A Lavoura

por  Ana Maria Primavesi

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A Lavoura

A economia brasileira é alavancada e sustentada pela atividade agrícola. O país é visto como celeiro de alimentos para o mundo. A atividade agrícola iniciou o salto de desenvolvimento com a revolução verde (com máquinas ampliando a produtividade humana, adubos, defensivos, irrigação, sementes responsivas ao nitrogênio), seguido pela agricultura conservacionista (plantio direto na palha), e atualmente a agricultura digital (de precisão), em que as máquinas são dirigidas por computadores, orientados por satélites. E certamente existe a certificação de boas práticas de manejo e a rastreabilidade para segurança do consumidor.

Os problemas ambientais como plantas daninhas, pragas, estresse hídrico, estresse térmico, estresse salino e diversos outros estresses, recebem o aporte de tecnologias desenvolvidas pela engenharia genética, que garante ser solução de ponta para esses problemas.

Porém, as fábricas de proteínas, carboidratos, fibras e energia, as plantas, continuam tendo raízes. Raízes que representam figurativamente os intestinos (por onde absorvem água e nutrientes) e, junto com o colo, que seria os pulmões (absorvem oxigênio para a respiração) das plantas. O estômago seria constituído pela rizosfera, onde nutrientes são disponibilizados, sendo afetados pelo pH (acidez). E este trato digestivo e pulmonar das plantas, necessita de um substrato úmido, aerado, fresco, com um limite de salinidade e de acidez. Ou seja, um solo agregado, permeável, vivo (com intensa atividade biológica).

Para que isso ocorra necessita de tripla proteção permanente (dossel vegetal; serapilheira ou restos vegetais ou cobertura morta ou mulch; e trama radicular abundante na superfície e em profundidade), contra insolação excessiva, impacto das gotas de chuva tropical, e com bom teor de matéria orgânica, que é fonte de energia para essa vida do solo, e também atua como se fosse a fibra para dar funcionalidade ao trato digestivo das plantas, às raízes e à rizosfera.

Sistematicamente, com cada avanço tecnológico, o solo vem sendo relegado ou mesmo eliminado do planejamento de gestão da propriedade. Na revolução verde proibia‐se o uso de adubos orgânicos. E aconselhava‐se que os restos vegetais deveriam ser incorporados profundamente ou fornecidos como alimento ao gado bovino, ou mesmo sendo utilizado como fonte de energia industrial ou simplesmente queimados.

Veio o sistema plantio direto na palha. Com esse sistema foram eliminadas gradativamente as práticas mecânicas de conservação de solo e de água. E conforme a região, e com a possibilidade de se realizar mais de um cultivo por ano, foi desaparecendo o cuidado pela produção de palhada para proteger osolo, e alimentar a vida do solo.

Atualmente não se diz mais plantio direto na palha, mas simplesmente plantio direto, onde o que importa são as máquinas, os herbicidas e os cultivares resistentes aos herbicidas. Como consequência o solo, sem retorno adequado de material orgânico e sem sua conservação adequada, degrada, compacta, encrosta, erode, esquenta e resseca, amplia os estresses hídricos e térmicos para os cultivos, e aumenta a incidência de pragas e de patogenias. O produtor ou empresário rural vê a solução no uso dos agroquímicos, na engenharia genética, e na robótica teleguiada.

E o solo?

Antes, abandonava‐se uma área de solo degradado, improdutivo, por uma nova área de cultivo. Mas estas novas áreas, sob mata nativa, também estão acabando, por conta da degradação, da urbanização, da mineração a céu aberto, da submersão por lagos artificiais de hidrelétricas. Soluções modernas aparecem. De Nova Iorque vêm notícias de fazendas hidropônicas em edifícios (vertical farm). Da Holanda vêm notícias de fazendas hidropônicas flutuantes (floating farms). Não se precisa mais de solo. Será? Os solos bons e férteis servem para serem urbanizados.

Acredito que neste ponto seria interessante resgatar a lembrança sobre a verdadeira necessidade e função do solo. Muitos chamam‐no pejorativamente de pó (na seca) e barro (nas chuvas), que tudo emporcalha.

