Arquivo do mês: junho 2012

Extrato inibe enzima ligada a reprodução da Leishmania

Por Júlio Bernardes – jubern@usp.br

Duas técnicas foram usadas para obtenção do extrato da semente de pitanga

Na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga, pesquisa mostra que o extrato supercrítico da semente de pitanga (obtido com adição de solvente em condições críticas de temperatura e pressão, formando um gás, depois convertido em líquido) inibe a atividade da enzima arginase, associada ao metabolismo e a reprodução da Leishmania amazonensis, protozoário causador da leishmaniose.

As sementes são um resíduo não aproveitado pela indústria de alimentos e correspondem a 31% do peso total da fruta.

O extrato poderá ser utilizado na produção de fármacos contra a leishmaniose, doença que atinge a população de países tropicais e subtropicais.

Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Doenças, Medicamentos, Sementes

Plantas carnívoras da Suécia estão virando vegetarianas

por Bruno Calixto

Foto: Petr Dlouhý / Wikimedia Commons

Um novo estudo, publicado na edição deste mês da revista New Phytologist, chegou a uma conclusão impressionante: uma espécie de planta carnívora da Suécia está virando vegetariana.

Ela não está preocupada com os insetos que come, nem buscando uma dieta mais saudável. A mudança de comportamento é resultado de um ambiente mais poluído.

Os pesquisadores analisaram como que a Drosera rotundifolia, uma planta carnívora comum em áreas pantanosas do norte da Europa, se alimenta.

Parte dos nutrientes a planta retira do solo, mas uma outra parte vem de insetos. O estudo, entretanto, percebeu que essas plantas estão perdendo o interesse nos insetos.

A culpa é do excesso de nitrogênio no solo.

Continuar lendo

Deixe um comentário

Arquivado em Cultivo, Ecologia, Meio Ambiente

Coleção ‘Flora Fanerogâmica’ chega ao sétimo volume

Por Karina Toledo

Projeto classifica taxonomicamente todas as espécies de plantas produtoras de flores de São Paulo. Lançamento será dia 6 de junho, no Instituto de Botânica (Gaylussacia brasiliensis/divulgação)

Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores assumiu, há 19 anos, o desafio de mapear e classificar taxonomicamente as mais de 7 mil espécies de plantas produtoras de flores – ou fanerógamas – existentes no Estado de São Paulo. O trabalho já deu origem a seis livros. O sétimo volume da coleção Flora Fanerogâmica do Estado de São Paulo será lançado no dia 6 de junho, no Instituto de Botânica de São Paulo (IBt).

A obra apresenta monografias de 19 famílias, 67 gêneros e 470 espécies vegetais. Destacam-se representantes de grande valor ornamental, como as Araceae, com belos antúrios e filodendros, e as Begoniaceae, das quais fazem parte as begônias.

Também estão incluídas as Musaceae, família da banana, e as Marantaceae, conhecidas por seus caetés com vistosas folhagens e também por ser a família da araruta, farinha usada na alimentação. A maior família do sétimo volume é a das Piperaceae, que inclui as pequenas peperômias e a pariparoba.

“Esta edição contou com a colaboração de 49 especialistas e estudantes de botânica. O maior desafio foi fazer a taxonomia das Marantaceae, pois não havia especialistas nessa família no Brasil”, contou Maria das Graças Lapa Wanderley, pesquisadora do IBt que coordena o projeto e também participou desta monografia.

Continuar lendo

1 comentário

Arquivado em Projetos

Agrovila São Francisco

Mensagem recebida de [ Ágatar Souza ]

Agrovila São Francisco

Precisando de uma ajuda!

Aproveitando o período junino, quando tanta gente vai para o interior gostaria de pedir ajuda para encontrar um casal (ou família pequena) de agricultores para morar e trabalhar na Agrovila São Francisco.

É fundamental que saibam cuidar da terra e pequenos animais.

Estou realmente necessitada!

Grata pela ajuda!

Ágatar Souza
[ Agrovila São Francisco – Facebook ]
[ http://agrovilasaofrancisco.wordpress.com/ ]

Deixe um comentário

Arquivado em Projetos

Projeto busca uso sustentável de bromélia da Mata Atlântica

Por Arley Reis

“Seus frutos são ingeridos tanto in natura como em preparados, como remédio contra a tosse, com ação expectorante nas infecções respiratórias, recomendados para o tratamento de asma e de bronquite. Os mesmos frutos são considerados antihelmínticos, sendo que seu sumo tem ainda efeito sobre tecidos decompostos, deixando feridas completamente limpas”.

A descrição do potencial da Bromelia antiacantha, publicada pelo padre pesquisador Raulino Reitz no fascículo da Flora Ilustrada Catarinense “Bromeliáceas e a malária – bromélia endêmica” permanece como estímulo a novos estudos.

O pensamento do padre botânico de que “Todas as plantas são potencialmente úteis” está presente na tese ´Uso e manejo de Caraguatá (Bromelia antiacantha) no Planalto Norte Catarinense: está em curso um processo de domesticação?`, em desenvolvimento junto ao Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais da UFSC.

O trabalho da bióloga Samantha Filippon com a bromélia nativa da Mata Atlântica é uma continuidade dos estudos iniciados em seu mestrado, orientado no mesmo programa pelo professor Maurício Sedrez dos Reis (e agora com coorientação do professor Nivaldo Peroni). “Esperamos que com o aprofundamento dos estudos etnobotânicos se possa resgatar e caracterizar junto à comunidade local as formas de manejo da espécie”, explica Samantha.

Continuar lendo

2 Comentários

Arquivado em Alimentos, Biodiversidade, Cultivo, Etnobotânica, Plantas Medicinais

Projeto em favela carioca ensina a aproveitar alimentos em vez de descartá-los

por Gerardo Lissardy
BBC Mundo no Rio de Janeiro

Um projeto no Morro da Babilônia, na Zona Sul do Rio de Janeiro, está ajudando os moradores locais a evitar o desperdício e a aproveitar melhor o nutriente de seus alimentos.

Iniciativa no Morro da Babilônia dá cursos com receitas de pratos que usam cascas de melancia e de maracujá, talos de brócoli e sementes, entre outros.

A iniciativa Favela Orgânica, fundada pela empregada doméstica Regina Tchelly, ministra oficinas ensinando a usar partes de alimentos muitas vezes consideradas restos – cascas de melancia ou maracujá, talos de brócolis e sementes, por exemplo – para produzir pratos diferentes e nutritivos.

O Favela Orgânica começou no ano passado, com um investimento de cerca de R$ 160.

Hoje, conta com uma equipe de 16 pessoas, que oferecem cursos em diferentes favelas cariocas, cobrando R$ 10 de cada participante.

Um desses cursos será parte da conferência de desenvolvimento sustentável Rio+20, que a ONU realizará em junho no Rio de Janeiro.

Fonte: [ BBC Brasil ]

1 comentário

Arquivado em Alimentos, Cursos