Arquivo do autor:Anderson Porto

Sobre Anderson Porto

Desenvolvedor do projeto Tudo Sobre Plantas

Curso HORTAS em PEQUENOS ESPAÇOS – edição 2018

curso_horta_peq_esp_junho_2018

Sobre o CURSO

O curso é uma introdução ao Cultivo de Hortas em Pequenos Espaços. Irá preparar você para dominar todas as etapas de cultivo de alimentos, temperos e plantas aromáticas, utilizando espaços ensolarados que estejam disponíveis em áreas cimentadas, paredes, varandas, janelas e pequenos espaços no quintal.

O curso capacita novos(as) cultivadores(as) a desenvolverem com máxima eficiência HORTAS COMUNITÁRIAS em quintais, escolas, terrenos baldios, terraços e/ou espaços públicos no condomínio.

Início, dias da semana e carga horária

O curso começa dia 1º de JUNHO de 2018, com carga horária indefinida e acesso ONLINE via grupo do curso no Facebook.

É possível ingressar a qualquer momento para ter acesso ao material de estudo até a data de encerramento.

As aulas serão ministradas via fotos e textos publicados no grupo do curso, com links para apostilas e passo a passo das atividades. O espaço do curso servirá para consultoria a projetos dos alunos, atendidos de acordo com o tempo disponível.

Caso o(a) aluno(a) queira manter a consultoria por tempo indeterminado, a consultoria será realizada via Whatszap e por valor a combinar.

Nível do curso – público alvo

O curso é voltado para INICIANTES, pessoas que nunca plantaram ou que desejam aprender técnicas específicas para o cultivo de plantas em pequenos espaços.

Para fazer algumas atividades é necessário ter alguma habilidade no manuseio de soldas elétricas, tesouras, serras, serrotes e/ou furadeiras, além de vasos, garrafas PET e demais materiais e ferramentas necessárias para os plantios.

Objetivo geral

Os alunos assistem as aulas no conforto de sua casa ou trabalho, via ambiente virtual proporcionado pelo Facebook, com apresentação de imagens de slides do curso e vídeos com áudios gravados, além do espaço para comentários e perguntas ao professor.

Serão apresentadas informações sobre todo o ciclo de cultivo de alimentos, começando pela germinação de sementes, a preparação de substratos, como fazer compostagem, como e quando fazer o transplante de mudas, quais os tratos culturais necessários, como fazer a adubação, como instalar uma irrigação automática e quando e como fazer a colheita.

Durante o curso serão passadas atividades para colocar em prática aquilo que o aluno está aprendendo. Todos podem tirar dúvidas e comentar sobre possíveis dificultades que estejam tendo. Mais do que simplesmente um curso, é também uma consultoria online com um profissional especializado.

Ao final do curso os alunos estarão capacitados a cultivar seu próprio alimento, desenvolvendo um contato maior com as plantas e economizando nas compras do mês.

Foi criado um grupo de estudos específico para o curso no Facebook, para que os alunos possam trocar experiências e receber orientações durante o curso.

Data de encerramento e fim da consultoria aos alunos do curso: 31/08/2018.

Valores e inscrições

  • R$ 67,00 – valor sem consultoria.

  • R$ 172,00 – consultoria por 3 meses inclusa.

Pagamento por depósito em conta ou transferência bancária. Dados da conta enviados por e-mail, após a inscrição.

[ CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER ]

É necessário o envio dos comprovantes de depósito / transferência para confirmar as inscrições, por email: tudosobreplantas@gmail.com

___
Sobre o AUTOR

DSC_3890_recorteO gestor do projeto Tudo Sobre Plantas, Anderson C. Porto, possui mais de 10 mil horas de experiência no cultivo de hortas orgânicas e plantas em geral.

Formado em Tecnologia em Processamento de Dados, pela FACHA-RJ, em outubro de 2002 começou o projeto Tudo Sobre Plantas criando um grupo de estudos sobre plantas, e desde então vem cadastrando informações e fotos de espécies nativas ou exóticas cultivadas em um banco de dados de acesso público e gratuito na Internet.

Durante todos esses anos já ministrou cursos e workshops de plantio, cultivo de bonsai e instalação de irrigação automática.

