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Hipocrisia Mortal

por Renato Malcher

De acordo com depoimento dado ao jornal O Globo, o professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, Valentim Gentil, considera que movimentos a favor da maconha estão usando a bandeira medicinal para acelerar o processo de legalização.

Na verdade, todos honestamente interessados em entender os fatos sabem, a partir destes, que é a proibição da maconha que impede, há décadas, que pessoas tenham suas vidas salvas, em muitos os sentidos, por esta planta.

Os sofrimentos devastadores a que tantas famílias são diuturnamente submetidos são decorrência direta da política de guerra contra a mais poderosa planta medicinal que se conhece.

É esta a consequência da situação preferida por Valentin Gentil, Ronaldo Laranjeira, Osmar Terra, Marisa Lobo e outros defensores da manutenção da guerra que, eles sabem muito bem, não é apenas contra os usuários recreativos (cujo crime é tão grave, ou menos, quanto o crime de qualquer um deles que já tenha tomado vinho ou cerveja). Eles sabem que esta guerra também é contra a ciência, a medicina, a compaixão, contra o respeito à ética, à inteligência e à dignidade humana.

Será que eles não se importam com esses sofrimentos, com a sabotagem econômica e científica que sofremos, nem se importam com as mortes causadas pela guerra?

Será que eles só se importam em defender os interesses da indústria farmacêutica e em patologizar hipocritamente qualquer uso recreativo?

Seria importante que eles assumissem a responsabilidade de responder claramente: por que o uso recreativo deve ser a causa de tanta desgraça, atraso e prejuízos???

Por que deve ser a causa de uma guerra que gera tantos sofrimentos e sabota a pesquisa, impondo uma censura científica e um obscurantismo intelectual tão sombrio e sangrento quanto a inquisição?

A pergunta que aqueles que sofrem, seus parentes e os parentes dos que morrem e morreram, querem fazer a estes defensores da guerra é: Como vocês justificam isso?

Porém, o que se ouve deles como resposta é que o abuso dessa droga em condições não regulamentadas, como são as atuais condições do uso da maconha, reduz o QI e causa esquizofrenia em adolescentes. Sendo que, a despeito da necessidade geral de se evitar o abuso de qualquer droga, sobretudo em adolescentes, essas duas hipóteses em relação à maconha simplesmente não encontram respaldo científico. Ainda que estivessem respaldadas, esses problemas seriam muito mais eficientemente precavidos por um ambiente mais esclarecido e pela própria regulamentação.

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Fonte: [ Hipocrisia Mortal ]

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O novo status da maconha

por Elisaldo Carlini(*)

No século 19, medicamentos à base da maconha (Cannabis sativa L) eram disponíveis aos pacientes.

Assim dizia o doutor J. R. Reynolds, médico da rainha Vitória da Inglaterra: “Em quase todas as moléstias dolorosas, eu achei a maconha (“indian hemp”) a mais útil das drogas”. Está escrito em famoso livro da terapêutica americana: “Cannabis é muito valiosa para o alívio da dor, particularmente aquela dependente de distúrbios nervosos…”

E a maconha usada como medicamento naqueles tempos não causava “graves” intoxicações. D. S. Snyder, ao examinar a literatura médica do século 19, diz: “É marcante que muitos relatórios médicos não mencionam qualquer propriedade intoxicante da droga”.

Raramente existia (se é que houve alguma) indicação de que pacientes –e centenas de milhares devem ter recebido Cannabis na Europa no século 19– estivessem “chapados” ou mudassem sua atitude em relação ao trabalho, seus semelhantes, ou sua pátria.

Mas, na metade do século 20, a situação muda totalmente. “A maconha é uma droga totalmente viciante, merecendo o ódio dos povos civilizados”, declarou o governo egípcio, em 1944. Na convenção de 1961, a ONU coloca a maconha, junto com a heroína, na classe das drogas com “propriedades particularmente perigosas”. E a maconha passou a ser considerada “erva do diabo”, satanizada que foi. Não importa discutir quais as razões, certamente pouco científicas, que levaram a tão esdrúxula situação.

Mas, a partir da segunda metade do século 20, o quadro começa a modificar-se, e a maconha renasce como poderoso medicamento para certas patologias médicas.

