiliza, sobretudo, é q não existem riscos organicos comprovados, ou seja nao existe doença ou evento (tipo infarto, avc, trombose, etc) q esteja comprovadamente relacionada/o ao uso de maconha e seus extratos.

Em nenhum sistema do nosso corpo: digestivo, cardiovascular, respiratorio, hepático, metabolico, respiratório, cancer etc… Isso é importantíssimo, qto mais qdo comparamos com os riscos e efeitos colaterais frequentes dos medicamentos q a maconha, ou o oleo rico em thc ou em cbd, pode substituir.

Os riscos estariam entao confinados ao campo psicossocial. Os riscos seriam de:

1. alterações psicquicas negativas (crises etc). Esses riscos existem e são presentes de várias formas e intensidades, na minha experiencia, seja no uso de cbd ou de thc.

Qual é o % em q eles aparecem? É dificil de estimar, mas com os dados q tenho dos ptes autistas é algo em torno de 10% dos casos q tem essas reaçoes. Mtas vezes ligadas à associação com uso de medicamentos neuropsi ou retirada desses medicamentos. E o q é mais importante e fundamental, essas crises são, em grande parte das vezes controláveis e o tto pode e deve continuar com benefícios pro paciente. Sobretudo com a retirada controlada dos outros medicamentos.

2. Perda de desempenho seja escolar ou no trabalho ou na vida social. Alega-se q o consumo intensivo de maconha está associado a alterações psicocomportamentais q resultam em perda do desempenho. Por exemplo, falta de vontade, disturbios de memória e cognitivos. Qual é o risco estimado disso ocorrer?

Não está claro e , o q é mais importante para nós, curiosamente esses problemas não tem sido identificados na literatura sobre o uso medicinal (não q eu saiba) e, em nossos pacientes crianças e adolescentes, por exemplo epiléticos e autistas, o q registramos é justo o contrário, em geral ocorre (grande) melhora no seu desempenho / desenvolvimento, seja com o uso de cbd ou, como é a maioria dos meus pacientes, com o uso de thc.

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* Paulo Fleury Teixeira​ é médico, pioneiro na pesquisa sobre o uso da Cannabis no Brasil e recentemente apresentou ao público os resultados do seu tratamento experimental para tratar de sinais, sintomas e distúrbios associados ao autismo.

foto: Shutterstock/Tatevosian Yana

+ infos: Uso do óleo da Cannabis gera resultados satisfatórios no tratamento do autismo

 

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A exploração do pau-brasil ao longo dos séculos

A exploração e a quase extinção do Pau-Brasil

INFOGRÁFICO: FARREL e WILLIAN MARIOTTO

O pau-brasil é uma espécie arbórea característica da Mata Atlântica, que ocorre do Rio Grande do Norte a São Paulo. Em muitas das regiões de ocorrência natural ela foi erradicada; na Região Cacaueira da Bahia, sua sobrevivência deve-se, basicamente, ao modelo de agricultura – cacau-cabruca – desenvolvido para estabelecimento da cultura.

Ela teve uma participação relevante e ativa na história do país, não só política como econômica, desde a colonização até os primórdios da república.

Devido à intensa comercialização da madeira para a extração de corante vermelho ( brasilina ), a região produtora da Ilha de Vera Cruz ficou conhecida como C osta do Pau-brasil e no ano de 1535, passou a se chamar oficialmente de Brasil. Essa atividade manteve-se economicamente rentável por aproximadamente 350 anos (1850-1870), quando foi progressivamente substituída por corantes sintéticos.

Por volta de 1750, a Paubrasilia echinata (pau-brasil) começou a ser utilizada para a confecção de arcos de violino e a partir do início do séc. XIX, os arcos de violino de músicos profissionais passaram a ser produzidos exclusivamente com a madeira do pau-brasil.

