O que é uma planta?

As plantas são seres vivos incríveis com capacidades únicas sendo muito maior que a soma de suas partes.

Você já se perguntou o que é uma planta? Pode parecer uma pergunta boba, mas não é. É fácil ter a ideia do que é uma planta. Já transformar essa ideia ou lembrança que absorvemos intuitivamente, transformar em palavras e explicar para alguém o que é uma planta é mais difícil.

Cientificamente falando, uma planta é um organismo vivo, multicelular, autotrófico (que produz seu próprio alimento) e geralmente de cor verde. Esses atributos não são fixos, ou seja, podem variar de indivíduo para indíviduo, mas são casos específicos, por exemplo: plantas parasitas que não produzem o próprio alimento. Outra definição pode ser organismo vivo pertencente ao Reino Plantae.

Entretanto as plantas possuem atributos próprios a elas que não são tão intuitivos, mas fazem com que sejam seres vivos dotados de capacidades únicas na terra.

Sésseis e fotossintetizantes

Árvores recebendo luz solar e realizando a fotossíntese

As plantas são sésseis e fotossintetizantes. Isso quer dizer que elas não tem a capacidade de se locomover como os animais. Sem locomoção não podem sair em busca de alimento nem fugir em caso de perigo. As plantas não precisam se locomover pois produzem seu próprio alimento através de um processo chamado fotossíntese que converte gás carbônico e água em oxigênio e carboidrato com a energia proveniente da luz solar. Já para se defender das adversidades do clima as estratégias usadas são várias podendo ser estruturas específicas para proteção das partes mais importantes como as brácteas, por exemplo ou florescer numa época do ano mais favorável. Há também a fabricação de compostos químicos que são usados para a proteção contra predadores e patógenos. Esses compostos químicos são chamados também de metabólitos secundários e o homem aprendeu a tirar proveitos deles também. A cafeína (um composto estimulante presente no café) e isoflavona ( uma substância que combate o colesterol ruim) são exemplos de metabólitos secundários.

Reprodução sexuada e vegetativa

Poda em roseira para replicação. Plantas replicadas são um exemplos de reproduções vegetativas.

As plantas têm capacidade de se reproduzirem, criar novos indivíduos, de duas formas. A partir da reprodução sexuada que acontecem quando o grão de polén de uma planta encontra a oosfera de outra, ocorre a troca de material genético entre as plantas e daí tem-se um novo indivíduo. Esse processo acontece com quase todos as espécies já registradas. Entretanto a reprodução vegetativa é mais rara. Acontece quando tiramos um galhinho, uma muda, uma parte de uma planta e a cultivamos seja na água ou na terra e esse pedaço vira um nova planta. Geneticamente são a mesma planta pois tem o mesmo DNA, mas ecologicamente são dois indivíduos diferentes.

Plasticidade fenotípica

Plantas são como água, tem alta capacidade de se moldarem ao ambiente que estão.

A plasticidade fenotípica é um fenômeno genético caracterizado pela mudança de estruturas ou hábitos dos organismos vivos de acordo com as pressões do meio ambiente. Esse fenômeno está previsto no código genético e pode acontecer com qualquer ser vivo, mas é muito mais acentuado nas plantas. Um exemplo de plasticidade fenotípica acontece quando plantas que crescem em ambiente de pouca luz sofrem estiolamento. Esse fenômeno proporciona a uma planta crescer nos mais diversos terrenos e ambientes e sob as mais diversas circunstâncias ainda que não tenham todas as condições necessárias para um crescimento saudável. O bonsai é um exemplo perfeito de como as plantas podem se moldar ao ambiente à medida que crescem.

Crescimento modular

Árvore criada com peças de montar

As plantas crescem criando e unindo unidades vegetativas que se repetem nas unidades já desenvolvidas. Essas unidades são chamadas de fitômeros e são constituídos de nó, entrenó, folhas e gema axilar. Esse método de crescimento é que é o crescimento modular que faz com que as plantas possam ter as mais variadas formas como se fossem feitas de pecinhas para montar várias esculturas diferentes com as mesmas peças. O que permite também que possamos cortar vários ramos de uma planta sem que ela morra.

Essas habilidades fazem com que as plantas sejam organismos únicos e que é muito maior que a soma de suas partes.

O efeito da poluição atmosférica nas plantas

Gases poluentes dos centros urbanos alteram o funcionamento normal das plantas podendo levá-las à morte.