Com o advento da ideia da agricultura sustentável, o solo de referência geralmente citado é o da mata virgem, do ambiente natural clímax. Mas acredito que o referencial mais lógico e impactante seria o do ambiente natural primário, em que predomina a rocha exposta. Aí não tem solo. Nem água residente, nem lençol freático. As amplitudes térmicas e hídricas são extremas. Tem água somente quando chove. As chuvas são torrenciais. Os ventos e brisas que levam umidade são mais intensos. É um ambiente inóspito para a vida superior e a produção de biomassa. Não ocorrem os chamados serviços ecossistêmicos, ou seja, não há estruturas nem processos naturais para garantir a produção de biomassa.

A estratégia inicial da natureza para transformar esse ambiente natural primário em natural clímax foi o de reter a água das chuvas. Para isso, foi preciso primeiramente produzir algo como uma esponja, construir o que chamamos de solo permeável e com capacidade de armazenar água, a partir da degradação das rochas. Para tanto designou os líquens (algas+fungos) a iniciarem os trabalhos de desmonte das rochas. Os líquens utilizavam o artifício da cor clara (albedo alto) para refletir a radiação solar e evitar o aquecimento exagerado do substrato. Os líquens mortos foram a primeira matéria orgânica visível na formação dos solos, e de sua proteção. Era preciso proteger a superfície.

Conforme a camada de solo ia sendo formada, aumentava a água residente. Foi estabelecido o lençol freático. Havia água para as plantas superiores fora do período das chuvas. A função primeira do solo é captar e armazenar água das chuvas de forma disponível. É a água residente. Plantas pioneiras de diversas espécies foram se estabelecendo. E conforme o solo ia aprofundando, e sendo colonizado por plantas diversificadas, foi diversificando a vida associada às plantas e a vida do solo. É que as exsudações radiculares (como de açúcares e aminoácidos) e os restos vegetais serviam de fonte de energia para estes seres de vida livre, e também para os simbióticos. Mais água era captada e armazenada. Esse novo ambiente emergente, num desenvolvimento construtivo, sintrópico, permitia o aparecimento de novos seres, novas espécies. As cadeias alimentares formavam teias alimentares, aumentando a resiliência ou estabilidade da vida nos ecossistemas.

Os organismos do solo servem para dar continuidade aos processos químicos de construção da estrutura agregada, grumosa, do solo, que permite a circulação fácil de água e de ar (oxigênio, produzido pelas partes verdes dos vegetais durante a fotossíntese), bem como o desenvolvimento das raízes. E ainda servem para auxiliar na nutrição mineral e orgânica das plantas. Mas para isso precisam de material orgânico na superfície do solo, a serapilheira, em condições aeróbicas.

Sim, material orgânico bruto, não estabilizado biologicamente, na superfície do solo, em contato com o solo, e não enterrado. Este material poderia ser misturado com a terra superficial, até no máximo de 5 cm. Os organismos do solo degradam o material orgânico, sendo que nas etapas iniciais bactérias celulolíticas produzem gomas que auxiliam na colagem de partículas minerais floculadas quimicamente, e posteriormente fungos que vão atrás da energia dessa goma bacteriana enlaçam esses agregados, estabilizando‐os contra a ação dispersante da água. Mas esse processo, realizado por material orgânico bruto, não compostado, necessita ser renovado continuamente ao longo do ano.

Por isso da importância de manter o solo constantemente vegetado, preferencialmente de forma diversificada, com suas atividades radiculares e produção de restos vegetais para proteger a superfície do solo. A diversificação é necessária para diversificar a atividade biológica e assim dar estabilidade à teia alimentar e garantir a porosidade do solo. Por isso se diz que solo não vegetado deixa de ter a função primeira de solo. Volta às condições impermeáveis de uma rocha. Perde a capacidade de captar e armazenar água.

Neste desenvolvimento construtivo, verifica‐se o aparecimento de diferentes estruturas e processos, ou serviços ecossistêmicos vitais para a vida superior e a capacidade de produção de biomassa ou culturas com sua vida associada, como bactérias, fungos, insetos como abelhas, borboletas, besouros, formigas, bem como também pássaros, mamíferos e outros. A natureza finaliza esse processo construtivo de ecossistemas naturais clímax com árvores, tanto faz se o ambiente é quente ou frio. As árvores esquentam ambientes frios (por conta da cor escura das folhas) e esfriam ambientes quentes (por conta da transpiração), além de atuarem na umidificação do ar e na atenuação das temperaturas e amplitudes térmicas, tornando o ambiente mais hospitaleiro para a vida superior.