Apesar de não se conhecer a real forte pressão que a espécie tem estado sujeita ao longo de todos esses anos, é preciso rever o modelo de exploração adotado, pois em muitas de suas áreas de ocorrência natural ela já foi completamente erradicada. 

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Fonte: [ História Pensante ]
Obs: o nome científico foi atualizado para constar o da última revisão.

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Ipê-roxo é primeira árvore do Cerrado a ter genoma sequenciado

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Foto: Evandro Novaes

Cientistas da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) e da Universidade Federal de Goiás (UFG) sequenciaram, pela primeira vez, o genoma de uma espécie nativa do Cerrado: o ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus). A conquista é tema de artigo publicado na revista GigaScience, da Universidade de Oxford, Reino Unido. O estudo teve apoio financeiro da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Uma possível aplicação do sequenciamento genômico do ipê-roxo é auxiliar órgãos ambientais na análise forense para combater a exploração clandestina de madeira. Não é apenas a beleza do ipê-roxo que atrai os olhares dos mercados nacional e internacional. Trata-se de uma árvore que fornece madeira densa, de alta qualidade e resistente ao ataque de insetos e à ação do fogo. Todos esses predicados fazem com que o ipê seja conhecido hoje como o novo mogno, muito utilizado na fabricação de pisos, decks e assoalhos, principalmente nos Estados Unidos. Além disso, devido à produção e ao armazenamento de compostos químicos de interesse para a área de saúde, é uma árvore bastante visada para exploração de produtos medicinais. No Brasil, uma fração significativa da sua exploração madeireira acontece clandestinamente, sem manejo certificado. A genotipagem pode auxiliar os órgãos ambientais a rastrearem as árvores exploradas ilegalmente.

Segundo o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o físico Orzenil Silva-Junior, primeiro autor do artigo, o ipê-roxo foi escolhido pela sua importância ecológica no bioma, por já contar com informações técnicas importantes (caracterização molecular e análise filogeográfica preliminares), e também pelo grande acervo de material biológico adquirido graças à ampla coleta realizada pela professora Rosane Collevatti, do Laboratório de Genética & Biodiversidade da UFG. Orzenil explica que o sequenciamento do ipê-roxo não teria sido possível sem a expertise desse grupo com espécies nativas do Cerrado, que há anos trabalha na compreensão da distribuição das populações da espécie a partir de dados ecológicos, demográficos, geográficos e genéticos.

A pesquisa começou em 2013 e é fruto da cooperação científica entre Rosane Collevatti e o pesquisador da Embrapa Rercursos Genéticos e Biotecnologia, Dario Gattapaglia, com recursos do CNPq e e da rede NEXTREE FAP-DF/Pronex, liderada pelo cientista da Embrapa.

Ferramentas genômicas são aliadas da conservação das espécies nativas

O sequenciamento do genoma de espécies nativas do Cerrado otimiza e reduz os custos de conservação em todas as etapas, começando pela coleta de material genético, como explica Orzenil. No caso do ipê-roxo, que é uma espécie encontrada nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, estendendo-se até a Bolívia e regiões secas dos Andes no Peru até o México, com um número de subgrupos geneticamente diversos, as ferramentas genômicas podem auxiliar a racionalizar a coleta, reduzindo custos e esforços, permitindo a organização das ações de acordo com o conhecimento da diversidade genética dessa árvore. Para a conservação e uso sustentável do ipê-roxo, o conhecimento molecular pode ajudar a selecionar genótipos, além de evitar redundância.

Etapas do sequenciamento genômico

A primeira etapa do sequenciamento genômico resultou na obtenção de sequências biológicas contínuas, com tamanho superior a dois mil pares de bases, não redundantes e geneticamente ordenadas. A montagem das sequências estabelece uma escala física de medida, que funciona como uma “régua”, compara Orzenil, na qual é possível, por exemplo, observar as distâncias entre os pontos do genoma em que se verificam diferenças nas sequências de DNA entre diferentes indivíduos da espécie avaliada. Essa régua não é perfeita porque essas diferenças podem ser bem amplas, mas é uma aproximação útil. “Esse é um conceito bastante interessante, denominado pan-genoma, e tem implicações importantes para estudos genéticos ou em aplicações do melhoramento e da biotecnologia”, explica o pesquisador.