A identificação dos princípios químicos ativos da maconha, a descrição segundo a qual o cérebro humano tem “receptores” para esses princípios, a surpreendente descoberta de que o nosso cérebro sintetiza uma substância capaz de atuar naqueles receptores (como se tivéssemos uma maconha produzida pelo nosso próprio cérebro, a anandamida) e a descrição de um sistema de neurotransmissão nervosa chamado de sistema canabinoide endógeno trouxeram um novo status científico para a maconha.

E mais: muitos trabalhos científicos clínicos foram feitos no mundo demonstrando claramente que a maconha tem boas propriedades terapêuticas (dores neuro e miopáticas; esclerose múltipla; náusea e vômito resultantes da quimioterapia do câncer; e mais recentemente epilepsia e dores terminais do câncer).

E, ainda, recentes pesquisas epidemiológicas, seguindo milhares de usuários crônicos e até pesados da maconha, feitas em importantes universidades dos Estados Unidos e do Reino Unido, cabalmente mostram que a maconha não afeta o desempenho cognitivo, não produz ganho de peso e não está associada a efeitos adversos da função pulmonar.

Como consequência final desses conhecimentos novos, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e Holanda já têm medicamentos fabricados à base de maconha ou seus derivados. O medicamento fabricado no Reino Unido já foi aprovado pelos Ministérios da Saúde de 13 outros países (o último a aprovar foi a França) e é utilizado clinicamente, sob receitas, em mais de duas dezenas de outros países.

E todos esses fatos estão à disposição do leitor em cerca de um milhar de trabalhos científicos, sendo apoiados pelo “American College of Physician“, “American Medical Association“, Ministério da Saúde de Israel, Espanha, Itália etc. (para maiores detalhes, ver o trabalho de revisão “Cannabis sativa L (maconha): Medicamento que renasce?“).

Até poderia ser dito que, para o opositor brasileiro do uso médico da maconha, à semelhança de uma pessoa ao ser confrontada com um documento que contradiz frontalmente sua superada convicção, declara: não li e não gostei!

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ELISALDO LUIZ DE ARAÚJO CARLINI, 83, é professor titular de psicofarmacologia na Universidade Federal de São Paulo e pesquisador emérito da Secretaria Nacional de Políticas sobre Droga do Ministério da Justiça

Fonte: [ Folha ]

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Plantio de maconha em casa para o consumo próprio divide especialistas

Critérios para diferenciar cultivo para uso ou tráfico seriam muito subjetivos

por Maria Elisa Alves

Plantar maconha em casa para não financiar bandidos tem sido um discurso cada vez mais comum entre usuários de classe média. Mas, na última terça-feira, a prisão de um engenheiro de 67 anos e de seu filho de 31, que cultivavam 108 pés da droga numa cobertura no Recreio, trouxe à tona uma polêmica: o que pode ser classificado como cultivo para uso próprio (como os dois alegaram) e o que pode ser caracterizado como tráfico (como a polícia vê o caso)? Vale a pena ter mudas em casa ou droga é droga? A discussão tem mobilizado usuários, especialistas no tratamento de dependentes, advogados e policiais.

Para a presidente do Conselho Municipal Antidrogas, Sílvia Pontes, não há dúvidas. Para ela, é um absurdo cultivar maconha em casa: — Maconha é droga, é proibido. Em vez de plantar, este pai deveria ter dado princípios morais e éticos ao filho, conscientizálo sobre os malefícios.

Facilidade de acesso pode levar ao uso exagerado Menos veemente, mas também contrário ao cultivo, o psiquiatra Jorge Jaber, sócio de uma clínica de recuperação de dependentes, diz que um dos perigos de ter a Cannabis em casa é aumentar o consumo da droga pela facilidade de acesso.

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Por que assinar o projeto Tudo Sobre Plantas ?

Para se cadastrar, <<< [  CLIQUE AQUI ] >>>

Ao longo de 08 (oito) anos de projeto, testamos várias fórmulas para tentar criar um projeto que se mantivesse “sozinho“, sem ajuda financeira de empresas patrocinadoras.

Vejamos as tentativas:

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Aveloz ou avelós

Por Lelington lobo Franco
lelingtonevergreen@bol.com.br

AVELOZ ou AVELÓS

Arbusto exótico pode ser a chave para a vitória na batalha contra o câncer!

O avelós agora está sendo usado para tratamento de redução de tumor de câncer.