Possui formação técnica em produção de mudas, implementação de floriculturas, sistemas produtivos, manejos culturais e recuperação de nascentes. É autodidata em poda de frutíferas, cultivo de bonsai, reaproveitamento e economia de água, instalação e manutenção de sistemas de irrigação por gotejamento e aspersão, berçários de germinação de sementes, compostagem acelerada e utilização de areia em substratos. Cultiva também grande paixão por fotografia.

Como desafio, durante os últimos 6 anos desenvolveu técnicas específicas para o plantio com areia, compostagem acelerada e cultivos visando a economia de água. O curso atual é um resumo desta experiência.

É o atual gestor da fanpage do projeto Tudo Sobre Plantas no Facebook:
https://www.facebook.com/tudosobreplantas/

+ informações por email: tudosobreplantas@gmail.com

Bom curso a todos e todas!

Anúncios

2 Comentários

Arquivado em Cursos, Eventos, Notícias, Técnicas

O prazo para o aterramento da Fiação Aérea no RJ está acabando…

fiação_aérea_arvores

Sobre o aterramento da fiação aérea, existe a Lei 5340 /2008, que determina a implantação de instalação de fiação subterrânea em TODO O ESTADO do Rio de Janeiro.

As prefeituras precisam, dentre outras coisas, fornecer autorização e mapas das redes subterrâneas (água, esgoto, cabeamentos de fibras óticas etc).

LEI Nº 5340, DE 1º DE DEZEMBRO DE 2008.

DISPÕE SOBRE A COLOCAÇÃO DE INSTALAÇÃO SUBTERRÂNEA NO ÂMBITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

Art. 1º As concessionárias de serviços públicos de energia elétrica e telefonia, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, ouvido o município detentor do uso do solo em que a rede estiver instalada, deverão modificar, no prazo máximo de 10 (dez) anos, a instalação aérea existente nas vias públicas para instalação subterrânea.

Art. 2º Os novos projetos de instalação que vierem a ser executados já deverão ser por via subterrânea.

Art. 3º As despesas com a modificação da instalação de energia elétrica e telefonia correrão por conta exclusiva das concessionárias de serviço público, ficando vedada qualquer cobrança aos usuários.[1]

__

O prazo acaba em 2 de dezembro de 2018.

Pergunta-se: o que as prefeituras estão fazendo a este respeito?

Anderson Porto
http://www.TudoSobrePlantas.com.br

Deixe um comentário

Arquivado em Árvores, Notícias

A diferença do projeto Tudo Sobre Plantas

Existe alguma diferença do grupo de estudos do Tudo Sobre Plantas para outras centenas de grupos parecidos? Eu creio que sim. Explico!

Aqui no projeto eu afirmo apenas o que já testei, o que já pesquisei, o que já fiz pelo menos UMA experiência. Exemplos?

Vi uma postagem, digamos, sobre “estacas de roseiras em batatas” na Internet. Fui lá, testei e mostrei para o grupo os resultados. Se falo do Milho (Zea mays) transgênico na cerveja é porque já testei e vi que passo mal. Se falo do Boldo (Plectranthus barbatus) é porque já testei e funcionou no meu organismo. Se passo uma receita de Taioba (Xanthosoma sagittifolium) é porque testei antes de compartilhar. Se publico uma notícia ou pesquisa, apresento sempre as FONTES e, quando posso, mais informações, para que as pessoas possam ir além do que simplesmente ler o que foi apresentado. E isso é importante? Nem sempre é reconhecido como tal, mas eu entendo que sim e por isso faço.

Se me esforço todos os dias para estar na Internet e ajudar a identificar plantas ou comentar o que sei, é porque estudo estes assuntos e entendo que compartilhar o que penso pode ser de alguma utilidade, mesmo através de erros (propositais ou não). Afinal, pode ser o caso de salvar o que seria uma colheita perdida, ou ajudar alguém a melhorar a saúde de uma planta que cultiva na janela da cozinha, ou mesmo experimentar uma forma de plantio diferente. Quem sabe?

Outra coisa que faço é estar sempre jogando ideias na “rede”, para que sejam de algum proveito por quem se interesse. É o que chamo de “agir” através das pessoas, passando ideias adiante e questionando se seria possível, se vale a pena gastar tempo num projeto, sei lá, de composteira, de canteiro, de sombreamento, de horta, de viveiro, de loja de plantas, de pesquisa de espécies, de filtro de água poluída… Um dia acontece das pessoas fazerem!