Depois, o conteúdo do genoma é anotado para identificar os elementos genéticos prioritários para os objetivos específicos de estudos que se seguirão, tais como genes e seus produtos, variantes de DNA. Segundo o pesquisador, é uma etapa longa e trabalhosa porque envolve a análise comparativa com base de dados extensa e, muitas vezes, de pouca acurácia ou de baixa representação para a espécie-alvo. No caso do ipê-roxo, que é a primeira espécie na família Bignoniaceae, a análise comparativa é pouco frutífera e exigiu a geração de novos dados experimentais.

A última etapa é a disponibilização dos dados genômicos em bancos internacionais, nos quais ficam acessíveis para as comunidades científicas no mundo. Hoje, existem grandes bancos de dados de sequências biológicas, tais como o GenBank/NCBI, nos Estados Unidos, o ENA/EMBL-EBI, na Europa e o DDBJ, no Japão. No caso do ipê-roxo, os dados foram depositados no National Center for Biotechnology Information (NCBI), em Maryland, EUA. Mas o banco escolhido não faz muita diferença, como explica Orzenil, já que trocam informações entre si, sob a coordenação da iniciativa International Nucleotide Sequence Database (INSDC).

Evolução do conhecimento

Acima de tudo, a equipe comemora o fato de ter conseguido estabelecer uma plataforma de alto desempenho para genotipagem de espécies de Handroanthus, abrindo caminho para a análise genética de outras espécies nativas do Cerrado. “Está claro, atualmente, que cada genoma conta uma história particular, mas o conhecimento adquirido facilita os novos desafios, especialmente no campo da análise. Em menos de quatro anos, já temos uma base de ativos biológicos para investigar variantes genéticas descobertas em cerca de 17 mil de 28 mil genes bem anotados no genoma da espécie”, afirma Orzenil. Outros estudos já estão em andamento com caju, mangaba, baru, cagaiteira e uma árvore ameaçada do Cerrado, denominada dedaleiro.

Avanços genômicos sobre espécies nativas do Cerrado representam mais uma esperança para este bioma, que, depois da Mata Atlântica, é o ecossistema brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana. Hoje, apenas 0,85% do Cerrado encontra-se oficialmente em unidades de conservação. Cerca de 80% já foram modificados pelo homem em decorrência da expansão agropecuária, urbana e construção de estradas e somente 19,15% da área mantém a vegetação original.

Sequenciar genomas é como desvendar uma galáxia 

Orzenil compara o sequenciamento de genomas a desvendar uma galáxia. “Se, na galáxia, os planetas estão organizados por forças gravitacionais, nos genomas, as informações genéticas estão dispostas de acordo com as forças evolutivas, como: recombinação, mutação, deriva genética, seleção e fluxos gênicos”, compara. E complementa: “As ferramentas genômicas são como telescópios modernos e permitem que os cientistas infiram a trajetória evolutiva das populações de plantas no ambiente, a partir do conhecimento dos genes e da sua ligação aos fenótipos”.

O sequenciamento do genoma de um organismo resulta em uma escala de medidas para definir pontos fisicamente espaçados, tais como os SNPs (do inglês Single Nucleotide Polymorphism), que, segundo Orzenil, são variações do DNA que ajudam a entender aspectos da história evolutiva de populações à luz da ciência genética. De posse dessas informações, e incluindo dados de distribuição geográfica, demográfica e ecológica, entre outros, é possível inferir eventos ancestrais correlacionados com modificações nas populações.