A poluição atmosférica alcança níveis cada vez mais altos nos grandes centros urbanos. Essa poluição vem principalmente da queima de combustíveis fósseis dos automóveis e indústrias. Os poluentes atmosféricos mais nocivos para as formas de vida são: monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2), dióxido de nitrogênio (NO2) e ozônio (O3). Esse último é vital para a sobrevivência da vida na terra por bloquear os raios ultravioletas nas camadas mais altas da atmosfera, mas quando está presente próximo a superfície terrestre é capaz de ser muito nocivo para seres humanos, animais e principalmente para as plantas. 

As plantas absorvem todos os gases que estão ao seu redor. Esses gases entram por aberturas bem pequenas nas folhas, chamadas de estômatos. Os estômatos são estruturas que permitem a planta transpirar e realizar as suas trocas gasosas. Um gás nocivo entra pelos estômatos por difusão, alcança as regiões mais internas das plantas e modificam o funcionamento normal das células vegetais. Os efeitos desses gases podem variar com o clima, idade da planta ou quantidade do gás, mas sabe-se que o ozônio tem efeitos graves como a redução da fotossíntese, do crescimento, queda de folhas, danos no caule, necroses dos tecidos, entre outros podendo até causar a morte da planta.  O gás carbônico até que é muito importante para as plantas, mas quando existe em grandes quantidades nas plantas causam alteração do pH celular podendo levar a célula à morte. 

As principais plantas atingidas são as que se encontram nas cidades em parques, praças, jardins e nas áreas urbanas por terem um maior contato direto com gases nocivos. Mas as plantas de plantações fora dos centros urbanos também são afetadas. Uma planta que cresce num ambiente com ar poluído tem menor produtividade e diminuição na sua defesa contra patógenos e eventos do clima. Essas coisas, à longo prazo, podem causar escassez e aumento do custo dos alimentos. Já a vegetação urbana é muito importante para o bem-estar e saúde humana. Já foi falado um pouco sobre isso no post sobre áreas verdes urbanas.  

Podemos evitar ou diminuir a quantidade de gases tóxicos na atmosfera com atitudes simples como diminuição da queima de combustíveis fósseis, adoção de meios de transporte mais sustentáveis, diminuição do lixo produzido e do consumo. Atitudes simples que podem contribuir para a sobrevivência de todas as plantas do globo.

Por que as folhas jovens são vermelhas?

As folhas são conhecidas por serem verdes, mas nascem vermelhas. Essa troca de cores é acontece para a planta absorver melhor a luz do sol.

Um espécime de Rosa sp. com folhas verdes maduras na parte de baixo e folhas jovens de cor vermelha na parte de cima.

As folhas, em geral, são verdes. Na verdade, folhas maduras, em geral é que são verdes. Folhas recém-nascidas ou juvenis tem uma cor variando entre o vermelho e o roxo. As folhas adultas ou maduras são verdes devido à presença de um pigmento chamado clorofila. Os pigmentos são estruturas que interceptam a energia proveniente da luz do sol para que a fotossíntese possa ocorrer. Já se sabe desde Newton, que a luz do sol, de cor branca, é resultado da soma de todas as cores que enxergamos. A clorofila, captura os comprimentos de onda do espectro visível das faixas próximas ao azul e o vermelho e reflete as ondas de cor verde que chegam aos nossos olhos e por isso, vemos as folhas na cor verde.

Folhas jovens não tem clorofila, por isso não são verdes. Sem um pigmento pra absorver a radiação solar, essas folhas podem sofrer danos severos. Nas etapas iniciais do crescimento, as células vegetais têm uma alta taxa de divisão celular. A radiação, nessa etapa de crescimento, pode causar mutações genéticas no indivíduo e produção de radicais livres e comprometer o funcionamento normal das estruturas. Por outro lado, um pigmento chamado antocianina está muito presente. A antocianina absorve os comprimentos de onda da cor verde e reflete os de cor azul e vermelha(comprimentos de onda com mais energia), o contrário da clorofila. A antocianina protege as folhas jovens da radiação solar e dos radicais livres enquanto seu aparato fotossintético ainda está em construção e dá essa cor avermelhada às folhas. Com o tempo a antocianina é completamente substituída pela clorofila à medida que as plantas e suas folhas crescem.