Então o que tem de diferente é isso e – olhem que interessante – qualquer pessoa pode usar esses conhecimentos e fazer o mesmo!! É só fazer o que faço há quase 16 anos. E o que é melhor, quanto mais as pessoas estudarem e aprenderem sobre plantas, quanto mais pesquisarem, mais o projeto cresce, mesmo que as pessoas não participem do grupo de estudos ou nem façam parte da comunidade TSP.

Já me basta saber que as pessoas estão aprendendo, que estão estudando, que estão experimentando e, o mais importante, passando conhecimentos adiante.

E é exatamente isso que entendo que seja o projeto Tudo Sobre Plantas.

APRENDER E COMPARTILHAR!

(…tudo sobre plantas! rs…)

Abraços!

Anderson Porto
https://www.TudoSobrePlantas.com.br

20160502_054143_recorte

 

1 comentário

Arquivado em Notícias

Uso crônico de óleo rico em THC pode trazer riscos pra Saúde?

river

ME PERGUNTARAM SE O USO CRONICO DE ÓLEO RICO EM THC PODE TRAZER RISCOS PRA SAÚDE.
__
Paulo Fleury Teixeira*

Em primeiro lugar essa pergunta da forma como foi feita, por honestidade, deve ter uma só resposta: Sim.
Mas essa resposta seria a mesma se vc me perguntasse: o uso do óleo de CBD pode trazer efeitos negativos…? Sim
O uso da melatonina, pode? sim
O uso da vitamina C? Sim
O uso de…? Sim

Então a pergunta não deve ser essa pq ela não discrimina nada, pois, por princípio tudo na vida traz riscos e ao fim sabemos q a vida termina inexoravelmente na morte.

A pergunta mais esclarecedora seria então: quais seriam esses riscos e qual a sua frequencia, a sua incidência? Em geral as info não estão completamente disponíveis e então temos estimativas mais ou menos precisas disso.

No caso dos produtos com alto teor de thc, maconha, haxixe, óleos etc. quais seriam os riscos de longo prazo?

o q registramos é justo o contrário, em geral ocorre (grande) melhora no seu desempenho / desenvolvimento.

A primeira coisa q nos tranquiliza, sobretudo, é q não existem riscos organicos comprovados, ou seja nao existe doença ou evento (tipo infarto, avc, trombose, etc) q esteja comprovadamente relacionada/o ao uso de maconha e seus extratos.

Em nenhum sistema do nosso corpo: digestivo, cardiovascular, respiratorio, hepático, metabolico, respiratório, cancer etc… Isso é importantíssimo, qto mais qdo comparamos com os riscos e efeitos colaterais frequentes dos medicamentos q a maconha, ou o oleo rico em thc ou em cbd, pode substituir.

Os riscos estariam entao confinados ao campo psicossocial. Os riscos seriam de:

1. alterações psicquicas negativas (crises etc). Esses riscos existem e são presentes de várias formas e intensidades, na minha experiencia, seja no uso de cbd ou de thc.

Qual é o % em q eles aparecem? É dificil de estimar, mas com os dados q tenho dos ptes autistas é algo em torno de 10% dos casos q tem essas reaçoes. Mtas vezes ligadas à associação com uso de medicamentos neuropsi ou retirada desses medicamentos. E o q é mais importante e fundamental, essas crises são, em grande parte das vezes controláveis e o tto pode e deve continuar com benefícios pro paciente. Sobretudo com a retirada controlada dos outros medicamentos.

2. Perda de desempenho seja escolar ou no trabalho ou na vida social. Alega-se q o consumo intensivo de maconha está associado a alterações psicocomportamentais q resultam em perda do desempenho. Por exemplo, falta de vontade, disturbios de memória e cognitivos. Qual é o risco estimado disso ocorrer?

Não está claro e , o q é mais importante para nós, curiosamente esses problemas não tem sido identificados na literatura sobre o uso medicinal (não q eu saiba) e, em nossos pacientes crianças e adolescentes, por exemplo epiléticos e autistas, o q registramos é justo o contrário, em geral ocorre (grande) melhora no seu desempenho / desenvolvimento, seja com o uso de cbd ou, como é a maioria dos meus pacientes, com o uso de thc.