Assim, quando se domestica o ecossistema natural clímax para transformá‐lo em agroecossistema, deveria ser considerada, planejada, a manutenção da infraestrutura natural mínima para captar e armazenar água das chuvas, manter um ambiente saudável para o trato digestivo das plantas, manter estável a estrutura estabilizadora do microclima favorável à produção vegetal e ao funcionamento dos insumos empregados. Isso seria considerar princípios ecológicos de boa produção. Pertence ao rol das boas práticas de manejo agrícola. Garantindo a produção sustentável, do ponto de vista ambiental.

Quando se desconsidera esses aspectos biológicos, priorizando os aspectos químicos e talvez também os físicos do solo (mas não os biofísicos), pratica‐se uma agricultura mineradora, uma regressão ecológica, de volta às características ambientais primárias inóspitas à produção, por mais tecnologia que se queira aplicar para substituir os serviços ecossistêmicos essenciais. Seria como o de um ambiente urbanizado, sem áreas verdes, impermeabilizado, quente e seco, inóspito, causador de alergias, viroses e muitas doenças. Lembram-se dos povos que sumiram da história? Dos sumérios, egípcios, etruscos, gregos, romanos, incas, astecas, mongóis e hunos? Foram arrasados porque se esqueceram dos campos. Cidades vivem do campo. É a terra que as mantém.

Assim, manter o solo protegido superficialmente com material orgânico não é uma necessidade somente para a agricultura orgânica, mas vale mais ainda para a agricultura industrial, digital. Ainda mais sabendo‐se que a matéria orgânica do solo, em nossas condições tropicais, é responsável por 60 a 80% da capacidade de troca catiônica do solo, ou seja, consegue estocar os adubos aplicados de forma disponível para as plantas, reduzindo os prejuízos do produtor rural. Porque não adianta colocar adubo em um solo parcialmente morto, que a planta não vai conseguir usar, pois é exatamente essa microvida, alimentada pela matéria orgânica, que mobiliza os nutrientes necessários à cultura.

Visto isso, parece lógico que deveremos praticar uma agricultura conservacionista, de preferência agrossilvipastoril, em que o plantio direto volte a ser na palha, que aumenta a rugosidade do terreno, e que a quantidade e qualidade da palha seja o astro principal do sistema de produção. O estabelecimento de curvas de nível e de terraços de base larga também são necessários em terrenos mais inclinados, pois aí a palha segura muito bem o solo mas não toda a água, que é retida por rugosidades mais fortes do terreno. Deve‐se lembrar, solo sem cobertura vegetal permanente e diversificada (incluindo as árvores estrategicamente alocadas para interceptar a água das chuvas cada vem mais intensas), deixa de ter a função primeira, que é a de captar e armazenar água, o mineral mais importante para o sucesso e a sustentabilidade de nossa agricultura, a saúde de nosso povo. Solo cuidado com matéria orgânica fornece alimento nutricional funcional, conserva os solos propiciando seu cultivo ilimitado e a continuidade da vida no planeta.

Fonte: [ Ana Maria Primavesi ]

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SiSTSP – Erva-dos-Sonhos-Africana (Entada rheedii)

NOME CIENTIFICO: Entada rheedii
NOME(S) POPULAR(ES): Erva-dos-Sonhos-Africana, Feijão-dos-mares, Sonho-africano
FAMILIA (Cronquist): Leguminosae
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É uma trepadeira tropical nativa principalmente do sudeste africano, que pode cresce até mais de 20 metros de altura. Produz vagens que chegam a medir mais de 1 metro de comprimento.[2]

Crescem perto de Durban (África do Sul) e para norte pela África tropical e até à Índia, Ásia e Austrália.

As sementes caem da planta mãe para as águas de canais e rios, e são levadas pelas correntes até aos oceanos.