O conhecimento sobre o passado das plantas oferece aos pesquisadores a possibilidade de prever o comportamento delas no futuro, em nível populacional, por exemplo, em relação a mudanças ambientais e climáticas projetadas nos cenários probabilísticos. Antecipar essas mudanças nas populações é essencial para garantir a proteção dos recursos genéticos e até mesmo planejar usos eficientes da diversidade genética tanto no melhoramento convencional quanto na biotecnologia.

Outro aspecto importante, segundo Orzenil, é que a distribuição espacial de SNPs no genoma pode ser convertida em informação de distância genética por meio da genotipagem de vários indivíduos em experimentos genéticos. “Essa informação é normalmente utilizada pelo melhorista para monitorar cruzamentos genéticos e descobrir genes de interesse ligados, por exemplo, ao aumento de produtividade ou à resistência a doenças, com auxílio da biometria,” ilustra o pesquisador. Adicionalmente, aliada à genômica estatística, essa informação tem aplicação direta no melhoramento com emprego de técnicas de predição genética.

Como complementa o pesquisador da Embrapa Dario Grattapaglia: “o melhoramento assistido por dados genômicos permitiu uma mudança de paradigma. Passamos da inferência genética, a partir da qual os dados são observados por meio de testes de hipótese e estimação de efeitos, para a predição genética de dados futuros”. Esse conhecimento permite determinar o efeito agregado das variações em todo o genoma, influenciando características agronômicas ou industriais de interesse.

Fernanda Diniz (MTb 4685/DF)
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Telefone: (61) 3448-4768

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

fonte: [ Noticias EMBRAPA ]

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Um papo rápido sobre “ORGÂNICOS”

A maior parte dos agrotóxicos está na casca dos alimentos. Então… Tem certeza que a sua compostagem é #orgânica?

Entendo que o composto, para ser orgânico, deve ser feito com cascas e restos de vegetais cultivados também de forma orgânica, sem agrotóxicos, respeitando a Natureza.

A palavra “orgânicos” talvez precise – urgente! – de uma atualização, pois ao meu ver vem sendo utilizada substituindo um sentido mais amplo, mais relacionado a “viver de forma cooperativa”, sem agressões permanentes ao meio ambiente, reutilizando o que for possivel e deslocando recursos de forma mais inteligente e sustentável, justamente pelo fato de compartilharmos TODOS dessa estrutura natural do planeta, nossa casa. Cuidar para que as próximas gerações possam viver aquil.

Quem quer plantar irá utilizar borrachas para irrigar, aço em ferramentas, cordas, madeiras, telas, os mais diversos produtos, até mesmo sementes, todos comprados, a não ser que queiramos fazer tudo isso (plantar, cuidar e colher) com as próprias mãos.

Que dá até dá.
Só que rola um pouco mais de trabalho.

Abraços agroecológicos!

Anderson Porto
www.TudoSobrePlantas.com.br

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SiSTSP – Cucura-purumã (Pourouma cecropiifolia)

NOME CIENTIFICO: Pourouma cecropiifolia
NOME(S) POPULAR(ES): Cucura-purumã, Mapati, Uva-da-Amazônia, Imbaúba-mansa, Uva-da-mata.
FAMILIA (APG): Urticaceae
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Árvore que simboliza o bem e o mal na mitologia Tupi-guarani.[2]

O mapatizeiro é uma fruteira perene de porte médio.[3]

É considerado uma fruteira de valor comercial e nutricional, com fácil propagação, crescimento rápido, rusticidade, precocidade e boa produtividade.