__
* Paulo Fleury Teixeira​ é médico, pioneiro na pesquisa sobre o uso da Cannabis no Brasil e recentemente apresentou ao público os resultados do seu tratamento experimental para tratar de sinais, sintomas e distúrbios associados ao autismo.

foto: Shutterstock/Tatevosian Yana

+ infos: Uso do óleo da Cannabis gera resultados satisfatórios no tratamento do autismo

 

Deixe um comentário

Arquivado em Cannabis, Observações, Projetos

A exploração do pau-brasil ao longo dos séculos

A exploração e a quase extinção do Pau-Brasil

INFOGRÁFICO: FARREL e WILLIAN MARIOTTO

O pau-brasil é uma espécie arbórea característica da Mata Atlântica, que ocorre do Rio Grande do Norte a São Paulo. Em muitas das regiões de ocorrência natural ela foi erradicada; na Região Cacaueira da Bahia, sua sobrevivência deve-se, basicamente, ao modelo de agricultura – cacau-cabruca – desenvolvido para estabelecimento da cultura.

Ela teve uma participação relevante e ativa na história do país, não só política como econômica, desde a colonização até os primórdios da república.

Devido à intensa comercialização da madeira para a extração de corante vermelho ( brasilina ), a região produtora da Ilha de Vera Cruz ficou conhecida como C osta do Pau-brasil e no ano de 1535, passou a se chamar oficialmente de Brasil. Essa atividade manteve-se economicamente rentável por aproximadamente 350 anos (1850-1870), quando foi progressivamente substituída por corantes sintéticos.

Por volta de 1750, a Paubrasilia echinata (pau-brasil) começou a ser utilizada para a confecção de arcos de violino e a partir do início do séc. XIX, os arcos de violino de músicos profissionais passaram a ser produzidos exclusivamente com a madeira do pau-brasil.

Apesar de não se conhecer a real forte pressão que a espécie tem estado sujeita ao longo de todos esses anos, é preciso rever o modelo de exploração adotado, pois em muitas de suas áreas de ocorrência natural ela já foi completamente erradicada. 

__
Fonte: [ História Pensante ]
Obs: o nome científico foi atualizado para constar o da última revisão.

1 comentário

Arquivado em Árvores, Etnobotânica

Ipê-roxo é primeira árvore do Cerrado a ter genoma sequenciado

article

Foto: Evandro Novaes

Cientistas da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) e da Universidade Federal de Goiás (UFG) sequenciaram, pela primeira vez, o genoma de uma espécie nativa do Cerrado: o ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus). A conquista é tema de artigo publicado na revista GigaScience, da Universidade de Oxford, Reino Unido. O estudo teve apoio financeiro da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Uma possível aplicação do sequenciamento genômico do ipê-roxo é auxiliar órgãos ambientais na análise forense para combater a exploração clandestina de madeira. Não é apenas a beleza do ipê-roxo que atrai os olhares dos mercados nacional e internacional. Trata-se de uma árvore que fornece madeira densa, de alta qualidade e resistente ao ataque de insetos e à ação do fogo. Todos esses predicados fazem com que o ipê seja conhecido hoje como o novo mogno, muito utilizado na fabricação de pisos, decks e assoalhos, principalmente nos Estados Unidos. Além disso, devido à produção e ao armazenamento de compostos químicos de interesse para a área de saúde, é uma árvore bastante visada para exploração de produtos medicinais. No Brasil, uma fração significativa da sua exploração madeireira acontece clandestinamente, sem manejo certificado. A genotipagem pode auxiliar os órgãos ambientais a rastrearem as árvores exploradas ilegalmente.

Segundo o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o físico Orzenil Silva-Junior, primeiro autor do artigo, o ipê-roxo foi escolhido pela sua importância ecológica no bioma, por já contar com informações técnicas importantes (caracterização molecular e análise filogeográfica preliminares), e também pelo grande acervo de material biológico adquirido graças à ampla coleta realizada pela professora Rosane Collevatti, do Laboratório de Genética & Biodiversidade da UFG. Orzenil explica que o sequenciamento do ipê-roxo não teria sido possível sem a expertise desse grupo com espécies nativas do Cerrado, que há anos trabalha na compreensão da distribuição das populações da espécie a partir de dados ecológicos, demográficos, geográficos e genéticos.

A pesquisa começou em 2013 e é fruto da cooperação científica entre Rosane Collevatti e o pesquisador da Embrapa Rercursos Genéticos e Biotecnologia, Dario Gattapaglia, com recursos do CNPq e e da rede NEXTREE FAP-DF/Pronex, liderada pelo cientista da Embrapa.