Flutuam devido à bolsa de ar que existe dentro da semente.[3]

O tabaco feito da substância branca existente dentro desta semente tem sido usado durante séculos para ajudar a induzir sonhos vívidos.
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ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=1171
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| SiSTSP – Banco de Plantas Notaveis – Projeto Tudo Sobre Plantas
| registro atualizado em: 29/10/2016 14:12:48, por Anderson Porto.
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SiSTSP – Tulsi (Ocimum tenuiflorum)

NOME CIENTIFICO: Ocimum tenuiflorum
NOME(S) POPULAR(ES): Tulsi, Manjericão-santo, Manjericão-real, Manjericão-sagrado
FAMILIA (Cronquist): Lamiaceae
FAMILIA (APG): Lamiaceae
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Uma planta chamada Tulsi, ou Manjericão Santo (Ocimum tenuiflorum), que cresce por toda a Índia, pode ser apenas outra resposta para retirar o flúor da água em países pobres em todo o mundo.

Cientistas da Universidade de Rajasthan descobriram que o Tulsi pode substituir algumas das alternativas mais caras para a remoção de flúor.

Com a recente admissão da Universidade de Harvard que o flúor é ruim para a saúde, e as notícias continuadamente apontam para o flúor sendo responsável por esgotar a capacidade do cérebro causando déficit de atenção, ou mesmo calcificando a glândula pineal, (que inibe importantes secreções hormonais como a melatonina e serotonina, e DMT), é uma notícia maravilhosa de que um remédio tão simples foi encontrado. [2]

É muito apreciada entre os indianos devido a seu efeito calmante e capacidade de promover o bem estar.[3]

A tulsi é um arbusto que floresce em vermelho, branco e roxo, e é considerada a erva mais importante da medicina natural ayurvédica indiana. Ela diminui inflamações e infecções, baixa níveis de colesterol, limpa toxinas do corpo, tem propriedades antibacterianas e ajuda a digestão.

Esta erva conquistou as casas de chá da Alemanha, onde a tulsi é servida combinada com outras misturas aromáticas. Tomado quente ou frio, o chá preparado com a tulsi é igualmente saboroso.[5]
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ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=2961
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| SiSTSP – Banco de Plantas Notaveis – Projeto Tudo Sobre Plantas
| registro atualizado em: 06/09/2016 20:05:24, por Anderson Porto.
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Como ajudar na divulgação da Rede Solidária de Alimentos?

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Uma ideia que pode ajudar a melhorar o mundo! Iremos compartilhar o excedente dos alimentos, mudas e sementes através de um aplicativo GRATUITO para celulares.

A campanha de financiamento coletivo da REDE SOLIDÁRIA DE ALIMENTOS visa arrecadar fundos para o desenvolvimento de um aplicativo para celulares que funcione como se fosse um “Tinder”, só que para plantas.

A ideia principal é compartilhar o excedende de alimentos, criando uma rede colaborativa de distribuição que forneça alimentos gratuitamente entre vizinhos, familiares, amigos, como também para asilos, creches, igrejas e por aí vai.

Participe!  Acesse agora e escolha sua recompensa: https://goo.gl/UB69oz

O desenvolvimento de um aplicativo que realmente funcione e que promova a oferta e troca de alimentos, mudas e sementes necessita de uma equipe especializada em programação para celulares. E isso não é barato.

O QUE É O PROJETO TUDO SOBRE PLANTAS?

O projeto Tudo Sobre Plantas é um conjunto de ferramentas de pesquisa para ajudar as pessoas em sua busca por informações sobre espécies nativas e exóticas cultivadas.

O portal surgiu através de uma pergunta de seu filho, uma vez voltando da praia, quando ele perguntou sobre uma planta que colheu a folha e Anderson não soube responder, dizendo que iria pesquisar. De lá pra cá passaram-se 14 anos de muitos estudos…

Ele aproveitou um trabalho que fez na faculdade, pesquisou o que existia na Internet e começou um projeto de troca de informações sobre plantas, cadastrando em fichas de espécies tudo aquilo que aprendia.

Disponível a partir de dezembro de 2002, a base de dados, chamada de “Banco de Plantas Notáveis“, vem sendo constantemente aprimorada e atualizada. São atualmente 76 descritores que abrangem a maior parte dos usos, formas de cultivo, cuidados específicos e chaves para identificação.