As antocianinas também são responsáveis em dar tons de azul e vermelho a outras estruturas das plantas como, flores, frutos e troncos. Existem pesquisas que mostram que alimentos com grandes quantidades de antocianinas como cereja, ameixa, uva, tomate, cenoura, etc. tem a capacidade de prevenir o câncer devido ao seu poder antioxidante.

Plantando e fazendo a manutenção da horta agroflorestal

Hoje de manhã tava lá na horta, plantando e fazendo a manutenção, tirando matinhos e repondo a cobertura em alguns locais.

Horta agroflorestal – frutíferas, ervas e temperos

A saúde na cozinha – temperos!

Foto: fabiana serrano – nutricionista

Você sabia que podemos evitar e curar doenças usando os temperos corretos? Muitas plantas que usamos como temperos possuem propriedades benéficas a nossa saúde.

Estes fitocompostos quando consumidos de forma contínua na nossa alimentação podem prevenir e curar determinadas patologias.

O louro, o manjericão, o orégano e o alecrim por exemplo possuem atividade anti-inflamatória e carminativa, isto é, auxilia a digestão e a eliminação de gases. Podem ser usados diariamente na nossa alimentação temperando nosso feijão, nossas carnes e legumes.

Legumes no vapor temperados com alecrim ficam deliciosos e além disso podem fazer com que seja reduzido a quantidade de sal do prato.

Outro tempero que combate a inflamação e possui um sabor delicioso é a cúrcuma, ou açafrão como também é conhecido. Pó de cor amarela usada em pratos como arroz e frango, tem um aroma agradável e se usado continuamente pode prevenir processos inflamatórios e melhorar a imunidade, isto é, preparar meu corpo para combater melhor as doenças.

Já a noz-moscada é indicada para as desordens gástricas pois reduz a acidez e o volume das secreções gástricas, além de proteger o fígado.

A hortelã também tem um papel importante na proteção do estômago e fígado, tem ação contra algumas bactérias como a Helicobacter pylori (bactéria envolvida com a úlcera e câncer de estômago).

A erva-doce reduz a intensidade de contrações uterinas por isto pode ser usada por mulheres que sofrem de cólicas menstruais.

A salvia possui uma ação estrogênica suave e é indicada para mulheres na menopausa pois ajuda nos fogachos (calores) comuns nesta fase da vida.

O alho, que talvez seja o tempero mais usado de todos, tem uma grande quantidade de vitaminas e minerais, suas propriedades medicinais se devem aos compostos sulfurados como a alicina.

A ação do alho é muito ampla, atua no estômago melhorando a digestão, impedindo a proliferação de bactérias. Tem atuação em algumas enzimas hepáticas responsável pela detoxificação (eliminação) de diversos agentes causadores de câncer.

Atua prevenindo gripes e resfriados. Porém para obtermos estes efeitos é necessário consumir o alho cru, pois o cozimento destrói seu princípio ativo. Além disso deve ser armazenamento em local seco, bem ventilado e longe dos raios solares. O armazenamento no refrigerador – deve ser restrito a no máximo uma semana, acondicionados em sacos de papel vedados ou recipiente fechado.

A pimenta também é um tempero muito interessante. Tem a propriedade de aumento da termogênese (calor) do corpo e consequentemente ajuda a reduzir o peso corporal. Isto se deve a capsaicina (composto ativo nas pimentas). Alguns estudos sugerem inclusive que a pimenta reduza o apetite quando ingerida antes das refeições. A pimenta é rica em vitaminas e minerais, é estimulante da secreção digestiva e da produção de enzimas digestivas (salivar e gástrica), protege o estômago e é anti-inflamatória. Como alimento, salvo casos de pessoas alérgicas, não há contraindicações para uso de temperos naturais na sua alimentação.

Para um uso mais intensivo ou para tirar suas dúvidas, procure um profissional de saúde especialista em fitoterapia.