Ferramentas genômicas são aliadas da conservação das espécies nativas

O sequenciamento do genoma de espécies nativas do Cerrado otimiza e reduz os custos de conservação em todas as etapas, começando pela coleta de material genético, como explica Orzenil. No caso do ipê-roxo, que é uma espécie encontrada nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, estendendo-se até a Bolívia e regiões secas dos Andes no Peru até o México, com um número de subgrupos geneticamente diversos, as ferramentas genômicas podem auxiliar a racionalizar a coleta, reduzindo custos e esforços, permitindo a organização das ações de acordo com o conhecimento da diversidade genética dessa árvore. Para a conservação e uso sustentável do ipê-roxo, o conhecimento molecular pode ajudar a selecionar genótipos, além de evitar redundância.

Etapas do sequenciamento genômico

A primeira etapa do sequenciamento genômico resultou na obtenção de sequências biológicas contínuas, com tamanho superior a dois mil pares de bases, não redundantes e geneticamente ordenadas. A montagem das sequências estabelece uma escala física de medida, que funciona como uma “régua”, compara Orzenil, na qual é possível, por exemplo, observar as distâncias entre os pontos do genoma em que se verificam diferenças nas sequências de DNA entre diferentes indivíduos da espécie avaliada. Essa régua não é perfeita porque essas diferenças podem ser bem amplas, mas é uma aproximação útil. “Esse é um conceito bastante interessante, denominado pan-genoma, e tem implicações importantes para estudos genéticos ou em aplicações do melhoramento e da biotecnologia”, explica o pesquisador.

Depois, o conteúdo do genoma é anotado para identificar os elementos genéticos prioritários para os objetivos específicos de estudos que se seguirão, tais como genes e seus produtos, variantes de DNA. Segundo o pesquisador, é uma etapa longa e trabalhosa porque envolve a análise comparativa com base de dados extensa e, muitas vezes, de pouca acurácia ou de baixa representação para a espécie-alvo. No caso do ipê-roxo, que é a primeira espécie na família Bignoniaceae, a análise comparativa é pouco frutífera e exigiu a geração de novos dados experimentais.

A última etapa é a disponibilização dos dados genômicos em bancos internacionais, nos quais ficam acessíveis para as comunidades científicas no mundo. Hoje, existem grandes bancos de dados de sequências biológicas, tais como o GenBank/NCBI, nos Estados Unidos, o ENA/EMBL-EBI, na Europa e o DDBJ, no Japão. No caso do ipê-roxo, os dados foram depositados no National Center for Biotechnology Information (NCBI), em Maryland, EUA. Mas o banco escolhido não faz muita diferença, como explica Orzenil, já que trocam informações entre si, sob a coordenação da iniciativa International Nucleotide Sequence Database (INSDC).

Evolução do conhecimento

Acima de tudo, a equipe comemora o fato de ter conseguido estabelecer uma plataforma de alto desempenho para genotipagem de espécies de Handroanthus, abrindo caminho para a análise genética de outras espécies nativas do Cerrado. “Está claro, atualmente, que cada genoma conta uma história particular, mas o conhecimento adquirido facilita os novos desafios, especialmente no campo da análise. Em menos de quatro anos, já temos uma base de ativos biológicos para investigar variantes genéticas descobertas em cerca de 17 mil de 28 mil genes bem anotados no genoma da espécie”, afirma Orzenil. Outros estudos já estão em andamento com caju, mangaba, baru, cagaiteira e uma árvore ameaçada do Cerrado, denominada dedaleiro.

Avanços genômicos sobre espécies nativas do Cerrado representam mais uma esperança para este bioma, que, depois da Mata Atlântica, é o ecossistema brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana. Hoje, apenas 0,85% do Cerrado encontra-se oficialmente em unidades de conservação. Cerca de 80% já foram modificados pelo homem em decorrência da expansão agropecuária, urbana e construção de estradas e somente 19,15% da área mantém a vegetação original.

Sequenciar genomas é como desvendar uma galáxia 

Orzenil compara o sequenciamento de genomas a desvendar uma galáxia. “Se, na galáxia, os planetas estão organizados por forças gravitacionais, nos genomas, as informações genéticas estão dispostas de acordo com as forças evolutivas, como: recombinação, mutação, deriva genética, seleção e fluxos gênicos”, compara. E complementa: “As ferramentas genômicas são como telescópios modernos e permitem que os cientistas infiram a trajetória evolutiva das populações de plantas no ambiente, a partir do conhecimento dos genes e da sua ligação aos fenótipos”.