Ideal para pequenos pomares e sistemas agroflorestais, como planta ornamental e na recuperação e enriquecimento de áreas degradadas.
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ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=44342
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
| SiSTSP – Banco de Plantas Notaveis – Projeto Tudo Sobre Plantas
| registro atualizado em: 22/12/2017 00:42:08, por Anderson Porto.
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SiSTSP – Chapeu-de-napoleão (Thevetia neriifolia)

NOME CIENTIFICO: Thevetia neriifolia
NOME(S) POPULAR(ES): Chapeu-de-napoleão, Aguaí, Noz-de-cobra, Acaimirim, Cerbera, Auaí-guaçu
FAMILIA (Cronquist): Apocynaceae
FAMILIA (APG): Apocynaceae
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Quem tem facilidade para um mau jeito deve ter sempre duas sementes de Chapeu-de-napoleão (Thevetia neriifolia), também chamada aguaí, um macho e uma fêmea, no bolso. Pode ser no mesmo bolso. Também é bom contra reumatismo.

Cuidado para que crianças não as peguem porque são venenosas.

Para saber diferenciar as sementes, coloque-as em um copo d?água. A que afundar é macho, a que flutuar, fêmea.

Ou observe a risca da semente. A do macho fica bem no meio e a fêmea, entre o meio e a ponta.

É importante tocar nas sementes nos bolsos, para que elas entrem em contato com a pele.[2]

É uma planta arbustiva ornamental de belas e vistosas flores, é originária das Américas Central e do Sul e tem sido utilizada como planta ornamental em todo o mundo tropical e temperado, e no Brasil, mais especificamente no Sudeste.

Também é utilizada na medicina oriental há vários séculos para o tratamento de afecções cardíacas. [3]
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=10149
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
| SiSTSP – Banco de Plantas Notaveis – Projeto Tudo Sobre Plantas
| registro atualizado em: 11/12/2017 18:46:44, por Anderson Porto.
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Lagoas de evaporação de potássio, em Utah

Todos vocês já devem ter ouvido a famosa sigla NPK, correto? “N” de nitrogênio, “P” de fósforo e “K” de potássio. Pois bem… De onde vem esses nutrientes? Quais são as fontes de N, P e K? Eis uma das fontes de POTÁSSIO (K).
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Essas formas azuis vibrantes no deserto marrom são as lagoas de evaporação de potássio administradas pela Intrepid Potash, Inc., o maior produtor de cloreto de potássio dos Estados Unidos, e estão localizadas ao longo do rio Colorado, a cerca de 30 km a oeste de Moab, Utah.

Essas lagoas medem 1,5 quilômetros quadrados e são revestidas com borracha para manter os sais.

Ao contrário de outras lagoas de evaporação de sal que obtêm um matiz naturalmente avermelhado devido à presença de certas algas, a cor azul brilhante dessas lagoas de evaporação de potássio é artificial. Adicionam uma tintura que ajuda na absorção de luz solar e evaporação. Uma vez que o potássio e os sais são deixados para trás, eles são recolhidos e enviados para processamento.

A maioria das reservas mundiais de potássio veio de oceanos antigos que uma vez cobriram onde agora é terra. Após a evaporação da água, os sais de potássio cristalizaram em grandes leitos de depósitos de potássio.

Ao longo do tempo, a agitação na crosta terrestre enterrou esses depósitos sob centenas de metros de terra e eles se tornaram um minério de potássio. A bacia do Paradox, onde as minas em Moab estão localizadas, é estimada em 2 bilhões de toneladas de potássio. Estes formaram cerca de 300 milhões de anos e hoje estão a cerca de 1.200 metros abaixo da superfície.

Para extrair potássio do chão, os trabalhadores perfuram poços na mina e bombeiam água quente para dissolver o potássio. A salmoura resultante é bombeada para fora dos poços para a superfície e alimentada para as lagoas de evaporação. O sol evapora a água, deixando atrás cristais de potássio e outros sal. Este processo de evaporação normalmente leva cerca de 300 dias.

Intrepid Potash, Inc. produz entre 700 e 1000 toneladas de potassa por dia a partir desta mina. A mina está aberta desde 1965, e a Intrepid Potash espera obter pelo menos mais 125 anos de produção antes que o minério de potássio se esgote.