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Exemplo de ficha de uma espécie.

O projeto cresceu e tornou-se uma importante ferramenta de pesquisa e divulgação de informações sobre plantas, aliando o conhecimento científico com a etnobotânica e descrevendo usos empíricos e científicos através de textos que podem ser entendidos por qualquer pessoa.

COMO NASCEU A IDEIA DA REDE SOLIDÁRIA DE ALIMENTOS?

Por mais de 25 anos o gestor do projeto Tudo Sobre Plantas, Anderson Porto, coordenou equipes e desenvolveu sistemas para grandes empresas como Comissão de Valores Mobiliários, Cultura Inglesa, Banco do Brasil, Petrobras.

A ideia do APP nasceu há cerca de 10 anos. Ele criou uma opção para que os usuários marcassem, nas fichas de espécies, quais eram suas favoritas, quais estariam em busca, quais teriam para oferecer… Entretanto, o sistema não funcionava de forma satisfatória por email e foi necessário aguardar que as tecnologias se desenvolvessem e chegarmos nos smartphones e tablets, para poder arrecadar fundos e lançar uma versão que possa ser acessada por qualquer pessoa, de qualquer lugar do planeta, via celular.

QUAL O OBJETIVO DESSA CAMPANHA?

Ao longo desse tempo estudando sobre plantas, em 2011 Anderson resolveu se mudar para uma cidade do interior (Araruama, RJ) e começar uma produção caseira de alimentos, plantando no quintal tudo que fosse possível: hortaliças, frutíferas, temperos…

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Anderson Porto, gestor do portal Tudo Sobre Plantas.

Aí aconteceu uma coisa interessante. Ele descobriu que a Natureza produz MUITO, mas muito além do que é possível consumir. Mesmo dando de presente esses alimentos para os vizinhos, família, amigos… ainda sobrava muita coisa.

O objetivo dessa campanha é criar um aplicativo para celular que possibilite doar o excedente de alimentos a quem precisa, garantindo o seu consumo.

Além disso, o aplicativo permitirá que as pessoas conheçam outros cultivadores de sua região e possam também trocar mudas e sementes, aumentando a variedade do que PRODUZEM.

Para quem quer começar a plantar e não sabe como, o projeto Tudo Sobre Plantas fornece também o suporte técnico com informações corretas sobre como plantar, cuidar, adubar, irrigar, quando colher…

COMO AJUDAR?

Acesse a campanha no site BENFEITORIA.COM e escolha uma recompensa, pagando com cartão ou boleto bancário. Após fazer a sua colaboração divulgue para seus amigos, para que mais e mais pessoas possam colaborar.

Para ajudar na divulgação do projeto criamos cartazes em formato A4, para que todos possam imprimir e colar nos quadros de avisos de escolas, faculdades, universidades, igrejas… Onde for possível divulgar.

Para efetuar o download do arquivos acesse:

Contamos com a ajuda de todos vocês!

Colabore, contribua, dê o exemplo, faça a sua parte!
http://goo.gl/UB69oz

logo_tudosobreplantasEste projeto é representado por uma árvore: rumo ao sol, gerando vários frutos e sementes, sempre fornecendo abrigo indistintamente a todos que dele necessitam.

Participe! Seja bem vindo!


O portal Tudo Sobre Plantas é desenvolvido e mantido por seu criador, Anderson C. Porto, analista de sistemas, fotógrafo amador, poeta, amante da Natureza e pesquisador autodidata de espécies de plantas do Brasil e do mundo.

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SiSTSP – Cajá (Spondias dulcis)

NOME CIENTIFICO: Spondias dulcis
NOME(S) POPULAR(ES): Cajá, Cajá-manga, Cajámanga, Cajarana, Taberebá-do-sertão, Cajá-anão, Ambarella
FAMILIA (Cronquist): Anacardiaceae
FAMILIA (APG): Anacardiaceae
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Os frutos de cajá são doces e de paladar extremamente agradável. Podem ser comidos maduros; ou verdes, com um pouco de sal.

Achei interessante o fato de que esta espécie não consta no livro “Frutas Brasileiras – Exóticas e Cultivadas”, do Lorenzi.