O sequenciamento do genoma de um organismo resulta em uma escala de medidas para definir pontos fisicamente espaçados, tais como os SNPs (do inglês Single Nucleotide Polymorphism), que, segundo Orzenil, são variações do DNA que ajudam a entender aspectos da história evolutiva de populações à luz da ciência genética. De posse dessas informações, e incluindo dados de distribuição geográfica, demográfica e ecológica, entre outros, é possível inferir eventos ancestrais correlacionados com modificações nas populações.

O conhecimento sobre o passado das plantas oferece aos pesquisadores a possibilidade de prever o comportamento delas no futuro, em nível populacional, por exemplo, em relação a mudanças ambientais e climáticas projetadas nos cenários probabilísticos. Antecipar essas mudanças nas populações é essencial para garantir a proteção dos recursos genéticos e até mesmo planejar usos eficientes da diversidade genética tanto no melhoramento convencional quanto na biotecnologia.

Outro aspecto importante, segundo Orzenil, é que a distribuição espacial de SNPs no genoma pode ser convertida em informação de distância genética por meio da genotipagem de vários indivíduos em experimentos genéticos. “Essa informação é normalmente utilizada pelo melhorista para monitorar cruzamentos genéticos e descobrir genes de interesse ligados, por exemplo, ao aumento de produtividade ou à resistência a doenças, com auxílio da biometria,” ilustra o pesquisador. Adicionalmente, aliada à genômica estatística, essa informação tem aplicação direta no melhoramento com emprego de técnicas de predição genética.

Como complementa o pesquisador da Embrapa Dario Grattapaglia: “o melhoramento assistido por dados genômicos permitiu uma mudança de paradigma. Passamos da inferência genética, a partir da qual os dados são observados por meio de testes de hipótese e estimação de efeitos, para a predição genética de dados futuros”. Esse conhecimento permite determinar o efeito agregado das variações em todo o genoma, influenciando características agronômicas ou industriais de interesse.

Fernanda Diniz (MTb 4685/DF)
Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Telefone: (61) 3448-4768

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

fonte: [ Noticias EMBRAPA ]

1 comentário

Arquivado em Árvores, Notícias, Técnicas

Um papo rápido sobre “ORGÂNICOS”

A maior parte dos agrotóxicos está na casca dos alimentos. Então… Tem certeza que a sua compostagem é #orgânica?

Entendo que o composto, para ser orgânico, deve ser feito com cascas e restos de vegetais cultivados também de forma orgânica, sem agrotóxicos, respeitando a Natureza.

A palavra “orgânicos” talvez precise – urgente! – de uma atualização, pois ao meu ver vem sendo utilizada substituindo um sentido mais amplo, mais relacionado a “viver de forma cooperativa”, sem agressões permanentes ao meio ambiente, reutilizando o que for possivel e deslocando recursos de forma mais inteligente e sustentável, justamente pelo fato de compartilharmos TODOS dessa estrutura natural do planeta, nossa casa. Cuidar para que as próximas gerações possam viver aquil.

Quem quer plantar irá utilizar borrachas para irrigar, aço em ferramentas, cordas, madeiras, telas, os mais diversos produtos, até mesmo sementes, todos comprados, a não ser que queiramos fazer tudo isso (plantar, cuidar e colher) com as próprias mãos.

Que dá até dá.
Só que rola um pouco mais de trabalho.

Abraços agroecológicos!

Anderson Porto
www.TudoSobrePlantas.com.br

2 Comentários

Arquivado em Alimentos, Cultivo, Curiosidades, Fitoterápicos, Herbicidas, Orgânicos

SiSTSP – Cucura-purumã (Pourouma cecropiifolia)

NOME CIENTIFICO: Pourouma cecropiifolia
NOME(S) POPULAR(ES): Cucura-purumã, Mapati, Uva-da-Amazônia, Imbaúba-mansa, Uva-da-mata.
FAMILIA (APG): Urticaceae
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Árvore que simboliza o bem e o mal na mitologia Tupi-guarani.[2]

O mapatizeiro é uma fruteira perene de porte médio.[3]

É considerado uma fruteira de valor comercial e nutricional, com fácil propagação, crescimento rápido, rusticidade, precocidade e boa produtividade.