Fonte: [ Amusing Planet ]

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50 espécies da Mata Atlântica que podem ser plantadas na calçada

Manual Técnico de Arborização Urbana de Salvador com espécies nativas da Mata Atlântica

Os cidadãos passam a contar, a partir desta semana, com um importante instrumento que orienta, de forma simples e didática, quais espécies mais indicadas e como plantar árvores em calçadas na capital baiana. O Manual Técnico de Arborização Urbana de Salvador foi lançado esta semana pela Prefeitura, e contém um guia com 50 espécies do bioma da Mata Atlântica indicadas para plantios.

Com a chancela da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), a publicação é uma das primeiras regulamentações do Plano Diretor de Arborização Urbana (Lei Municipal 9187/2017), do PDDU (Lei Municipal 9069/2016) e da Lei Municipal de Ordenamento e Uso e Ocupação do Solo – LOUOS (Lei 9148/2016).

Com ilustrações, diagramas e explicações técnicas de plantio de fácil assimilação pela população, o livro foi elaborado de forma participativa, em colaboração com técnicos e estudiosos da área, com o objetivo de servir de guia para intervenções na capital baiana.

De acordo com o secretário municipal da Cidade Sustentável e Inovação (Secis), André Fraga, a produção do manual é uma demanda antiga do município. “Salvador nunca possuiu regras ou orientações técnicas para plantio de árvores na cidade. Além disso, outro objetivo dessa publicação é de popularizarmos nossas espécies nativas do bioma Mata Atlântica”, ressalta.

Orientações técnicas – Para plantios em passeios, por exemplo, o manual destaca a necessidade de verificar a largura do corredor, para harmonizar a circulação dos pedestres e o desenvolvimento da árvore. Considerando que Salvador possui ruas estreitas e calçadas ainda mais estreitadas, buscou-se encontrar uma largura mínima que pudesse compatibilizar a acessibilidade com a arborização e outros elementos urbanos. Além disso, é preciso usar espécies com sistemas radiculares que reduzem danos nas calçadas e sistemas subterrâneos como água, esgoto e telefonia.

O Manual explica ainda os fatores que devem ser levados em conta na hora do plantio – como porte, formato da copa (reduzindo a demanda constante e dispendiosa por podas) e adaptação ao clima. A distância da árvore de mobiliários urbanos como sinalização de trânsito, semáforos e hidrantes, é outro elemento importante considerado no manual.

Guia de espécies – Um dos diferenciais do documento é o guia com fotografias e a ficha técnica contendo informações e características de cada uma das de 50 espécies indicadas para serem plantadas em ambiente urbano, como ambiente de origem, porte, locais para plantio e folhagem. Todas as plantas citadas são nativas da Mata Atlântica, bioma nativo de Salvador. A publicação está disponível para download gratuito no site do projeto Salvador, Capital da Mata Atlântica, no endereço mataatlantica.salvador.ba.gov.br ou em [ LINK2 ].

Fonte: [ SECOM – Prefeitura Municipal de Salvador ]

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[ edit futuro – Link alternativo para download: ]

[ Manual Técnico de Arborização Urbana de Salvador com espécies nativas da Mata Atlântica ]

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Dendrofobia

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Dendrofobia

Nelson M. Mendes

[Adaptação e edição de um texto escrito em setembro de 2005. É terrível perceber que ele está mais atual do que nunca.]

 

[De dendr(o)-  +  fob(o)-  -ia.]  S.f.  Horror às árvores

A definição do Aurélio é curta e grossa. Espanta, surpreende. Nem se imaginava que pudesse existir um nome para uma fobia infelizmente muito comum.

No dia 21 de setembro se comemora o Dia da Árvore.  Muitos eventos são programados por escolas, ONGs, instituições variadas. Árvores são plantadas por crianças que, em seguida, dão comoventes entrevistas a repórteres que “levantam a bola” na exata medida para que a resposta à pergunta seja a desejada, a “politicamente correta”, aquela que ensejará um sorriso complacente e aprobatório do âncora do telejornal. Os telespectadores jantarão, verão sua novela, dormirão sobre sonhos e ansiedades e, no dia seguinte, nem notarão que a árvore na sua calçada não existe mais, e que no lugar restou apenas hedionda cicatriz de terra e entulho.