Informações fartas sobre ela também são difíceis de ser encontradas na Internet. Desconfio que seja por causa de uma alegada ação medicinal anti-viral do extrato de suas folhas.

Vem recebendo atenção especial por secretar uma goma que possui ação medicinal.

É, portanto, uma espécie que precisa de mais estudos e pesquisas.

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ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=1287
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| SiSTSP – Banco de Plantas Notaveis – Projeto Tudo Sobre Plantas
| registro atualizado em: 21/08/2016 05:20:45, por Anderson Porto.
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SiSTSP – Cajá-mirim (Spondias mombin)

NOME CIENTIFICO: Spondias mombin
NOME(S) POPULAR(ES): Cajá-mirim, Acaíba, Taperebá, Acajá, Acajaíba, Cajá-pequeno, Cajazeira, Cajazeiro, Serigüela, Taperibá
FAMILIA (Cronquist): Anacardiaceae
FAMILIA (APG): Anacardiaceae
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O fruto da cajazeira é conhecido no Brasil com os seguintes nomes: cajá, cajá-mirim, taperebá e cajá verdadeiro.

Nas diversas regiões produtoras, os frutos são comercializados em feiras livres e beiras de estradas, juntamente com outras frutas regionais. Entretanto a maior parte da produção é vendida para as agroindústrias regionais. [4]

O chá de suas folhas vem sendo utilizado há bastante tempo, por suas propriedades anti-viróticas, notadamente contra o vírus da herpes simples e da herpes dolorosa, sem registros de efeitos colaterais.

Estudos relatam que a planta é rica em polifenóis que apresentam atividades farmacológicas, destacando-se as atividades antiviróticas.[9]
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ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=370632
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| SiSTSP – Banco de Plantas Notaveis – Projeto Tudo Sobre Plantas
| registro atualizado em: 20/08/2016 00:28:46, por Anderson Porto.
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Maior jequitibá do Brasil é encontrado no sul da Bahia

Jequitibá com 48 metros de altura total e 4,35 metros de diâmetro

Jequitibá com 48 metros de altura total e 4,35 metros de diâmetro

O grande ganhador da 1ª Edição do Concurso Maiores Árvores da Região Sul da Bahia, a Fazenda Monte Florido, do proprietário Rodrigo Barreto, no município de Camacã, conquistou o prêmio por ter um jequitibá de 48 metros de altura total e 4,35 metros de diâmetro. Para a surpresa de todos, o resultado também revelou o maior exemplar da espécie do Brasil, título, até então, do jequitibá-rosa localizado no Parque Estadual de Vassununga, em Santa Rita do Passa Quatro (SP), com 40 metros de altura e 4m de diâmetro, segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

O maior jequitibá do Brasil foi encontrado em área de produção cabruca, sistema que ajuda a conservar os biomas da Mata Atlântica e da Amazônia apresentando oportunidades para atuais e futuras gerações. A importância da cabruca para a biodiversidade está em proteger espécies nativas como o jequitibá, além de propiciar que animais ameaçados de extinção, como o mico-leão da cara dourada, por exemplo, usufruam deste cenário, em boas condições, para se deslocar entre fragmentos.

A metodologia utilizada pelo concurso foi definida pelo volume da árvore em m³, por meio da equação Spurr, considerando volume com casca, DAP (Diâmetro a Altura do Peito) e altura total, já que o foco não era comercial e sim pesquisa.

Imponente pela grandeza, o jequitibá Manduca, como foi batizado, chama a atenção de longe. No meio de tantas outras espécies,  tem lugar de destaque e ganha atenção pela sua exuberância. Para chegar até ele é preciso enfrentar uma trilha ainda pouco explorada e de acesso  complicado. Para facilitar a visita,  o contemplado do concurso receberá um prêmio no valor de R$20.000 para investir em uma trilha de ecoturismo acompanhada de um plano de negócio.