Ideal para pequenos pomares e sistemas agroflorestais, como planta ornamental e na recuperação e enriquecimento de áreas degradadas.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=44342
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
| SiSTSP – Banco de Plantas Notaveis – Projeto Tudo Sobre Plantas
| registro atualizado em: 22/12/2017 00:42:08, por Anderson Porto.
=-=-

Deixe um comentário

Arquivado em SiSTSP

SiSTSP – Chapeu-de-napoleão (Thevetia neriifolia)

NOME CIENTIFICO: Thevetia neriifolia
NOME(S) POPULAR(ES): Chapeu-de-napoleão, Aguaí, Noz-de-cobra, Acaimirim, Cerbera, Auaí-guaçu
FAMILIA (Cronquist): Apocynaceae
FAMILIA (APG): Apocynaceae
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Quem tem facilidade para um mau jeito deve ter sempre duas sementes de Chapeu-de-napoleão (Thevetia neriifolia), também chamada aguaí, um macho e uma fêmea, no bolso. Pode ser no mesmo bolso. Também é bom contra reumatismo.

Cuidado para que crianças não as peguem porque são venenosas.

Para saber diferenciar as sementes, coloque-as em um copo d?água. A que afundar é macho, a que flutuar, fêmea.

Ou observe a risca da semente. A do macho fica bem no meio e a fêmea, entre o meio e a ponta.

É importante tocar nas sementes nos bolsos, para que elas entrem em contato com a pele.[2]

É uma planta arbustiva ornamental de belas e vistosas flores, é originária das Américas Central e do Sul e tem sido utilizada como planta ornamental em todo o mundo tropical e temperado, e no Brasil, mais especificamente no Sudeste.

Também é utilizada na medicina oriental há vários séculos para o tratamento de afecções cardíacas. [3]
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=10149
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
| SiSTSP – Banco de Plantas Notaveis – Projeto Tudo Sobre Plantas
| registro atualizado em: 11/12/2017 18:46:44, por Anderson Porto.
=-=-

Deixe um comentário

Arquivado em SiSTSP

Lagoas de evaporação de potássio, em Utah

Todos vocês já devem ter ouvido a famosa sigla NPK, correto? “N” de nitrogênio, “P” de fósforo e “K” de potássio. Pois bem… De onde vem esses nutrientes? Quais são as fontes de N, P e K? Eis uma das fontes de POTÁSSIO (K).
__

Essas formas azuis vibrantes no deserto marrom são as lagoas de evaporação de potássio administradas pela Intrepid Potash, Inc., o maior produtor de cloreto de potássio dos Estados Unidos, e estão localizadas ao longo do rio Colorado, a cerca de 30 km a oeste de Moab, Utah.

Essas lagoas medem 1,5 quilômetros quadrados e são revestidas com borracha para manter os sais.

Ao contrário de outras lagoas de evaporação de sal que obtêm um matiz naturalmente avermelhado devido à presença de certas algas, a cor azul brilhante dessas lagoas de evaporação de potássio é artificial. Adicionam uma tintura que ajuda na absorção de luz solar e evaporação. Uma vez que o potássio e os sais são deixados para trás, eles são recolhidos e enviados para processamento.

A maioria das reservas mundiais de potássio veio de oceanos antigos que uma vez cobriram onde agora é terra. Após a evaporação da água, os sais de potássio cristalizaram em grandes leitos de depósitos de potássio.

Ao longo do tempo, a agitação na crosta terrestre enterrou esses depósitos sob centenas de metros de terra e eles se tornaram um minério de potássio. A bacia do Paradox, onde as minas em Moab estão localizadas, é estimada em 2 bilhões de toneladas de potássio. Estes formaram cerca de 300 milhões de anos e hoje estão a cerca de 1.200 metros abaixo da superfície.

Para extrair potássio do chão, os trabalhadores perfuram poços na mina e bombeiam água quente para dissolver o potássio. A salmoura resultante é bombeada para fora dos poços para a superfície e alimentada para as lagoas de evaporação. O sol evapora a água, deixando atrás cristais de potássio e outros sal. Este processo de evaporação normalmente leva cerca de 300 dias.

Intrepid Potash, Inc. produz entre 700 e 1000 toneladas de potassa por dia a partir desta mina. A mina está aberta desde 1965, e a Intrepid Potash espera obter pelo menos mais 125 anos de produção antes que o minério de potássio se esgote.

Fonte: [ Amusing Planet ]

1 comentário

Arquivado em Adubação, Cultivo, Doenças, Fotos, Meio Ambiente, Técnicas