O amor pelas árvores

“Eu acredito que, quando uma árvore é cortada, ela renasce em algum outro lugar. Então, quando eu morrer, é para esse lugar que eu quero ir. Um lugar onde as árvores são deixadas em paz.”  O autor da frase, Tom Jobim,  foi homenageado com uma placa ao pé da gigantesca samaúma que ele venerava, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Mas fora dali, e talvez sobretudo na terra de Araribóia,  as árvores de modo algum são deixadas em paz. O brasileiro – dizia Tom – tem pavor de árvore.

Diz a escritora Gita Mehta, no livro Escadas e Serpentes:  “Para os filósofos da Índia antiga, a floresta simbolizava um cosmo idealizado. As grandes academias filosóficas da Índia ficavam todas em bosques – reconhecimento de que a floresta, autossuficiente e infinitamente regeneradora, combinava em si a diversidade e a harmonia que eram a aspiração, o objetivo da metafísica indiana. Não por acaso o grande corpus do conhecimento da Índia proveio das florestas: os Puranas, os Vedas, os Upanishads, os épicos Mahabharata e Ramayana, os sutras da ioga e os estudos médicos do Ayurveda.”

As antigas cidades indianas, ainda segundo Gita Mehta, tinham no centro um bosque, “de onde as ruas emanavam como galhos, recordando ao habitante urbano que o homem é simplesmente uma parte de um imenso organismo vivo”.  E era para a floresta que o homem, cumprida a sua missão mundana, se retirava para praticar a meditação na busca de Deus.

O desprezo

Infelizmente, tal veneração pelas florestas jamais foi uma tradição brasileira. Na verdade, o país nasceu sob o signo da derrubada de árvores: o primeiro ciclo econômico foi exatamente o da exploração predatória do pau-brasil.

O Brasil tem problemas do tamanho do Brasil. É natural, pois, que uma imensa parcela da população, preocupada em garantir o almoço do dia seguinte, não dê a menor importância a temas como preservação de florestas – até porque não está disseminada ainda a idéia de Gaia, da Terra como um organismo vivo, da qual o Homem é apenas uma das partes. O cidadão comum  e de poucas luzes está ainda no século XIX, acredita que a Natureza existe para ser indefinidamente explorada, e que seus recursos são infinitos.

O que surpreende, entretanto, é que também as classes média e alta parecem não nutrir muito apreço pelo verde. Árvores continuam sendo impiedosamente derrubadas, arrancadas pela raiz. E isso não acontece apenas em nossa fronteira agrícola, sob influxo  de fortes interesses econômicos. Acontece ao nosso lado, na nossa calçada.

O ódio pelas árvores é praga mais disseminada que a erva-de-passarinho que infesta muitas daquelas que são deixadas de pé. Alguns iniciam o processo de destruição de uma árvore pelo processo de descascamento (anelamento, segundo a linguagem técnica). Muitos, não confiando talvez na eficácia do descascamento, providenciam herbicidas, ou um prosaico óleo queimado para envenenar as raízes. Há também quem invente os mais estapafúrdios pretextos para convencer as autoridades de que é necessário remover uma árvore em que os pardais se aninhavam havia décadas. E o curioso é que, em calçadas que não são sobrevoadas por qualquer fio, onde não há qualquer entrada de garagem, qualquer motivo, enfim, que justifique a ausência de árvores, dá-se preferência à plantação de fradinhos (obstáculos de concreto); ou no máximo à construção de jardineiras risíveis, com plantas rasteiras e indigentes, que não oferecem qualquer sombra.