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por Maria Angélica Fiut
NUTRICIONISTA CLÍNICA E FITOTERAPIA
CRN4: 05101043
www.abfit.org.br

Alimentos que ajudam a reduzir e equilibrar a pressão arterial

“Quanto mais potássio a pessoa ingere, mais sódio ela perde através da urina. O potássio também ajuda a aliviar a tensão nas paredes dos vasos sanguíneos, o que ajuda a baixar ainda mais a pressão arterial”

American Heart Association

O aumento da ingestão de alimentos ricos em potássio é recomendado em adultos com pressão arterial acima de 12 por 8 e pode ser prejudicial para pessoas com doença renal .[2]

O ESPINAFRE é rico em minerais cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, cobre, manganês e zinco; vitaminas A, C, E e K, B6; além de proteínas e fibras. Entretanto, por conter uma grande quantidade de ácido oxálico, uma substância que pode desencadear a formação de cálculos renais, o espinafre deve ser evitado por indivíduos com tendencia a ter pedras nos rins. Espinafre deve ser sempre consumido cozido e ingerido com sumo de limão.

As sementes de ABÓBORA, torradas e sem sal, são excelentes fontes de potássio (809mg em 100g) e magnésio[*], além de melhorar o humor por causa do triptofano, precursor da serotonina.

A BANANA é bem conhecida como uma das grandes fontes de potássio. Sua ingestão (cada 100g da banana contém em média 18mg de triptofano e vitamina B6) favorece a liberação de hormônios ligados ao bem-estar e ajuda a relaxar os músculos, o que também contribui para o efeito hipotensor.

A água de COCO é rica em potássio (K) e ajuda a hidratar o corpo (repõe os sais minerais). Cada 200 ml de água de coco tem apenas 38 calorias e por isso ela não engorda.[3]

E quem não conhece as propriedades maravilhosas do ALHO? Ingerir 3 dentes de alho fresco por dia combate o colesterol ruim e ajuda a relaxar os vasos sanguíneos. A principal dica para potencializar os “milagres” do alho é picar ou amassar os dentes de alho 10 minutos antes de temperar a comida. Esse descanso aumenta a quantidade de alicina, a principal responsável por suas propriedades benéficas à saúde.[4]

Comer 1 fatia média de aproximadamente 200 g de MELANCIA durante 6 semanas consecutivas é uma boa forma de normalizar a pressão arterial.[5] As principais substâncias da melancia que são responsáveis por este benefício são a L-citrulina, o potássio e o magnésio. Além disso a melancia também é rica em vitaminas A, B1, B2, B3 e cálcio, fósforo e licopeno, ótimos para nutrir e purificar o corpo. O suco deve ser feito com as sementes e coado.

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[*] O magnésio é um mineral vital para o organismo, sendo o segundo mais importante para o corpo humano (logo depois do potássio), pois atua na contração e relaxamento dos músculos, no controle dos níveis de glicemia e de pressão sanguínea, no fornecimento de energia, e também na produção de proteínas.[1]

Fontes consultadas:

Busca por informações: https://www.tudosobreplantas.com.br/

[1] https://www.ecycle.com.br/2809-semente-de-abobora
[2] https://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/17-alimentos-que-ajudam-no-combate-da-pressao-alta/
[3] https://www.tuasaude.com/beneficios-da-agua-de-coco/
[4] https://segredosdomundo.r7.com/13-beneficios-do-alho-para-sua-saude/

Funções das áreas verdes urbanas.

Áreas verdes cumprem funções ecológicas, sociais, educativas, estéticas e psicológicas e deviam ser prioridade nos planos de ordenamento urbano.

Mais de 80% da população brasileira vive nas cidades. As áreas verdes (que não são só áreas vegetadas) originais de zonas urbanas foram e continuam sendo suprimidas para dar espaço a prédios, casas, estradas e todo tipo de construção. Essas mudanças dos componentes originais da paisagem trazem com elas as alterações do microclima urbano, como o fenômeno das ilhas de calor e ambientais como impermeabilização do solo, mudança na circulação dos ventos, poluição atmosférica, visual e sonora etc. Essa situação é comum em muitos centros urbanos do Brasil.

As áreas verdes urbanas são definidas como qualquer trecho de vegetação de qualquer tipo, rios e lagos e o sistema de espaços livres presentes nas cidades e são importantes componentes do meio urbano, pelo fato de diminuir o efeito das ilhas de calor, melhora a qualidade do ar reduzindo os índices de CO2, retém a água da chuva, previne alagamentos e deslizamentos de terra, etc.
Em relação aos valores de temperatura, podem ser até 5º C mais frescas do que em áreas sem arborização, áreas suburbanas com árvores maduras podem ser 3º C mais frescas do que em áreas sem vegetação e além disso, a água que as plantas movimentam refresca e aumenta a umidade relativa do ar.