A iniciativa caiu nas graças da atriz Camila Pitanga, que gravou de forma voluntária um vídeo reforçando a relevância da ação, fomentada pelo Instituto Cabruca. Na produção ela manifesta seu apoio ao Programa , convida a sociedade a participar e destaca a importância de se conservar o Bioma Mata Atlântica. Quem também contribui como voluntário com a ação foram os atores Aury Porto e Pascoal da Conceição, o eterno Dr. Abobrinha, do infantil Castelo Rá-Tim-Bum. Assim como Camila, eles manifestaram seu apoio ao Programa Árvores da Cabruca. Os atores estão juntos na peça O Duelo, integrando a mundana companhia.

O Concurso

Em 2013, o Instituto Cabruca lançou o Programa Árvores da Cabruca, com o objetivo de formar produtos ecoturísticos associados a cadeia produtiva do cacau e chocolate e reconhecer e conservar as maiores árvores da região Sul da Bahia. Uma das ações do programa é o Concurso “Maiores Árvores da Região Sul da Bahia”, a partir do qual serão escolhidas as dez maiores árvores de uma determinada categoria e o vencedor será contemplado com o prêmio no valor de R$ 20.000,00 para investir em uma trilha interpretativa de ecoturismo acompanhada de um plano de negócio, projetada por um especialista da área de Ecoturismo.

O jequitibá foi a espécie homenageada na primeira edição da iniciativa. Entre os objetivos da ação, podemos citar: identificação de árvores centenárias; ampliação do número de visitas ao local, estimulando o turismo rural; estímulo  à conservação de grandes árvores; premiação dos agricultores que possuem os maiores indivíduos arbóreos presentes em áreas do Sistema Agroflorestal Cacau – Cabruca e Mata Atlântica e  Tombamento dos maiores exemplares de árvores de diferentes espécies na região, como patrimônio histórico, cultural e paisagístico.

Fonte: [ ideiaweb ]

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Como contribuir para a REDE SOLIDÁRIA DE ALIMENTOS – passo a passo

Rede Solidária de Alimentos

Olá pessoal,

Me pediram para montar um “passo a passo”, explicando mais em detalhes como contribuir para a campanha REDE SOLIDÁRIA DE ALIMENTOS. Vamos lá…

BEM… MAS O QUE É “CROWDFUNDING”?

Financiamento coletivo (em inglês: “crowdfunding”) é uma forma de unir pessoas em prol da realização de um objetivo considerado bacana. É uma espécie de “vaquinha” só que usando a Internet. Exemplos de campanhas?

a) Comprar ferramentas e materiais para uma horta comunitária;

b) Montar uma biblioteca para os alunos de uma escola;

c) Criar um aplicativo para celular que possibilite trocar alimentos, mudas e sementes.

E por aí vai…

O que iremos fazer é uma “vaquinha” para arrecadar recursos e financiar o desenvolvimento do aplicativo. Se você ainda não assistiu o vídeo de apresentação, veja abaixo:

O site que escolhemos para arrecadar essa quantia de forma totalmente segura é o Benfeitoria.com, uma plataforma de mobilização de recursos para projetos de impacto cultural, social, econômico e ambiental.

Para você ter uma ideia o Benfeitoria.com já arrecadou, em cinco anos de funcionamento, cerca de 11 milhões de reais (!), financiando mais de 700 projetos (!!) via contribuições de mais de 70 mil pessoas(!!!). Eles prestam consultoria gratuita para os projetos, ajudando dia após dia, sem exigir taxas por isso. Simplesmente um dos melhores.

DECIDI FAZER PARTE. COMO FAÇO PARA CONTRIBUIR?

Primeira coisa: acesse a página da campanha aqui: https://goo.gl/UB69oz

Mantenha esta página aqui aberta numa ab para que você possa consultar, caso fique com dúvidas.

COMO ESCOLHER UMA RECOMPENSA:

No canto direito você encontra um quadro cinza com informações resumidas de quanto já foi arrecadado e as opções de RECOMPENSAS para cada contribuição, com a descrição resumida do que você irá receber em troca.

Você pode clicar na descrição das recompensas para escolher qual delas você quer comprar. Ou, lá no início da página da campanha (imagem 1) tem um botão “APOIAR ESTA CAMPANHA“. Clique nesse botão.

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(imagem 1)

 

De ambas as formas o quadro cinza irá ser atualizado, apresentando um contador numerado ao lado do valor de cada recompensa, indicando qual a quantidade que você irá comprar (imagem 02).

