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10 PASSOS PARA FAZER UMA HORTA COMUNITÁRIA

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Dicas elaboradas pelos hortelões urbanos/texto de criação coletiva compilado pelo MUDA-SP (Movimento Urbano de Agroecologia), criado e mantido por pessoas, entidades privadas, públicas e não-governamentais

1) ENCONTRE UM ESPAÇO.

Pode ser uma praça, um quintal, a lateral de uma calçada, uma calha, um telhado ou qualquer canto da sua cidade que você gostaria de produzir algo e que tenha acesso a água de boa qualidade, não contaminada.

2) CONVERSE COM AS PESSOAS.

Encontre quem perto de você, amigo, vizinho, avó, filho, sobrinho ou voluntários dispostos a cuidar da horta cotidianamente, se revezando para que a cada dia alguém esteja lá pelo menos por alguns minutos.

3) ENTENDA PORQUÊ.

Seja curioso! Busque conhecer diferentes plantas e tipos de solo e avalie até onde você pode ajudar. Você será responsável por cada orégano que houver ali.

4) USE MAPAS.

Desenhe sua horta e imagine como gostaria que ela fosse. Faça um mapa dos amigos que ajudarão e dos recursos que precisará. Saiba quem são os parceiros pessoais e intitucionais, onde eles estão e como é a melhor forma de acessá-los. Converse com a subprefeitura mais próxima, avise sobre o projeto para que os órgãos públicos apóiem a iniciativa. De modo geral, é permitido cultivar hortaliças e vegetais em terrenos públicos, mas o plantio de árvores – mesmo que frutíferas – é proibido.

5) MÃO NA MASSA.

Marque um dia com sol leve. Chame um mutirão de gente que quer trabalhar, conversar, fazer plaquinhas, ensinar as crianças, colocar a mão na terra e conhecer novas pessoas. Todos são bem vindos!

6) CUIDE DA SUA HORTA.

Ela precisará ser regada, receber atenção periódica e ser adubada e manejada a cada mês. Seus temperos serão mais saborosos, suas alfaces mais bonitas e seus tomates mais vermelhos.

7) DOE SEU TEMPO.

Entenda e interaja com sua horta. Cada coisa terá seu tempo para crescer e umas crescerão mais vigorosas que outras. Veja que planta combina com a outra e observe as estações da lua. Plante mudas novas e veja o que acontece!

8) ESCREVA O QUE VOCÊ FEZ.

Faça um blog, um diário de plantio ou anote num caderno. Compartilhe seus sucessos, desafios, coisas que não deram certo e métodos infalíveis. Muita gente quer saber o que você faz e quer se aproximar de você. Aproveite os grupos das redes sociais.

9) CELEBRE A ABUNDÂNCIA.

Você tem muitas coisas ao seu redor, desde pessoas incríveis a uma quantidade enorme de recursos. Festeje suas conquistas com todos aqueles que ajudaram no processo, fazendo desde festas da colheita a picnics para troca de mudas e sementes.

10) DIVIRTA-SE!

Aproveite, experimente, seja ousado e não tenha medo de errar e faça isso com prazer. Você virará um pai ou mãe-coruja quando ver a primeira berinjela crescendo.

Fonte: [ blog Sementeira ]

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Iniciativa usa áreas abandonadas de SP para criar hortas comunitárias

Hortas como a de São Miguel geram emprego e alimento de qualidade para a comunidade. (Foto: Divulgação)

Hortas como a de São Miguel geram emprego e alimento de qualidade para a comunidade. (Foto: Divulgação)

Uma ideia simples vem fazendo a diferença de centenas de pessoas em São Paulo. Idealizada pelo empresário alemão Hans Dieter Temp, a ONG Cidades Sem Fome utiliza terrenos baldios da cidade para desenvolver hortas comunitárias, mudando as paisagens e ajudando a população carente das regiões por onde o projeto passa.

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Projeto Hortas Verticais

Para saber mais:

Horta Vertical com garrafas PET

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Horta orgânica em casa

Você tem um espaço em casa e não sabe o que fazer com ele?

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Hortas comunitárias

Horta comunitária na Zona Leste de São Paulo

Por mais cidades sem fome

Hans Dieter Temp, idealizador da ONG Cidades sem Fome, conta sobre os desafios e as grandes transformações que envolvem a criação de uma horta comunitária. As 21 hortas do projeto rendem mais de 500 reais por mês para 110 pessoas carentes e beneficiam até 660 pessoas, em São Paulo. Agora, o desafio é expandir as plantações para outras regiões pelo Brasil

Thays Prado – Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável – 28/06/2010

No país do “em se plantando tudo dá”, e com a ajuda da tecnologia, todo solo pode ser cultivado. Isso é o que diz a experiência do gaúcho que mora em São Paulo, Hans Dieter Temp, fundador da ONG Cidades sem Fome.

No final da década de 90, quando ia visitar sua futura esposa, que morava na Zona Leste da cidade, com os pais, Hans se indignava com o grande número de lotes de terra privados e públicos ociosos que encontrava em seu caminho, muitas vezes ocupados pelo lixo. “Essa região é muito empobrecida, tida como um local dormitório: a maioria dos moradores não apenas trabalha fora, como também gasta seu dinheiro fora dali”, observa Hans.

Mas em vez de por a culpa nas autoridades públicas ou na população ou reclamar para ninguém, ele decidiu que gostaria de tentar transformar a paisagem com que se deparava, preservar o ambiente local e trazer melhorias para a comunidade. Tudo isso com uma saída simples: plantar hortas nos locais abandonados.

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