As áreas verdes urbanas cumprem ainda mais funções, por exemplo, como local para práticas de lazer e práticas esportivas, práticas educativas extraclasse e programas de educação ambiental, diversificam a paisagem construída e contribuem para o embelezamento da cidade e proporcionam uma sensação de bem-estar. O contato com a natureza relaxa, alivia o estresse e melhora a saúde do indivíduo.

Diante disso tudo, a criação e manutenção de áreas verdes nas cidades deviam ser prioridades nas planos diretores e programas de ordenamento urbano para uma melhor qualidade de vida pra população e para todas formas de vida.

Imersão nos cursos de PDC e Bioconstrução / jan 2020

Há tempos que leio sobre Permacultura e Bioconstrução. Sempre tive curiosidade mas pouco li a respeito e nunca tinha participado de uma imersão assim.

Eis que início de dezembro de 2019 recebo o convite do Daniel Calfa, da Escola de Permacultura, para participar do PDC de verão em Baapendi, MG durante os dias 13 a 23 de janeiro de 2020.

O combinado era chegar uns dias antes do início. Me esvaziei de expectativas, arrumei as malas e parti. A viagem foi tranquila e a chegada quase à noite.

Entrada da Escola de Permacultura (espaço temporário)

No dia seguinte à chegada, fomos conhecer o espaço onde eles estão construindo a sede do projeto. Construções, plantios, experimentos…

Em seguida fomos dar um mergulho numa cachoeira perto dali.

Foi nessa cachu aê que me tornei Aquaman (um dia conto essa história, rs…)

Chegamos no dia 13, iníco das aulas. Na foto, o facilitador pelo Sérgio Pamplona (do Sítio Nós na Teia) e Raisa Moura.

Os dias que se seguiram foram plenamente preenchidos com aulas teóricas e práticas, visitas a campo, análises, estudos, apresentação de perspectivas, integração entre os alunos, danças circulares e muita, mais muita fartura mesmo de refeições vegetarianas (e veganas), preparadas pela equipe coordenada pelos chefs Raul Dotto e Rebeca Martins.

Sempre no início da noite, hora da fogueira…

No meio do curso recebi a notícia de que minha gatinha, a Chispinha, havia morrido. Deu vontade de ir embora mas consegui ficar e foi maravilhoso.

E conseguimos! Chegamos ao final do curso com vontade de abraçar tudo e todos. Saudades já nas despedidas!

A galera do curso no encerramento do PDC

Falar sobre o que foi e está sendo o PDC para mim é, neste momento, muito difícil. O que sei é que voltei diferente. Uma troca de energias muito boa, informações valiosas e experiências reais que me modificaram, percebo, de forma positiva.

Tanto é que acabei ficando para o curso seguinte, de Bioconstrução, com o mestre Cobi Shalev – permacultor, bioconstrutor e pesquisador da área da construção natural. Nascido e criado em Israel, há 10 anos ele reside no centro-oeste goiano, na sua casinha de Adobe, procurando promover a terra como solução e material de construção.

prof. Cobi, à esquerda.
Alguns dos testes e práticas que fizemos ao longo do curso

Fizemos testes estruturais com terra, aprendemos sobre pontos de massa, COB, produção e assentamento de adobes, alicerces, pau-a-pique, taipa de pilão, arcos e domos usando blocos, rebocos naturais, acabamentos e Tadelakt (acabamento marroquino para áreas molhadas).

A galera no encerramento do curso de Bioconstrução

Meus agradecimentos a Daniel Calfa, Maria Clara, Deva Tarot, Joyce Lemos e toda a galera da Escola de Permacultura!

Gratidão imensa!

Anderson Porto
http://www.TudoSobrePlantas.com.br

Como estou me tornando um guardião de sementes

“Sementes são guardiãs das memórias. Sementes são casas de Fartura!!!”
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Raul Sampaio

Foto com sementes de umburana, milho crioulo, tabaco, espinheira-santa, pinheiro, ipê-verde… Resina das mulheres do quilombo Kalunga, mel, pasta de amendoim, óleo de Copaíba…

Trocas e vivências durante a imersão no PDC de Verão 2020, com Sergio Pamplona e Raisa Moura, e no curso de Bioconstrução como Cobi Shalev, na Escola de Permacultura, em Baapendi-MG.

Muito, muito feliz!!! Gratidão! 💚