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(imagem 2)

Repare que tem  quadradinhos “+” e ““, que servem para incrementar ou diminuir a quantidade de recompensas escolhidas. Sim, você pode comprar mais de uma mesma recompensa, ou escolher recompensas diferentes.

Digamos que você queira apenas ajudar a campanha financeiramente. O que você faz? Basta marcar a opção “Não quero recompensas”. O quadro cinza então é alterado para que você possa digitar o valor que quer contribuir (imagem 03).

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(imagem 3)

Agora é necessário localizar o botão “CONTINUAR“, no fim da listagem de recompensas. CLIQUE NELE! Novamente o quadro cinza é alterado, apresentando as seguintes informações (imagem 4):

 

foto 04

(imagem 4)

Se você já possui uma conta no site Benfeitoria.com basta digitar seu login e senha.

Caso não possua conta, será necessário fazer um novo cadastro, pois é necessário saber quem está contribuindo e o endereço para onde serão enviadas as recompensas. Você pode fazer isso de duas formas:

(1) clicando em “LOGIN VIA FACEBOOK”

  • PASSO 1

(imagem 5)

  • PASSO 2

Após clicar em OK a janela é fechada e o quadro cinza é alterado, apresentando o seguinte:

imagem 6

(imagem 6) Digite data de nascimento, PAÍS e…

  • PASSO 3

Quando você escolhe o PAÍS o quadro cinza muda novamente, apresentando o seguinte (imagem 7):

imagem 8

(imagem 7) Preencha as informações solicitadas e clique no botão “ATUALIZAR”.

 

(2) clicando em “PESSOA FÍSICA”.

(imagem 7)

(imagem 8) Preencha as informações solicitadas e clique no botão “CRIAR”.

Novamente, após escolher o PAÍS, o sistema pede as mesmas informações da imagem 7. Basta preencher e clicar em CRIAR / ATUALIZAR. Siga para a próxima tela.

FINALIZANDO A COMPRA DA RECOMPENSA

A partir dai o quadro cinza irá apresentar as opções de pagamento, que podem ser: CARTÃO DE CRÉDITO ou BOLETO BANCÁRIO.

É preciso preencher as informações solicitadas, imprimir o boleto (caso seja esta a opção escolhida) e pagar.

IMPORTANTE!!

A campanha REDE SOLIDÁRIA DE ALIMENTOS é TUDO OU NADA. Isto significa o seguinte: se atingirmos a meta de arrecadação, todos que contribuíram recebem as recompensas escolhidas e nós poderemos desenvolver o aplicativo. Se não, todos que contribuiram  recebem o dinheiro de volta. Se tiver dúvidas sobre isso leia [ AQUI ].

A ideia, claro, é atingirmos a meta e por isso precisamos de ajuda na divulgação. Se você contribuiu indique a campanha par seus amigos, informando sobre o que é e como contribuir.

Se ainda restar alguma dúvida, por favor, basta perguntar nos comentários desta postagem.

Vamos lá… Faça parte, colabore, contribua!

Todo mundo só tem a ganhar!

Abraços!

Anderson Porto
https://goo.gl/UB69oz

Rede Solidária de Alimentos

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SiSTSP – Mamilaria (Mammillaria geminispina)

NOME CIENTIFICO: Mammillaria geminispina
NOME(S) POPULAR(ES): Mamilaria
FAMILIA (Cronquist): Cactaceae
FAMILIA (APG): Cactaceae
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ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=19339
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| SiSTSP – Banco de Plantas Notaveis – Projeto Tudo Sobre Plantas
| registro atualizado em: 13/08/2016 22:59:19, por Anderson Porto.
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SiSTSP – Barba-de-velho (Pilosocereus leucocephalus)

NOME CIENTIFICO: Pilosocereus leucocephalus
NOME(S) POPULAR(ES): Barba-de-velho
FAMILIA (Cronquist): Cactaceae
FAMILIA (APG): Cactaceae
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ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=18510
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| SiSTSP – Banco de Plantas Notaveis – Projeto Tudo Sobre Plantas
| registro atualizado em: 13/08/2016 22:42:08, por Anderson Porto.
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