A árida nudez

Mas não são apenas as pessoas físicas – o dono de automóvel que deseja facilitar a entrada de sua garagem e não hesita em destruir um oiti de 70 anos, a velha senhora que se aborrece  com as folhas na sua calçada – que investem contra as árvores. Elas sofrem também uma ação institucional furiosa: a AMPLA (nome fantasia da companhia de energia elétrica, antiga CERJ) promove podas cruéis e radicais. Certamente nenhum técnico orienta os funcionários sobre como proteger a rede elétrica sem ter que decepar as copas das árvores, transformando-as em tridentes, em galharias angustiadas a clamar aos céus por um pouco de respeito. A própria Prefeitura de Niterói desnuda as árvores como se estivesse interessada não em sua saúde e beleza, muito menos na sombra para os cidadãos, mas no aproveitamento econômico da matéria vegetal.

O resultado é que algumas calçadas de Niterói estão nuas, áridas como um deserto de sal. A palavra “nuas” não é casual: o que as caracteriza é exatamente a nudez, a árida nudez, a aridez. Onde hoje tudo é cimento ou terra revolvida houve há não muito tempo árvores, lindas árvores. Derrubadas por tempestades, ou removidas por motivos obscuros, não foram repostas.

O apreço pelo cimento liso parece maior ainda entre as pessoas da terceira idade. A velha senhora justifica a dendrofobia: “As árvores quebram as calçadas…” Inútil seria lembrar que nem todas as árvores quebram calçadas e que, de qualquer forma, em muitos casos é preferível sacrificar um tanto a plástica do calçamento urbano (aliás, freqüentemente bastante deteriorado, com ou sem árvores…) em benefício do verde, da sombra, da regulação térmica urbana, do resgate de carbono.

Quem sabe as crianças, mesmo que hoje manipuladas para posarem de ecologicamente corretas, não terminem por despertar para a realidade de que em matéria de proteção ao verde, não dá para quebrar galho. Muito menos cortar.

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Fonte: [ Satyagraha ]

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Doutorando da USP descobre proteína que pode ajudar a combater HIV

A Pulchellina está presente na flora brasileira e teve êxito conjugada à ação de anticorpos

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RIO – Um aluno de doutorado da Universidade de São Paulo (USP) fez uma descoberta que pode ajudar a combater células com HIV através de uma proteína, a Pulchellina, presente na flora brasileira. Em testes, ela foi capaz de combater células infectadas com o Vírus da Imunodeficiência Humana após ter sido conjugada à ação de anticorpos usados especificamente na detecção do vírus.

A descoberta foi feita por Mohammad Sadraeian, que participa Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), em parceria com um laboratório específico para o desenvolvimento de pesquisas com HIV, no Health Sciences Center da Louisiana State University (EUA).

Os resultados mostraram que logo quando a proteína foi foi conjugada aos anticorpos, estes a guiaram para dentro dos glóbulos brancos infectados, os combatendo pela ação tóxica da proteína. Esta seria uma possível solução para o combate ao vírus HIV no próprio sangue.

Em reportagem para o site da USP, o orientador de Sadraeian, o professor Francisco Eduardo Gontijo Guimarães afirmou que a ideia de associar a proteína a uma tentativa de combater o HIV foi uma intuição aparentemente certeira de seu orientando.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde cerca de 36,7 milhões de pessoas viviam com HIV em 2015.

Os resultados mostraram que logo quando a proteína foi foi conjugada aos anticorpos, estes a guiaram para dentro dos glóbulos brancos infectados, os combatendo pela ação tóxica da proteína. Esta seria uma possível solução para o combate ao vírus HIV no próprio sangue.

Em reportagem para o site da USP, o orientador de Sadraeian, o professor Francisco Eduardo Gontijo Guimarães afirmou que a ideia de associar a proteína a uma tentativa de combater o HIV foi uma intuição aparentemente certeira de seu orientando.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde cerca de 36,7 milhões de pessoas viviam com HIV em 2015.

Fonte: [ O Globo ]

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