Estas são apenas algumas das frases usadas para a publicidade do aveloz, um remédio preparado a partir da seiva leitosa de um arbusto brasileiro de nome cientifico Euphorbia tirucalli. Hoje é vendida nos Brasil em forma líquida ou nos Estados Unidos e em glóbulos por médicos naturalistas.

Euphorbiaceas (eufórbio) produzem uma seiva branca semelhante ao látex que é extremamente irritante para a pele e membranas mucosas e podem produzir inflamação na pele, conjuntivite nos olhos, queimação na boca e garganta, diarréia e gastrenterite.

LIVRO DO PROFESSOR LELINGTON

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Ciência e fraude no debate da maconha

[i]SIDARTA RIBEIRO, JOÃO R. L. MENEZES, JULIANA PIMENTA e STEVENS K. REHEN

Causa-nos estranheza que psiquiatras venham a público negar o potencial terapêutico da maconha, medicamento fitoterápico de baixo custo

O artigo contra o uso medicinal da maconha de Ronaldo Laranjeira e Ana C. P. Marques (“Maconha, o dom de iludir“, “Tendências/Debates”, 22/7) contém inverdades que exigem um esclarecimento.

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Arquivado em Cannabis

observando as flores…

Você já olhou uma flor hoje? Viu o quanto ela é perfeita ? Já sentiu o vento e o calor do sol? Já viu a lua no céu e as estrelas que brilham?

Se ainda não viu, ainda dá tempo, a Natureza ainda esta ainda está aí, ainda temos a chance de nos conectarmos a ela, de nos renovarmos junto a ela, de agradecermos pela vitalidade que ela nos transmite…

Parece que o tempo passa tao rápido, que as vezes esquecemos o mais importante, esquecemos no nosso corrido quotidiano do porque estamos nesse planeta, esquecemos por que respiramos, por que andamos, sentimos e falamos. Às vezes esquecemos até que estamos vivos…

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Arquivado em Flores, Meio Ambiente

Cientistas fazem carta pró-maconha

Um grupo de neurocientistas que estão entre os mais renomados do país escreveu uma carta pública para defender a liberalização da maconha não só para uso medicinal, mas para “consumo próprio”, informa Eduardo Geraque em reportagem publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

A motivação do documento foi a prisão do músico Pedro Caetano, baixista da banda de reggae Ponto de Equilíbrio, que ganhou repercussão na internet. Ele está preso desde o dia 1º sob acusação de tráfico por cultivar dez pés de maconha e oito mudas da planta em casa, em Niterói (RJ). Segundo o advogado do músico, ele planta a erva para consumo próprio.

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Do Código Florestal para o Código da Biodiversidade

por Aziz Nacib Ab’Sáber

Em face do gigantismo do território e da situação real em que se encontram os seus macro biomas – Amazônia Brasileira, Brasil Tropical Atlântico, Cerrados do Brasil Central, Planalto das Araucárias, e Pradarias Mistas do Brasil Subtropical – e de seus numerosos mini-biomas, faixas de transição e relictos de ecossistemas, qualquer tentativa de mudança no “Código Florestal” tem que ser conduzido por pessoas competentes e bioeticamente sensíveis.

Pressionar por uma liberação ampla dos processos de desmatamento significa desconhecer a progressividade de cenários bióticos, a diferentes espaços de tempo futuro. Favorecendo de modo simplório e ignorante os desejos patrimoniais de classes sociais que só pensam em seus interesses pessoais, no contexto de um país dotado de grandes desigualdades sociais.

Cidadãos de classe social privilegiada, que nada entendem de previsão de impactos. Não tem qualquer ética com a natureza. Não buscam encontrar modelos técnico-científicos adequados para a recuperação de áreas degradadas, seja na Amazônia, , seja no Brasil Tropical Atlântico, ou alhures. Pessoas para as quais exigir a adoção de atividades agrárias “ecologicamente auto-sustentadas” é uma mania de cientistas irrealistas.

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Arquivado em Biodiversidade, Meio Ambiente

Sem comentários…

Oi pessoal,

Fico muito triste em ver que as pessoas passam pelo blog, acessam os artigos e textos que estavam em busca e não deixam nenhum comentário, um agradecimento, uma palavra amiga… um “alô” qualquer.

Para deixarem comentários vocês não gastam nem 20 segundos, sabiam?

O espaço para comentários serve, além de outras coisas, para vocês complementarem os artigos e textos com dúvidas e informações.

Vamos lá! Participem!

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